Startup de beleza Glossier levanta US$ 100 milhões e vira unicórnio

A Glossier, uma das maiores startups de beleza do mundo, recebeu um investimento de US$ 100 milhões em uma rodada série D liderada pela Sequoia Capital. Com o aporte, a beautytech atingiu o valor de mercado de US$ 1,2 bilhões, ganhando também o título de unicórnio (quando uma startup ultrapassa o valor de US$ 1 bilhão).

Também investiram na startup os fundos Tiger Global Management, Spark Capital, Forerunner Ventures, Index Ventures, entre outros. Como parte do investimento, a Glossier contratou Vanessa Wittman como presidente-executiva do setor de finanças (CFO).

A Glossier foi criada em 2014 pela empreendedora Emily Weiss, através de um blog homônimo. A marca, do tipo DNVB, nasceu totalmente digital, mas hoje possui lojas em Nova York e em Los Angeles, nos Estados Unidos. Um de seus diferenciais é a forma como cria os produtos: a Glossier ouve seus clientes para entender quais são as suas verdadeiras necessidades, utilizando a tecnologia como um facilitador. O protetor solar Invisible Shield foi um dos produtos já criados dessa forma.

“Nós estamos criando uma empresa de beleza totalmente nova: uma que é dona de seus canais de distribuição e torna os consumidores seus sócios”, disse Weiss no anúncio do aporte. “Graças ao nosso relacionamento direto com nossos clientes, temos uma inspiração sem fim para novos produtos, experiências e maneiras de criar um negócio – tudo isso enquanto nos mantemos leais aos nossos valores de que a beleza deve ser a celebração da individualidade e das escolhas pessoais”.

Atualmente, a marca possui mais de 200 funcionários e atua nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Dinamarca e Suécia. A receita da Glossier ultrapassou US$ 100 milhões no ano passado.

Fonte: startse.com

Amazon gera novos websites que transformam devoluções em lucro

Kerry Franciscovich se descreve como alguém que sempre garimpou vendas de garagem e que revendia os achados no eBay ao longo dos anos. Então, quando quis ganhar um dinheiro extra, ela decidiu subir a aposta na venda on-line.

Com as mercadorias que comprou no Bulq.com, um novo negócio on-line que classifica e depois reembala itens devolvidos em caixas e pallets, ela anunciou itens ainda novos em sua conta de mercado na Amazon e vendeu outros pelo eBay. Mesmo ficando com cerca de metade dos itens, ela ganhou US$ 253 em quase quatro horas de trabalho, mais do que dobrando o dinheiro investido.

Franciscovich é uma das centenas de milhares de usuários de novos negócios de revenda que estão aproveitando a onda de mercadorias devolvidas que flui do comércio eletrônico — avaliadas em cerca de US$ 370 bilhões no ano passado. Em um momento em que as sobrecarregadas empresas de varejo buscam formas econômicas de recuperar mais dinheiro da enxurrada de mercadorias devolvidas, revendedores de todos os tamanhos estão preenchendo a lacuna.

“As pessoas estão criando negócios porque agora elas têm a possibilidade de comprar esse inventário”, disse Howard Rosenberg, CEO da B-Stock Solutions, que realiza leilões diários de produtos devolvidos pela internet. “O que fizemos foi dar acesso direto a elas.”

Paraíso do intermediário

A Bulq e a B-Stock estão entre as firmas cujo negócio é ajudar empresas de varejo a eliminar intermediários — principalmente as enormes empresas de liquidação — que historicamente compravam mercadorias devolvidas por centavos de dólar e as revendiam para lojas de descontos como a TJ Maxx.

Quando as devoluções aumentaram muito com o comércio eletrônico, os varejistas começaram a procurar formas de reduzir os prejuízos. As devoluções nas lojas físicas somam cerca de 8 por cento, em média, mas a proporção é quase três vezes maior no caso dos itens encomendados pela internet, disse Tony Sciarrotta, diretor-executivo da Reverse Logistics Association, uma associação do negócio de devoluções.

“As pessoas estão comprando coisas que veem nas telas e não é a mesma coisa que comprar em uma loja, onde você toca e sente a mercadoria”, disse Sciarrotta.

Em 2018, as devoluções aumentaram para US$ 370 bilhões dentro do universo de US$ 3,7 trilhões de vendas do setor, segundo pesquisa da Appriss Retail.

Tobin Moore, CEO da Optoro, dona do website bulq.com, viu a oportunidade de negócio. “Vimos quanto dinheiro estava sendo perdido e a ineficiência com que esses produtos estavam sendo tratados”, disse.

Empreendedores

Para revendedores como Franciscovich, 56, o Bulq ofereceu a possibilidade de comprar itens devolvidos por caixa ou pallet, classificados por categoria e com uma lista do que havia em cada remessa. Ela pagou cerca de US$ 100 por sua primeira caixa, em maio, ficou com muitos dos 56 itens que havia dentro e vendeu o que restou por mais do que o dobro do que gastou.

Animada com o sucesso, Franciscovich expandiu o negócio, que tomou conta da garagem, depois de um quarto que sobrava e da sala de jantar.

“Finalmente aprendi a não sair enfiando coisas em uma sacola no armário”, disse. “Agora tenho um sistema de inventário com prateleiras e caixas e uma lista com números, então sei onde eles estão.”

Fonte: clipping.cservice

Conheça 3 startups brasileiras que usam assistentes de voz em seus produtos

As empresas desenvolveram soluções integradas aos assistentes virtuais de voz para oferecer serviços de entrega, facilitar transações financeiras e disponibilizar conteúdos de livros.

A tecnologia de comando por voz, que está se tornando mais popular desde a criação da Siri e Alexa, já chegou por aqui e a demanda por produtos e serviços que usem o recurso aumentou. Neste cenário, startups desenvolveram soluções integradas aos comandos de voz para oferecer serviços de entrega, facilitar transferências bancárias e até mesmo oferecer leituras rápidas de livros. Conheça três delas:

James Delirery

Criada em 2016 por quatro empresários a James Delivery conecta clientes, entregadores e estabelecimentos para entregas de produtos de qualquer lugar de Curitiba, no Paraná. A startup ficou conhecida por ser a primeira do mundo a oferecer esse serviço por comandos de voz.

Hoje, o cliente pode fazer o pedido de maneira tradicional ou descrevendo, em voz alta, o produto e o local para comprá-lo. Automaticamente o sistema reconhece a solicitação com ajuda de inteligência artificial e reconhecimento de voz. Em aproximadamente 35 minutos o pedido é entregue.

“A voz é a forma mais natural das pessoas se comunicarem. Além disso, com o uso dela é possível fazer outras coisas ao mesmo tempo, o que traz praticidade”, explica Lucas Ceschin, um dos fundadores da James Delivery. A tecnologia foi bem recebida e a startup passou a atuar também em Balneário Camboriú.

Porém, segundo o empreendedor, ainda há alguns desafios. “As pessoas já entendem que podem usar a tecnologia de voz para consumir informações, mas para compras ainda é um desafio no mundo inteiro. Estamos trabalhando para tornar a solução cada vez mais natural, aprendendo com os feedbacks que tivemos”, conta.

Neon

Criado em 2016, o Neon é um banco 100% digital. Os clientes podem abrir uma conta com um aplicativo de smartphone e fazer transações sem tarifas. A fintech foi a primeira a disponibilizar os comandos de voz para pagamentos. O recurso é atrelado à Siri, assistente pessoal da Apple.

Para fazer a transferência, é preciso acessar o aplicativo da Siri e dizer o valor da transação e para quem ela será enviada. Depois, basta confirmar o pagamento com biometria digital para enviar o dinheiro. “Com esse recurso, podemos oferecer facilidade e acessibilidade ao cliente”, afirma Eduardo Merighi, CIO da Neon.

Segundo ele, a tecnologia ainda é pouco explorada no Brasil, mas com muito espaço para crescer. “Temos um caminho para seguir ainda, tornando esse tipo de assistente mais comum”, afirma. Para o futuro, a fintech planeja explorar ainda mais a voz em seu aplicativo, testando novas possibilidades.

12 Minutos

A startup 12 minutos possui um time que sintetiza diversos livros em um microbook que pode ser lido em menos de 12 minutos. A equipe lê cada um dos best-sellers, analisa os conceitos e ideias mais importantes, seleciona as melhores partes e cria novas obras sintetizadas e otimizadas.

O usuário pode escolher a melhor forma de consumir o conteúdo, como em texto ou áudio. Os microbooks estão disponíveis em diversas como smartphones, Google Home, Android TV e Chromebooks. Hoje, a startup oferece versões mais enxutas de livros sobre carreira, negócios, marketing, economia, empreendedorismo e outras categorias.

Seguindo a tendência dos comandos por voz, a 12 minutos integrou sua plataforma com o Google Assistente. Dizendo “Ok Google, ler o microbook O Príncipe”, o usuário tem acesso ao título na página desejada. Segundo a startup, com a funcionalidade os leitores ganham economia de tempo e praticidade.

Fonte: startse.com

Por que marcas de e-commerce estão indo para o mundo físico?

A ideia inicial da Pantys, marca de calcinhas absorventes, era que todo o processo de venda e relacionamento com a marca fosse realizado de forma online. Depois de conquistar um público cativo, o e-commerce, para gerar mídia espontânea e atrair novos consumidores, criou uma popup store. Levando o DNA do negócio e as características do produto, a empresa criou uma loja popup simulando um banheiro feminino.

Localizado em um dos bairros mais nobres de São Paulo, o negócio se mostrou um sucesso. Além de alcançar o objetivo inicial, as empreendedoras perceberam a grande demanda de pessoas que expressaram o desejo de tocar nos produtos antes de efetivar a compra. Isso fez com que estendessem para mais de um ano a loja que deveria durar apenas um mês.

Ações como a desenvolvida pela Pantys simbolizam o desejo dos varejistas e comerciantes de fugir do tradicional para se destacar no mar de competitividade que existe no setor. Enquanto lojas populares fazem pesados investimentos para consolidar sua presença online, diversos e-commerces passaram a apostar nas ativações em pontos físicos para proporcionar experiências positivas aos consumidores.

Movimentos deste tipo não são raros e não se limitam aos pequenos negócios. Companhias gigantes, como a Amazon, por exemplo, também estão seguindo a tendência. A empresa mais valiosa do mundo criou um supermercado para emular o futuro do varejo físico. Batizada de Amazon Go, o estabelecimento não tem filas ou caixas registradoras. O cliente entra, escolhe um produto e simplesmente sai andando da loja. Dessa forma, eles caminham rumo ao objetivo de se relacionar com seus clientes em todos os canais.

É perceptível que a ideia de expandir o negócio fora do digital ainda enfrenta bastante resistência por parte dos empreendedores. No entanto, as vantagens desse tipo de ação estão cada vez mais claras para quem decide seguir este caminho. O ponto físico dá aos consumidores a chance experimentar e conhecer pessoalmente os produtos disponíveis, engajar de maneira concreta e, principalmente, potencializa a relação do público com a marca.

Os problemas surgem justamente no momento em que se colocam os gastos da iniciativa no papel. Manter um espaço físico demanda tempo, dinheiro e um esforço que, muitas vezes, o empreendedor não consegue arcar. As lojas popup, que possuem dia para começar e para acabar, se apresentam, então, como uma alternativa eficaz, rápida e de pouco custo financeiro.

Um e-commerce de flores, por exemplo, não precisa necessariamente de um ponto físico durante todo o ano. Mas, que tal, se no período prévio ao Dia das Mães, inaugurar uma loja personalizada para que os consumidores possam sentir o cheiro das flores antes de entregar o presente? Ou uma grande marca interessada em abrir uma filial em outro estado que, antes de se comprometer a longo prazo, resolve fazer alguns testes no local?

No universo totalmente digitalizado em que vivemos, o olho no olho entrega a simplicidade e clareza necessárias. Um exemplo foi a ativação que o e-commerce de moda do Reino Unido Boohoo realizou para tentar entender como funciona o mercado local. A loja permitia que os consumidores experimentassem as roupas disponíveis e aproveitarem o espaço instagramável para tirar fotos.

Os negócios que conseguem utilizar bem ações desse tipo se destacam e constroem uma reputação que se extenderá a longo prazo. As sazonalidades permitem o teste e a consolidação de ideias, a loja temporária abre portas para novos modelos de negócios, desenvolvimento de produtos, ajuda a alcançar públicos diferentes e consolida uma conexão direta com os compradores.

Fonte: ecommercebrasil.com

Novo varejo – Reconhecimento Facial, Big Data e monitoramento de posição de loja

O comércio virtual tem aumentado cada vez mais. A previsão é de que até 2021 as transações virtuais devam alcançar US$ 5 trilhões no mundo, representando 17% das transações no varejo. A Associação de Comércio Eletrônico prevê um crescimento de 16% no volume de compras neste ano de 2019 em relação ao ano de 2018. Dessa forma se torna cada vez mais necessário que o comerciante varejista esteja atualizado com as novas tendências e com essa mudança no perfil do consumidor.

Com o uso amplo de smartphones nas grandes cidades há uma mudança de tendência no próprio atendimento da loja física. “Quem está percebendo de perto uma grande mudança, inclusive no perfil do comportamento é o próprio varejista. Quando ele percebe o cliente na loja hoje, ele já percebe uma postura diferente. É possível perceber que o cliente está cada vez mais conectado, está muito mais exigente e está rico em informações a respeito do que está acontecendo na internet. Então o grande desafio é você promover uma jornada de compras diferenciada“ disse o Coordenador de Comércios e Serviços da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Eduardo Tosta. É fundamental que o varejista se mantenha a par dessas novas inovações e consiga trazer um pouco delas para o seu próprio negócio. “O mais importante é estudar qual o público desse comércio. Numa realidade como a brasileira se encontram diversos níveis de acesso à tecnologia, então em comércios mais populares, por exemplo, deve-se prestar atenção para que essas mudanças possam ser de acordo com as possibilidades de cada região. Existindo então uma tendência de descentralização dos centros de comércio e do surgimento de lojas físicas menores, cada vez mais voltadas para proporcionar uma experiência mais rica do cliente”, explica Gustavo Carrer, Especialista em Comércio Varejista, também comentou sobre essa tendência

Como forma de incentivar os varejistas trazendo ferramentas e soluções para o varejista a ABDI mantém o Laboratório de Inovação em Varejo (ProVa), que funciona em São Paulo no Shopping Frei Caneca. O espaço é aberto e tem uma montagem de uma loja conceito para que o varejista possa ver pessoalmente como funciona a integração de uma loja real com uma virtual. “Tem varejistas que não conhecem esse tipo de público e ainda não estão familiarizados com a internet. Para aqueles que já trabalham e já tem algumas soluções aplicadas eu tenho outros serviços de utilização de novas tecnologias e até mesmo aqueles que já estão um pouco mais avançados podem começar com um nível um pouco mais avançado de conteúdo, trabalhando questões de análise de big data, reconhecimento facial, tecnologias de monitoramento de posição de lojaO ProVa vem justamente para isso, para atender o varejista como um todo, desde o pequeno, médio e até o grande”finaliza Eduardo.

Fonte: ecommercenews.com.br

10 Tendências de consumo para 2019 segundo a Euromonitor International

Empresa de pesquisa de mercado Euromonior International lança seu relatório sobre tendências de consumo para este ano. Confira os insights.

1. Mudanças na percepção da idade

Os conceitos sobre a velhice estão mudando. À medida que as pessoas vivem por mais tempo e cuidam melhor de si mesmas, os consumidores mais velhos sentem e querem ser tratados como jovens.

2. Minimalismo em alta

Os consumidores buscam por produtos e experiências autênticos, afastando-se do materialismo e dos produtos genéricos em favor da simplicidade e de produtos de maior qualidade.

3. Consumo consciente

O posicionamento ético que costumava ser o domínio de empresas de nicho, hoje é adotado por empresas convencionais por meio de produtos que trazem maior preocupação com o bem-estar animal.

4. Compartilhamento de experiências

À medida que nossa capacidade e conforto em usar a tecnologia aumentam, também aumentará o potencial do que pode ser criado ou experimentado em conjunto, mas remotamente.

5. Todos são especialistas

Antes, os consumidores dependiam de uma determinada marca ou fonte de informação. Hoje, as empresas precisam inovar constantemente para atrair compradores especialistas, que conhecem profundamente o que querem comprar.

6. Alegria em participar

O medo de ficar de fora ou de não participar de algo (tendência FOMO “Fear of Missing Out”) deu lugar à alegria de não participar (tendência JOMO “Joy of Missing Out”). Os consumidores querem proteger seu bem-estar mental, desconectar-se da tecnologia e priorizar o que realmente gostam de fazer.

7. Eu posso cuidar de mim mesmo

À medida que as pessoas se tornam mais autossuficientes, elas tomam medidas preventivas contra doenças, infelicidade e desconforto sem consultar um profissional.

8. Plástico zero

A iniciativa de alcançar uma sociedade livre de plásticos aumenta, criando um círculo virtuoso onde as empresas ganham ao melhorar suas práticas de sustentabilidade.

9. Eu quero agora!

Os consumidores buscam gratificação instantânea e experiências simples que permitam que eles possam dedicar mais tempo em suas vidas profissionais e sociais.

10. Sozinho

Mais pessoas em todo o mundo, especialmente os consumidores mais velhos, quebram o estigma de viver sozinhos e abraçam seus estilos de vida independentes.

Fonte: portalnovarejo.com.br

Amazon planeja abrir uma rede de supermercados populares

A Amazon está planejando abrir uma rede de supermercados nos Estados Unidos que venderá produtos a preços baixos, revelou uma reportagem do Wall Street Journal nesta sexta-feira, 1. De acordo com o jornal, a empresa pretender abrir dezenas de lojas, sendo que a primeira será inaugurada em Los Angeles, na Califórnia, até o final deste ano. Após a publicação da reportagem, as ações de redes de supermercados dos Estados Unidos como Walmart, Kroger e Target, despencaram.

Wall Street Journal afirmou que o novo supermercado popular da empresa será uma marca independente da Whole Foods, cadeia de supermercados que foi adquirada pela Amazon em 2017 por US$ 13,7 bilhões. Ainda não há informação sobre qual será o nome da rede de supermercados da Amazon.

Os supermercados da Amazon serão pequenos: deverão ter a metade do tamanho dos estabelecimentos tradicionais. Segundo a reportagem, a Amazon está negociando a abertura do novo supermercado em shoppings em São Francisco, Seattle, Chicago, Washington e Philadelphia.

Wall Street Journal destaca que a Amazon está interessada em aquisições para integrar à sua estratégia – redes regionais pequenas de supermercado seriam boas candidatas para o negócio.

O interesse da Amazon em incluir supermercados em seu império ficou claro desde a aquisição da Whole Foods em 2017. A aposta pode parecer paradoxal, já que o negócio da Amazon é baseado em vendas digitais. Porém, o professor Fernando Meirelles, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse anteriormente ao Estado que foi a partir dessa tacada que a Amazon começou a ganhar impulso na Bolsa. A aquisição, disse ele à reportagem em agosto de 2018, quando a Amazon bateu US$ 1 trilhão, deu à empresa de Bezos vantagem estratégica na hora de distribuir produtos. A criação da rede de supermercados populares é mais uma investida da gigante de tecnologia na expansão dos negócios digitais para o mundo físico.

Fonte: terra.com.br

6 tendências mundiais para o mercado varejista em 2019

Reunindo os principais varejistas do território nacional e internacional em Nova Iorque, em janeiro, a NRF 2019, maior evento de varejo do mundo, apresentou tendências que vão alavancar o setor varejista este ano e destacou diversas oportunidades para o mercado. Além de insights que englobam muita inovação, cultura digital e a necessidade de construir histórias com experiências. Confira as seis principais tendências:

1 – Inovação a caminho da disrupção: mudanças exponenciais e com agilidade necessitando reestruturação e fortalecimento no sistema imunológico das empresas para evitar atrito durante o processo.

2 – Tecnologia e Dados: trazer uma nova abordagem para a tecnologia, transformando e aperfeiçoando o mecanismo para obter um banco de dados seguro.

3 – Excelência operacional: gerar inovação e experiência ao cliente, utilizando ativos e sustentabilidade para desenvolver uma logística estratégica para o mercado.

4 – Relação direta na jornada do cliente: as empresas necessitam entender a necessidade e desejo do seu consumidor e colocá-lo como centro da estratégia no planejamento ativo na execução.

5 – Lojas e Ecossistemas: plano estratégico sem atrito, fácil, inteligente, oferecendo soluções convenientes e com experiência elevada. Sistema integrado através da loja, soluções financeiras, redes sociais e entretenimento.

6- Cultura, Posição e Transformação:

  • Cultura: com princípios e propósitos – empresas e marcas precisam ter “alma”, transmitir o seu valor para o cliente se sentir abraçado;
  • Posição: transparência e autenticidade – as marcas necessitam de um posicionamento definido mesmo quando não agradam todos os públicos;
  • Transformação: cultura digital e desafio do modelo de negócios – as empresas precisam ter coragem para se transformar sem perder a sua essência.

Outro ponto bastante discutido durante a NRF foi o desenvolvimento da cultura digital, bem como a integração de dados e a inteligência artificial. Além disso, ganharam destaque cases de transformação digital com foco no mapeamento da jornada do consumidor.

Dentre os cases apresentados sobre inteligência artificial durante a NRF, estão: app de integração de promoções e descontos; plataforma completa de integração com todos os detalhes do mercado de e-commerce e comércio eletrônico; totem interativo para pesquisas com foco em lojas físicas; prateleiras inteligentes controlando estoque das mercadorias com foco em supermercado e drogarias.

Já na área de transformação digital, destacaram-se: Navegação 3D no mundo do e-commerce, promovendo uma experiência de realidade virtual; soluções de cloud de pagamentos omnichannel – um sistema que cruza a automação de e-commerce com mundo físico; glass mídia, painel oferecendo interação inovadora ao consumidor; e visual Merchandising, mecanismo para uma boa exposição dos seus produtos.

Foram dias de imersão em novidades no mundo do varejo, além da oportunidade prestigiar o espaço de nome “Innovation Lab”, que reuniu mais de 50 startups de todo mundo, com predominância das israelenses. No geral, a conclusão que se tira do evento é que todas as empresas precisam se tornar PHD, ou seja: Physical, Human and Digital.

Fonte: ecommercenews.com.br

O e-commerce ajuda ou atrapalha as vendas das lojas físicas?

Muitos acreditam que as lojas virtuais podem concorrer com os pontos físicos, mas os dados provam o contrário.

Quando converso com lojistas, ainda vejo que, de forma geral, impera a visão de que o e-commerce é um inimigo.

Eles ainda veem a loja online como um concorrente desleal, que está em todos os lugares, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com um mix de produtos mais vasto.

Sempre desconfiei dessa impressão, mas precisávamos de dados para provar que a realidade é um pouco diferente.

Ao invés de atrapalhar as vendas no mundo offline, o e-commerce e todas as demais iniciativas digitais contribuem para o aumento de vendas nas lojas físicas.

Por incrível que pareça, até o mercado americano ainda vê esta colaboração como novidade.

A CEO da marca de moda Chico’s, Shelley Broader, deu uma declaração recentemente dizendo que o fato de vender produtos dentro do e-commerce da Amazon está direcionando tráfego para as lojas físicas.

Li também um artigo da Vivianne Vilela há algum tempo, mostrando uma pesquisa que dizia que “consumidores que são impactados pelo digital compram e gastam mais” e que “cada interação digital influencia U$ 64 centavos de cada dólar gasto nas lojas americanas”.

Por aqui no Brasil, temos referências parecidas. O diretor de E-commerce da Constance Calçados, Marcelo Linhares, já apontou que, no caso da marca, 30% das pessoas que compraram nas lojas passaram antes pelo e-commerce.

Em um artigo sobre o assunto, ele conclui: “No fim, continuo acreditando que tudo se resume a varejo, que o futuro será cada vez mais omnichannel, e o lucro será a consequência natural das empresas que conseguirem fazer isto bem.”

O que está faltando para que o varejo brasileiro enxergue isso? Bem, vamos debater sobre isso no artigo de hoje.

O que dizem os números?

O Google encomendou uma pesquisa com a Forrester Research que traz números bastante otimistas com relação à influência da internet nas vendas do varejo offline.

Segundo o estudo, até 2021, cerca de 32% das vendas do varejo tradicional terão participação da internet em algum momento da decisão de compra do consumidor.

Isso confirma que, ao contrário do que muitos pensam, o e-commerce também gera tráfego para as lojas físicas. Isso vem sendo chamado de comportamento RoPo, sigla para “Research Online, Purchase Offline”.

Em outras palavras, os consumidor usa o digital como vitrine para conhecer bem o produto, entender sobre o preço, mas conclui sua compra no mundo físico, depois de experimentar ao vivo.

Os consumidores querem e precisam de uma experiência de compra integrada ou omnichannel.

Comprar um produto na internet e retirar na loja, ou olhar um produto na loja e finalizar a compra no e-commerce, têm sido atitudes muito comuns hoje em dia.

Produtos eletrônicos, eletrodomésticos e livros são os itens que as pessoas mais buscam online para posteriormente comprar na loja física.

Ainda segundo o Google e a Forrester Research, 6 em cada 10 desses produtos são comprados dessa forma hoje. Até 2021 essa influência deve crescer para 8 em cada 10 vendas.

Pensando na experiência de compra do cliente foi criado o conceito de Guide Shops. Consistem em lojas físicas enxutas que servem apenas para o consumidor ver e experimentar o produto, para finalizar a compra online.

A ideia é: a experiência física contribui para o consumidor ter uma relação sensorial com o produto, dando mais segurança e fortalecendo o vínculo emocional com a marca.

Guerra fria, conflito de canais

Mesmo com tantos dados, ainda encontramos resistência nos lojistas mais tradicionais, especialmente com franqueados das marcas.

Para quebrar este paradigma é preciso uma campanha de conscientização que parta da alta direção. Mas, pela minha experiência, a colaboração entre os dois mundos só acontece, de fato, quando temos dados.

Fui há alguns dias comprar uma presente para minha esposa em uma loja no Rio. Fiquei esperando a vendedora me perguntar sobre o cadastro, e nada. Aí eu mesmo questionei e ela topou receber meus dados “gratuitamente”.

Nome, gênero, data de nascimento, CPF, endereço, telefone. Passei tudo. Afinal, tenho interesse científico em saber o que fariam com minhas informações.

Será que fariam bom uso dos meus dados de cadastro e de compra para criar uma experiência mais personalizada? Mas, peraí! Faltou algo: “Por que você não perguntou meu e-mail?”

Ela desconversou: “Até tem aqui no sistema para cadastrar, mas não usamos muito o e-mail. Geralmente, eu mesma pego o telefone e mando um WhatsApp para os clientes falando de promoções e novidades”.

Vi que estava diante de um caso de conflito de canais. Além de quase 50 lojas no Brasil, a marca também tem um e-commerce e a vendedora estava com medo de “perder” um cliente para o digital.

Até hoje é muito comum ver isso. Só vai acabar quando provarmos com dados que o omnichannel não é só uma buzzword.

3 pontos para começar a quebrar esta barreira e promover a colaboração entre os canais:

  1. Relatório sobre o comportamento ROPO (Research Online, Purchase Offline). Segundo pesquisa do Google, este número vem crescendo e chega a 86% no fim do ano, época mais quente para o Varejo.
  2. Relatório sobre a receita gerada nas lojas físicas pelas campanhas disparadas nos canais próprios da marca: e-mail, SMS, etc.
  3. Agenda segmentada de contatos na mão desta mesma vendedora para ela atuar como canal de comunicação com as clientes de forma controlada.

Veredito

Depois de todos os números e explanações, imagino que tenha ficado claro que o e-commerce não atrapalha as vendas das lojas físicas, ou vice-versa. Afinal, um complementa o outro, levando em conta a experiência de compra omnichannel.

Se você acredita, mesmo depois de ler esse artigo, que o e-commerce está atrapalhando as suas vendas nas lojas físicas, tente ler novamente analisando os números que trouxemos.

Grandes marcas brasileiras já têm apostado no omnichannel e em formas de facilitar a jornada de compra dos clientes, com ótimos resultados. As empresas que demorarem a perceber isso podem sofrer da seleção natural do mercado.

Fonte: ecommercebrasil.com.br

Marketplace na prática: todos os macetes para se destacar, vender mais e encantar consumidores

De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a ABComm, o volume de vendas do comércio eletrônico deve chegar a R$ 79,9 bilhões em 2019, um crescimento de 16% em comparação com o ano passado. Para ajudar os sellers a aproveitarem todo o potencial de vendas neste ano, o ANYMARKET, um hub para integração com marketplaces e a Intelipost, startup focada em gestão de logística, acabam de lançar o e-book “Marketplace na prática: Um guia completo para suas operações no dia a dia”, que pode ser baixado gratuitamente em http://bit.ly/guia-marketplaces

De acordo com Rodolfo Helmbrecht, Gerente de Pré-Vendas e desenvolvimento de novos negócios da DB1 Global Software para o ANYMARKET, “o material traz dicas de como contratar um ou mais marketplaces para aumentar as vendas e dar os primeiros passos para expandir a operação de e-commerces. Tudo porque vender em marketplaces é muito diferente de gerir um único e-commerce. São dezenas de termos específicos, além de exigências que cada marketplace define para seus parceiros”, explica.

O e-book apresenta um glossário com diversos termos específicos, utilizados nos marketplaces, além de explorar ao máximo a forma como cada canal trabalha, as categorias, variações, e exceções para facilitar a navegação do cliente até o produto, tornar a experiência mais intuitiva e colaborar para o aumento nas vendas.

O ANYMARKET também explorou a fundo as funcionalidades Match e Buy Box com dicas de como aumentar a exposição dos produtos e, consequentemente a oportunidade de venda, além de esclarecer os pontos avaliados pelos marketplaces para destacar um seller frente a outras lojas.

Seção bônus: importância do TMS e planejamento logístico no marketplace

Parceira do ANYMARKET, a Intelipost listou neste e-book com exclusividade a importância de um TMS (Sistema de Gerenciamento de Transportes) na gestão logística de um marketplace, afinal, não basta criar anúncios campeões, é preciso entregar com excelência.

Com um TMS é possível realizar cálculos de frete automáticos, definindo qual a transportadora ideal para realizar a entrega de cada envio, por meio da interpretação das tabelas de fretes. Além de reduzir custos, melhora a oferta de fretes para os seus consumidores. O sistema de gerenciamento também acelera os processos de despacho, automatizando o fluxo de informações, criando diversas possibilidades de utilização delas para outras funções, como o rastreamento automático da entrega e status dos pedidos. Também há explicações preciosas de como o uso da tecnologia pode ajudar os sellers a otimizar alguns pontos com:

  • Gestão de frete
  • Otimização dos custos e prazos de entregas
  • Gestão Omnichannel
  • A importância do pós-venda na gestão do cliente
  • Automatização dos processos da cadeia da logística

Fonte: ecommercenews.com.br