Creatina, jogo de lençol e furadeira: lista revela os itens mais comprados por brasileiros em 2024

Mudanças nos hábitos de consumo revelam padrões estratégicos no e-commerce brasileiro em 2024, destacando a importância da inteligência de mercado para antecipar tendências e impulsionar decisões de negócios.

Os hábitos de compra dos brasileiros em 2024 trouxeram surpresas e confirmaram tendências no comércio eletrônico, segundo o levantamento Meli Trends 2024, realizado pelo Mercado Livre. Creatina, jogo de lençol e furadeira foram alguns dos destaques. Mas o carrinho de compras é mais extenso. Veja, abaixo, a lista completa.

Janeiro: Samsung Galaxy A04
Fevereiro: Camera Wifi
Março: Apple iPhone 13
Abril: Notebook Samsung Galaxy Book2
Maio: Kit de camisetas básicas
Junho: Jogo de lençol queen
Julho: Parafusadeira e furadeira

Agosto: Creatina monohidratada
Setembro: Conjunto hospital Polly Pocket
Outubro: Hoverboard Super Mario
Novembro: Playstation 5
Dezembro: Short Masculino

O que há por trás dos números?

Em um primeiro momento, essa lista pode parecer apenas uma curiosidade sobre o comportamento dos consumidores. Mas, para quem entende do assunto, ela é uma mina de ouro de informações estratégicas.

O que parece ser apenas um retrato sazonal dos hábitos de compra, na verdade, revela padrões e tendências de consumo que, se bem interpretados, podem orientar estoques, definir estratégias de marketing e antecipar movimentos de mercado.

Em um cenário em que decisões rápidas e precisas se tornaram cruciais para a sobrevivência das empresas, esses dados deixam de ser meras estatísticas e se transformam em ferramentas poderosas. Mas há um detalhe importante: saber extrair valor dessas informações existe uma habilidade chamada de inteligência de mercado.

Essa é a chave para decisões mais inteligentes
Inteligência de mercado é a capacidade de transformar dados aparentemente comuns em insights estratégicos. É o que permite a empresas e profissionais irem além da superfície, enxergando padrões ocultos que indicam tendências, oportunidades de crescimento e até ameaças futuras.

Por exemplo, o aumento nas vendas de creatina em agosto não é apenas sobre o suplemento em si, mas pode indicar um movimento crescente de consumidores em busca de saúde e bem-estar – um dado relevante para academias, nutricionistas, marcas esportivas e até redes de supermercados.

Da mesma forma, o pico nas vendas de brinquedos em setembro sinaliza um comportamento previsível relacionado ao Dia das Crianças, mas também pode sugerir um aumento no consumo de itens educativos ou colecionáveis, caso o dado seja analisado em um contexto maior.

Empresas que sabem interpretar esses sinais conseguem não apenas acompanhar o mercado, mas antecipá-lo. E é justamente isso que separa negócios inovadores daqueles que ficam para trás.

Fonte: “Creatina, jogo de lençol e furadeira: lista revela os itens mais comprados por brasileiros em 2024 | Exame

Loggi foca na experiência logística das PMEs e lança atendimento com IA

Com foco em PMEs, Loggi apresenta o chatbot Lori, capaz de resolver 80% das demandas e melhorar o atendimento também em grandes marketplaces.

A Loggi lançou o primeiro canal de atendimento aos clientes com uso de Inteligência Artificial generativa (IA) na logística. A iniciativa faz parte do dos investimentos para crescer e otimizar as soluções logísticas para o público PME. A empresa já atua com os grandes marketplaces e marcas – como Mercado Livre, Amazon e Shopee – com processamento de meio milhão de pacotes ao dia. Agora, o objetivo é levar a mesma estrutura de entrega nacional com inovações mais acessíveis e melhores custos para os empreendedores. Segundo a empresa, isso tem sido importante tanto para a diversificação quanto para a escalabilidade do e-commerce no segmento.

Uma frente importante de investimento é na integração da tecnologia à experiência do cliente, o que inclui o atendimento. Agora, com a iniciativa de disponibilizar um chatbot com IA generativa, a Loggi busca possibilitar conversas mais interativas com clientes, principalmente os pequenos e médios negócios. A ferramenta funcionará para múltiplas funções: desde passar informações básicas de dúvidas de forma mais conversacional, até realizar análise de dados com orientações da entrega.

“O novo canal de atendimento com IA generativa, denominado Lori, é um chatbot desenvolvido para atender 100% dos nossos clientes, que podem ser pequenos, médios e grandes negócios que enviam pacotes com a Loggi”, comenta Diego Cançado, vice-presidente de Produto e Tecnologia da Loggi. “Com isso, todos os clientes que estiverem na área logada da Loggi têm acesso ao canal, e podem interagir pelo chat com um atendimento mais interativo e recebimento de informações mais completas”, acrescenta.

IA multiagente

A ferramenta utiliza uma arquitetura multiagente e um modelo avançado de linguagem natural baseado em IA generativa, especializado e treinado para demandas específicas dos clientes. Além disso, o chatbot Lori oferece diversas funcionalidades, principalmente, sobre informações e rastreamento de pacotes, alterações de endereços, devoluções e orientações sobre coleta, entrega e postagem.

“Ele é capaz de resolver pelo menos 80% dos casos que os clientes apresentam, e isso inclui também questões complexas de análise de dados, como por exemplo relacionado ao rastreamento de pacotes em que o cliente necessita de mais informações. Assim, o chatbot interpreta nosso monitoramento e são fornecidos direcionamentos específicos para cada caso. Contudo, algumas situações que ainda exigem acompanhamento específico serão encaminhadas para atendimento humano”, pontua Diego.

Benefícios para as PMEs

Para as pequenas e médias empresas, os principais benefícios da solução incluem escalabilidade, agilidade em atendimento de tarefas específicas e funcionamento contínuo. Além disso, o atendimento mais conversacional e natural, proporcionado pela IA generativa, deve aumentar a eficiência no atendimento ao cliente, permitindo que as empresas, tanto PMEs quanto grandes, tenham uma melhor experiência e autonomia no gerenciamento de suas demandas.

De acordo com o executivo, IA generativa melhora a experiência do cliente ao oferecer interações mais naturais e conversacionais, abordagem que se diferencia do modelo tradicional de atendimento, que muitas vezes é mais rígido e menos responsivo.

Isso possibilita um atendimento mais eficaz e autônomo, atendendo rapidamente às dúvidas e solicitações dos clientes, e trazendo mais resolutividade e satisfação. O atendimento contínuo e ativo proporcionado pelo chatbot permite tirar dúvidas e resolver solicitações de baixa a média complexidade de forma rápida a qualquer hora do dia.

“O novo canal de atendimento é uma parte fundamental do plano de expansão da Loggi para PMEs. Ele aprimora o atendimento a todos os clientes que vendem online, pois permite que a empresa se conecte de maneira mais eficiente com pequenos, médios e grandes negócios”, explica.

Dessa forma, proporciona uma experiência de atendimento mais moderna e ágil. Isso é essencial para uma melhor conexão e experiência dessas empresas com a integração aos serviços logísticos. Além disso, a gestão fica mais fluída em todo o processo, desde o processo da venda até a entrega do produto.

Impacto no setor logístico

Com a implementação de IA generativa na logística, a Loggi tem a expectativa de transformar a experiência do cliente. Assim, ele se torna mais autônomo e satisfeito. Como resultado, será impulsionada cada vez mais a competitividade da Loggi no setor.

“Esperamos uma maior velocidade e maior resolutividade no atendimento, trazendo uma maior satisfação para nossos clientes. Logo, com melhores serviços e um atendimento diferenciado, a empresa busca se fortalecer como um dos principais players do mercado”, destaca.

Além disso, Diego reforça que essa é uma solução bastante abrangente e está disponível, inclusive, para os grandes marketplaces. Com esse novo serviço, os clientes de grande porte podem disponibilizar na área logada para seus colaboradores com acesso ao chatbot. Assim, o atendimento será agilizado em larga escala, uma vez que depende de mais instantaneidade e agilidade.

A inovação com o chatbot Lori permite à Loggi oferecer um suporte mais eficiente para as transações já realizadas com grandes marketplaces. Isso porque a solução facilita o atendimento a questões simples do dia a dia e as mais complexas. Todas essas funcionalidades vêm para melhorar a experiência do cliente, independentemente de todos os tamanhos de negócios.

“O objetivo é trazer efetividade e resolução de qualquer questão do cliente, de forma ágil e precisa. Entre os aspectos que vamos levar em consideração está, por exemplo, a taxa de resolução no primeiro contato, satisfação do cliente e volume de interações tratadas pelo canal de atendimento com mais interatividade”, finaliza.

Fonte: “Loggi lança atendimento com IA com foco na experiência logística

Loja do futuro Sam’s Club prioriza o digital de olho em agilidade e experiência

Com IA e ominicanalidade, loja-conceito da rede busca simplificar a jornada de compra do cliente.

A loja do futuro aberta pelo Sam’s Club, rede atacadista norte-americana com sistema de membros, é um dos cases inovadores apresentados no “Retail Innovations 2025”, vigésima edição do estudo realizado pelo Grupo Ebeltoft, consórcio de consultorias internacionais, que traz as principais inovações do varejo por todo o planeta.

Localizada em Dallas, no estado do Texas (EUA), a loja-conceito do Sam’s Club, que é uma empresa de propriedade do Walmart, foi projetada para uma compra perfeita e uma experiência eficiente, sem filas nos caixas. Os clientes usam a ferramenta “Scan & Go” no aplicativo da rede para digitalizar itens enquanto eles compram e concluem o pagamento diretamente pelo aplicativo.

Os compradores saem da loja através de arcos azuis que estão equipados com Inteligência Artificial e visão computacional que verificando o recibo e garantindo que todos os itens foram digitalizados apropriadamente. Se algum problema for detectado, membros da equipe Sam’s Club estão ao lado da saída para fornecer assistência rápida.

A loja-conceito conta com um espaço quatro vezes maior dedicado ao atendimento de pedidos online e tem o dobro do número de vagas de estacionamento específicos para retirada, mostrando o foco na omnicanalidade.

“Ao remover as tradicionais filas de checkout e adotar compras baseadas em aplicativos, o Sam’s Club está avançando em uma mudança em direção a tecnologias que evitam atrito no momento das compras e que atendem os consumidores modernos, que demandam velocidade e conveniência. O local também destaca a importância crescente de espaços dedicados para atendimento de pedidos online que serão retirados na loja, refletindo o papel crescente da omnicanalidade nas soluções no varejo. Como uma empresa de propriedade do Walmart, o Sam’s Club se beneficia da tecnologia da gigante varejista para investimentos e ganhos de eficiência”, revela o relatório do Grupo Ebeltoft.

“Ao remover as tradicionais filas de checkout e adotar compras baseadas em aplicativos, o Sam’s Club está avançando em uma mudança em direção a tecnologias que evitam atrito no momento das compras e que atendem os consumidores modernos, que demandam velocidade e conveniência”

Por que é inovador?

Por remover o atrito dos caixas.

Ao abraçar totalmente o modelo “Scan & Go”, o Sam’s Club maximiza o espaço de varejo, proporcionando novas experiências aos consumidores. Eliminando as filas, a loja-conceito consegue reduzir o tempo de espera dos clientes, tornando as experiências mais eficientes.

Café tecnológico

A conveniência digital se estende ao serviço de alimentação, com pedidos somente por aplicativo e máquinas de pizza movidas por robôs, capazes de produzir até 100 pizzas por hora.

Construindo a confiança do cliente com tecnologia

Para familiarizar os clientes com o aplicativo e “Scan & Go”, o Sam’s Club lançou a ferramenta semanas antes da abertura da loja, permitindo que os associados testassem a tecnologia em lavagens de carros e serviços de gás.

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/21/02/2025/noticias/loja-do-futuro-sams-club-prioriza-o-digital-de-olho-em-agilidade-e-experiencia/”

 

 

 

Omnicanalidade, IA e dados – o trio inseparável em 2025

Com foco em resultados, integração de plataformas deverá construir experiências personalizadas e proativas para a entrega de CX com excelência.

O mundo dos negócios tem somado esforços para a implementação efetiva da cultura data-driven. “Efetiva”, porque muitos gestores vêm sendo pressionados pela falta de resultados concretos após a investida em Inteligência Artificial – tecnologia que depende, fundamentalmente, da gestão inteligente de dados para encantar consumidores com reflexos perceptíveis nos caixas das companhias.

De acordo com estudos da Forrester – especialista no impacto das tecnologias para consumidores –, empresas que tomam decisões baseadas em dados crescem, anualmente, mais de 30%.

Na contramão dessa escalada, a IBM revela que dados de baixa qualidade geram consequências financeiras profundas. Em seu último levantamento com a participação de 1.700 empresas, embora 74% delas afirmem se basear em dados, apenas 29% demonstram conseguir conectar insights para a tomada de ações. Essa problemática resultou na média de alarmantes US$ 9,7 milhões em perdas para o mercado.

Esse cenário alerta para o cuidado na implementação da estratégia já considerada determinante para o sucesso do Customer Experience: a omnicanalidade.

Omnicanalidade em pauta

Quem se dá bem com a adesão de ferramentas omnichannel percebe os colaboradores mais produtivos – estudos recentes da Artificial Intelligence Index dão conta de que o impacto da IA no trabalho permite, de fato, entregas mais rápidas, com maior qualidade de resultados.

Mas qual é a relação da abordagem com o universo dos dados e da Inteligência Artificial? Ary Vilhena Jr., CEO da Smartspace e especialista na integração entre plataformas de colaboração e atendimento ao cliente, responde.

“A Inteligência Artificial já é uma realidade transformadora para garantir uma experiência contínua e personalizada, automatizando respostas e analisando padrões de comportamento para sugerir ações em tempo real, para que atendentes possam identificar prioridades com base em sentimento e urgência. Mas tudo isso, claro, se houver a gestão qualificada dos dados”, reforça.

Integração real de canais

O executivo explica que o tratamento e a unificação dos dados das empresas são parte indissociável para que a adoção da IA possa alcançar a “omnicanalidade perfeita”, sem ruídos.

“A Inteligência Artificial integra-se a plataformas de atendimento e a outras soluções da organização como CRMs e ERPs, conectando dados e enriquecendo interações. Por isso viabiliza eficiência, personalização e fluidez, transformando o atendimento em jornadas completas e conectadas com a experiência esperada pelo cliente.”

Ary Vilhena Jr. avalia que a integração omnicanal pode eliminar redundâncias responsáveis pelo baixo desempenho das equipes, mas alerta que, para isso, é necessário investir em processos que “de forma alguma” mantenham dados fragmentados.

“A operação eficiente das plataformas e dos serviços associados só vai acontecer com a centralização dos dados, do contrário, o uso de diversas ferramentas desconectadas pode aumentar os custos e reduzir a eficiência operacional do atendimento no todo”, destaca.

Integração: Por que e para quem?

Nas considerações do executivo, a integração entre plataformas, para a unificação de canais em busca de omnicanalidade que gere resultados positivos, traz benefícios em duas frentes principais.

“O colaborador ganha agilidade porque consegue, enfim, acesso direto às ferramentas de colaboração interna e ao histórico do cliente, no mesmo ambiente. Já o cliente, além de ter a resolução mais rápida para suas demandas, passa a contar com uma experiência única em todos os canais de atendimento das empresas, sem perda de contexto ou informações.”

Principais recomendações

Entre as inovações da Smartspace, destaca-se a solução Agent AI integrada à plataforma de atendimento omnichannel, que revoluciona o atendimento ao automatizar interações e ao resolver demandas como agendamentos, consultas de dados, transações e validação de autenticidade com recursos de biometria de voz. Com o uso de IA, a solução oferece respostas rápidas e precisas, otimizando o tempo de atendimento e melhorando a experiência do cliente.

Nessa seara, o gestor aconselha as lideranças de CX em processo de implementação da estratégia omnichannel a buscar soluções que entreguem experiências completas de comunicação e IA.

“A busca por soluções de mercado que proporcionem experiências completas para todas as necessidades de comunicação das empresas é fundamental para garantir operações ágeis, seguras e alinhadas às demandas de clientes e colaboradores.”

“Com a Smartspace, nossa plataforma que unifica todos os canais de atendimento ao cliente com IA e comunicação interna, as empresas conseguem oferecer uma experiência mais fluida e satisfatória ao cliente, ao mesmo tempo em que reduzem custos operacionais e aumentam a produtividade da equipe”, reforça Ary Vilhena Jr.

Fonte: “Omnicanalidade, IA e dados – o trio inseparável em 2025 – Consumidor Moderno

 

T4S fatura R$ 79 milhões em 2024 e fecha parceria com multinacional dos EUA

Empresa projeta alcançar R$ 96 milhões em 2025 e planeja expandir a atuação para novos mercados, incluindo um projeto de internacionalização.

A T4S Tecnologia encerrou 2024 com um faturamento de R$ 79 milhões e projeta alcançar R$ 96 milhões em 2025. Além do crescimento financeiro, a empresa planeja expandir a atuação para novos mercados, incluindo um projeto de internacionalização. A companhia atende clientes como FedEx, DHL, Amazon, JSL e P&G,

Neste ano, a T4S iniciou sua operação nos Estados Unidos, firmando parceria com uma multinacional de logística. Inicialmente, parte da frota dessa empresa foi equipada com a tecnologia Anjo da Carga, e a empresa já atua em Miami, Los Angeles e Washington D.C., com planos de expandir para outras regiões do país.

A T4S surgiu em 2017 para oferecer soluções tecnológicas de segurança no transporte de cargas. Os fundadores Enrico Rebuzzi e Luiz Henrique Nascimento, que anteriormente gerenciavam uma empresa de logística, enfrentaram prejuízos recorrentes com roubos e decidiram criar um negócio voltado à proteção de frotas.

Entre os serviços desenvolvidos pela T4S estão o Choque Elétrico Anti-Invasão, que aplica um choque não letal de 20 mil volts em caso de tentativa de roubo, e o Anjos da Carga, um sistema que utiliza câmeras com Inteligência Artificial para identificar armas, reconhecer rostos e detectar movimentos suspeitos ao redor do veículo.

A relevância dessas soluções cresce diante do aumento nos roubos de carga. No Brasil, foram registrados 7.244 casos entre janeiro e setembro de 2023, uma média de 27 incidentes por dia, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP).

Nos Estados Unidos, esse tipo de crime também se intensificou, com 371 roubos no primeiro trimestre de 2024 – um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior –, causando prejuízos estimados em 78,13 milhões de dólares (cerca de R$ 390,65 milhões).

Fonte: “T4S fatura R$ 79 milhões em 2024

 

 

A nova regra do jogo: como a automação inteligente está reduzindo custos e aumentando lucros no e-commerce

Imagine uma equipe de marketing de e-commerce gastando horas preciosas consolidando relatórios de desempenho, ajustando campanhas manualmente e lidando com processos operacionais repetitivos.

Enquanto isso, um concorrente que investiu em automação inteligente está ajustando lances de mídia paga em tempo real, personalizando recomendações para cada cliente e reduzindo custos operacionais.

A diferença? A automação inteligente não é apenas uma conveniência; ela está se tornando a nova regra do jogo.

No cenário atual do e-commerce, a pressão por eficiência e ROI nunca foi tão alta. Gerentes e diretores precisam justificar investimentos, reduzir custos de aquisição de clientes e aumentar a conversão. E a verdade é que estratégias manuais simplesmente não acompanham a velocidade do mercado digital.

Como disse Jeff Bezos: “Se você dobra o número de experimentos que faz por ano, você dobra sua inventividade”. E a automação permite exatamente isso: testar, aprender e escalar rapidamente.

A pergunta é: sua operação está pronta para jogar esse novo jogo? Ou ainda está presa a processos manuais que limitam seu crescimento?

O problema: o custo oculto do trabalho manual

O mercado mudou. O consumidor mudou. E o jeito de vender online também precisa mudar. A automação inteligente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade para e-commerces que querem crescer sem aumentar custos.

Mas aqui está a questão: muitas empresas ainda operam no modo manual, gastando tempo e dinheiro em tarefas que poderiam ser automatizadas. O resultado? Processos ineficientes, desperdício de recursos e perda de vendas.

Muitos negócios online ainda operam como se estivessem na década passada. Processam pedidos manualmente, enviam e-mails um a um e perdem vendas por não nutrir leads corretamente. Isso custa tempo, gera erros e impacta diretamente o faturamento.

Além disso, a concorrência está mais feroz do que nunca. O consumidor digital espera rapidez, personalização e eficiência. Se sua loja não entrega isso, alguém mais entrega.

A boa notícia? A automação inteligente pode resolver esses problemas e transformar sua operação.

O que é automação inteligente?

Diferentemente da automação tradicional, que apenas executa tarefas repetitivas, a automação inteligente usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para tomar decisões e otimizar processos.

Isso significa que seu e-commerce pode:

– Enviar e-mails personalizados com base no comportamento do cliente.

– Ajustar preços dinamicamente conforme a demanda e a concorrência.

– Reabastecer estoques automaticamente quando os níveis estiverem baixos.

– Segmentar clientes e sugerir produtos de forma precisa.

Tudo isso sem intervenção humana, permitindo que você foque no que realmente importa: crescer.

Redução de custos: como a automação corta desperdícios invisíveis

Muitos e-commerces acreditam que seus maiores custos estão nos produtos e na logística. Mas o verdadeiro vilão pode estar escondido em processos ineficientes, erros humanos e tempo desperdiçado.

Aqui estão três formas como a automação inteligente reduz custos:

1. Menos erros, menos prejuízo

Erros humanos em pedidos geram retrabalho, trocas e insatisfação do cliente. Softwares de automação garantem que dados como endereço, pagamento e disponibilidade de estoque sejam processados corretamente, reduzindo falhas e custos operacionais.

2. Atendimento ao cliente mais rápido e barato

Chatbots inteligentes e respostas automáticas resolvem dúvidas comuns sem precisar de um atendente humano. Isso reduz a necessidade de uma grande equipe de suporte e melhora a experiência do cliente.

3. Marketing automatizado: campanhas mais eficientes

Em vez de disparar e-mails e mensagens manualmente, a automação permite segmentação inteligente. Clientes recebem ofertas no momento certo, aumentando as taxas de conversão sem esforço extra.

Automação para aumentar o lucro: mais vendas com menos esforço

A automação inteligente não apenas reduz custos, mas também impulsiona as vendas.

1. Recuperação de carrinhos abandonados

Estudos mostram que cerca de 70% dos carrinhos de compra são abandonados antes da finalização da compra. Com a automação, é possível enviar e-mails ou mensagens personalizadas incentivando o cliente a concluir a compra, recuperando parte dessa receita perdida.

2. Personalização na comunicação

Clientes querem sentir que são únicos. Com inteligência artificial, sua loja pode recomendar produtos com base no comportamento de navegação e compras anteriores, aumentando as chances de conversão.

3. Gestão de estoque eficiente

Nada é pior do que perder uma venda porque o produto esgotou sem aviso. A automação inteligente monitora os estoques em tempo real, evitando excessos ou faltas e garantindo que seu e-commerce esteja sempre preparado para vender.

Casos reais: quem já está ganhando com isso?

Reserva IN

A marca brasileira de moda masculina Reserva implementou um sistema automatizado de e-mails e CRM, aumentando a taxa de conversão e reduzindo o tempo de resposta no atendimento ao cliente.

Wine

A loja online de vinhos Wine.com.br usa automação para recomendar rótulos com base no histórico do consumidor, aumentando a taxa de recompra.

Se grandes players do mercado já estão lucrando com automação, por que seu e-commerce ficaria de fora?

Amazon: logística totalmente automatizada

O segredo da Amazon não é apenas o preço, mas a eficiência. Com robôs em centros de distribuição e algoritmos que preveem compras futuras, a empresa entrega rapidamente e reduz custos operacionais drasticamente.

Passo a passo: como começar a automatizar seu e-commerce

Se você quer aproveitar os benefícios da automação, siga este plano:

1. Identifique tarefas repetitivas – quais atividades tomam tempo da sua equipe? Atendimento, estoque, marketing? Liste os processos que podem ser automatizados.

2. Escolha as ferramentas certas – plataformas como Dinamize, RD Station, HubSpot e Octadesk e várias outras ajudam na automação de marketing e atendimento.

3. Implemente aos poucos – comece pelos processos mais críticos e vá expandindo gradualmente.

4. Monitore os resultados – acompanhe métricas como tempo de resposta, taxa de conversão e redução de custos para medir o impacto da automação.

Minha dica final

A automação inteligente não é um luxo, é uma necessidade para quem quer crescer no e-commerce sem aumentar custos desnecessários.

Se você ainda depende de processos manuais, está deixando dinheiro na mesa. Comece pequeno, implemente aos poucos, mas não ignore essa tendência.

A nova regra do jogo já está em vigor. A pergunta é: seu e-commerce está pronto para jogar?

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/a-nova-regra-do-jogo-como-a-automacao-inteligente-esta-reduzindo-custos-e-aumentando-lucros-no-e-commerce”

 

Agentes autônomos de IA na logística

Diferentemente de modelos tradicionais, em que um gestor precisa avaliar manualmente diferentes cenários, os agentes autônomos de IA conseguem reagir e se adaptar a mudanças instantaneamente.

A aplicação de inteligência artificial (IA) na logística vem avançando de forma acelerada, e o próximo passo é o uso de agentes autônomos, capazes de tomar decisões sem intervenção humana. Não se trata apenas de usar algoritmos para analisar dados: esses agentes podem reprogramar rotas, ajustar estoques e até redirecionar cargas diante de imprevistos, mudando completamente a forma como operamos.

No entanto, essa revolução traz desafios importantes. Um dos principais é provar o retorno sobre o investimento (ROI). Embora a promessa de cortar custos e agilizar entregas seja sedutora, a implementação de agentes de IA demanda recursos tecnológicos, integração de sistemas — como WMS, TMS, ERP e plataformas de rastreamento — e treinamento de equipes. Se a estrutura inicial não for bem feita, é fácil cair em projetos caros que não entregam os resultados esperados.

Outro ponto crítico é a orquestração de dados. Para que um agente autônomo funcione, ele precisa de informações vindas de diversas fontes em tempo real: trânsito, previsões do clima, disponibilidade de frota, status de estoque, até indicadores macroeconômicos ou notícias relevantes. Sem um modelo robusto de integração dessas bases, o potencial de análise e ação fica limitado, pois o agente não consegue “enxergar” tudo que precisa para tomar decisões precisas.

Apesar dos obstáculos, a recompensa para quem acertar essa equação pode ser enorme. Diferentemente de modelos tradicionais, em que um gestor precisa avaliar manualmente diferentes cenários, os agentes autônomos de IA conseguem reagir e se adaptar a mudanças instantaneamente. Se um veículo quebrar no meio do trajeto ou se uma fronteira fechar inesperadamente, o sistema pode redirecionar cargas e ativar planos de contingência sem depender de acionamentos manuais. Essa capacidade de resposta rápida eleva o nível de eficiência operacional e reduz drasticamente custos e atrasos.

Quem se adiantar na adoção de agentes autônomos estará mais preparado para lidar com as variáveis sempre presentes na logística. A agilidade gerada pela IA não é apenas uma vantagem competitiva, mas pode se tornar um fator determinante para a sobrevivência em mercados cada vez mais exigentes. Enquanto alguns ainda discutem se vale a pena investir pesado em plataformas inteligentes, outros já estão colhendo resultados tangíveis, fechando a porta para quem demorar a reagir.

Fonte: “Agentes autônomos de IA na logística – ACICAMPINAS

 

As apostas das empresas para melhorar a jornada do cliente

Hiperconveniência, hiperpersonalização, experiências imersivas, sustentabilidade, economia circular e economia do bem-estar são algumas das tendências para criar conexão com o consumidor.

Reter clientes nunca foi uma tarefa fácil, mas as novas tecnologias, se bem utilizadas, podem ser um caminho para melhorar a experiência do consumidor. Nesse contexto, a revolução da inteligência artificial tem tudo para transformar o varejo, implicando em mudanças nas estratégias das marcas e na forma como elas se relacionam com seu público.

Alessandro Milagres, Chief Metaverse Officer da Cidade Matarazzo, explica como a IA e o uso estratégico de dados estão moldando este cenário. “É preciso entender o papel do metaverso nas experiências do cliente. Se você não sabe o que é IA e dados, você tende a levar a sua empresa a não existir mais nos próximos cinco anos. Sabe por quê? Porque o seu concorrente já está fazendo isso ou pelo menos estudando formas de como fazer.”

Para ele, o metaverso não é uma realidade distante, mas uma extensão da forma como as pessoas interagem com os espaços e produtos no dia a dia. “O metaverso está presente em todas as interações digitais que fazemos hoje, e as empresas que souberem integrar essas duas realidades – a física e a digital – de forma eficaz serão as vencedoras no futuro do varejo.”

No entanto, as novas tecnologias, por si só, não são suficientes para manter uma marca viva.

Cecília Rapassi, sócia diretora da Gouvêa Fashion Business, traz uma abordagem analítica sobre como as emoções dos consumidores influenciam suas decisões de compra e como o varejo precisa se adaptar à crescente demanda por novas práticas na chamada nova jornada dos clientes.

Hiperconveniência, hiperpersonalização, experiências imersivas, economia circular e economia do bem-estar são algumas das tendências para criar essa conexão com o consumidor.

HIPERCONVENIÊNCIA

São diversos os fatores que fazem com que a hiperconveniência do varejo esteja em alta. O principal deles é a falta de tempo. Esse conceito cresceu muito por conta da pandemia.

O consumidor não quer mais um e-commerce cheio de produtos aleatórios que não são de seu interesse. Ele quer que o lojista o conheça, saiba dos seus gostos e histórico de compras e entenda suas necessidades para oferecer produtos ou serviços que ele esteja realmente desejando.

“É como se fosse um corredor cheio de itens aleatórios e ele demorasse a encontrar o que precisa. Se você diz para seu cliente onde está o produto que ele quer, ele não desperdiça tempo. É o que chamamos de hiperconveniência”, conta Cecília.

Segundo a diretora, o Amazon Go – um supermercado inteligente que não tem caixas e funciona sem intervenção humana tanto na loja física quanto no site – é um exemplo. Essa tecnologia chegou ao Brasil, em 2022, pelo Grupo Muffato, com a loja sem funcionários Mgo, em Curitiba, no Paraná.

A tecnologia utilizada é chamada de “Just Walk Out” (Apenas saia). No Amazon Go, o cliente entra usando o aplicativo, escolhe os produtos e sai da loja. O sistema identifica quando o cliente retira um produto da prateleira, adiciona o produto ao carrinho virtual, identifica quando o cliente devolve um produto à prateleira e fatura o valor da compra e envia o recibo para o smartphone via cartão de crédito.

HIPERPERSONALIZAÇÃO

As empresas têm investido para conseguir oferecer serviços mais precisos e eficazes de forma a hiperpersonalizá-los. Isso se inicia com o uso de ferramentas digitais capazes de identificar perfis e, a partir daí, exibir conteúdos mais relevantes para cada um dos clientes. Por exemplo, mostrar ofertas de passagens aéreas apenas para os locais que interessam a um consumidor de uma agência de viagens.

Milagres, da Matarazzo, destaca a importância de entender profundamente o cliente e como isso está intimamente ligado à personalização da experiência. Em um ambiente tão competitivo, não basta oferecer produtos e serviços de qualidade. É essencial criar uma conexão emocional com o consumidor, fazendo com que ele se sinta parte da marca por meio de um produto ou serviço.

“Não importa se a sua empresa é a melhor do mundo, a mais legal. Se o empresário não der a experiência para o cliente, por meio de um profundo conhecimento do seu perfil, de nada importa.”

Este conceito, segundo Milagres, é fundamental para que os clientes estejam dispostos a compartilhar seus dados e, assim, se tornarem leais à marca.

“Temos 40 mil clientes na nossa base de dados. Conseguimos rastrear seus hábitos por meio de dados que eles nos fornecem de forma autorizada. Sei o caminho que ele fez no dia em que foi até a Cidade Matarazzo. No caminho, posso personalizar as ofertas para ele e, certamente, ele ficará feliz em não receber mensagens quando não tiver um interesse específico”, conta.

A Cidade Matarazzo tem autorização de boa parte de seus clientes para fazer rastreamento via aplicativo e realiza mapeamento da sua jornada digital com análise das redes sociais. Também faz pesquisas por meio de entrevista com o próprio cliente, cria comunidades criativas e utiliza dispositivos IoT (smartwatches, óculos inteligentes, rastreadores de saúde etc.), que conectam objetos sem fio para coletar, detectar e transferir dados.

Outro ponto importante nesta nova jornada abordado por Milagres foi a transformação do conceito de “Omnichannel” para “Unichannel”, em que o cliente se conecta com a marca por um único canal, mas de forma integrada e personalizada, seja no ambiente digital ou físico. Ele reforça que a experiência do cliente deve ser única e fluida, sem a frustração de ter que repetir informações em múltiplos pontos de contato.

Cecília, da Gouvêa, cita alguns cases para mostrar como a hiperpersonalização tem funcionado na prática. A loja de tênis nova-iorquina Foot Locker tem uma tecnologia que escaneia o pé do cliente, entende como ele pisa no chão ou se tem joanete. A partir desses dados, indica qual calçado disponível na loja é mais indicado para aquele pé.

Já a loja de brinquedos FAO Scharwz possui uma linha de diversos produtos que o cliente pode personalizar, entre opções de carrinhos, jogos, bonecas e outros itens.

No Brasil, a Criamigos, criada em 2016, permite algo parecido, onde a criança dá vida a uma pelúcia, customizando roupas, acessórios, calçados e, inclusive, cria uma mensagem de voz exclusiva do bichinho. Cada produto é único.

EXPERIÊNCIAS IMERSIVAS

Outra estratégia importante para atrair o novo consumidor são as experiências imersivas, que visam envolver o cliente em uma narrativa ou ambiente por meio da tecnologia e dos sentidos. O objetivo é que o cliente se sinta parte da experiência, e não apenas um espectador.

Esse tipo de abordagem tem conquistado cada vez mais as marcas na busca por melhorar a jornada do consumidor. Trata-se de uma combinação entre o uso avançado da tecnologia e o apelo aos nossos cinco sentidos humanos para que o cliente tenha a sensação de estar imerso em um mundo criado especialmente para ele.

Em dezembro do ano passado, a Hering convidou o chef confeiteiro francês Cédric Grolet para uma ação de Natal. Ele preparou panetones especiais e participou de uma master class na pop-up store da Hering em São Paulo.

O Walmart é outro exemplo. Eles criaram o Walmart Land dentro do jogo Roblox e seus 52 milhões de usuários, de olho em uma parcela de consumidores mais jovens e dispostos a estar presentes e gerando experiências dentro da gamificação.

No Roblox, o Walmart tem suas ilhas, nas quais o jogador consegue viver uma experiência imersiva. Essa é a capacidade de ir mais fundo, conhecer produtos e tirar esse consumidor daquele contexto padrão.

A joalheria Tiffany desenvolveu um NFT (Token não fungível) que podia ser trocado por um pingente real, avaliado em cerca de R$ 47 mil. Um NFT é a representação de um item exclusivo, que pode ser digital – como uma arte gráfica feita no computador – ou física. Isso mostra como até o mercado de luxo precisa se conectar com esse novo comportamento, com o consumidor mais jovem, e precisa reter atenção.

SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR

A questão ambiental também tem sido olhada com cuidado pelas marcas que focam em adotar práticas mais sustentáveis e melhorar a jornada do cliente.

A crescente preocupação com o meio ambiente exige que o varejo se reestruture, principalmente no setor de moda, que tem um papel significativo na poluição global.

Cecília enfatiza que as empresas precisam agir agora para minimizar os efeitos ambientais, independentemente das políticas governamentais.

Um estudo feito no fim de 2024 pela Koin, fintech especializada em “Buy Now, Pay Later” (BNPL), uma modalidade alternativa de pagamentos parcelados, mostra que 87,5% dos consumidores brasileiros preferem comprar roupas de marcas que adotam práticas sustentáveis.

O trabalho mostrou que os principais fatores que influenciam na escolha dos consumidores por uma marca de moda sustentável incluem o tecido (31,1%), a origem dos materiais (18,6%), a forma de produção (12,4%), o apoio a causas sociais e ambientais (11,2%) e práticas de reciclagem e logística reversa (4,3%).

Segundo a pesquisa, 89,1% dos entrevistados disseram doar peças que não usam mais. A prática contribui para a economia circular, promovendo a reutilização e o prolongamento da vida útil dos produtos.

“O Walmart criou recentemente uma polêmica ao ter que tirar de circulação uma bolsa que era muito parecida com uma Birkin, da Hermès. Dias depois, a rede fechou uma parceria nos EUA com a Rebag, uma plataforma de varejo sediada em Nova York desde 2014, especializada na compra, negociação e venda de bolsas de luxo usadas”, conta Cecília.

ECONOMIA DO BEM-ESTAR

A diretora da Gouvêa aponta que hoje a geração mais nova de consumidores está praticando mais esporte e bebendo menos. “O mercado precisa se adaptar a essa realidade.”

Um bom exemplo disso, segundo Cecília, é a ascensão do Strava, um aplicativo que conecta milhões de corredores, ciclistas, exploradores e outras pessoas ativas por meio dos esportes. “O Strava é o novo Tinder. Com isso, as marcas que investem em conforto e oferecem melhor o bem-estar, por exemplo, estão à frente porque enxergam para onde seus clientes estão caminhando.”

Ela também cita a Lululemon, marca canadense de peças esportivas. Os produtos são projetados para atletas. Até aí, nada de diferente de outras marcas. Mas, a diferença é que as peças atendem às necessidades físicas e emocionais dos consumidores, além de promoverem o máximo potencial de desempenho.

Percebendo a falta de roupas apropriadas para a prática de yoga no fim dos anos 1990, o idealizador da Lululemon começou a produzir peças e as entregava para professores de yoga testarem. Em troca, queria deles um feedback sincero sobre como elas poderiam gerar mais conforto. Esses insights se transformaram em uma linha de vestuário completamente alinhada aos desejos dos consumidores.

Hoje, a Lululemon é sinônimo de Esportivo Urbano, a tendência que coloca peças de treino até no escritório e é uma marca global que conversa com consumidores de todas as faixas etárias com um mix de produtos que vai da moda atual ao básico com muita tecnologia.

CLIENTE NO CENTRO

Todas essas tendências levam, segundo os especialistas, a um único objetivo: o cliente no centro do negócio para gerar um relacionamento de longo prazo.

Alexandre Sá, CEO da NK Store, enfatiza a importância de entender profundamente o comportamento do consumidor.

A chave para o sucesso está em colocar o cliente no centro da operação e isso pode ser feito com ações que melhoram essa jornada. Na NK Store, diversas ações fazem parte da estratégia, como o acompanhamento das preferências de compra; envio de presentes exclusivos; criação de eventos, como a exibição antecipada das coleções para clientes especiais; convites para jantares, eventos e desfiles internacionais; e até abrir a loja para uma única pessoa antes ou depois do horário de funcionamento, se for preciso.

Sá revela que 35% da receita da marca é gerada por 3,8% da base de clientes registrados. “Queremos fazer com que o cliente potencialize sua relação com a NK por meio dessas ações. Cerca de 55% das nossas vendas são influenciadas por ações de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente). Não há como deixar isso em segundo plano”, revela.

Fonte:”As apostas das empresas para melhorar a jornada do cliente – ACICAMPINAS

Nove em cada dez varejistas utilizam aplicações de IA ou estão em fase de implementação

É o que aponta uma pesquisa recente da Nvidia.

Nove em cada dez empresas de varejo utilizam ativamente aplicações de Inteligência Artificial (IA) ou estão em fase de implementação da tecnologia em suas operações. É o que aponta uma pesquisa recente da Nvidia. Do total de instituições consultadas para o estudo, 42% utilizam ativamente IA, 47% avaliam ou estão em fase de implementação, e apenas 11% não usam.

O principal desafio para os varejistas na implementação da IA, segundo a pesquisa, é a falta de conhecimento sobre as ferramentas (33%). Em seguida, há um empate entre as dificuldades com a contratação de especialistas e a falta de verba (31%). Por fim, aparecem o entendimento de que a tecnologia não é adequada para os objetivos traçados ou a falta de clareza sobre o retorno do investimento (28%).

Mesmo com os desafios, as motivações para seguir com a implementação são fortes. Quatro em cada cinco respondentes afirmam que a IA pode ajudar a aumentar seu faturamento e, entre eles, um quarto relata que a tecnologia contribuiu para um incremento superior a 20% nas receitas. Além disso, 94% também afirmam que a IA ajudou a reduzir custos operacionais anuais – mais de um quarto desse grupo acredita que essa redução foi superior a 20%. Esse é um forte motivo para ampliar o orçamento de TI, e, de acordo com 97% dos executivos consultados, esse investimento deve crescer no próximo ano fiscal. Entre eles, 52% planejam aumentar o orçamento em pelo menos 10%.

O varejo digital, ou e-commerce, por sua afinidade natural com a tecnologia, é o segmento do varejo no qual a IA é mais aplicada (57%). A tecnologia também está sendo implementada no back office, ou seja, nas tarefas administrativas dessas empresas (50%), um pouco menos na cadeia de suprimentos (31%) e nas lojas físicas (31%). Segundo as empresas, os principais benefícios da IA têm sido na tomada de decisões e geração de insights (43%), no aumento da produtividade e das habilidades dos funcionários (42%) e na melhoria da eficiência operacional.

Entre os casos de uso, o que gerou maior retorno sobre o investimento (ROI) foram os conteúdos de marketing (23%). Em seguida, destacam-se a análise e segmentação de clientes (19%), as recomendações hiperpersonalizadas (18%), a previsão de demanda (17%) e as análises preditivas (17%).

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/17/02/2025/tecnologia/nove-em-cada-dez-varejistas-utilizam-aplicacoes-de-ia-ou-estao-em-fase-de-implementacao/”

Amazon fecha 2024 com alta de 7% nas vendas do varejo

A Amazon encerrou 2024 com solidez nos resultados do varejo, com aumento de 7% nas vendas e receita de R$ 75,56 bilhões, superando a previsão de R$ 74,55 bilhões do mercado. O final de ano, com Black Friday e festas de fim de ano, ajudou a compensar a fraqueza do setor de nuvem.

Por falar nela, a Amazon Web Services (AWS) cresceu na comparação com o trimestre anterior (19%), chegando a receita de US$ 28,79 bilhões. Em relação as previsões da LSEG (US$ 28,87 bilhões), no entanto, o resultado foi inferior.

A empresa teve receita de US$ 187,8 bilhões no quarto trimestre, em comparação com a estimativa média dos analistas de US$ 187,30 bilhões, segundo os dados compilados pela LSEG.

O resultado negativo na unidade de nuvem coloca a Amazon em par com outras big techs que oferecem o mesmo serviço, como Microsoft e Google.

O enfraquecimento do segmento ocorre em um momento em que os investidores têm se mostrado cada vez mais impacientes com os gastos bilionários das grandes empresas de tecnologia e estão ávidos por retornos dos pesados investimentos em inteligência artificial (IA).

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/amazon-fecha-2024-com-alta-de-7-nas-vendas-do-varejo”