Casas Bahia moderniza marketplace com IA generativa e reduz tarefas manuais em 50%

Grupo Casas Bahia deu um importante passo na modernização de seu marketplace ao implementar o projeto “Enriquecimento de Catálogo”, com o uso da inteligência artificial generativa do Google Cloud. A iniciativa resolveu desafios operacionais significativos, como o cadastro diário de cerca de 300 mil novos produtos, garantindo consistência e qualidade nas informações apresentadas aos consumidores.

Antes da implementação, a plataforma enfrentava problemas de inconsistências nas descrições e classificações dos produtos, o que prejudicava a busca e a tomada de decisão de compra. Hoje, com a IA generativa, 95% dos produtos cadastrados são corretamente classificados em categorias apropriadas, e atributos detalhados, como dimensões, capacidades e resoluções, são preenchidos automaticamente. O sucesso desse processo já alcança 90%, melhorando a experiência do consumidor e otimizando modelos de busca e recomendação na plataforma.

Automação atinge metade dos cadastros

Um dos avanços mais notáveis é que 50% dos cadastros não dependem mais de revisões manuais para atender às exigências de órgãos reguladores. Antes, equipes precisavam corrigir manualmente casos críticos, mas a automação progressiva já reduziu essa necessidade, com expectativa de alcançar quase 100% de automação em breve.

“Todos os dias, buscamos criar soluções que ampliem nossa capacidade de oferecer uma dedicação total ao cliente. A parceria com o Google Cloud tem gerado resultados consistentes, impulsionada pelo uso de tecnologias de IA preditiva e generativa, que desempenham um papel fundamental em fortalecer essa missão”, afirma Filipe Jaske, Diretor Executivo de Tecnologia do Grupo Casas Bahia.

Impacto para colaboradores e parceiros

A automatização das tarefas repetitivas também trouxe benefícios significativos para os colaboradores. Com menos recursos humanos alocados na gestão do catálogo, as equipes passaram a focar em atividades estratégicas, fortalecendo a operação do marketplace.

Além disso, a tecnologia facilita o cadastro de novos produtos pelos parceiros, melhorando a competitividade no mercado. “Este projeto proporciona ganhos para toda a cadeia, desde parceiros até consumidores, ao facilitar processos e otimizar a experiência de compra”, ressalta Jaske.

IA transforma o varejo

A adoção da IA generativa foi estratégica, escolhida pela sua escalabilidade, integração com os sistemas existentes e desempenho confiável. “O projeto exemplifica como a inteligência artificial pode transformar os desafios operacionais de grandes varejistas, criando um ambiente mais eficiente e preparado para o futuro do marketplace“, explica Silvia Somazz, Head de Varejo no Google Cloud.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/casas-bahia-moderniza-marketplace-com-ia-generativa-e-reduz-tarefas-manuais-em-50”

O paradoxo do emprego na logística: Cresce ou desaparece?

Postos de trabalho relacionados à entrega rápida devem crescer até 2030, mas gaps em qualificação e avanço da tecnologia criam um cenário contraditório em outras funções.

De forma geral, o mercado de trabalho está se transformando, impulsionado por questões que vão desde avanços tecnológicos a mudanças nas cadeias produtivas. Até 2030, o mercado global deverá criar 170 milhões de novos postos de trabalho, enquanto 92 milhões de funções atuais serão extintas.

É um saldo positivo de 78 milhões de empregos, de acordo com informações do “Futuro dos Empregos 2025”, relatório publicado pelo Fórum Econômico Mundial.

No caso da logística, as perspectivas são relativamente otimistas. De acordo com a pesquisa, motoristas de caminhonete ou de serviços de entrega estão na 2ª posição no ranking das profissões que mais devem crescer até 2030. A lista ainda traz os motoristas de carro, van e motocicleta na 7ª colocação e gerentes gerais e de operações fechando o Top 10.

Uma das justificativas para esse cenário é o crescimento do comércio eletrônico. Segundo uma publicação do E-commerce Brasil, o setor faturou R$ 204 bilhões em 2024 — uma alta de 10,5% em relação ao ano anterior. A projeção é de que esse faturamento ultrapasse os R$ 230 bilhões em 2025, conforme projeção da Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (ABComm).

Outro cenário que favorece esse tipo de trabalho é a demanda por operações de last mile cada vez mais rápidas. O que se viu nos últimos anos foram as grandes empresas — desde as tradicionais, como Magalu, até as “cronicamente online”, como Mercado Livre e Amazon — investindo fortemente para diminuir o tempo de entrega.

O PARADOXO DA TECNOLOGIA

Enquanto existe uma tendência de alta em algumas profissões que compõe a cadeia logística, outras devem diminuir ao longo dos próximos anos. No relatório do Fórum Econômico Mundial, os assistentes de controle de materiais e estoquistas apareceram na 4ª colocação dos postos de trabalho que devem ser reduzidos até 2030.

Essa perspectiva pode estar diretamente ligada ao movimento de transformação digital nas operações internas ao redor do mundo. De acordo com a pesquisa “O Armazém do Futuro”, conduzida em uma parceria entre Infor e Seal Sistemas, a automação robótica foi apontada por 27% dos entrevistados como uma das tecnologias que devem impulsionar os armazéns do futuro.

O cenário também é justificado no relatório “Next stop, nex-gen”, da Accenture. Segundo o documento, empresas que adotam tecnologias como IA e Machine Learning conseguem aumentar a eficiência dos recursos de engenharia em 21%.

As contradições em relação à tecnologia aparecem até quando relacionadas às profissões que devem crescer. Apesar de haver um crescimento na procura por motoristas para transporte e entregas, também há um aumento na busca por especialistas em veículos autônomos. Esse paradoxo pode ser explicado pelo fato de os veículos autônomos ainda não serem implementados em larga escala, o que mantém em alta a demanda por motoristas humanos.

A ESCASSEZ DE TALENTOS

Mesmo com um cenário promissor para os profissionais de logística, a falta de qualificação ainda é um grande obstáculo. Segundo a pesquisa do ManpowerGroup, o Brasil aparece na 7ª posição global entre os países que mais sofrem com a escassez de talentos.

O setor de logística e transporte é o mais afetado, com 91% do segmento reportando dificuldade em encontrar mão de obra qualificada. Em relação às habilidades mais difíceis de encontrar no país, destacam-se TI e análise de dados (39%), engenharia e manufatura (28%), vendas e marketing (24%) e operações e logística (20%).

Aqui, outra contradição: de acordo com reportagem publicada pela MundoLogística em setembro de 2024, 18,9% dos alunos que se formaram em logística estão desempregados no Brasil.

Quando questionado sobre como pode existir, simultaneamente, oferta de vagas e profissionais desempregados, o professor Orlando Fontes Lima Jr., da Unicamp, declarou que essa é uma realidade de todas as áreas. “As empresas querem determinadas qualificações que não são compatíveis com as formações dadas aos profissionais.”

Inclusive, ao repercutir o relatório do Fórum Econômico Mundial, o Valor Econômico destacou a tendência de alta na procura por profissionais especialistas em transformação digital, IA e Machine Learning — tópicos que ainda não ganharam espaço cativo na educação formal em logística no Brasil.

Fonte: O paradoxo do emprego na logística: Cresce ou desaparece?

Como a DeepSeek está pavimentando um novo cenário de IA

A nova IA do momento, a chinesa DeepSeek-R1, mostra que a tecnologia pode ser desenvolvida a um custo muito menor. O que isso muda na corrida da IA?

A DeepSeek é uma empresa chinesa de Inteligência Artificial (IA) fundada em 2023 por Liang Wenfeng. A empresa ganhou destaque ao desenvolver modelos de linguagem de grande escala comparáveis aos da OpenAI, dona do ChatGPT. A empresa lançou, recentemente, o modelo open-source DeepSeek-R1, o que a fez alcançar o topo das listas de downloads nas lojas da Apple nos Estados Unidos e na China. Para se ter uma ideia, o custo total de desenvolvimento do modelo foi de US$ 5,576 milhões. Isso é importante porque o valor é pequeno quando comparado aos outros modelos de LLM.

Até então, a criação de uma plataforma de IA era vista como algo extremamente caro. O motivo é o custo dos chips, essenciais para a alta demanda de processamento de dados da tecnologia. Porém, a DeepSeek utilizou chips menos avançados — componentes simples de videogames — para desenvolver sua IA, já que a NVIDIA, o principal nome do ramo e avaliada como a empresa mais valiosa do mundo, não fornece seus chips de última geração para o mercado chinês, após restrição imposta pelo governo de Joe Biden, dos Estados Unidos.

O lançamento refletiu em outras empresas, que viram suas ações caírem. A NVIDIA, por exemplo, teve uma perda de US$ 600 bilhões em valor de mercado. Na segunda-feira, 27/1, o índice Nasdaq, focado em empresas de tecnologia, fechou com queda de 3,07%, enquanto o S&P registrou perdas de 1,46%. Ao todo, o Nasdaq viu seu valor de marcado cair cerca de US$ 1 trilhão.

A novidade veio num momento estratégico: após o banimento do TikTok dos Estados Unidos e o subsequente adiamento da decisão, a adoção do app de vídeos chinês Red Note como substituto, e ainda a restrição de vendas de chips de IA, como os da NVIDIA, para países como Rússia e China.

O resultado é que a chegada da nova plataforma gerou debates sobre o futuro da liderança dos Estados Unidos na corrida da Inteligência Artificial. Afinal, quão longe essa nova empresa pode ir? Com esse modelo acessível, pode ser o começo de uma nova era da IA? E, claro, a pergunta que sempre fazemos quando se trata de Inteligência Artificial: o que virá a seguir?

Por dentro da DeepSeek

Para utilizar a DeepSeek-R1, é preciso fazer o download do app da startup no smartphone ou no PC/notebook. Também é possível utilizar a solução por meio do Perplexity Pro. Diferentemente de outras ferramentas de IA, como o próprio ChatGPT, o modelo chinês é gratuito. Um ponto de atenção: DeepSeek-R1 é um modelo de código aberto, ao contrário do ChatGPT. Ou seja, qualquer pessoa pode examinar, modificar e adaptar o modelo às suas necessidades.

Para iniciar o uso da ferramenta, é necessária a criação de uma conta. No site ou no aplicativo, a interface se assemelha com seu rival da OpenAI. Além disso, o uso da plataforma é simples e intuitivo. A ferramenta tem ainda o botão “DeepThink“, com a função de ativar um modo de análise mais detalhada e aprofundada para respostas complexas. Havia especulações de que a nova plataforma de IA poderia ser usada de forma offline por meio de ferramentas de terceiros. Durante o teste da Consumidor Moderno, o próprio aplicativo da DeepSeek não forneceu respostas quando a rede do celular estava desligada.

O DeepSeek pode ser considerado uma alternativa gratuita ao ChatGPT, mas com algumas diferenças importantes. Embora já existam opções gratuitas como ChatGPT (a versão básica), Claude, Gemini e a IA da Meta, o diferencial do DeepSeek está no desempenho de seu modelo R1, que rivaliza com o modelo mais avançado da OpenAI (o GPT-4), sem custos de assinatura. Isso desafia diretamente a estratégia da OpenAI de monetizar seu chatbots. Porém, quando foi solicitada uma geração de imagem, a DeepSeek sugeriu adquirir um plano pago. No ChatGPT essa funcionalidade é disponibilizada também para os usuários que usam a plataforma gratuitamente, assim como no Copilot.

Ao mesmo tempo, o DeepSeek carece de algumas funcionalidades importantes que já estão disponíveis no ChatGPT, como o recurso de memória para lembrar detalhes de conversas anteriores e o Advanced Voice Mode, que permite interações por voz. Apesar disso, a startup promete expandir suas funcionalidades com novos recursos multimodais no futuro.

Em resumo, a DeepSeek atua como uma ferramenta de pesquisa em tempo real, capaz de acessar e extrair dados diretamente da internet. Enquanto isso, o ChatGPT funciona como um modelo de conversação e criação de conteúdo, mais focado em oferecer respostas ou criar textos com base em seu conhecimento prévio.

CM Testa

Imagine a seguinte cena: você está em uma sala com quatro especialistas. Cada um deles tem uma bagagem profissional e/ou acadêmica, e você direciona a ambos a mesma pergunta. Por ser um assunto em que poderia haver um consenso, ou uma pauta que esteja em alta, talvez sua expectativa fosse que as respostas fossem semelhantes. Porém, mesmo que o tema seja o mesmo, você ouve respostas que, embora relacionadas, seguem caminhos distintos. Foi essa experiência que a Consumidor Moderno teve ao testar quatro diferentes plataformas de Inteligência Artificial (IA) disponíveis no mercado.

Para o teste, foram escolhidas as ferramentas ChatGPT, da OpenAI; Copilot, da Microsoft; Gemini, do Google; e, por último, a nova do mercado, a DeepSeek. A mesma pergunta foi feita por texto a cada uma delas: “Trabalho para uma revista focada em consumo e varejo. Preciso falar sobre as cinco principais tendências para varejistas no Brasil em 2025. Quais tendências devo apontar?”. Embora cada ferramenta tenha abordado temas comuns, como sustentabilidade, omnicanalidade e IA, as diferenças na profundidade, estilo e foco das respostas mostram particularidades no tratamento das informações por cada uma.

A resposta das plataformas

Enquanto o ChatGPT forneceu uma resposta estruturada com tópicos detalhados, explorando exemplos práticos como “QR Codes para compra imediata” e “lojas físicas como hubs de experiência”, o Copilot oferece um resumo mais direto e sucinto. O DeepSeek, por sua vez, teve um tom analítico, focou na transformação digital e no papel das fintechs no varejo.

Lojas físicas devem se reinventar para se tornarem espaços de experiência, e não apenas pontos de venda. Conceitos como lojas-conceito, pop-up stores e espaços com realidade aumentada (AR) ou virtual (VR) ganharão destaque. A integração de tecnologia, como espelhos inteligentes e provadores virtuais, também deve crescer, especialmente no varejo de moda e beleza“, aponta a DeepSeek.

Por que as respostas divergem?

As diferenças nas respostas dependem da forma como cada IA é treinada e projetada. Inteligências Artificiais são alimentadas por bases de dados diversas, com modelos de aprendizado adaptados a objetivos distintos. Algumas plataformas priorizam informações mais recentes e específicas, enquanto outras podem se basear em dados amplos e genéricos.

Há IA que se concentra em linguagem técnica tende a atender profissionais especializados, enquanto outras são treinadas para um público geral. Além disso, ela está de olho em tudo que você já solicitou a ela, e isso pode direcionar as respostas dadas. Vale pontuar também que cada IA tem diferentes filtros para os mais diversos temas. Assim, podem ocorrer variações nas respostas.

Sendo assim, é importante ressaltar que o usuário tem um papel fundamental na formulação das perguntas – além da escolha adequada das ferramentas usadas. Assim, é possível ter um retorno mais completo da IA, com mais clareza. Ao mesmo tempo, a diversidade das respostas traz um alerta: não podemos seguir cegamente tudo o que uma Inteligência Artificial diz. Em um mundo de instabilidade e múltiplas plataformas, o papel do olhar humano crítico nunca foi tão importante.

O que vem por aí?

A criação de plataformas como a DeepSeek deixa evidente o ritmo acelerado da inovação no campo da Inteligência Artificial. Sendo assim – e com a possibilidade de lançar modelos com menores custos, como é o caso da novata –, os próximos anos (senão meses) podem trazer uma corrida pela liderança nesse setor, e promete ainda mais. O esperado é que haja maior integração entre IA e setores como saúde, educação e sustentabilidade, além do desenvolvimento de modelos mais éticos e inclusivos, capazes de refletir a diversidade cultural e social global.

Além disso, o surgimento de novas regulamentações e o debate ético sobre o uso da IA devem ganhar destaque, à medida que governos e empresas buscam equilibrar inovação com segurança e privacidade. Tecnologias como IA generativa, sistemas de aprendizado autônomo e Inteligência Artificial integrada à internet das coisas (IoT) devem moldar as interações humanas e o futuro das empresas. A corrida da IA está no começo, e plataformas como a DeepSeek demonstram que o potencial para transformar indústrias e a sociedade é ilimitado – basta que seja usado com responsabilidade e propósito.

Fonte: “Como a DeepSeek está pavimentando um novo cenário de IA – Consumidor Moderno

O futuro do e-commerce em 2025: tendências que redefinem o comércio digital

A evolução do comércio eletrônico é impulsionada por inovações tecnológicas e mudanças no comportamento do consumidor. Este artigo explora com profundidade as quatro grandes tendências que moldarão o setor nos próximos anos, oferecendo uma visão técnica e estratégica.

Panorama do setor

O comércio eletrônico, setor que já demonstrava um crescimento robusto antes da pandemia, acelerou de forma irreversível nos últimos anos. Segundo previsões da eMarketer, o mercado global de e-commerce deve atingir impressionantes US$ 7,4 trilhões até 2025, um reflexo da transformação digital e da integração de tecnologias avançadas ao comportamento de consumo.

Esse crescimento, no entanto, não é linear. Ele é impulsionado por forças específicas e interconectadas que moldam o cenário competitivo e estabelecem novas expectativas para consumidores e empresas. Dentre essas forças, destacam-se quatro tendências principais: a personalização por IA generativa, a sustentabilidade como eixo estratégico, a expansão do retail media como canal de monetização e o live shopping como formato emergente de engajamento e conversão.

Personalização com IA generativa: mais do que um diferencial, uma necessidade

A personalização no e-commerce não é mais um benefício adicional, mas uma demanda crescente dos consumidores, que esperam experiências digitais alinhadas às suas preferências individuais. A inteligência artificial generativa, liderada por avanços em modelos de aprendizado profundo, representa o auge dessa evolução, permitindo soluções mais inteligentes e personalizadas.

Como a IA generativa transforma o e-commerce

Recomendações ultraprecisas: por meio do cruzamento de dados de navegação, histórico de compras e preferências explícitas, as plataformas conseguem prever comportamentos com alta assertividade, oferecendo produtos sob medida. Um estudo da McKinsey revelou que estratégias avançadas de personalização podem elevar as receitas de varejistas em até 40%.

Produção de conteúdo em escala: textos como descrições de produtos, e-mails segmentados e até campanhas publicitárias podem ser gerados automaticamente, economizando tempo e reduzindo custos operacionais, sem comprometer a qualidade.

Chatbots inteligentes: assistentes de compra alimentados por IA generativa evoluíram para compreender melhor o contexto das perguntas e antecipar as necessidades do cliente, tornando a experiência mais fluida e satisfatória. Segundo uma pesquisa da Salesforce, 67% dos consumidores preferem marcas que oferecem suporte personalizado e ágil.

Apesar do potencial, implementar IA generativa exige investimentos substanciais em infraestrutura, equipes qualificadas e conformidade com regulamentações de proteção de dados, como o GDPR e a LGPD. Além disso, há o desafio ético: como garantir o uso responsável dos dados sem comprometer a privacidade dos consumidores? Empresas que negligenciarem essas questões podem enfrentar severas consequências legais e danos à reputação.

Sustentabilidade: uma necessidade estratégica

A pressão por práticas sustentáveis cresce de forma exponencial. Estima-se que 73% dos consumidores globais estejam dispostos a mudar seus hábitos de compra para reduzir seu impacto ambiental, segundo a NielsenIQ. No cenário competitivo de 2025, a sustentabilidade não será apenas uma vantagem competitiva, mas uma expectativa central dos consumidores.

Principais iniciativas sustentáveis

Logística verde: empresas como a Amazon e a DHL já investem em veículos elétricos e combustíveis alternativos para suas frotas, além de soluções logísticas otimizadas, capazes de reduzir emissões de carbono em até 30% por rota.

Economia circular: modelos de negócio que promovem devolução, reparo e revenda de produtos usados estão ganhando força. Um caso emblemático é a Patagonia, que registrou um aumento de 50% na retenção de clientes com a adoção de uma plataforma de recompra e reciclagem.

Embalagens sustentáveis: a demanda por embalagens recicláveis e compostáveis projeta um mercado que pode alcançar US$ 237,8 bilhões até 2030, segundo análises da Grand View Research.
A adoção de práticas sustentáveis precisa vir acompanhada de relatórios claros e detalhados. 60% dos consumidores exigem transparência sobre a origem dos produtos e o impacto ambiental das operações, um sinal claro de que ações concretas e comunicadas de forma eficaz são indispensáveis.

Retail media: uma nova fronteira de monetização

O conceito de retail media – transformar plataformas de e-commerce em canais publicitários – está revolucionando a forma como marcas alcançam consumidores. Estimativas apontam que esse mercado alcançará US$ 125 bilhões até 2025, tornando-se um dos pilares do marketing digital.

Por que o retail media é tão poderoso?

Dados proprietários: plataformas como Amazon e Mercado Livre têm acesso a informações valiosas sobre o comportamento do consumidor, permitindo segmentações hiperprecisas que maximizam o impacto das campanhas.

Publicidade nativa: inserir anúncios diretamente no fluxo de navegação dos consumidores – como resultados de busca ou páginas de produtos – torna a publicidade mais relevante e menos invasiva.

Medição e otimização em tempo real: ferramentas analíticas permitem que marcas ajustem suas campanhas de forma ágil, com base no retorno sobre o investimento (ROI) em tempo real.

Enquanto o retail media apresenta um potencial inegável para aumentar as margens das plataformas de e-commerce, ele exige que marcas invistam em estratégias mais sofisticadas para se destacar em um ambiente competitivo e saturado.

Live shopping: a nova interatividade no comércio digital

O live shopping é uma das tendências mais promissoras para 2025, oferecendo uma experiência que combina interação social, exclusividade e facilidade de compra. Inspirado no modelo chinês – onde já representa 20% das vendas digitais -, o formato começa a ganhar força em mercados ocidentais.

Por que o live shopping funciona?

Interação autêntica: apresentadores, como influenciadores ou especialistas, criam uma conexão genuína com o público ao demonstrar produtos e responder perguntas em tempo real.

Urgência e exclusividade: promoções exclusivas durante as transmissões geram senso de urgência, aumentando as taxas de conversão em até 30%, segundo estudos da iResearch.

Tecnologias imersivas: a integração de realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) proporciona uma experiência envolvente, permitindo que os consumidores experimentem virtualmente produtos antes da compra.

Futuro

O sucesso do live shopping dependerá da capacidade de unir infraestrutura tecnológica, curadoria de apresentadores cativantes e estratégias de marketing altamente segmentadas. Plataformas que investirem nesses pilares estarão à frente na disputa por um público cada vez mais exigente.

O e-commerce de 2025 será um reflexo direto da capacidade de adaptação às demandas tecnológicas, sustentáveis e interativas do mercado. Empresas que investirem estrategicamente nessas tendências não apenas sobreviverão, mas prosperarão em um cenário de mudanças rápidas e consumidores mais exigentes.

O futuro do comércio eletrônico está nas mãos de quem ousar inovar, respeitar o consumidor e abraçar a transformação como um processo contínuo.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/o-futuro-do-e-commerce-em-2025-tendencias-que-redefinem-o-comercio-digital”

A revolução da IA generativa no varejo

Uma das grandes tendências apresentadas na NRF 2025 é a Inteligência Artificial generativa (Generative AI), que se consolidou como uma das forças mais transformadoras da tecnologia atual. Desde 2023, o foco do setor empresarial tem sido compreender como essa tecnologia pode impactar os negócios, mas os últimos avanços apontam para um futuro ainda mais disruptivo nos próximos anos.

Em 2024, muitas empresas começaram a adotar a IA generativa em seus processos, alcançando resultados práticos e gerando valor real. Esse marco é apenas o início de uma nova era: o uso da tecnologia, não apenas como um conceito promissor, mas como uma ferramenta integrada ao cotidiano das operações. Em 2025, espera-se uma ampliação dessa aplicação, com um foco maior em escala, governança, segurança e no desenvolvimento de uma IA responsável.

No varejo, a IA generativa não é apenas uma inovação tecnológica; é uma aliada estratégica na transformação da experiência de compra e na otimização de operações. Os casos de uso estão revolucionando o setor:

1. Experiência do cliente personalizada e eficiente

A implementação de chatbots avançados, capazes de compreender e responder com naturalidade às dúvidas dos clientes, reduz significativamente a necessidade de intervenção humana. Isso não apenas diminui os custos, mas também melhora a agilidade no atendimento, criando uma jornada de compra mais satisfatória. Além disso, a IA pode prever preferências, sugerir produtos com base em históricos de compras e adaptar a comunicação às necessidades individuais de cada consumidor.

2. Aumento da produtividade operacional

A automação de tarefas administrativas e a geração de insights por meio da IA generativa estão transformando a forma como as equipes trabalham no varejo. Ferramentas que geram textos de marketing, criam descrições de produtos ou auxiliam no planejamento de campanhas permitem que os funcionários se concentrem em atividades mais estratégicas e criativas.

3. Inovação e ideação de produtos e processos

A IA generativa tem um papel crucial na criação de novos produtos e modelos de negócios. Ao simular cenários de mercado e prever tendências de consumo, varejistas podem tomar decisões mais informadas, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência em toda a cadeia de suprimentos.

Essa transformação, porém, traz desafios importantes. À medida que a tecnologia é integrada em maior escala, questões como governança, segurança de dados e uso ético ganham destaque. A responsabilidade na implementação da IA generativa será um diferencial competitivo, especialmente em um setor que lida diretamente com a confiança do consumidor.

No futuro, varejistas que souberem aliar o poder da IA generativa à experiência humana terão uma vantagem significativa. A combinação de eficiência tecnológica com empatia e personalização no atendimento promete não apenas transformar, mas também elevar o varejo a um novo patamar. O futuro é híbrido, e a IA generativa está liderando esse movimento.

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/29/01/2025/artigos/a-revolucao-da-ia-generativa-no-varejo/”

 

E se, além de apenas ajudar, a IA puder fazer por você?

Agentes autônomos como o Operator prometem revolucionar a experiência do consumidor, otimizando tarefas cotidianas e ampliando o engajamento entre marcas e cliente.

Sam Altman, CEO da OpenAI, já havia confirmado que este ano poderíamos ver os primeiros agentes de IA “se juntarem à força de trabalho e mudarem materialmente a produção das empresas”. No centro dessa transformação está o consumidor, cuja experiência está se tornando cada vez mais fluida, personalizada e, acima de tudo, humanizada. Não há dúvida, que a tecnologia avançou a passos largos e entre os marcos dessa evolução está o lançamento do Operator, o mais recente agente criado pela OpenAI.

O Operator pode realizar ações como fazer compras, reservar restaurantes, preencher formulários e até comprar ingressos para shows. Utilizando seu próprio navegador, ele é capaz de interagir com páginas da web, digitando, clicando e rolando, da mesma forma que um usuário humano faria.

O que é o Operator e como ele funciona?

O Operator é um agente de IA capaz de navegar e interagir com a web como um ser humano, mas com uma eficiência incomparável. Alimentado pelo modelo Computer-Using Agent (CUA), o Operator combina visão computacional com o raciocínio avançado do GPT-4, permitindo que ele “veja” capturas de tela e “interaja” com botões, menus e campos de texto.

O que isso significa na prática? Em vez de depender de APIs ou integrações específicas, o Operator utiliza as mesmas interfaces gráficas que os humanos. Ele pode, por exemplo, reservar restaurantes, preencher formulários ou até mesmo comprar ingressos para shows. Quando encontra desafios ou comete erros, ele usa suas capacidades de raciocínio para se autocorrigir. Caso não consiga resolver o problema, o Operator devolve o controle ao usuário, garantindo uma experiência colaborativa.

Essa tecnologia, atualmente disponível como uma prévia de pesquisa para usuários Pro nos EUA. Apesar de suas limitações, ele evoluirá com base no feedback recebido.

Uma nova experiência do consumidor

Com o Operator, as empresas têm em mãos uma ferramenta que pode ajudar a melhorar a experiência do cliente. Ao automatizar processos e oferecer soluções rápidas e personalizadas, marcas podem criar conexões mais profundas com seus consumidores. Por outro lado, essa autonomia tecnológica também exigirá que as empresas sejam transparentes quanto ao uso de dados e mantenham o controle nas mãos do usuário final.

Esse avanço da OpenAI sinaliza que a IA está se tornando mais humana em sua essência, focando na personalização e na facilidade de uso.

Um estudo recente da Accenture, Technology Vision 2025, reforça essa tendência, destacando que a IA autônoma representa uma nova era tanto para sistemas quanto para indivíduos. No entanto, o sucesso dessa tecnologia depende de um fator crítico: a construção de confiança entre empresas, consumidores e funcionários.

Como aponta o estudo, se líderes empresariais não garantirem que a IA seja segura, confiável e intuitiva, correm o risco de perder grandes oportunidades de inovação e engajamento.

O Operator é apenas o começo. A OpenAI anunciou que planeja expandir seu alcance para mais usuários, incluindo planos para empresas e equipes, além de integrar seus recursos diretamente no ChatGPT. No horizonte, também está a abertura do modelo CUA para desenvolvedores, que poderão criar agentes personalizados para diferentes setores e necessidades.

Fonte: “E se, além de apenas ajudar, a IA puder fazer por você?

Consumidor está pensando mais a longo prazo, aponta estudo

Um estudo da Euromonitor trouxe as principais tendências de consumo para 2025, junto com o que se espera do comportamento das pessoas neste aspecto. De modo geral, a crença é de que o pensamento a longo prazo será uma tônica entre eles.

Ao todo, o levantamento mostra cinco movimentos principais relacionados aos consumidores neste ano. Resumidamente, o foco em termos de consumo será em saúde, dinheiro, sustentabilidade, exigência e inteligência artificial (IA).

Além disso, com o pensamento mais a frente do consumidor, questões como valor agregado na compra, qualidade, funcionalidade e benefícios sejam guias nas escolhas de consumo. As mudanças no comportamento são consideradas significativas pela Euromonitor.

Abaixo, um pouco sobre cada uma das tendências citadas:

1. Saúde

As informações coletadas apontam que os consumidores estão focados em viver mais e melhor. Com isso, 52% buscarão hábitos mais saudáveis para os próximos cinco anos, gerando a busca por soluções preventivas e personalizadas de saúde.

De modo prático, a projeção de vendas globais de vitaminas e suplementos chega a US$ 130,9 bilhões. Além disso, há um interesse em entender sobre isso, o que reforça a tendência de crescimento de consumo da categoria. Ao todo, 54% dos consumidores sabem quais vitaminas tomar para objetivos específicos de saúde.

2. Pagamentos

Os consumidores devem ser mais estratégicos nas compras, considerando muito mais fatores como valor e benefícios a longo prazo. Por conta disso:

  • 72% preocupados com o aumento do custo de itens cotidianos;
  • 48% planejam economizar mais dinheiro em 2024;
  • Apenas 18% fazem compras por impulso;
  • 57% pesquisam extensivamente produtos e serviços.

3. Sustentabilidade

Embora os detalhes específicos não estejam nos resultados de busca, a tendência sugere um foco em soluções ecologicamente conscientes.

4. Exigentes e consciente

Indica uma abordagem mais seletiva e consciente do consumo, relacionada às informações e escolhas à disposição.

5. Uso de IA

A relação do consumidor com a tecnologia será mais ambivalente, com reflexos positivos na aplicação do dia-a-dia, mas sem deixar de gerar preocupações aos usuários.

A pesquisa da Euromonitor foi feita entre janeiro e fevereiro de 2024, envolvendo 40.236 consumidores conectados à internet de 21 países.

Fonte: “Consumidor está pensando mais a longo prazo, aponta estudo – E-Commerce Brasil

eBay colabora com OpenAI para redefinir o futuro do comércio eletrônico

A eBay  está utilizando os mais recentes desenvolvimentos em inteligência artificial (IA) para remodelar o futuro do comércio eletrônico, particularmente para entusiastas. A transição da empresa de LLMs para sistemas agênticos foi mais rápida do que o previsto há um ano, sugerindo um papel significativo para interações baseadas em agentes nos próximos anos do comércio eletrônico e da economia digital em geral.

A empresa anunciou sua parceria com a OpenAI, marcando um passo crucial na estratégia de IA da eBay. Sendo uma das primeiras empresas a trabalhar com a OpenAI em sua prévia de pesquisa do agente de IA, Operator, a eBay está contribuindo ativamente para moldar o futuro do comércio eletrônico agêntico de uma maneira que protege e beneficia seus clientes.

A colaboração com a OpenAI inaugurará uma nova era de descoberta e compras online. O Operator, funcionando como um assistente virtual, realizará tarefas autonomamente na internet, incluindo compras online, e guiará os usuários para a eBay para encontrar itens de inventário únicos. A eBay espera que essa parceria amplie o alcance de seus vendedores, proporcionando assim a mais compradores acesso ao inventário distintivo da eBay.

A jornada da eBay na utilização de IA está apenas começando. À medida que a empresa continua a desenvolver suas capacidades internas de agentes de IA e fortalecer suas parcerias estratégicas, está ganhando insights sobre como essas tecnologias podem efetivamente capacitar os compradores a explorar mais do que amam e ajudar os vendedores a expandir seus negócios com sucesso. Conforme a eBay continua a avançar sua estratégia de IA, ela visa ser pioneira na reinvenção do futuro do comércio eletrônico.

Fonte:”eBay colabora com OpenAI para redefinir o futuro do comércio eletrônico Por Investing.com

Marco Legal da IA: uma prioridade para 2025

A regulamentação da IA busca garantir a proteção dos dados dos cidadãos e promover um ambiente de inovação responsável.

A Inteligência Artificial (IA) está nos holofotes do governo federal. Prova disso é que Fernando Haddad (Ministério Fazenda) apresentou uma lista com 25 objetivos sobre o que será considerado prioridade no segundo biênio do governo. O material foi apresentado no dia 20 de janeiro ao Executivo Nacional.

Entre as novidades, destaque para o Marco Legal da Inteligência Artificial – IA e a regulamentação econômica das big techs. Vale destacar que, no fim de 2024, o Senado Federal aprovou o PL que regulamenta a IA no Brasil. Agora, a Câmara dos Deputados analisará o texto.

A versão aprovada é um substitutivo do senador Eduardo Gomes (PL-TO), originado do PL 2.338/23, que foi apresentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O material tem como base um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas. Ele também inclui dispositivos de outros projetos de lei, como o PL 21/20, já aprovado pela Câmara dos Deputados, e emendas de diversos senadores.

As mudanças que virão com a IA regulamentada

Mas, o que a IA regulamentada muda, na prática, para as empresas; e para os consumidores? Isso é o que veremos hoje.

A regulamentação da IA traz mudanças significativas tanto para as empresas quanto para os consumidores. Para as empresas, a criação de um marco legal proporciona um ambiente de maior previsibilidade e segurança jurídica. Isso significa que as organizações terão diretrizes claras sobre como desenvolver e implementar tecnologias de IA, o que pode facilitar investimentos e inovações. Além disso, a regulamentação pode impulsionar a competitividade, pois empresas que adotam práticas éticas e transparentes na utilização de IA poderão se destacar no mercado.

As normas também podem incluir responsabilidade e obrigações em relação à proteção de dados e privacidade. O propósito é assegurar que as empresas tratem as informações dos usuários de maneira segura e ética. Isso pode resultar em maior confiança dos consumidores na utilização de serviços que envolvam IA.

Assim, empresas que adotam uma abordagem responsável em relação à IA sejam mais valorizadas pelos consumidores.

IA para consumidores

Para os consumidores, a regulamentação da IA oferece uma proteção adicional. Eles poderão contar com garantias de que as ferramentas baseadas em IA operam de forma justa e transparente. Além disso, a regulamentação pode fomentar o direito à explicação. Em outras palavras, os consumidores poderão entender como decisões automatizadas são tomadas, especialmente em áreas sensíveis, como crédito e emprego.

A regulamentação também pode promover a inclusão digital, garantindo que grupos minoritários e desfavorecidos tenham acesso igual às tecnologias de IA. Isso porque o projeto estabelece que as iniciativas visem reduzir a discriminação algorítmica, assegurando que os sistemas de IA não perpetuem preconceitos existentes.

IA da América ou da Europa?

De acordo com Juliana Abrusio, sócia do escritório de advocacia Machado Meyer e membro do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), o Projeto de Lei 2.338/2023 tem grande inspiração no modelo europeu. A respeito da efetiva regulamentação, ela acredita que ainda há muito a acontecer. Isso porque o Senado acabou de aprovar o PL de IA e a Câmara dos Deputados ainda irá tramitar o projeto. “Pode levar meses e a redação ainda não está definida”.

Juliana Abrusio é enfática ao afirmar que, pelas discussões de parlamentares e especialistas, não parece que o Brasil seguirá o caminho norte-americano. Ao contrário, o país deve aproveitar essa janela de oportunidade para viabilizar condições de investimento de tecnologia estrangeira no Brasil. Isso não significa abrir mão da segurança e ética em IA, pois esses princípios são conciliáveis.

Dependência de tecnologia estrangeira

Já Chiara Battalhia, também especializada em Direito Digital no Machado Meyer, ainda comenta que, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil ainda é muito dependente de tecnologia estrangeira. Ademais, o país sofre com o fenômeno de “fugas de cérebros”. Em outras palavras, exímios alunos e pesquisadores brasileiros que vão para o exterior, por mercados mais atrativos. Esse panorama, em sua visão, não favorece em nada o horizonte social e econômico do país.

“O obstáculo é criar uma regulação que resguarde os direitos fundamentais, sem perder de vista a promoção de desenvolvimento tecnológico interno. O Brasil é um dos países com mais condições, no mundo, para construção de data centers para treinamento de modelos sofisticados de IA. Isso se dá em razão da quantidade de áreas disponíveis. Sem contar a sua matriz energética limpa e à capacidade de resfriamento dos servidores, por dispor da maior bacia hídrica do globo”, explica Chiara.

PBIA

Ademais, tanto Juliana quanto Chiara consideram que as iniciativas sobre IA no Brasil buscam posicionar o país como um ambiente favorável ao desenvolvimento de IA, a exemplo do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028. Dentre seus objetivos, o intuito é destacar e reforçar a atratividade do Brasil para investimento no ecossistema que sustenta a IA, por exemplo data centers, em razão da sua capacidade de produção de energia limpa.

Assim, o Plano representa uma relevante mensagem aos agentes nacionais e investidores estrangeiros de incentivo à inovação, que os marcos regulatórios em desenvolvimento corroboram; a título exemplificativo, a proposta prevê a definição de regimes simplificados para promover o desenvolvimento tecnológico nacional, inclusive mediante flexibilização de obrigações regulatórias para incentivar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica (art. 1º, § 2º, II do Projeto de Lei n. 2.338/2023).

Consumidores brasileiros

Thais Matallo é sócia do Machado Meyer e especialista em assuntos jurídicos estratégicos de relações de consumo para todos os segmentos de mercado. Ela lembra que os principais Procons dos Estados brasileiros já trazem o tema da tecnologia e da IA como um dos principais a ser tratado ao longo de 2025.

Por consequência, ela pontua que a defesa e a proteção do consumidor constituem, no Brasil, direito fundamental e princípio da ordem econômica previstos na Constituição Federal, cabendo ao Poder Judiciário assegurar a observância de tais preceitos.

Nesse ínterim, Danielle Iglesias, advogada do Machado Meyer também especializada em relações de consumo, pontua que a soberania brasileira é assegurada pela competência da justiça brasileira para julgar demandas envolvendo consumidores residentes no Brasil, assegurando a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC)à maioria expressiva dos casos recebidos pelos Tribunais.

“Diante disso, o que se nota, portanto, é que instituições sólidas protegem os direitos do consumidor brasileiro, mesmo no contexto do avanço da tecnologia e da corrida internacional para o desenvolvimento de sistemas cada vez mais completos”, finaliza Thais.

Relação entre IA e consumo

A relação entre tecnologia e consumo tradicionalmente é marcada por desafios. Especialmente em um cenário onde as ferramentas digitais estão em constante evolução. O aumento do uso de IA nas plataformas de atendimento ao cliente, por exemplo, traz à tona questões sobre a eficácia desse atendimento e a necessidade de supervisão humana para garantir a satisfação do consumidor.

As futuras regulamentações que emergirem a partir dos debates em torno da tecnologia e da IA deverão considerar esses aspectos, visando equilibrar inovação e proteção ao consumidor. Em conclusão, da parte das empresas, é necessário que elas se preparem para as mudanças que estão por vir. Primordialmente, isso demanda investimento em compliance e capacitação de seus colaboradores para que as novas regras sejam devidamente respeitadas.

Analogamente, a interação entre o avanço tecnológico e a proteção ao consumidor será um dos pilares centrais das discussões nos próximos anos. Com efeito, a legislação e a jurisprudência brasileira precisam se adaptar a esse novo cenário, garantindo que os direitos dos consumidores sejam sempre prioridade, independentemente da evolução das ferramentas disponíveis no mercado.

Fonte: “Marco Legal da IA: uma prioridade para 2025 – Consumidor Moderno

Pequenos negócios, grandes insights: como pequenas empresas podem potencializar resultados com dados

Big data não é mais uma exclusividade dos gigantes do mercado. Pequenos negócios que aprendem a coletar e analisar informações de forma estratégica podem abrir novas portas para o crescimento sustentável e a fidelização de clientes.

É isso que diz Ludwig Makhyan, especialista em marketing digital há mais de 20 anos, em sua coluna na Entrepreneur Magazine.

O conceito refere-se à vasta quantidade de dados gerados diariamente por interações em redes sociais, transações online e até feedbacks de clientes. Para pequenos negócios, o segredo não está em lidar com volumes gigantescos de informações, mas em usar dados disponíveis de forma inteligente para identificar padrões ocultos, tendências de mercado e preferências dos consumidores.

Por exemplo, plataformas como Google Analytics permitem monitorar o comportamento de visitantes no site, enquanto ferramentas como Microsoft Power BI e Tableau tornam a análise de dados mais acessível, até mesmo para equipes menores.

Esses insights ajudam a criar estratégias de marketing personalizadas, destacando produtos que atraem mais consumidores e otimizando operações internas.

O papel estratégico do Big Data para pequenos negócios

Para transformar dados em resultados, as empresas precisam adotar uma abordagem integrada na cultura da organização:

  • Coleta de dados: acompanhe redes sociais, transações online e análises de sites para obter informações relevantes;
  • Análise inteligente: utilize ferramentas amigáveis para visualizar tendências e focar em métricas alinhadas aos objetivos do negócio;
  • Aplicação prática: ajuste campanhas de marketing, identifique novos produtos ou serviços promissores e melhore a experiência do cliente com base nos resultados;
  • Cultura de dados: treine sua equipe para entender e utilizar as ferramentas disponíveis, criando um ambiente onde decisões baseadas em dados sejam priorizadas.

Uma estratégia bem-sucedida começa com objetivos claros. Você quer melhorar a experiência do cliente? Aumentar as vendas? Automatizar processos internos? A resposta a essas perguntas deve orientar cada etapa da coleta e análise de dados.

Os desafios e a ética no uso de dados

Nem tudo são rosas. Pequenos negócios enfrentam desafios únicos, como limitações orçamentárias e resistência à cultura de dados dentro das equipes. Para superar essas barreiras, é fundamental investir em ferramentas econômicas e acessíveis, além de promover treinamentos regulares.

A ética também desempenha um papel central no uso de dados. Garantir a privacidade e a segurança das informações dos clientes, bem como respeitar regulamentações como o LGPD, é indispensável. Transparência sobre o uso dos dados e o consentimento explícito dos consumidores ajudam a fortalecer a confiança e a reputação da marca.

Big data e o futuro para pequenos negócios

À medida que a tecnologia avança, as ferramentas de big data se tornam mais acessíveis e simples de usar. Com o suporte da inteligência artificial, análises em tempo real e automação de processos prometem trazer insights mais profundos, transformando completamente a maneira como empresas de todos os tamanhos operam.

Para profissionais de inteligência de mercado, dominar o uso de big data é uma competência indispensável. Essa habilidade permite identificar tendências antes da concorrência, criar estratégias mais eficazes e, acima de tudo, tomar decisões informadas. No competitivo cenário atual, os dados não são apenas números — são a base para crescimento, inovação e relevância.

Ao aproveitar as vantagens do big data, pequenos negócios podem se posicionar como líderes em seus mercados e abrir caminho para o sucesso em um mundo cada vez mais orientado por informações.

Fonte: “https://exame.com/negocios/pequenos-negocios-grandes-insights-como-pequenas-empresas-podem-potencializar-resultados-com-dados/”