Drones conquistam mercados: Em 2019 foram liberados 92.805 novos aparelhos

São Paulo — Os drones que riscam o céu em áreas urbanas — os aeromodelos usados em atividades de lazer —, não dão a dimensão do crescimento de um outro tipo de uso dessas pequenas aeronaves. Nos primeiros quatro meses de 2019, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a operação de 92.805 drones para uso profissional. Foram aprovados para esse tipo de voo, em média, 700 equipamentos por dia, ou um a cada dois minutos — sem contar os modelos para uso recreativo.

O volume crescente — em quatro meses, foi autorizada quase a metade do total de drones de 2018 — mostra que o uso desse tipo de equipamento vai muito além do uso recreativo. Hoje, há aeronaves remotamente tripuladas (as RPAs) em uso em diferentes setores — de distintas atividades no segmento agropecuário à geração e transmissão de energia, passando pela construção civil e produção de insumos, como o cimento.

Segundo os dados publicados pela Anac, há atualmente em operação no Brasil 396.267 drones para uso profissional. Com novas funções acrescentadas a esse tipo de equipamento, é difícil calcular quando a curva de crescimento vai mudar de tendência.

A multinacional ABB, por exemplo, trouxe no início do ano para o Brasil uma tecnologia que, acoplada aos drones, permite a identificação de vazamentos de gás. Ajustada à aeronave, essa espécie de “nariz biônico” pode chegar a lugares onde os funcionários teriam dificuldades e enfrentariam riscos.

Rubens Escobar, diretor de Measurements & Analytics da ABB, explica que essa tecnologia, com um sistema de detecção móvel de vazamento de gás, complementa um equipamento que já era oferecido pela companhia, mas que não permitia a mesma mobilidade. “Ela se beneficia da utilização de drones com menos mão de obra, cobrindo áreas de difícil acesso. O equipamento verifica a presença de metano e de etano, mas com uma precisão maior (em vez de parte por milhão, a PPM, em parte por bilhão, ou PPB)”.

O equipamento que vai preso ao drone não só constata o vazamento de gás como registra as coordenadas, para que os técnicos possam saber o ponto exato onde está o problema. Esse tipo de tecnologia pode ser aplicado em diferentes segmentos, como em concessionárias de gás e na localização de vazamento em gasodutos. “Quando acontece esse tipo de problema, as empresas têm de chamar as equipes de manutenção várias vezes para fazer a checagem in loco. O equipamento, quando acoplado ao drone, vai reduzir esse trabalho”, afirma Escobar.

Waze do campo

A CNH Industrial é outra multinacional que recentemente passou a incluir o uso de drones nos seus negócios, por meio da área Parts&Service, responsável por soluções de pós-venda. O conglomerado, que fabrica de caminhões a máquinas agrícolas, já tinha essa modalidade de prestação de serviço desde 2018, mas lançou oficialmente durante a Agrishow, no fim de abril, o serviço de mapeamento de áreas rurais com o uso dos RPAs para coletar imagens transformadas em dados para a agricultura de precisão.

O serviço é oferecido pelas concessionárias da CNH Industrial e a principal vantagem para os clientes, segundo Felipe Sousa, gerente de negócios e soluções da divisão, é a redução do tempo e das despesas, além do aumento do índice de acerto. Uma área de 60 hectares precisaria de 16 horas para a conclusão do levantamento topográfico feito por funcionários. Com um modelo de drone com boa autonomia de voo, esse trabalho é realizado em quatro horas e a redução de custo chega a 90%.

Os dados coletados pela aeronave são processados por um parceiro comercial da multinacional, a startup Bem Agro, e servem não apenas para saber se houve falhas no plantio e no desenvolvimento das culturas, mas também para fazer o levantamento de dados topográficos da propriedade que serão usados para criar as chamadas “ruas virtuais”, uma espécie de Waze do campo.

Processadas, essas informações serão acrescentadas ao software do piloto automático encontrado nas máquinas agrícolas. É o que definirá com precisão por onde o maquinário — pulverizadores, colheitadeiras e tratores — vai trafegar, onde fará a semeadura e a colheita, reduzindo o desperdício.

Nesse caso, o drone é uma ferramenta de suporte. “O cliente quando contrata drone já tem as máquinas e busca outras aplicações, que vão do período de preparação do terreno antes do plantio até a identificação do índice de clorofila da lavoura, que mostra onde estão as áreas mais e menos verdes, que podem ser resultado de uma infestação de pragas ou deficiência de nutrientes”, diz o executivo da CNH Industrial.

Quando a CNH entrou nesse segmento, em 2017, ainda nos Estados Unidos, seus executivos perceberam que não fazia sentido trabalhar com a venda de drones porque “o produtor quer plantar e colher”. A exceção, diz Sousa, está nos grandes produtores rurais, em especial os grupos que plantam cana-de-açúcar, que têm uma demanda tão grande que a aquisição acaba valendo a pena.

Fonte: correiobraziliense.com.br

A transformação do varejo atual e o varejo futuro

Roberto Butragueño, diretor de atendimento ao varejo da Nielsen, fala sobre a mudança nos hábitos de consumo dos brasileiros e a consequência disso para o varejo

Por Roberto Butragueño, diretor de atendimento ao varejo da Nielsen

Prestes a completar um ano na Nielsen Brasil, após uma longa temporada na Ásia e um breve período em Madri, na minha terra natal, ainda me vejo desbravando o mercado brasileiro, entendendo suas singularidades e os pontos de convergência do modelo nacional com o que é praticado no resto do mundo, em especial nos países desenvolvidos. Neste sentido, participar da Apas Show, realizada de 06 a 09 de maio, foi um dos momentos mais importantes em termos de aprendizado e networking desde que cheguei ao país.

Ponto de encontro fundamental entre varejo e indústria, pude comprovar o que já acreditava ser fato: a Apas Show é um momento chave para a apresentação de cases, para o lançamento de produtos e soluções e de compartilhar conhecimento. Como palestrante, pude contribuir para o bom debate sobre os desafios do setor, mostrando a visão da Nielsen para o atual cenário e para o varejo do futuro, que não está tão distante assim dos dias atuais – seis anos passam muito rápido, mas que devem ser cruciais no que tange à inovação e difusão de novas tecnologias no varejo, desenvolvimento de novos modelos de negócios e mudanças no comportamento e na jornada de consumo do brasileiro.

Começando pelo momento atual do varejo: o impacto da crise econômica, a democratização do acesso à Internet e as tendências de saudabilidade são alguns dos fatores que vêm contribuindo com as mudanças no comportamento dos brasileiros e, por consequência, na maneira como consomem e compram. Poupadores, confortáveis e seletivos; conectados e sociais; sofisticados, saudáveis e comprometidos, essas são as principais características que permeiam o omnishopper brasileiro.

Por esta razão, indústria e varejo precisam estar preparados para atender suas demandas e necessidades atuais e futuras de modo a se manterem relevantes neste cenário dinâmico e em constante mudança.

Poupadores, confortáveis e seletivos

Nos últimos dois anos, 37% dos lares brasileiros continuaram impactados pela crise (perderam o emprego e/ou possuem dívidas e/ou acham que não irão conseguir quitá-las) e 14% entraram nela em 2018. No entanto, apesar desse alto número, 22% dos lares brasileiros saíram da crise em 2018, retomando o consumo, mas, ainda assim, buscando alternativas para economizar.

Em 2018, o brasileiro passou a visitar 8 canais varejistas diferentes para realizar suas compras ao longo do ano, quase 4 a mais comparado a 2013. Além disso, 67% declararam começar a frequentar mais lojas que têm programas de fidelidade e 17% estar mais organizados e planejados no momento das compras. Adicionalmente eles não abandonam o Cash&Carry (C&C), realizando 57% das suas compras de abastecimento no canal.

O C&C foi o canal que apresentou o maior crescimento no Brasil em 2018, ultrapassando em penetração o Supermercado no último ano (Jan a Set’17 vs. Jan a Set’18). Além disso, o canal ganhou importância em valor e teve maior entrada nos lares brasileiros comparado aos demais canais, adaptando-se aos novos consumidores e ganhando aderência em todos os níveis socioeconômicos, enquanto o Hipermercado vem sofrendo perda de função e o formato Vizinhança abre novas lojas para se manter vivo.

Conectados e sociais

Outro fator importante que tem contribuído com a mudança do comportamento do consumidor brasileiro, impactando diretamente o varejo, é a ascensão do e-commerce no Brasil. Já são mais de 58 milhões de compradores virtuais no país, que lidera o ranking da América Latina em termos de vendas online, faturando mais de R$53,2 bilhões em 2018, com 123 milhões de pedidos, segundo nosso mais recente Webshoppers, maior relatório sobre o e-commerce brasileiro, desenvolvido pela Ebit | Nielsen.

O m-commerce (compras via smartphone) vem se mostrando a grande via de democratização do e-commerce. Em 2018, foram registrados mais de 10 milhões de consumidores que fizeram uma compra online pela primeira vez, incluídos digitalmente a partir da expansão do mercado de smartphones e do acesso à banda larga. E as categorias responsáveis pela expressiva alta de pedidos via mobile são “Perfumaria, Cosméticos & Saúde”, “Informática” e “Alimentos & Bebidas”.

As redes sociais também ganham cada vez mais importância na hora das compras online, sendo o segundo maior motivador de compras na internet, perdendo apenas para os sites de busca. Dos 138 milhões de internautas brasileiros, 85% usam internet diariamente, passando, em média, 9h14m conectados.

Sofisticados, saudáveis e comprometidos

Segundo nosso estudo global sobre “Premiumnização” (2018), 47% dos brasileiros declaram que estão dispostos a desembolsar mais com produtos premium quando apresentam alto padrão de qualidade e segurança; 41%, quando as marcas oferecem algo que nenhum outro player oferece e 36%, se forem orgânicos e possuírem ingredientes 100% naturais.

Meio ambiente também é um fator levado em consideração pelo consumidor brasileiro e tem ganhado maior relevância. 56% dos participantes do nosso painel de consumidores declararam que pagam mais por marcas que se preocupam com o meio ambiente e 71% não compram produtos de empresas associadas a testes em animais.

Escolhas saudáveis também já passam a fazer parte da realidade brasileira. Enquanto 82% dos lares aspiram a hábitos saudáveis, afirmando irem médico ao menos uma vez por ano, aumentando o consumo de produtos integrais e diminuindo o consumo de, pelo menos, um item, como sal, gordura, açúcar ou industrializados, 28% já são considerados saudáveis, declarando ir ao médico ao menos uma vez ao ano, aumentar o consumo de integrais e diminuir o consumo em todos os itens acima mencionado. Esses lares são formados por famílias de 3 a 4 indivíduos (50%), sem presença de crianças (57%) e pertencentes ao nível socioeconômico A e B (50%).

Varejo do futuro

Tais mudanças nos hábitos de consumo são fundamentais para a transformação do varejo atual e futuro. Lojas físicas tendem a estar mais conectadas e digitais, oferecendo mais conforto e informações detalhadas em tempo real, servindo, principalmente, como showroom às marcas. Além disso, o serviço ao cliente também será um diferencial, unindo estratégias de cross-selling personalizado, equipe especializada de modo a se tornar, cada vez mais, um ambiente de socialização.

A Internet of Things (IoT), ou seja, a interconexão digital entre os objetos do dia a dia e da internet, terá um papel importante na autorreposição de produtos de baixo engajamento, em promoções personalizadas, na comparação de preços em tempo real e na diminuição do desperdício. Em relação aos modelos de assinatura para itens de alto engajamento, a IoT possibilitará novos papéis para os varejistas e fabricantes, além de lançamentos de maior precisão e aperfeiçoamento das margens.

A ultra conveniência proporcionará entrega em tempo real, recomendações de saúde personalizadas, marketplace de comércio local e sustentabilidade. Os assistentes de voz, por sua vez, possibilitarão compras impulsivas, novos cenários de vendas cruzadas, conhecimento do consumidor por meio do seu rastro digital e uma variedade ilimitada com visibilidade reduzida.

Trazendo esses insights futuristas para o cenário atual, vi na Apas Show, e vivencio no dia a dia com os parceiros Nielsen, que o varejo brasileiro já caminha aos poucos em direção ao futuro. Permanecer no rumo certo vai além da adoção de tecnologia: o diferencial será científico. Será necessário dispor de dados acurados e utilizá-los de maneira efetiva, oferecendo uma experiência mais personalizada ao cliente, tanto em preço como em promoções, alocação de produtos e experiência de compra.

Por Roberto Butragueño, diretor de atendimento ao varejo da Nielsen

Fonte: portalnovarejo.com.br

Amazon investe em empresa de entrega de alimentos e deve rivalizar com Uber Eats

Amazon comprou uma participação significativa em uma empresa de entrega de alimentos britânica, a Deliveroo. A empresa de Jeff Bezos lidera uma rodada de investimentos com um aporte de US$ 575 milhões na startup. A companhia de entregas não divulgou o tamanho da participação que a Amazon adquiriu com o investimento. A rodada já rendeu US$ 1,53 bilhão à Deliveroo até o momento.

No ano passado, o Uber considerou investir na companhia para acelerar seu negócio de entrega de alimentos no continente europeu. A varejista norte-americana também já havia cogitado a possibilidade de um aporte na Deliveroo, em setembro do ano passado.

Com o investimento, a Amazon deve se tornar uma forte concorrente do Uber na briga pela liderança do mercado global de delivery de comida. A Deliveroo atua em 14 países, incluindo França, Cingapura e Alemanha, emprega 60 mil pessoas e tem parceria com mais de 80 mil restaurantes.

“A Amazon tem sido uma inspiração para mim, pessoalmente e para a empresa. Estamos ansiosos para trabalhar com uma organização tão obcecada pelo cliente”, Will Shu disse fundador e presidente-executivo da Deliveroo.

Fonte: Portal no Varejo

Walmart reage à política da Amazon e anuncia entrega grátis em um dia

Segundo o Walmart, operação será ainda mais barata para empresa. Frete especial estará disponível para 75% dos norte-americanos sem a necessidade de participação em programa de fidelidade.

Logo após a Amazon anunciar que faria entregas em um dia para os membros de seu programa de fidelidade, o Walmart começa a entregar os produtos de seu e-commerce em 24 horas. A novidade foi anunciada nesta terça-feira (14) por Marc Lore, CEO do Walmart eCommerce nos Estados Unidos.

A principal diferença em relação ao programa da Amazon é que qualquer consumidor tem acesso à entrega grátis em um dia. Na Amazon, é necessário ser um membro Prime e pagar US$ 12,99 por mês para ter o benefício. No Walmart, a condição para ter um produto com frete grátis e rápido é que o valor da compra seja acima de US$ 35.

Segundo Lore, as entregas em um dia devem estar disponíveis para 75% dos norte-americanos ainda em 2019. Cerca de 220 mil produtos são elegíveis para a entrega rápida. O Walmart ainda vai incluir mais itens nessa lista. Phoenix e Las Vegas serão as primeiras cidades a receber a novidade.

Operação mais barata

Oferecer frete grátis com apenas um dia de prazo para entrega vai sair mais barato para o Walmart do que quando o consumidor paga pelo frete com um prazo maior de envio. Parece loucura, mas é o que garante Marc Lore: “a nossa nova entrega NextDay (como foi batizado o programa) não é excelente apenas para os clientes, mas também faz sentido para os negócios. Ao contrário do que você imagina, nos custará menos entregar os pedidos no dia seguinte”, explicou o executivo em um post no blog da empresa.

O que permite que a operação seja mais barata é a capilaridade que o Walmart construiu ao longo dos anos. Os itens elegíveis para entrega no próximo dia vêm de um único centro de distribuição, que fica próximo do cliente. Ou seja, a disponibilidade de produtos para o frete rápido depende da localização do cliente e do sortimento do centro de distribuição mais próximo a ele.

Ao contrário dos pedidos de itens que precisam ser deslocados entre cidades ou estados, um pedido enviado em apenas uma viagem atinge um nível de eficiência maior, diminuindo os custos da operação. “Podemos oferecer opções de envio rápidas porque construímos uma rede de distribuição estrategicamente localizada nos EUA”, diz Lore.

Para que essa operação fosse possível, o Walmart precisou mapear os hábitos de compra dos consumidores por região para garantir que os produtos estejam nos locais certos, onde são mais comprados.

Fonte: portal no varejo

Ela criou um guarda-volumes inteligente para baratear as entregas

Raquel Schramm, da EntregAli, quer incluir quem não consegue receber o carteir.

Para o setor de vendas à distância — e-commerce, televendas e afins —, o Brasil tem menos do que os 200 milhões de habitantes contabilizados pelo IBGE. Bem menos. Milhões de pessoas estão excluídas do mercado de consumo — e limitadas no próprio exercício da cidadania — pela incapacidade de receber uma encomenda. Fazem parte desse grupo 29% das residências em São Paulo e 39% no Rio de Janeiro, aonde os Correios não chegam, alegando falta de segurança. Além destes, existem barracos em favelas, sem endereço formal ou CEP. Eventualmente, também entram na conta aqueles que moram em casa mas passam boa parte do tempo fora, sem ninguém para atender o carteiro — nada menos que 76% da população. É esse o tamanho do problema que a engenheira Raquel Schramm, 35 anos, e Thiago Lopes, 34, querem resolver.

Os dois são sócios na EntregAli e fazem a CollectSpot, uma caixa postal inteligente — a primeira no Brasil homologada pelos Correios. Inspirada em um modelo visto na Inglaterra e em exemplos como o do Amazon Locker, a startup quer reduzir os gastos de entregas no Brasil, garantindo que, mesmo em caso de ausência do destinatário, o objeto seja recebido e fique em segurança até a retirada.

O guarda-volumes inteligente pode viabilizar o e-commerce de produtos de menor valor. Cerca de um terço dos custos de logística se devem à última milha, do ponto de distribuição à casa. Ao centralizar as entregas, o custo cai. Ao evitar o retorno do carteiro porque o dono da casa não está, o custo cai mais ainda. “Existe uma estimativa que 10 milhões de encomendas retornem às lojas virtuais por trocas, destinatário ausente ou endereço não encontrado”, diz Raquel. Três visitas aumentam o custo a ponto de zerar o lucro do vendedor.

As primeiras caixas inteligentes foram instaladas em quatro condomínios de alto padrão em São Paulo, um ambiente controlado onde a dupla poderá testar a praticidade e robustez da tecnologia. Após esse ensaio, a EntregAli pretende oferecer uma conveniência a mais em lojas de serviços e, principalmente, chegar a regiões periféricas — para dar caixa postal a quem não tem.

O CollectSpot visualmente se assemelha a um caixa eletrônico de banco — ou a um armário de vestiário de academia. Funciona como um guarda-volumes automatizado. Por um painel de controle ou aplicativo de smartphone, o entregador pode abrir a porta e deixar a encomenda. Graças ao convênio firmado com os Correios, os carteiros vão aprender a operar o equipamento. O armário emite um comprovante de entrega e avisa ao destinatário que a encomenda chegou. O cliente pode retirar com uma senha ou por biometria.

Atualmente, o serviço pode ser adquirido por meio de um contrato de aluguel mensal cujo valor varia de acordo com o número de módulos desejados. Um módulo possui dez compartilhamentos e, de acordo com os testes já observados pela EntregAli, consegue administrar um prédio de até 60 apartamentos. Esse é um método de eximir os porteiros e zeladores da responsabilidade sobre os itens recebidos pelos condôminos — que podem reunir encomendas de diversos valores — , ao mesmo tempo em que inibe assaltos aos prédios. “As máquinas são todas filmadas, todas as portas têm sensor de abertura e, em regiões de risco, também haverá uma pessoa de segurança para tentar inibir roubo e fraudes”, diz Raquel.

Nos próximos meses, a EntregAli quer instalar seu guarda-volumes inteligente em Capão Redondo, periferia de São Paulo. Num ambiente menos controlado, o CollectSpot estará sujeito a tentativas de arrombamento, assaltantes atentos ao entra e sai de mercadorias e à falta de luz. Raquel diz que o equipamento é robusto, capaz de operar por longas horas sem luz ou internet.

Fonte: revistapegn.globo.com.br

Supermercados apostam no delivery

Serviços de entrega se tornam peças-chaves de expansão de redes. Atendimento inclui personal shoppers.

São Paulo — Duas das maiores redes supermercadistas do país, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour, deram, nesta semana, o pontapé inicial em suas principais estratégias para se diferenciarem da concorrência na guerra do varejo: o delivery. O plano do GPA, iniciado ontem, estreou após cinco meses da aquisição da James Delivery, startup de encomenda e entrega de produtos sediada em Curitiba. Segundo o GPA, o serviço garante a entrega, em poucos minutos, desde itens vendidos em supermercados até restaurantes e farmácias. Em uma primeira etapa, toda a capital paulista estará coberta pelos serviços do aplicativo. A partir do próximo ano, a plataforma será levada para mais de 10 cidades brasileiras, incluindo Belo Horizonte e Brasília.

No caso do Carrefour, o delivery será operado em parceria com o aplicativo Rappi. De imediato, serão oferecidas duas modalidades de serviço: a “Express”, com entrega em até 35 minutos, e “Supermercados”, para entrega em até uma hora. Inicialmente, o serviço será atendido por meio do modelo tradicional de picking (separação e preparação de pedidos), em hipermercados e supermercados Carrefour. Nos próximos meses, no entanto, as empresas pilotam novo modelo operacional, a partir de dark stores da rede varejista, em que o próprio Carrefour fará o picking e a Rappi cuidará da entrega.

O novo modelo traz eficiência à operação, já que o estoque, separado da área de vendas das lojas, será dedicado somente para suprir o serviço de delivery, eliminando as etapas tradicionais e garantindo ainda mais rapidez e sortimento assertivo. “Ao investir no serviço de entregas, as grandes redes reduzem a distância entre um modelo de negócio mais centralizado para um sistema de operação que se assemelha ao varejo de vizinhança, o grande trunfo dos pequenos estabelecimentos de bairro nos últimos anos”, disse Juarez Peres Leão, consultor especializado em varejo.
Além de entregar na porta de casa, a decisão de apostar no delivery marca importante guinada tecnológica nas redes supermercadistas. Para usar o serviço do GPA, o usuário deve baixar o aplicativo no Google Play e na App Store. Depois de concluir o cadastro, poderá escolher o estabelecimento entre os parceiros disponíveis, selecionar os produtos que deseja receber e aguardar. De acordo com a empresa, a entrega será feita em minutos no endereço selecionado, desde que esteja no raio de abrangência de entrega da plataforma. A taxa de entrega será gratuita durante o primeiro mês de operação do James Delivery em São Paulo. Ainda dentro dessa transformação digital, segundo o GPA, os clientes exigem soluções cada vez mais personalizadas. “Alinhada com a estratégia omnicanal do Grupo em uma visão de longo prazo, a aquisição proporcionou ao GPA a entrada em um novo nicho de negócio, o dos ‘super apps’, que são plataformas que permitem ao usuário receber em uma hora produtos diversos, de parceiros selecionados em verticais de consumo, como supermercados, conveniência, drogarias, restaurantes e outros”, informou a empresa, em nota.

Diferencial

Atualmente, o delivery do Carrefour pela Rappi já está disponível em São Paulo, Barueri (SP), Santana de Parnaíba (SP), Santo André (SP), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), São José dos Campos (SP), Brasília, Recife, Fortaleza, Curitiba e Porto Alegre. A expectativa é chegar a mais 12 cidades nas próximas semanas e, futuramente, em todas os municípios em que o Carrefour opera e que haja cobertura da startup — presente em 15 municípios brasileiros. Oferecendo a entrega de produtos com os mesmos preços das lojas físicas, a Rappi leva às lojas do Carrefour seus personal shoppers, profissionais preparados para escolher os melhores itens para os usuários. O cliente consegue ainda conversar em tempo real com esse assistente e, inclusive, pedir foto das mercadorias para avaliá-las melhor, conseguindo fazer substituições, se necessário.
Com mais de 13 milhões de downloads na América Latina, a Rappi se tornou o principal aplicativo de serviços da região. Em 2018, a startup aumentou em sete vezes o número de produtos entregues e registrou crescimento mensal de 20% nos setes países em que atua. No Brasil, esse número foi ainda maior, ultrapassando os 30%. “Trazemos um grande diferencial para a operação dessa categoria pela Rappi, ao mesmo tempo em que aumentamos a satisfação e a qualidade da experiência de compra do nosso cliente”, destaca Paula Cardoso, CEO do Carrefour eBusiness Brasil. “Oferecemos mais um canal de compra, que complementa nossos formatos de loja e e-commerce, com uma opção ainda mais cômoda para pessoas que optam por não utilizar carro ou querem aproveitar a rapidez e frete de baixo custo”, completa.
Fonte: correiobrasiliense.com.br

Como fazer o pacote chegar intacto ao destino? Uma história de bicicletas

Imagine que você é dono de uma fábrica de bicicletas. O negócio vai bem, suas vendas estão crescendo, mas há um problema: na entrega, a falta de cuidado dos carregadores ao manusear os volumes acaba danificando várias delas. E o lucro da venda de bicicletas vira prejuízo. O que você faz?

Imagine que você é dono de uma fábrica de bicicletas. O negócio vai bem, suas vendas estão crescendo, mas há um problema: na entrega, a falta de cuidado dos carregadores ao manusear os volumes acaba danificando várias delas. E o lucro da venda de bicicletas vira prejuízo. O que você faz?

A VanMoof, fabricante holandesa de bicicletas elétricas, estava diante do mesmo dilema. A marca é famosa entre os jovens por produzir bicicletas inteligentes. Tanto que é chamada de “a Tesla das bicicletas”, numa comparação com a avançada montadora de carros elétricos.

Se você faz compras pela internet, talvez já tenha recebido um pacote danificado no transporte. É uma chateação para todo mundo, mas, para a empresa que vai repor o produto, significa prejuízo. Era especialmente prejudicial à fabricante holandesa, que usa equipamentos sensíveis e caros, como dispositivos antirroubo e motores elétricos. Muitas vezes a bicicleta era entregue, nas palavras de um diretor, “como se tivesse passado por uma colheitadeira de metal”.

Será que escrever “frágil” na embalagem resolve? A revista Popular Mechanics em 2010 enviou vários pacotes, contendo localizadores e sensores, para testar. Alguns não tinham nenhum aviso, porém outros tinham etiquetas indicando “frágil”.

Um problema é que, ao pedir cuidado, você não está sozinho. Em um centro de triagem, uma boa quantidade de pacotes tem o mesmo aviso de “frágil”, o que dificulta o tratamento especial a todos ou só a um deles. E destacar a fragilidade do produto também deixa irritadas algumas pessoas. Os carregadores agiam com muito menos cuidado e as caixas com o aviso chegaram muito mais maltratadas ao destino.

A VanMoof tentou lidar primeiro com o problema fazendo o óbvio: trocou de transportadora. Mas não funcionou e logo depois precisou fazer o mesmo. E assim foi trocando para serviços maiores e menores, sem que as bicicletas deixassem de chegar destruídas.

Finalmente a empresa inovou na resposta, se valendo de um truque emprestado dos estudos de comportamento. Entregadores não manuseiam bicicletas sem maiores cuidados para estragá-las, mas por imaginar que o equipamento é resistente. Há uma razão: por décadas, os modelos foram mesmo simples, sem adicionais eletrônicos sofisticados.

Já as TVs sempre foram reconhecidas como equipamentos frágeis, que precisam ser manuseados com mais delicadeza. Essas duas informações são uma referência mental para os entregadores em um dia de trabalho.

E se em vez de explicar aos entregadores que o equipamento é frágil fosse estampada a imagem da TV na caixa de bicicleta?

Nem foi preciso mudar tanto: as caixas da bicicleta e de uma TV tela plana são parecidas. No começo de 2016, as novas embalagens começaram a ser enviadas. Com um “puxão” nos entregadores – uma pequena mudança de cenário para mudar um comportamento -, a VanMoof viu os danos na entrega caírem entre 70 e 80%.

Será que se trata de um caso bem específico ou será que daria certo com outro tipo de produto? Seja como for, é um exemplo de como conceitos econômicos podem ajudar a resolver problemas do dia a dia. Só não avisem os entregadores.

Matéria sugerida pelo colaborador: Gerson Diacov

Fonte: G1.com.br

7 varejistas que correm contra o tempo para valorizar a loja física

Desorientação. Essa é palavra que toma conta da sociedade quando uma revolução está prestes a acontecer. É o que se vê no momento atual, de profunda transformação das relações entre as pessoas e delas com o meio ambiente. Isso tudo por conta da tecnologia, que desorienta as práticas antigas dos negócios varejistas.

Há alguns anos, a discussão sobre as transformações do varejo circunda uma ideia sombria: o apocalipse da loja física. O que se vê hoje é uma proliferação de fechamentos de lojas físicas pelo mundo. A Macy’s, por exemplo, fechou centenas de lojas, mas está dando uma nova cara para as remanescentes.

Embora os varejistas ainda patinem sobre o terreno escorregadio das inovações incrementais ou disruptivas, o consumidor sabe bem o que quer: experiência e comodidade. Alguns varejistas tocam experiência interessantes no varejo mundial que podem ser referência ao mercado brasileiro. Confira, a seguir, cases de sucesso da transformação da loja física, apresentados por Rodrigo Diago, diretor executivo da Accenture e líder da Indústria de Varejo para a América Latina, durante o 7º Fórum Lide do Varejo.

Para Diago, o que rege a transformação digital são as expectativas do consumidor. Do momento do desejo à sua realização existiam horas ou dias de intervalo. “Hoje, a tendência aponta que, em larga escala, o consumidor possa abrir a porta da geladeira e, por comando de voz, acione a loja para receber o produto que acabou. O intervalo de tempo está diminuindo cada vez mais. Alguns players podem ver essa revolução como ameaça, outros, como oportunidade”, afirma o executivo.

Conheça as sete marcas que estão reinventando a loja física:

Lululemon
A varejista de materiais esportivos Lululelmon, do Canadá, transformou sua loja em um centro de educação. Em meados do ano passado, a empresa anunciou a expectativa de contratar mais de 100 educadores para trabalhar em suas lojas durante a temporada de férias. “Eles encorajam as pessoas a desenvolver os produtos dentro da loja”, conta Diago.

April Gourmet
A China está apostando alto na cultura digital do seu povo e na adesão espetacular que o país tem em relação aos smartphones. Até o fim dos anos 2000, a maior empresa do gigante asiático era uma do setor de telecomunicações, a China Mobile. Hoje, as líderes são as que desenvolvem soluções para essa massa de celulares inteligentes que o país utiliza, como Tencent e Alibaba.

Um dos varejistas que utiliza esse potencial é a April Gourmet, de supermercados. Assim como a Amazon Go, a rede tirou todo atendimento humano das lojas e permite aos consumidores que levem seus produtos e realizem o pagamento de maneira automatizada, via celular.

Rebecca Minkoff
Fundada em Nova York em 2005, em pouco mais de uma década, a marca de moda Rebecca Minkoff atingiu a impressionante marca de 900 lojas em todo o mundo. O objetivo agora é adaptar as lojas à realidade phygital. Com as novas tecnologias empregadas na loja, o consumidor consegue por meio de um espelho inteligente ver as variações do produto e adaptar as peças ao seu próprio corpo, reduzindo consideravelmente o atrito próprio do varejo de moda: o tempo que se perde aguardando peças para serem levadas ao provador e as trocas de roupas dentro da cabine.

Coty
Ainda na linha da simbiose entre o físico e o digital, a Coty estimula o cliente a usar seu celular para provar seu produtos dentro da loja, sem a necessidade de ter todas as opções disponíveis no seu estoque local. Por meio do aplicativo, a varejista oferece cores de batons que combinam com os diferentes formatos de lábios e tonalidades de peles das suas clientes, fazendo a combinação por meio de inteligência artificial.

Rodrigo Diago, da Accenture, aponta que as tecnologias voltadas para aplicativos vêm evoluindo e alcançando soluções relevantes na jornada do cliente. “Existe um business nessas plataformas que envolve o potencial de captura de informações, que permite fazer um pareamento entre oferta e demanda, agregando valor. O negócio é gerar transações com as combinações matemáticas. Isso pode ser uma grade mudança para o varejo”, destaca.

Macy’s
A Macy’s passou, em 2018, por um processo intenso de fechamento de lojas junto com tantos outros varejistas tradicionais dos Estados Unidos. A empresa resolveu ver o apocalipse do varejo físico como uma oportunidade, usando as lojas que sobraram para acolher as marca que estão ficando sem espaço físico. Um dos exemplos é a LensCrafters, rede de óticas, que está abrindo lojas dentro

Além disso, a Macy’s recebe os e-commerces e marcas que só vendem on-line para ter seu espaço no mundo físico. A gigante varejista está juntando, mais do que nunca, seu know-how em varejo e seu poderio imobiliário em um único negócio. É a fusão do real estate e do retail como solução para contornar o fim da loja física como a conhecemos.

H&M
Quase 5 mil lojas pelo mundo em 69 países. Esse é um dos principais ativos da H&M, empresa sueca do segmento de moda. Porém, a necessária ampliação da capilaridade da rede é sempre um desafio para a empresa que trabalha com preços acessíveis. “Uma das soluções para integrar as lojas físicas e seus estoques é transformar essas lojas em hubs de distribuição”, conta Diago.

Além disso, a H&M criou um plano de expansão que compreende o “lançamento de flagships integradas com o on-line para atender CEPs onde as lojas tradicionais não chegam”, explica o especialista da Accenture. Tudo isso a menor custo e maior eficiência operacional.

Hema
Uma das sensações da NRF 2019 foi a reprodução do sistema logístico do Hema, supermercado do Grupo Alibaba especializado em comidas frescas. Da porta para dentro da loja, o sistema automatizado evita o contato humano com produtos delicados. Da porta para fora, um ambiente de jornada integrada que garante eficiência no delicado delivery de alimentos. “A rede consegue fazer com que qualquer loja entregue diretamente ao cliente em 30 minutos. Esse modelo é fonte de inspiração para o varejo do mundo e para o brasileiro também, com as devidas adaptações ao nosso varejo”, avalia Diago.

Fonte: portalnovarejo

Abecs projeta crescimento de 16% para uso de cartões em 2019

Em 2018, valor total transacionado atingiu R$ 1,55 trilhão, alta de 14,5%. Associação espera chegar a 60% de representatividade no consumo das famílias até 2022.

Os pagamentos realizados com cartões de crédito, débito e pré-pagos devem crescer em torno de 16% em 2019, chegando ao patamar de R$ 1,8 trilhão, de acordo com projeções da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento. Com isso, as compras com cartões devem registrar, no 4º trimestre de 2019, uma participação recorde de 40% em relação ao volume do consumo das famílias brasileiras.

“O objetivo do setor é alcançar o patamar de 60% de representatividade no consumo das famílias até 2022. Para isso, é preciso incentivar ações que ampliem o acesso e gerem mais eficiência aos meios eletrônicos de pagamento, apostando em inovação e produtos e serviços cada vez mais convenientes e seguros para as pessoas”, afirma Pedro Coutinho, presidente da Abecs.

Balanço 2018
Segundo dados consolidados da Abecs, os brasileiros realizaram R$ 1,55 trilhão em compras com cartões em 2018, crescimento de 14,5% em relação a 2017 – maior alta desde 2014, quando o setor cresceu 14,8%. Entre as modalidades, os cartões de crédito registraram R$ 965,5 bilhões, alta de 14,6%, os cartões de débito, R$ 578,1 bilhões, alta de 13,8%, e os cartões pré-pagos, R$ 11 bilhões, alta de 66,5%. O volume total representou 38,3% do consumo das famílias no 4º trimestre de 2018. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a representatividade do setor subiu de 20,7% em 2017 para 22,8% em 2018.

Em quantidade de transações, os cartões tiveram crescimento ainda maior, de 15,5%, totalizando 18,8 bilhões em 2018 – o equivalente a 35,8 mil transações por minuto. Os cartões de crédito foram usados 9,4 bilhões de vezes pelos brasileiros, enquanto os cartões de débito, 9,3 bilhões, e os cartões pré-pagos, 180,1 milhões. Levando em consideração a população economicamente ativa, cada pessoa realizou cerca de 180 transações com cartões no ano passado.

Compras remotas
As compras com cartões não presentes, com destaque para o e-commerce, também ajudaram a impulsionar o crescimento do setor no período, somando R$ 198,2 bilhões (alta de 18,4%). O valor corresponde a 20,5% de todo o volume transacionado por meio de cartões de crédito em 2018. De acordo com pesquisa da Abecs realizada pelo Datafolha, 78% das pessoas que fazem compras online usam o cartão de crédito nessas transações, sendo que 63% delas preferem o celular como plataforma de acesso ao e-commerce. Em seguida, estão o computador tradicional (35%), o notebook (33%) e o tablet (3%).

Dados regionais
O uso dos cartões continua mais concentrado no Sudeste, que detém 60,5% de todo o volume movimentado. Em seguida estão Sul (15,1%), Nordeste (13,1%), Centro-Oeste (7,7%) e Norte (3,5%). Por outro lado, o crescimento mais expressivo no período ocorreu na região Norte, com alta de 16% no volume total movimentado em cartões e de 17,5% se considerada apenas a modalidade de cartão de débito. Esse resultado é reflexo do processo de inclusão financeira que continua ocorrendo no País.

As compras internacionais realizadas por brasileiros com cartão de crédito somaram R$ 31,8 bilhões, avanço de 12,6% em relação ao ano anterior. Já os gastos de estrangeiros no Brasil com cartões cresceram 12,9%, chegando a R$ 15,7 bilhões. O levantamento da Abecs mostra ainda que, em 2018, os programas de loyalty dos cartões geraram R$ 4,3 bilhões em vantagens e benefícios aos clientes. O valor é 6,8% maior do que o registrado em 2017, o que significa que o brasileiro tem aproveitado esse benefício do cartão para adquirir produtos e serviços.

Infraestrutura
Ainda de acordo com o levantamento da Abecs, o Brasil possui atualmente um dos maiores parques de equipamentos de captura de transações com cartões (POS e PDV) do mundo, com 9,3 milhões de terminais espalhados por todo o território nacional. Devido ao aumento da competitividade e ao investimento realizado pelo setor nos últimos anos, o País conta com uma concentração de 44,6 equipamentos para cada mil habitantes, um dos maiores índices do mundo e superior ao de países desenvolvidos, como Itália (40,7), Canadá (39,2) e Austrália (38,9%).

Uso consciente
Em paralelo à popularização e ao crescimento dos meios eletrônicos de pagamento, é cada vez maior a parcela de brasileiros que usam o cartão de crédito de forma consciente. Segundo dados do Banco Central, o índice de inadimplência do cartão caiu ao longo de 2018 e chegou a 5,7% em dezembro, menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2011.
De acordo com pesquisa da Abecs realizada pelo Datafolha, cerca de 90% dos consumidores pagam o valor integral da sua fatura e, portanto, não recorrem a nenhum tipo de financiamento. Apenas 4% usam o rotativo do cartão, que hoje corresponde a 0,8% de todo o volume de crédito financiado à pessoa física no Brasil.

Fonte: portalnovarejo.com

Recebeu uma encomenda e não estava em casa? CTT agora têm cacifos (caixas de coleta)

Para tornar a receção das encomendas online mais cómoda, os CTT têm um novo serviço de cacifos. Saiba como funcionam.

Quantas vezes já lhe aconteceu comprar um artigo pela Internet, mas depois não estar em casa na hora de o receber? Depois, só o pode levantar no dia seguinte e pode até nem lhe dar jeito. Para dar resposta a estes problemas, os CTT – Correios de Portugal lançaram os cacifos automáticos e este mês estão com desconto.

Na prática, este serviço funciona de duas formas. Se a loja online disponibilizar a entrega no cacifo automático tem apenas de selecionar qual é o cacifo em que lhe é mais conveniente levantar a encomenda – pode consultar os pontos onde existem aqui. Depois, deve dirigir-se ao mesmo e levantar a encomenda através da introdução de um PIN que lhe será enviado por SMS ou email.

Se a loja online não disponibilizar este serviço, deve registar-se no site dos cacifos CTT 24H e ser-lhe-á entregue um código único individual. Depois, ao realizar a sua encomenda deve utilizar como morada de destino das suas encomendas a morada do armazém de processamento dos CTT, junto com o seu nome e o código único que recebeu.

E os preços? Se a loja online tiver o serviço disponível, o serviço não tem qualquer custo adicional. Caso contrário, cada objeto que seja transferido do armazém de processamento para o cacifo automático consome um crédito, com o valor de 1,50 euros.

Porém, durante os meses de março e abril os CTT têm em vigor uma campanha em que oferecem um desconto de 50% a todos os utilizadores. Por cada 1,5 euros carregados na conta, os utilizadores poderão receber duas encomendas em qualquer uma das 11 localizações existentes em Lisboa.

Os cacifos CTT 24H estão disponíveis nas Estações de Comboios de Entrecampos, Oriente, Rossio, Sete Rios, Cais do Sodré e Santa Apolónia, no Parque de Estacionamento dos Restauradores, nos Centros Comerciais Atrium Saldanha e Vasco da Gama, na loja sede dos CTT, no Parque das Nações, e no novo campus da Universidade Nova SBE.

Fonte: noticiasaominuto.com