JD.com investe R$ 217 milhões em startup de inteligência para logística

A JD Logistics, braço de logística da gigante do e-commerce chinês JD.com, investiu R$ 217 milhões na startup Xinning Logistics, de quem é parceira desde outubro do ano passado. A ideia das empresas é adicionar à frota de entrega dois milhões de veículos para melhorar o serviço ao consumidor.

A logística da JD.com conta com tecnologias de Internet das Coisas (IoT) nos carros, nas cargas e até em toda a gestão do estoque. A empresa considera a “logística inteligente” uma de suas prioridades, com o intuito de dar ao cliente uma experiência satisfatória no e-commerce dentro e fora da China.

As empresas parceiras vêm trabalhando para integrar toda sua cadeia de fornecimento ao sistema inteligente de logística, o que é um desafio, visto ao tamanho do negócio da JD.com – cuja receita foi de R$ 266 bilhões em 2018. O braço de logística ainda traz prejuízos ao grupo. Entretanto, as perdas estão diminuindo com a automação dos processos, especialmente em estoques inteligentes.

Fonte: startse

ConnectCom cria área de Delivery Center em São Paulo e em Brasília

A ConnectCom, empresa brasileira especializada em soluções e serviços de tecnologia, outsourcing e infraestrutura de TI, com atuação de 25 anos no mercado, acaba de criar uma nova área de Delivery Center, que terá instalações na sede de São Paulo e no Centro de Operações em Brasília, para tornar mais eficiente e rápida a entrega de soluções completas, integradas e inovadoras aos seus clientes dos setores público e privado.

“Nós oferecemos diferentes produtos e serviços para empresas dos mais diversos setores e criamos a área de Delivery Center para unificar nossas metodologias de trabalho a fim de aprimorar nossa oferta e agilizar os processos de desenvolvimento e entrega de novos projetos, tanto para o Governo, como para o setor privado, para assim nos tornarmos uma verdadeira aceleradora da transformação digital nas empresas”, afirma Valter Lima, CEO da ConnectCom.

O grande desafio desta nova área é ser sempre proativa na identificação das demandas dos clientes, bem como disseminar a cultura de inovação e as melhores práticas para a transformação digital, tornando a ConnectCom uma parceira sinérgica dos clientes em projetos inovadores e disruptivos. “Queremos auxiliar as empresas na evolução digital para garantir maior competitividade, melhores resultados operacionais, estratégicos e financeiros, além de contribuir para a redução de custos”, declara Lima.

A área de Delivery Center já nasce com bons contratos junto ao setor público, como Arquivo Nacional, Polícia Científica, SPPREV, IBC, e também no mercado corporativo, como Kaspersky, Olhar Digital, Virtucomm, Kingston, BrConecta e Alelo, entre outros, e será gerenciada por um executivo com ampla experiência de mercado – Celso Watanabe. O novo gerente executivo de Desenvolvimento de Sistemas, responsável pela nova área, tem passagens anteriores por empresas como Capgemini, Stefanini IT Solutions, Tata Consultancy Services, GPTI, RPerformance Group e Grupo Trust, entre outras.

As principais soluções que serão oferecidas pelo Delivery Center da ConnectCom serão Application Management Services (AMS), Application Development Services (ADS) e serviços de consultoria, como SVA (Integra8), Application Performance Management (Dynatrace), Squads (com equipes multifuncionais), DevOps, Cloud, IA, IoT, entre outros.

“Nossa intenção é apresentar aos nossos clientes soluções eficazes e inovadoras, baseadas em conceitos consolidados, como Design Thinking, User Experience e métodos ágeis, entre outros, sempre customizados de acordo com as necessidades específicas de cada companhia e com a estratégia de transformação digital”, destaca o gerente do Delivery Center.

Segundo Watanabe, o Delivery Center foi criado em um momento no qual o setor governamental está começando a olhar para métodos ágeis, cuja implementação é uma das expertises da ConnectCom, o que gera uma excelente oportunidade para ampliação da oferta destes projetos para empresas e órgãos públicos. Enquanto isto, o setor privado já iniciou e tem avançado nas estratégias de transformação digital, o que permite ainda mais inovação. “Nosso intuito é auxiliar o setor público a evoluir em sua transformação digital de forma mais rápida e eficaz, contribuindo para que os processos e métodos caminhem juntos, a fim de alcançar a evolução do setor privado, o que resultará em melhores resultados para o mercado como um todo”, explica o gerente da área.

Com os Delivery Centers de São Paulo e de Brasília, a ConnectCom espera dobrar seu faturamento em doze meses nessa linha de negócios. Para isto, a empresa já conta com 250m2 de área disponível em São Paulo (SP) e 400m2 em Brasília (DF).

Fonte: ecommercenews

Transportadoras contratam mais e setor pode voltar ao patamar pré-crise até 2021

Depois de três de crise, as transportadoras de cargas foram as que mais contrataram em 2018, com 35,6 mil vagas. Considerando todos os segmentos de transporte (aéreo, aquaviário etc.) e descontando as reposições, o saldo positivo é de 29 mil novas vagas.  Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão ligado ao Ministério da Economia. Segundo estimativas da CNT (Confederação Nacional do Transporte), a tendência para 2019 é de mais contratações e de que o setor volte ao patamar pré-crise até 2021.

Fonte: transportemundial.com

Rappi faz parceria com Sanofi de olho em mercado digital da saúde

Aliança entre Rappi e Sanofi tem como foco o compartilhamento de dados e a criação de novas plataformas de saúde.

A Rappi fez uma parceria com a farmacêutica francesa Sanofi. A colaboração entre as duas empresas irá cobrir o mercado latino-americano (Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai, além do Brasil). Mais do que entregas de medicamentos da Sanofi, o acordo prevê o compartilhamento de dados dos usuários e criação de novas plataformas voltadas ao mercado de saúde.

Segundo apuração da HBW Insight, a Sanofi tem uma estratégia de tornar-se mais digital e acredita que ter mais dados de potenciais clientes é fundamental para alcançar este objetivo. Na mesma linha, a Rappi pretende “transformar o setor” com inovação e tornar-se líder em e-commerce de saúde na América Latina.

Alan Main, líder em cuidados de saúde para cliente da Sanofi, constata que o universo digital está transformando como as pessoas tratam a própria saúde e interagem com o negócio da empresa. “Dados estão no coração dos avanços que estamos fazendo. Usando dados, entendemos melhor nosso consumidor e podemos entregar o produto personalizado que ele espera”, disse Main, durante conferência em Paris.

A Rappi já vende alguns medicamentos da Sanofi, mas através do serviço de delivery em parceria com farmácias. A partir de abril, o aplicativo deve começar a entregar os produtos diretamente da fabricante francesa. A maior expectativa, porém, é para o futuro da parceria, quando novas estratégias para dominar o setor de saúde digital na América Latina serão reveladas.

Fonte: startse.com

A evolução dos modais de delivery no país

O mercado de alimentação tem passado muitas transformações nos últimos anos. Essa transformação se deve, principalmente, a mudanças de comportamento do público, que tem procurado por alternativas cada vez mais inusitadas em todas as áreas. Comida de verdade, alimentos raw (crus) e grab and go (alimentos mais saudáveis e frescos embalados de formas práticas) são algumas das fortes tendências para 2019 e 2020 no setor de food service.

Outro ponto alto que podemos esperar ao longo desse ano é com relação aos serviços de delivery. Em metrópoles dinâmicas, como é o caso de São Paulo, é cada vez mais latente a necessidade de se criar alternativas que não gerem ainda mais impactos negativos no trânsito, proporcionem uma redução de custos por deslocamentos e permitam que as pessoas tenham mais qualidade de vida. Por isso, já existem iniciativas de grandes players que têm feito compras ou aluguéis de bikes e e-bikes (bicicletas elétricas) para ajudar a escoar o trânsito.

O que antes era limitado a entregas de pizzas, esfihas e, no máximo, comidas orientais, se expandiu graças aos serviços de qualidade de aplicativos como iFood, Rappi e Uber Eats, por exemplo. Essas plataformas ganharam peso e já fazem parte da rotina atribuladas das pessoas, pois entregam comida de qualidade, preços acessíveis e comodidade.

Para se ter uma ideia, segundo dados divulgados ano passado pelo iFood, a empresa possui mais de 50 mil restaurantes cadastrados e mais de 120 mil entregadores que são focados em oferecer a melhor experiência de entregas no Brasil. A plataforma já alcançou 390 mil pedidos por dia no país, somente nas últimas semanas de outubro de 2018, representando um aumento de 109% com relação a outubro de 2017.

Como é considerado líder de mercado, o iFood virou o benchmarking para quem quer se diferenciar no setor de food service e, por isso, está sempre de olho nas principais tendências. Em 2019 a plataforma já inovou e proporciona a seus entregadores a possibilidade de acesso ao uso de bikes elétricas da E-Moving para realizar os envio dos pedidos, ajudando-os a percorrer longas distâncias de maneira sustentável.

Para finalizar deixo uma provocação. Se antes as entregas eram realizadas a pé, com a ajuda de cavalos ou trens, agora são feitas por meio de bikes elétricas, que não poluem o meio ambiente e ajudam nos deslocamentos. Quais serão os próximos passos desse mercado que não para de se reinventar?

Fonte: ecommercenews.com.br

Princesa dos Campos e Gol firmam parceria no transporte

Com a parceria, a Princesa amplia sua atuação no setor de encomendas para cerca de 3 mil municípios distribuídos em todos os estados brasileiros, enquanto a GOLLOG utiliza a inteligência logística terrestre da empresa paranaense

A Expresso Princesa dos Campos, sediada em Ponta Grossa, confirmou a realização de uma parceira com a GOLLOG, braço logístico da GOL Linhas Aéreas Inteligentes, para o transporte de cargas. O acordo comercial inovador altera os modelos tradicionais de transporte de encomendas ao integrar a logística terrestre à aérea através da primeira união nesses moldes entre empresas com atuação em modais distintos.

Com a parceria, a Princesa amplia sua atuação no setor de encomendas para cerca de 3 mil municípios distribuídos em todos os estados brasileiros, enquanto a GOLLOG utiliza a inteligência logística terrestre da empresa paranaense. Inicialmente, o envio de cargas se dará através de cinco lojas Princesa dos Campos já instaladas em quatro regiões pólo: Ponta Grossa (duas unidades), Curitiba (Jardim Botânico), Paranaguá e Guarapuava, que atuam também com encomendas expressas e fracionadas e venda de passagens rodoviárias.

“Através da parceria, a Princesa dos Campos rompe com o modelo tradicional de transporte e encomendas, mais uma vez, inovando no seu segmento de atuação. Conseguimos uma fórmula em que o aéreo aproveita a nossa inteligência logística terrestre enquanto nós aproveitamos a logística do aéreo”, avalia Florisvaldo Hudinik, diretor-presidente da Princesa dos Campos.

“Somos a maior Companhia aérea brasileira e esta importante parceria nos proporcionará ampliar a captação de cargas em outras cidades do Paraná, aumentando ainda mais a oferta de serviços aos nossos clientes, ao mesmo tempo que possibilita a Princesa dos Campos aproveitar a nossa presença em todos os estados brasileiros”, aponta Eduardo Calderon, diretor executivo de Cargas da GOL.

Agilidade, proximidade com o cliente e atuação expandida na região são alguns dos benefícios que o acordo propiciará às duas empresas. As cinco lojas nas quatro regiões pólo concentrarão os embarques para mais de 3.300 cidades de destino. Ambas as empresas garantem que a parceria tem tudo para dar certo e só traz benefícios, especialmente aos clientes, que agora terão um sistema otimizado e integrado de transporte de cargas fracionadas. “Fizemos um estudo de viabilidade e identificamos que conseguimos expandir nossa área de atuação com investimento reduzido e, melhor, oferecendo um mix de produtos mais completo ao cliente ao fazer o transporte de cargas fracionadas através de via aérea”, esclarece Hudinik.

Além dos resultados comerciais, Hudinik acrescenta que a parceria propiciará desenvolvimento à equipe Princesa dos Campos. “Ao somar as especialidades de cada organização é possível criar soluções que resultem em melhorias nos serviços oferecidos, fortalecimento das operações, aumento da rentabilidade e otimização da sustentabilidade empresarial sem onerar o cliente. E, além de todos esses aspectos, estamos trazendo mais know how à nossa equipe”, analisa.

Fonte: arede.info

Mercado Livre se cacifa com US$ 2 bi. Vem aí frete grátis?

Cheio de dinheiro, site deve apelar para frete grátis para afundar concorrentes.

O Mercado Livre acaba de levantar quase US$ 2 bilhões em capital, um volume de capital que cacifa o site a abrir uma guerra contra os concorrentes no Brasil, inclusive as palavras mágicas do comércio eletrônico: frete grátis.

A empresa vai captar US$ 1 bilhão em ações ordinárias. Depois de concluída, seguirá uma operação de US$ 750 milhões do PayPal e outros US$ 100 milhões do Dragoneer Investment Group, um fundo baseado em São Francisco.

“Estamos ansiosos para acelerar em nossa liderança no comércio eletrônico e pagamentos e promover a inclusão financeira na América Latina como resultado de nossa aliança com um líder global no setor, como o PayPal”, afirma Marcos Galperin, CEO do Mercado Livre..

Durante 2018, o Mercado Livre vendeu mais de 334 milhões de itens, totalizando mais de US$ 12 bilhões em volume de mercadorias vendidas.

As transações de pagamento no Mercado Pago, sua unidade de negócios de pagamentos, aumentaram 70% durante 2018, totalizando 389 milhões de transações e US$ 18 bilhões de volume total de pagamentos.

De acordo com fontes ouvidas pelo site especializado Brazil Journal, o Mercado Livre pode tentar repetir no Brasil que o Alibaba fez com o eBay na China, oferecendo frete grátis até matar o concorrente.

O Alibaba levantou dinheiro com o Softbank (US$ 100 milhões) e depois com o Yahoo (US$ 1 bilhão por 40% da companhia), antes mesmo de gerar caixa. O dinheiro foi em bancar frete grátis por três anos.

O eBay achou que não daria certo, só para acabar o abandonando o mercado chinês em 2009.

No Brasil, o alvo do Mercado Livre deve ser a B2W, dona de marcas como com marcas como Americanas.com e Submarino e com uma operação exclusivamente online.

“O Mercado Livre já tá nadando de braçada; o que vem por aí pode ser a pá de cal,” diz uma fonte do Brazil Journal que conheceria bem ambas as empresas.

Fonte: clipping.cservice

FedEx faz parceria com Walmart e Pizza Hut para testar robôs de entrega

O foco da empresa de entregas FedEx é agilizar entregas rápidas com robôs autônomos; o projeto está aguardando autorização para começar os testes.

A empresa de entregas FedEx planeja começar a testar este ano um robô para entregas rápidas de produtos – já há parceiros para o serviço, como a rede de supermercados Wall Mart e o restaurante Pizza Hut. A FedEx afirmou que o robô pode fazer parte de um serviço de entregas que a empresa opera em quase 2 mil cidades ao redor do mundo.

O foco da FedEx é agilizar entregas rápidas com robôs autônomos. Atualmente, mais de 60% dos consumidores dos Estados Unidos moram perto de estabelecimentos. Restaurantes costumam pagar serviços de entrega terceiros, como o Uber Eats, que cobram uma comissão de 10 a 30% do pedido.

O projeto está aguardando autorização para começar a testar o robô na cidade de Memphis, nos Estados Unidos, onde fica a sede da FedEx. Por questão de segurança, muitos estados pedem que testes de veículos autônomos sejam feitos com supervisão humana, para que seja possível intervir em casos de urgência.

Para desenvolver o projeto, a FedEx recorreu à empresa de pesquisa Deka, cujo fundador Dean Kamen inventou o patinete Segway.

De acordo com o protótipo, o robô parece um cooler com rodas. A máquina, que utiliza bateria, usa câmeras e ajudas de software para detectar obstáculos no trajeto.

Transportadoras, varejistas e restaurantes estão experimentando robôs, drones e carros autônomos em uma tentativa de usar a automação para reduzir o alto custo de entrega de produtos aos clientes. A Amazon lançou em janeiro seu robô Scout, desenvolvido para ir sozinho até a casa do cliente realizar entregas. O dispositivo está sendo inicialmente usado no condado de Washington e é uma aposta de solução de logística da gigante varejista.

Fonte: estadao.com.br

Maior aposta do Mercado Livre está longe de seu marketplace

A fintech Mercado Pago expande sua atuação para fora do marketplace, com meios de pagamento digitais, maquininhas, pagamento por QR code e oferta de crédito.

O maior negócio do Mercado Livre pode estar longe de sua plataforma de comércio eletrônico. O MercadoPago, plataforma de pagamentos do Mercado Livre, cresce principalmente fora do marketplace. Criado para facilitar as compras e vendas dentro do comércio eletrônico da companhia, a fintech expande sua atuação cada vez mais para fora do marketplace, com meios de pagamento digitais, maquininhas, pagamento por QR code e oferta de crédito.

Em setembro, os pagamentos realizados fora da plataforma superaram os do marketplace. No quarto trimestre de 2018, o Mercado Pago transacionou 5,3 bilhões de dólares, aumento de 22,1% contra o ano passado. O número de transações cresceu 71,7%, para mais de 125,6 milhões no último trimestre.

O volume de pagamentos fora da plataforma totalizou 2,1 bilhões de dólares, crescimento de 90,1% em dólares. A maior parte vem das maquininhas mobile, as MPOS, que respondem por 46,6% dos pagamentos feitos fora da plataforma. Já no marketplace, foram 3,2 bilhões de dólares transacionados.

Para Marcos Galperín co-fundador e presidente do Mercado Livre, , a fintech tem uma importância estratégica, principalmente em relação às transações feitas offline, com máquinas POS em pontos de venda físicos. “Estamos acelerando o movimento de online para offline. O Mercado Pago tem a oportunidade de ser um poderoso e disruptivo provedor de meios de pagamentos”, afirmou em teleconferência de resultados ontem, 26.

Fonte: exame.abril.com.br

Com Rappi, Carrefour quer ser o líder no e-commerce de alimentos

A ideia é ultrapassar o concorrente, o Grupo Pão de Açúcar, em dois ou três anos, “mas se for possível ainda esse ano, melhor”, disse diretor.

As vendas de alimentos pela internet ainda são muito pequenas, mas já há interessados em liderar esse setor. O Carrefour tem investido em logística, marketplace e parcerias para se tornar o líder no e-commerce alimentar.

“O comércio eletrônico de alimentos ainda é muito novo, mas é um mercado que vai se desenvolver. Já somos o líder no varejo alimentar, não podemos ficar fora do e-commerce”, afirmou Sébastien Durchon, diretor financeiro do grupo Carrefour Brasil, em conferência com a imprensa sobre a divulgação de resultados de 2018. A ideia é ultrapassar o concorrente, o Grupo Pão de Açúcar, em dois ou três anos, “mas se for possível ainda esse ano, melhor”, disse o diretor.

O Carrefour reportou 51,3 bilhões de reais em vendas líquidas em 2018, entre as vendas no varejo e no Atacadão. As vendas diretas pela internet, sem incluir o marketplace, representaram 10,4% das vendas do Carrefour Varejo, excluindo gasolina.

Um dos motores para esse crescimento é a parceria com a Rappi, startup colombiana de entregas, firmada em janeiro. 48 unidades do Carrefour já foram cadastradas na plataforma. Assim, quem faz o trabalho pesado de receber os pedidos de compra, selecionar os itens e fazer a entrega é a startup. “Estamos trabalhando a quatro mãos e queremos construir um modelo diferente, mais eficiente”, afirmou Durchon.

Além da Rappi, a empresa está investindo em novos modelos de entrega, focados na integração com as lojas físicas. O Clique e Retire já representa 10% do total de vendas diretas na internet, o que impulsiona inclusive as vendas físicas. Cerca de um terço dos consumidores que vão a uma loja retirar um pedido acabam fazendo uma nova compra. Já o serviço Retire de Carro, focado em alimentos, chegou a 10 lojas.

A corrida pela liderança é grande, mas o mercado ainda é muito pequeno. Alimentos são a principal categoria do varejo brasileiro: representam 35% das vendas totais, ou 325 bilhões de reais, afirma a pesquisa. Mesmo assim, a venda online de alimentos está no extremo oposto. É a segunda menor categoria no comércio eletrônico, com apenas 0,4% de participação nas vendas totais.

Fonte: exame.abril.com.br