Boston Dynamics: robô inova em logística ao conseguir empilhar caixas

O futuro da logística pode passar pela robótica. Ao menos, é o que propõe a Boston Dynamics com seu novo robô empilhadeira. A máquina da companhia consegue organizar caixas em um armazém.

Com o nome de “Handle”, ele é capaz de carregar até 15 kg, paletes de no máximo 1,7 m de altura e se deslocar dentro do espaço. O robô teve um vídeo de demonstração divulgado pela empresa. Assista a seguir:

“Handle é um robô de manipulação móvel projetado para logística. O manuseio realiza autonomamente a construção de palete SKU mista e a despaletização após a inicialização e a localização contra os paletes. O sistema de visão a bordo do Handle monitora os paletes marcados para navegação e encontra caixas individuais para agarrar e posicionar.

Quando o Handle coloca as caixas em um palete, ele usa o controle de força para aninhar cada caixa contra seus vizinhos. As caixas usadas no vídeo pesam cerca de 5 Kg, mas o robô é projetado para lidar com caixas de até 15 Kg. Esta versão do Handle funciona com paletes de 1,2 m de profundidade e 1,7 m de altura (48 polegadas de profundidade e 68 polegadas de altura).”

Opção para agilizar o trabalho em fábricas, o Handle consiste apenas em um protótipo, sem qualquer data para ser finalizado. A fabricante também não revelou mais detalhes sobre sua disponibilidade.

Fonte: tudocelular.com

Tag: Tecnologia

Robôs que descarregam caminhões podem ser rápidos como humanos

(Bloomberg) — Enquanto a FedEx e a United Parcel apostam na automação para acompanhar a expansão do comércio eletrônico e enfrentar uma ameaça potencial da Amazon.com, a perplexidade ainda domina em um estágio crucial: carregar e descarregar caminhões.

Os fabricantes de robôs estão perto de resolver parte desse quebra-cabeça.

A Siemens e a Honeywell International construíram máquinas que puxam pacotes da traseira de um trator para reboque e os colocam em esteiras transportadoras, emitindo um apito quando os pacotes estão prontos para triagem. Fabricar robôs que podem fazer carregamentos em caminhões é mais complicado, embora superar esse obstáculo não esteja longe.

“Eis o maior desafio no mundo atual: cada pacote é diferente em tamanho, forma, peso, cor e material”, disse Ted Dengel, diretor-gerente de tecnologia de operações da unidade de entrega terrestre da FedEx. “Isso se torna um problema muito complicado.”

Os dispositivos, apresentados em uma recente conferência de automação em Chicago, mantêm a promessa de aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir a necessidade de uma das tarefas mais difíceis em logística. Transportadoras têm apostado na automação para acompanhar a expansão das compras on-line, que alimentam uma demanda recorde, mas pressionam as margens de lucro. O plano da Amazon para aumentar sua capacidade logística e oferecer mais entregas em um dia reforça essa aposta.

Os dispositivos de carregamento automatizado levaram anos para serem desenvolvidos e ainda não foram aperfeiçoados, refletindo a dificuldade de trabalhar com uma variedade de pacotes empilhados de forma diferente de caminhão para caminhão. As máquinas também precisam de espaço dentro dos centros logísticos e depósitos que já estão repletos de equipamentos. A geringonça da Siemens requer uma modificação do reboque de um caminhão. A Honeywell não precisa, mas não é tão rápida no descarregamento.

O aparelho da Honeywell é um gigante sobre rodas que tem uma série de ventosas para pegar pacotes empilhados no alto. Um transportador portátil agarra os pacotes ou os levanta do reboque. Funciona na maioria dos reboques planos e descarrega tão rápido quanto uma pessoa – mas sem dor nas costas e exaustão.

“Posso falar de experiência própria ao desenvolver essa máquina: o trabalho é terrível dentro desse reboque”, disse Matt Wicks, vice-presidente de desenvolvimento de produtos da unidade Intelligrated da Honeywell, dedicada à automação de depósitos. “Tirar as pessoas do reboque e, do lado das docas, gerenciar várias dessas máquinas é um fator importante, porque tem a ver com a satisfação e retenção dos funcionários. ”

Resolver o quebra-cabeça tridimensional de carregar um reboque é mais difícil do que descarregar um. No entanto, a Dorabot, que tem financiamento do titã chinês do comércio eletrônico Jack Ma, está testando a tecnologia de carregamento automatizado com dois clientes.

Os robôs da startup usam inteligência artificial e podem carregar 400 pacotes por hora em um reboque, preenchendo 60% da capacidade – em linha com o que uma pessoa pode fazer -, disse o CEO Spencer Deng. A Dorabot espera elevar a velocidade em cerca de 50 pacotes por hora e preencher 80% da capacidade de um caminhão, antes de entrar no mercado dentro de um ano e meio, disse Deng.

Para entrar em contato com o repórter: Thomas Black em Dallas, tblack@bloomberg.net

Fonte: UOL

Tag: Logística

Escritório de advocacia lança Inteligência Artificial para fintechs na Fintech Conference

Depois de conquistar o mercado de startups, o caminho natural de crescimento para Silva | Lopes Advogados foi consolidar o seu nome como referência no ecossistema de fintechs, que ganha cada vez mais espaço não só no Brasil, mas em o mundo.

O escritório de advocacia vai lançar sua inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) focada em fintechs no maior evento do setor na América Latina: o fintech Conference. Realizado pela StartSe, o evento acontece no dia 22 de maio, em São Paulo.

O Silva | Lopes Advogados, que tem sede em Porto Alegre e filial na capital paulista, conta com mais de 50 fintechs em seu portfólio e atua com matérias relacionadas com o Banco Central do Brasil (BACEN), como por exemplo: sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP), sociedade de crédito direto (SCD), correspondentes bancários, instituições de pagamento, instituidores de arranjos de pagamento e bancos digitais.

Com uma base de clientes 100 % do setor de tecnologia e inovação, o escritório também atua com matérias reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como corretoras digitais, gestoras e escritórios de agentes autônomos de investimento, além de clientes no mercado de crowdfunding, criptomoedas e desenvolvimentos de softwares para mercado financeiro.

O Silva | Lopes Advogados vem solidificando o seu posicionamento para ser também um desenvolvedor de tecnologia e não, apenas, um mero escritório de advocacia. Com esse objetivo, o escritório vai lançar sua AI focada no cumprimento de regras do BACEN durante o Fintech Conference.

O robô Toddy, desenvolvido pelo escritório para auxiliar em demandas de registro de marcas, agora aprendeu sobre regulamentações para fintechs. De acordo com o fundador e CEO do Silva | Lopes Advogados, Layon Lopes, o software Toddy deve analisar o modelo de negócio de fintechs e identificar quais as normativas que devem ser cumpridas, dentre mais de 40 mil resoluções, portarias e circulares do BACEN.

“O projeto surgiu em meu mestrado, onde tinha o objetivo de utilizar o Toddy para potencializar a análise dos modelos de negócios de fintechs, fazendo um filtro inicial de normativas que nossos advogados precisam analisar. Hoje, um advogado comum gasta cerca de 40 a 50 horas para encontrar todas as normativas que uma fintechtem que cumprir, com o Toddy conseguimos reduzir isso para cerca de dois minutos”, conta Lopes.

Atualmente, o Toddy possui a capacidade de entender fintechs ligadas à crédito, identificando se elas são SEP, SCD, financeiras ou atuam como correspondentes bancárias. Futuramente, a função será ampliada para outros tipos de fintechs e com envolvimento com normativas da CVM.

Recentemente, o escritório também lançou seu próprio sistema de gestão de demanda. A postura de desenvolver de tecnologia faz com que o escritório se destaque não somente pelo atendimento de qualidade, mas também por compreender na prática os desafios cotidianos deste setor.

Fonte: startse

Automação: nem tudo são dados no mundo dos robôs

Sinônimo da quarta revolução industrial ou da Indústria 4.0, a automação é cada vez mais presente no dia a dia da produção. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Automação, GS1 Brasil, o consumidor, no geral, relaciona a automaçãodiretamente à tecnologia e inovação. Segurança e economia foram outros benefícios apontados.

Essa mesma pesquisa avalia que a indústria cada vez mais busca se relacionar de forma próxima à automação, aumentando rendimento e diminuindo custos. Ferramentas usadas para se relacionar com o cliente já atingem 37% das empresas, o sistema de processamento de dados é usado em 34% dos casos e o material que planeja a necessidade de materiais ou estoque é usado por 33% das indústrias entrevistadas.

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a  expectativa é que, em dez anos, 15% das indústrias de todo o território nacional atuem no conceito da indústria 4.0, que se dá principalmente pela automação. Hoje, menos de 2% das empresas estão inseridas nesse conceito.

“O emprego da automação é um conceito que comunga com o uso das novas tecnologias para promover um melhor serviço. Precisamos, sempre, focarmos em quem está na ponta, o paciente”, diz Roberto Vilela, presidente da RV Ímola, empresa especializada no transporte de medicamentos.

Sinônimo da quarta revolução industrial ou da Indústria 4.0, a automação é cada vez mais presente no dia a dia da produção. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Automação, GS1 Brasil, o consumidor, no geral, relaciona a automaçãodiretamente à tecnologia e inovação. Segurança e economia foram outros benefícios apontados.

Essa mesma pesquisa avalia que a indústria cada vez mais busca se relacionar de forma próxima à automação, aumentando rendimento e diminuindo custos. Ferramentas usadas para se relacionar com o cliente já atingem 37% das empresas, o sistema de processamento de dados é usado em 34% dos casos e o material que planeja a necessidade de materiais ou estoque é usado por 33% das indústrias entrevistadas.

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a  expectativa é que, em dez anos, 15% das indústrias de todo o território nacional atuem no conceito da indústria 4.0, que se dá principalmente pela automação. Hoje, menos de 2% das empresas estão inseridas nesse conceito.

“O emprego da automação é um conceito que comunga com o uso das novas tecnologias para promover um melhor serviço. Precisamos, sempre, focarmos em quem está na ponta, o paciente”, diz Roberto Vilela, presidente da RV Ímola, empresa especializada no transporte de medicamentos.

Fonte: e-commerce news

Senior lança Inteligência Artificial no WhatsApp

A Senior, uma das maiores empresas de software de gestão do Brasil, traz a Sara – sua plataforma de inteligência artificial já premiada internacionalmente – para o WhatsApp. A novidade promove simplicidade ao acesso as informações integradas aos sistemas corporativos de forma prática e rápida.

A aplicação da inteligência artificial da Senior em um dos aplicativos mais usados na comunicação do dia a dia, atende uma demanda de mercado, onde profissionais cada vez mais exigentes buscam agilidade e praticidade para realizar aprovações, ter acesso às suas folhas de pagamento, consultar saldo de férias, entre outras questões que muitas vezes pedem longos processos de login, busca e acesso em sistemas.

“Nosso objetivo é oferecer um RH no seu celular 24 hora por dia 7 dias da semana. Os usuários não precisam investir em novas tecnologias para ter em mãos esse tipo de facilidade. O WhatsApp é uma das ferramentas de comunicação mais usadas hoje, tanto no campo profissional como na rotina pessoal. Por esta razão entendemos que inserir a SARA nesta plataforma, faz todo sentido com o nosso propósito de otimizar processos, desburocratizando o acesso a informações que são básicas”, fala Ricardo Kremer, Head de Produto HCM na Senior.

A Senior começou o ano de 2019 com uma nova campanha de marketing que fortalece a transformação digital para otimizar processos e potencializar negócios de forma ágil. Com o lançamento da Sara no WhatsApp a companhia dá mais um passo dentro desta proposta.

Fonte: e-commerce news

A solução para o incremento da Eficiência Operacional – RPA (Robotic Process Automation)

Cada vez mais as empresas estão se preocupando com a eficiência no back office com o mesmo cuidado que cuidam dos incrementos em vendas. Isto pode se traduzir em diversas iniciativas já bem conhecidas, como centros de serviços compartilhados, orçamento base zero, compartilhamento de equipes, terceirizações, BPM (business process management), entre tantas outras ações.

Em qualquer iniciativa de eficiência, inevitavelmente, entramos em discussões de head count que começam pelo span of control (de forma simplificada, análise da estrutura organizacional), que por si só nos dá uma análise fria da estrutura.

Para complementar a análise, identificamos as tarefas realizadas pelas estruturas e tradicionalmente buscamos alternativas de simplificá-las ou de melhorar a utilização do sistema, reduzindo controles manuais e/ou paralelos, centralizando informações.

Atualmente a automação das tarefas através de robôs é uma alternativa relevante que vem somar os resultados à busca de eficiências. Os robôs mais simples podem executar processos de negócio rotineiros, imitando pessoas.

Assim como os profissionais, os robôs têm níveis de maturidade, ou sejam, podem acumular funções cognitivas e inteligência artificial. Eles podem realizar tarefas rotineiras como usuários humanos, como fazer consultas e buscar arquivos em sites (arquivos de nota fiscal, por exemplo), fazer baixas de títulos, calcular rescisões, consultar SERASA, realizar conciliações, entre diversas outras tarefas e transações. Tudo isso com agilidade, assertividade e escala. Mesmo demandando pessoas para darem suporte aos robôs (sim, eles também precisam de ajuste a qualquer mudança no ambiente), a relação custo versus benefício é impressionante.

Mesmo o assunto não sendo tão novo, sua utilização ainda não está disseminada em grande parte das companhias, e embora não pareça, é um tema de muita simplicidade para a implantação.

Com frequência temos sido questionados sobre “por onde devo começar com o RPA?”. Nossa recomendação é sempre a mesma: comece pelo simples. Faça um piloto em processos onde você tenha atividades rotineiras e mais de uma pessoa envolvida. Quanto maior o FTE (full-time equivalent ou o tempo de envolvimento do colaborador por atividades), mais sentido fará o RPA.

E se você faz parte do time que acha que o processo não está otimizado, que robotizar algo que não está eficiente é como “asfaltar caminho de cabra”, esqueça! Buscar eficiência há muito tempo deixou ser opção. Faça por processo, comece devagar, mas comece! É muito mais simples do que você imagina e também temos experiência e convicção de que o retorno financeiro e qualitativo é indiscutível.

Fonte: e-commerce news

Prateleiras inteligentes otimizam operação de supermercados e “conversam” com consumidor

Equipamentos fornecem dados como perfil dos consumidores, produtos mais vendidos e horário com maior movimento, além de auxiliar na reposição de produtos…

O cliente retira um produto da prateleira e, em seguida, display interage com ele sugerindo outro item para complementar a compra ou mostrar as informações nutricionais se for um produto alimentício ou ainda chamar para uma promoção. O que é uma experiência diferenciada para o consumidor, para os varejistas e fornecedores significa acesso a dados como o perfil do público de sua loja, os produtos mais comprados ou a posição mais privilegiada na gôndola.

Estes são algumas das funcionalidades da ‘prateleira inteligente’  desenvolvida pela Sensormatic Solutions em parceria com a Equipa PDV. As prateleiras foram programadas para otimizar a operação de supermercados e melhorar a experiência dos consumidores, por meio de sensores e telas inseridos nas gôndolas para trazer inteligência ao negócio.

Pusher

Além de tornar a experiência do cliente com menor fricção ao trazer automaticamente os produtos para a ponta da prateleira, o hardware ajuda no controle de estoque. O Pusher serve para contabilizar os itens que foram retirados das geladeiras e gôndolas.

“Uma notificação é enviada ao sistema na nuvem para alertar quais e quantos itens estão faltando e precisam ser repostos. O supermercadista, então, pode melhorar a disposição de produtos”, explica Sérgio Thomé, diretor Comercial da Sensormatic.

Tela LED

As telas instaladas deixam os produtos expostos mais atrativos visualmente e apresentam mídias relevantes para os clientes. O apelo visual é feito com animações. As faixas de LED podem exibir preço, valor nutricional, promoções, informações sobre o fabricante e, depois que o produto é retirado da prateleira, o equipamento pode exibir uma mensagem de agradecimento. O conteúdo pode ser desenvolvido pela Sensormatic ou pela contratante.

Reconhecimento facial

A geladeira inteligente usa a tecnologia para indicar o gênero e faixa etária de quem está comprando, ou considerando comprar, os produtos. A funcionalidade está disponível apenas para os refrigeradores.

Dados em tempo real

Todos as funcionalidades do produto geram dados relevantes que serão usados pelo varejista para melhorar sua operação. A solução permite conhecer o público da loja, produtos mais vendidos, período de maior consumo e melhor forma de organizar os produtos. O varejista recebe um relatório ou acesso ao sistema para acompanhar os dados em tempo real.

Quem pode contratar a solução?

O produto pode ser contratado por varejistas e fornecedores que procuram mais exposição de sua marca. No segundo caso, as empresas contratam espaços exclusivos nos supermercados. Para o varejista, o equipamento “melhora a atratividade no momento da compra, a experiência de venda e também pode impulsionar mais vendas a partir de uma melhor exposição dos produtos”, diz Thomé.

Quem já usou a solução?

RedBull, PepsiCo e Vigor estão entre as que contrataram a solução. A fabricante de energéticos fez uma ação na loja do Pão de Açúcar da rua Teodoro Sampaio, em São Paulo. A empresa locou uma ponta de gôndola para uma campanha de carnaval. Já a PepsiCo usou a solução para promover produtos da marca Doritos.

Fonte: Portal no Varejo

Amazon testa máquinas que empacotam encomendas no lugar de pessoas

Amazon está testando máquinas capazes de empacotar encomendas sem ajuda de pessoas.

De acordo com duas fontes próximas à implantação dessas tecnologias, ouvidas pela Reuters, cada uma das duas máquinas instaladas substitui 24 funcionários.

Elas conseguem escanear os itens que passam pela esteira e, de acordo com o tamanho e a forma do item, envelopá-los em caixas customizadas em questão de segundos.

Conhecidas como CartonWrap, elas empacotam entre 600 e 700 caixas por hora, em torno de quatro a cinco vezes mais rápido do que o ritmo de um humano. Existe a necessidade, porém, de uma pessoa para carregar a lista de pedidos, outra para estocar as caixas e a cola e um técnico para consertar ocasionais congestionamentos.

Se a instalação dessas máquinas se concretizar, significaria um corte de 1,3 mil empregos nos seus 55 centros de distribuição nos Estados Unidos.

Segundo as fontes, não existe um prazo para a novidade ser oficialmente adotada, em parte porque o processo de validação dos equipamentos e dos processos demora bastante tempo.

“Estamos pilotando essa nova tecnologia com o objetivo de aumentar a segurança, agilizar o tempo de entrega e incrementar a eficiência da nossa rede”, afirmou a Amazon em nota à Reuters. “Esperamos que a economiza gerada pela eficiência seja reinvestida em novos serviços aos clientes, o que continuará criando novos postos de trabalho”, concluiu o texto.

Fonte: e-commerce Brasil

Saiba como o deep learning vai transformar o varejo

Conceito se relaciona com a capacidade de análise que a tecnologia entrega. Com o deep learning, os varejistas podem oferecer o produto certo, no momento certo.

O avanço da tecnologia nas últimas décadas remodelou a forma como os varejistas se organizam e gerenciam seus negócios atualmente. Seja grande ou pequena, é praticamente impossível encontrar uma loja que não utilize alguma máquina para facilitar alguns processos . Entretanto, é apenas o início de um relacionamento que vai transformar o varejo como um todo graças, principalmente, ao conceito de deeplearning e à capacidade destes recursos tecnológicos entregarem relatórios e informações cada vez mais inteligentes e precisos para o futuro do negócio.

Em inglês, deeplearning pode ser traduzido como aprendizado profundo. Na prática, significa a capacidade de computadores aprenderem e realizarem tarefas como os seres humanos, mas com uma capacidade de processamento infinitamente maior. Por conta disso, é a base das soluções de Inteligência Artificial, conceito em alta no mundo dos negócios. Estimativa da MarketsandMarkets indica que este setor deve movimentar US$ 18,16 bilhões até 2023, com um crescimento médio anual de 41,7% no período.

Esse crescimento é explicado pelo boom na utilização de dados na estratégia dos negócios. O mar de informações trouxe novas ideias de gestão, mas também uma grande preocupação para os varejistas: como organizar essa quantidade cada vez maior de forma que traga inteligência de verdade para a tomada de decisão? É justamente neste ponto que entra o deeplearning. Por meio dele, é possível ver e compreender o que está acontecendo em todo processo, obtendo insights que um ser humano jamais teria tempo, conhecimento e capacidade de oferecer.

Além disso, computadores com capacidade de aprendizado conseguem juntar dados de diferentes fontes e características e, com este match, possibilitar uma visão completa sobre os perfis das pessoas que se relacionam com a sua loja. Ao identificar esses comportamentos, o lojista pode prever desejos de consumo, oferecendo o produto certo no momento mais adequado. Em um cenário de retração econômica e intensa competitividade, ele sabe que precisa ser certeiro e conhecer o seu consumidor antes mesmo dele entrar em contato com a marca. É um novo tipo de relacionamento.

Dessa forma, o negócio consegue atingir três benefícios fundamentais para a consolidação de qualquer companhia. O mais importante deles, sem dúvida, é o aumento de performance da loja por permitir que os profissionais tomem as melhores decisões e possam prever situações importantes. Também é possível desenvolver e oferecer itens e serviços cada vez mais personalizados ao levar em conta as nuances e características dos mais diferentes usuários que entram em seu estabelecimento. Por fim, há o aumento da eficiência ao reduzir o tempo dos processos internos e permitir uma maior produtividade entre os colaboradores, liberando-os de tarefas burocráticas.

O cenário atual encontrado no varejo brasileiro ainda é o do Analytics que entrega métricas “estáticas”, ou seja, sem levar em conta inúmeros fatores subjetivos que operam sobre eles. Com o deeplearning, a área torna-se “dinâmica” por se alimentar constantemente de informações e oferecer relatórios cada vez mais profundos e complexos aos empresários. O futuro passa pelo cruzamento inteligente desses dados e vai impactar não apenas o relacionamento com o cliente, mas também questões de estoque, fornecedores e colaboradores. Afinal, não adianta ter inteligência se não há precisão nas ações.

Fonte: portalnovarejo.com

Bots podem colaborar com a eficiência do atendimento no varejo

O uso de bots pode ajudar as empresas a melhorar a experiência do cliente e também a reduzir custos. Entenda.

É fato que o uso de bot e IA traz possibilidades de interação inéditas, além de uma visão mais ampla a respeito de temas como UX (user Experience). O painel “Interações, UX e conversação por meio de bots” levantou essa discussão. Mediado por Felipe Almeida, CEO da Loud Voice Services, o debate reuniu Rodrigo Tavares, head de Experiência & Relacionamento da 99; Lucas Mancini, diretor nacional de Delivery do Grupo Habib’s e Alexandre Theodoro de Oliveira, diretor de Tecnologia e Inovação da Neobpo.

A Neobpo é uma empresa com foco em ajudar os clientes na transformação digital. Os clientes vão de bancos a utilities – e o desafio não é pequeno. O mesmo vale para 99 e Habib’s, empresas de grande operação. “Nós nos esforçamos para que as plataformas sejam utilizadas de forma simples”, afirma Tavares. “Naturalmente, há momentos em que a ajuda é necessária e, para isso, temos uma área de atendimento”.

O foco em autosserviço, nesta empresa, é voltado para a experiência e não para a redução de custos – se os dois aspectos andarem juntos, é claro, será melhor ainda. “Em alguns momentos, preferimos complicar para a empresa e descomplicar para o cliente”, revela. “É uma obsessão diária”. Drivers de experiência, então, tem que estar alinhados aos drivers de eficiência. “Não adianta plugar tecnologia se nem mesmo atendimento humano é bom”, diz.

Mancini concorda com os pontos de Tavares e complementa: “o grande driver de mudança da sociedade é econômico, mas ele tem momentos”, afirma. “Fazer mudanças no sentido da automação é preciso por isso, mas esse movimento precisa envolver qualidade e monitoramento para evitar falhas e não prejudicar o cliente”.

O executivo do Habib’s defende que o humano nem sempre resolve todas as questões. Na verdade, ele soluciona problemas quando tem bom treinamento e conhecimento dos processos. E o mesmo vale para a tecnologia. “Adotamos o bot no WhatsApp para pedidos”, diz. “Mas, a máquina não entendia o que o cliente dizia, pois, cada frase terminava com ponto final”. Com ajustes, isso mudou: o bot foi reeducado.

Outro exemplo de Mancini é a grafia do principal produto do Habib’s. “Vocês imaginam quantas formas de escrever esfirra foram inventadas?”, questiona, provocando risos na plateia. Por mais engraçado que seja, é evidente que isso gera um grande desafio para o robô. Ao fim, a busca do Habib’s é investir em conveniência, não perder pedidos e, é claro, deixar o cliente satisfeito – e de barriga cheia.

Oliveira comenta que o desafio da Neobpo é lidar com os desafios citados: eficiência, custos, conveniência. A empresa enfrenta essas necessidades e precisa digitalizar rapidamente, sem perder qualidade. “Passa por uma analise de entender o consumidor, por que ele está ligando e qual é o desejo dele com aquele serviço”, afirma.

Nem sempre o caso é a aplicação de atendimento virtual, ele comenta. “Tudo começa pelo analytics”, diz. Primeiro, entendem o que o cliente deseja quando telefona, qual canal ele quer usar, quais principais perguntas ele faz. Com isso, o bot aprende e o serviço se torna mais fluido.

Como definir a tecnologia ideal?
Diante dessa questão, elaborada pelo mediador, Tavares comenta que as empresas muitas vezes buscam atingir um patamar muito alto, baseada em estudos que nem sempre se aplicam ao modelo de negócio em questão. “É preciso entender a maturidade do seu negócio”, afirma. Ou seja, cada tecnologia precisa atender à necessidade de cada empresa, de cada contexto.

Mancini, por sua vez, comenta sobre o processo de criação do delivery, aspecto em que, de acordo com o executivo, o Habib’s foi pioneiro. “Aprendemos, primeiro, que é preciso ter cuidado ao escolher um parceiro”, afirma. “Em segundo lugar, sabemos que o grande volume de compras vem do Android, então, precisamos de tecnologias compatíveis com esse sistema”. Em segundo lugar, está o iOS, que é menor em volume, porém, é maior em ticket médio. Portanto, é preciso atender a todos e não fechar a porta para nenhum tipo de interface.

Nesse sentido, ele defende que o Brasil vive um apartheid digital – e isso não é tão distante quanto parece. Essa é a realidade da periferia de São Paulo, por exemplo. E o Habib’s atende a esse público e também a bairros de luxo da cidade.

Futuro
Para Tavares, o futuro dos bots e da IA é positivo. Para gerar engajamento, ele reconhece que é essencial aplicar cada ferramenta no contexto correto. Mancini também aposta alto: “30% dos nossos habitantes comem fora de casa e 25% deles consomem por delivery”, diz. Perto da China, por exemplo, isso não é nada: o mercado brasileiro ainda tem muita margem de crescimento. “As cozinhas estão diminuindo de tamanho, temos cada vez menos tempo para ficar nesse cômodo”, argumenta.

Oliveira, por fim, afirma que a Neobpo aposta muito no futuro do WhatsApp, porque estudos mostram que essa é a principal ferramenta para a maioria das pessoas, sem distinção social. “Se você olhar para o WhatsApp, verificando a versão Enterprise, percebe que a evolução da ferramenta é constante”, conta. Fora do Brasil, essa já é uma realidade. E aqui também deverá ser.

Fonte: portalnovarejo.com.br