Tecnologia de armazenamento em flash na nuvem é o futuro do varejo online

Todo e-commerce precisa lidar com um grande dilema: como armazenar dados críticos para o negócio aliando um custo benefício otimizado com o melhor retorno sobre o investimento? As soluções de armazenamento voltadas ao varejo online oferecem uma ampla variedade de escolhas, cada uma com um propósito e uma despesa proporcional às demandas presentes e futuras.

A performance deve ser vista como um ativo de valor em qualquer infraestrutura de comércio digital, o que favorece cada vez mais a popularização do armazenamento em memória flash. Baixa latência, alta velocidade, escalabilidade e tempo reduzido de downtime são pontos chave presentes nesta tecnologia.

No entanto, é necessário tomar alguns cuidados. As operações de armazenamento em flash devem ser pensadas como uma estratégia sujeita a regras de negócios bem claras.

Pontos que merecem atenção

A competitividade de um varejista online depende de seu desempenho e da qualidade da experiência do usuário. Ambos proporcionam confiabilidade e fidelidade. O armazenamento em flash tem a vantagem de oferecer, em microssegundos, tanto insights de Business Intelligence para o negócio quanto agilidade de atendimento ao cliente. Para um lojista de e-commerce, isso representa uma vantagem significativa sobre os concorrentes.

Outro ponto é a redução de despesas. Arrays em flash possuem mais eficiência energética do que discos rígidos tradicionais, traduzindo-se em menos consumo de energia elétrica. Além disso, a carga de trabalho de um array em flash pode ser aumentada ao longo do tempo, mantendo alta velocidade e eliminando gargalos na infraestrutura de armazenamento. O flash requer menos espaço para armazenar a mesma quantidade de dados, o que também é bem-vindo na economia de investimento.

O varejo deve considerar as soluções de armazenamento em flash priorizando a relação entre dados quentes e dados frios de forma objetiva. Basta definir os dados que necessitam de acesso rápido e frequente com aqueles menos críticos para uma organização. Um ponto de equilíbrio, neste caso, é o armazenamento híbrido que utiliza a nuvem em conjunto com arrays em flash.

O modelo ideal que servirá para atender as demandas de e-commerce de diversos tamanhos, inclusive dos varejistas online de pequeno porte, possibilita que a informação e aplicativos críticos ao negócio sejam acessados rapidamente por meio do armazenamento em flash, ao passo que os dados que exigem acesso menos frequente permaneçam hospedados na nuvem.

Conclusão

A medida que o volume de dados continua a subir, mais desafios se apresentarão quando se trata de armazená-los, acessá-los e gerenciá-los. Flash é a solução ideal ao lojista e-commerce que busca performance crescente, ao mesmo tempo em que atende as demandas de velocidade de acesso, escalabilidade e economia de recursos ao seu negócio. Diante de um cenário cada vez mais desafiador, a tecnologia de armazenamento em flash na nuvem é o futuro do varejo online.

Fonte: ecommercebrasil.com.br

Já ouviu falar em D2C? Veja porque a indústria está partindo para o e-commerce

Quem trabalha no ambiente digital já se acostumou com a “sopa de letrinhas” que envolve o e-commerce. Conceitos como B2C, que representa a negociação entre empresa e consumidor final, e B2B, que representa os negócios realizados entre as próprias empresas, já estão consolidados entre os profissionais. Entretanto, outros temas estão crescendo nos últimos anos e transformando o ecossistema do setor ao redor do mundo. É o que está acontecendo com o D2C, modalidade em que os fabricantes (as indústrias) comercializam seus produtos diretamente para o usuário, sem a necessidade de utilizar as revendas e distribuidores para isso.

Pesquisa conduzida pela Bringg, por exemplo, relata que 87% das indústrias apontam que o D2C é altamente relevante tanto para o produto quanto para os consumidores. Além disso, quase metade deles (47%) está utilizando esse canal para aumentar seus lucros. É uma estratégia que realmente está dando certo. Um levantamento da Market Realist indica que a Nike, uma das gigantes dos materiais esportivos, deve aumentar suas vendas nesse formato de US$ 9 bilhões em 2017 para US$ 16 bilhões em 2020.

Em tradução livre, a sigla D2C significa “direto ao consumidor”, ou em inglês, “direct to consumer”. Refere-se aos negócios e transações feitas entre indústria, franqueados, importadores e distribuidores e o consumidor final, sem intermediários dentro de sua cadeia. É uma estratégia que cresceu graças, sobretudo, ao avanço da Internet e do comércio eletrônico, uma vez que aumentou a eficiência e diminuiu os custos envolvidos anteriormente, como a criação de um ponto de venda físico. Dessa forma, pequenas e médias indústrias podem ingressar neste canal sem fragilizar a relação com o consumidor final e seus clientes B2B.

As ferramentas disponíveis para fazer vendas na internet permitem que a empresa exponha todos os seus produtos, atue em diferentes canais online, mensure dados, atraia o consumidor, entenda seus hábitos e estreite o relacionamento com ele. Isso proporciona um diferencial competitivo importante, pois diminui a complexidade dos processos da corporação ao mesmo tempo em que aumenta os ganhos de tempo e recurso. Além disso, amplia o marketshare por representar mais um canal de venda, oferece uma melhor experiência com os consumidores e, principalmente, reduz os custos diretos e indiretos envolvidos no negócio.

Entretanto, apesar das vantagens, a estratégia de investir em D2C exige uma série de cuidados por parte das indústrias. A principal delas é justamente não prejudicar o relacionamento com seus revendedores. Uma forte presença nesse canal pode colocar em risco a venda no varejo. O ideal é ter táticas diferenciadas para cada uma delas, evitando a concorrência desleal. Duas dicas para evitar atritos com a rede de revendas e distribuidores são: optar, inicialmente, pela venda de produtos que ainda não estão disponíveis nas lojas físicas, ou seja, lançamentos, tornando possível medir a performance de uma nova coleção antes mesmo dela chegar nas lojas; e recorrer à venda de produtos de outlet, remanufaturados ou fora de linha.

Além disso, o D2C só é viabilizado quando a empresa consegue fazer a integração do ERP (sistema de gestão) com o e-commerce e os marketplaces, oferecendo um maior controle sobre a estratégia em cada canal e garantindo que não haja qualquer obstáculo para as vendas diretas. Outro ponto que exige planejamento é a logística, que deve ser específica e segmentada para atender este público, caracterizado por pequenas encomendas. Sem falar, evidentemente, da questão tributária e do marketing diferenciado para vendas ao usuário.

Quando bem planejada e executada, a participação da indústria no e-commerce traz inúmeros benefícios para a marca, aumentando seus lucros de forma contínua. O importante é entender que, independentemente do canal escolhido, o segredo do sucesso é um só, ou seja, o foco no relacionamento com o público-alvo. Seja na venda direta ou indireta, o ponto chave para um bom desempenho é oferecer uma boa experiência ao consumidor.

Fonte: ecommercenews.com.br

E-commerce, geração Z e a nova forma de vender pela internet

Em 2018, o cenário do comércio eletrônico nacional e internacional foi surpreendente: ao redor do globo, destacaram-se a China, com uma queda de 7,6%, e os Estados Unidos, com uma alta de 13,2% em relação ao período anterior.

No Brasil, independentemente da instabilidade política, econômica e social, o e-commerce alcançou um aumento de 10,6%, no que se refere aos compradores digitais de 2017, chegando a 73 milhões.

Além disso, o mobile definitivamente se tornou uma realidade — conforme previsto no ano passado —, pois as visitas (66%) e as vendas (53,8%) por dispositivos móveis ultrapassaram as feitas por desktop.

Mas e para 2019, o que esperar? A seguir, confira as três principais tendências que servirão de guia para a elaboração das estratégias deste ano.

1. Geração Z e vídeo marketing

De acordo com a ONU, a geração do século 21 ultrapassará a dos millennials (ou Y, nascidos entre a década de 80 e 2000) em 2019, e representará 32% da população mundial.

Distintamente do posterior, que acompanhou o surgimento da internet, o grupo Z já cresceu em contato com os recursos tecnológicos e todas as suas facilidades: smartphones, tablets e redes sociais.

Com isso, a geração 21 desenvolveu novas habilidades e necessidades ao longo dos anos, como o desejo de se identificar e a busca pela autenticidade — primordialidades constantemente promovidas pelo marketing de influência.

Essa abordagem de marketing tem como centro uma figura conhecida atualmente como influenciador digital, que dialoga com tais interesses por meio de vídeos (e mais recentemente, através de podcasts).

Segundo o Think with Google, o YouTube é acessado diariamente por pessoas de 14 a 18 anos e se transformou no 2º maior destino para consumo audiovisual no Brasil (ficando atrás apenas da TV Globo). Para mais, segundo a Search Engine People, um vídeo é capaz de aumentar o tráfego orgânico em até 157%.

Imagina, então, o que uma estratégia de vídeo marketing poderá fazer por um negócio! Investir nessa aposta se tornou algo indispensável para quem deseja alcançar mais conversões, especialmente se o público-alvo for a geração Z.

2. Consolidação das vendas pelas redes sociais

Ao longo dos últimos anos, as mídias começaram a modificar suas propostas com o objetivo de facilitar ainda mais o redirecionamento de tráfego às lojas virtuais e a consolidação das vendas.

Como exemplo mais recente, temos o Instagram: iniciou permitindo links no perfil (e depois nos Stories para contas verificadas) e, em março de 2018, lançou o Instagram Shopping — funcionalidade de compra por meio de etiquetas nas fotos do feed.

De acordo com o NuvemCommerce 2019, 21% das vendas do ano passado foram realizadas pelas redes sociais — o Instagram foi responsável por 59% delas, o Facebook por 37%, o YouTube por 3% e o Pinterest por 1%.

Ademais, o número do Instagram entre os semestres variou de 61,2 a 72,9% — alcançando um aumento de 12,7%. Já o Facebook, inversamente, oscilou de 55.2% a 33.2%, fechando 2018 com uma queda de 22%.

Assim, fica evidente que, para alavancar as conversões de um e-commerce, as redes sociais são ferramentas essenciais de divulgação (orgânica e paga) e ideais para uma apresentação mais autêntica e visual.

3. Era da assistência

Além do omnichannel, que tem como propósito integrar atendimento, gestão e marketing nos meios online e offline, é importante considerar que atualmente estamos vivemos a era da assistência.

As buscas no Google, por exemplo, já não são mais feitas a partir de palavras-chave aleatórias e, sim, por questionamentos individuais: “qual marca, produto ou serviço é melhor para mim” e “qual eu devo usar (ou comprar)”.

Os sistemas de recomendações estão em alta: Spotify, YouTube e Netflix, por exemplo, se destacam no mercado por rapidamente assimilarem nossos gostos e sugerirem músicas, vídeos, seriados e filmes similares.

Assistentes virtuais, como a Cortana da Microsoft e a Siri da Apple, se tornaram necessidade para compreender o público-alvo. Através de informações construídas por meio desses bots, é possível solucionar as dúvidas dos clientes, bem como descobrir os seus hábitos e em qual etapa do funil se encontram.

A partir de 2019, segundo a Adobe, 31% das empresas irão investir em automação (16% a mais que no ano passado). Portanto, também vale a pena conferir esse novo tipo de interface conversacional que poderá revolucionar o atendimento ao cliente e fazer marcas se sobressaírem em meio ao varejo brasileiro e mundial.

Fonte: ecommercebrasil.com

2019: Na contramão da crise, lojas online continuam a prosperar!

Uma das características do mundo online é a constante renovação, e com a área de e-commerce não é diferente. A previsão indica que 2019 será lucrativo para o setor, e qualquer varejista que queira sobreviver neste mercado precisará manter-se em dia com as tendências – mesmo que (ainda) não possua uma loja virtual.

Afinal, se existem duas palavras com potencial para definir o ano que se inicia, elas são “integração” e “inteligência”. O e-commerce é o canal com maior crescimento no mundo e, diante disso, as lojas físicas assumem um novo papel e precisam se adaptar a essa nova realidade.

Cada vez mais, as lojas físicas se unem às lojas virtuais e se configuram como espaço de experimentação e de encantamento. É comum que o cliente queira conhecer o produto “ao vivo” para depois optar pela aquisição online.

Nesse sentido, a Amazon tem oferecido a chance de experimentar os cosméticos que despertam o interesse do consumidor, aumentando as chances de fidelização. O serviço está em teste, mas logo deve estar disponível no mercado.

Outra tendência é o Pickup and Drop off Points (PUDOs) ou pontos de retirada. Após a compra online, o cliente opta pela modalidade de entrega “click & collect”, elegendo um dos pontos de retirada que sejam mais convenientes, ou a própria empresa tem pontos estratégicos, além das próprias lojas físicas.

O modelo, já maduro nos países nórdicos e nos EUA, oferece como vantagem a maior agilidade de entrega e valor do frete mais baixo. Claro que há entraves pensando no contexto brasileiro, mas ainda que cause estranhamento, o sistema otimiza a movimentação logística, podendo diminuir os custos, e ainda compartilha de uma visão sustentável ao reduzir o fluxo de entregadores no trânsito, cujos veículos emitem mais CO2 do que as entregas em caixas postais.

A jornada dos consumidores permanecerá multicanal com o mobile alterando significativamente o comportamento do cliente. A integração dos diferentes canais e a existência de times multidisciplinares para trabalhar com eles é primordial; não pode haver pontos de fricção no caminho percorrido pelo consumidor, e devem ser usadas novas tecnologias para tornar a vida dele ainda muito mais fácil. O comércio eletrônico ainda tem muito a evoluir nesse sentido. De acordo com os dados que foram apresentados durante a edição desse ano da NFR, nos Estados Unidos, 78% dos varejistas ainda não oferecem uma experiência única em seus canais, e perdem cerca de US$ 24 bilhões por ano devido a más experiências dos seus clientes com o uso de dispositivos móveis.

Neste ano, a integração das redes sociais ao e-commerce se intensificará. O Instagram e Facebook apresentaram, em meados de 2018, essa funcionalidade criando um novo canal de venda. Com bons resultados, a proposta foi adotada por grandes marcas, mas principalmente por e-commerces menores e startups, já que permite criar estratégias de divulgação de acordo com o tamanho do negócio.

Além disso, a personalização seguirá em alta. Os dados apontaram que 91% dos consumidores são mais propensos a comprar com marcas que os reconhecem e lembram, e, com isso, oferecem ofertas mais relevantes. No entanto, ao mesmo tempo em que o interesse em personalização avança, cresce também a preocupação dos consumidores com o uso de seus dados.

Assim, a política de segurança de informações será ainda mais criteriosa. Compartilhar dados dos clientes sem a devida transparência gerou escândalos para as gigantes de tecnologia. Por outro lado, isso oferece uma janela para que os varejistas analisem as próprias condutas adotadas, que permitam a colaboração entre varejo e marca, já que para elas é valioso receber insights dos clientes para as decisões de investimento em produtos.

Fonte: ecommercenews.com.br

Mais da metade das empresas está insatisfeita com o próprio atendimento

Apesar do aumento do investimento na melhoria do serviço das empresas  brasileiras, mais da metade dos donos de negócios ainda está insatisfeita com o atendimento que oferece a seus consumidores. O dado foi constatado pela Costumer Experience Trends, pesquisa realizada pelo segundo ano consecutivo pela Octadesk, startup especializada na gestão de atendimento ao cliente, com a Mindminers, empresa especializada em soluções digitais de pesquisa. O estudo ouviu 380 empresas e 500 consumidores brasileiros sobre gestão de atendimento, satisfação dos clientes, canais de preferência, Customer Success, entre outros.

De acordo com o levantamento, 49% das empresas aumentaram o investimento em relacionamento com o cliente em 2018 e 52% delas também estão investindo em treinamento e qualificação dos profissionais de atendimento, um aumento de quase 10% em relação ao ano anterior. Apesar da evolução, a discrepância entre a opinião das empresas e consumidores ainda é evidente. Assim como na pesquisa de 2017, a maioria das empresas considera boa (47%) ou muito boa (16%) a qualidade do atendimento que oferece aos seus clientes, enquanto 52% dos consumidores a vêem apenas como mediana.

Outro ponto de evolução apontado pelo levantamento é sobre os canais de atendimento: 60% das empresas afirmaram oferecer atendimento multicanal para os clientes. “Há uma tendência quanto à centralização de canais, mas apesar do número de empresas que centralizam seus canais de contato em um único lugar ainda ser pequeno (40%), ele é maior do que o obtido ano passado (34%), tendo um acréscimo de 6%”, revelou o CEO e fundador da Octadesk Rodrigo Ricco. Também se mostraram alinhadas as preferências pelos canais: telefone ainda é o meio preferido por empresas (93%) e consumidores (54%), seguido pelo Whatsapp, com preferência de 48% dos consumidores e 66% das empresas; e-mail, com 92% das empresas e 47% dos consumidores; e chat 34% dos consumidores e 37% das empresas.

Este é o segundo ano consecutivo que a Octadesk e Mindminers se reúnem para traçar as principais tendências relacionadas à experiência do cliente no Brasil. O estudo completo pode ser visualizado aqui.

Fonte: clipping.cservice

Setor de franquias acelera processo de integração dos canais de venda

Consumidor mais conectado tem levado grandes redes a reformular seus postos tradicionais em prol da personalização de pedidos; análise de dados é ponto de partida para tendência.

O conceito de canais integrados, o chamado omnichannel, vem ganhando força no varejo brasileiro, levando a importantes mudanças nos últimos anos. E no setor de franquias isso não é diferente. As transformações do perfil do consumidor, que está cada vez mais conectado, já norteiam as estratégias de grandes franqueadores junto ao cliente final.

“As redes de franquias estão começando a se concentrar menos no faturamento por metro quadrado, e cada vez mais no faturamento por consumidor. Existe a tendência para individualização de cada cliente e entender a jornada de consumo dele”, argumentou o vice-presidente de operações da empresa de software de gestão Linx, Jean Klaumann.

De acordo com o executivo, os consumidores brasileiros estão passando por um processo de adaptação ao ato de comprar pela internet – algo que já está em estágio avançado no exterior. “O nível de penetração do e-commerce no setor de varejo da China é de 20%; enquanto no Brasil ainda está em 4%”, disse. Segundo ele, ainda que esse número seja pequeno, frente o cenário internacional, “a participação do comércio eletrônico tem crescido nos últimos quatro anos no território nacional.”

Klaumann aponta que o movimento pode ser um caminho para as franquias conhecerem melhor as demandas de cada um dos clientes. “O franchising tem a chance de analisar o fluxo de dados nessas plataformas e atender o consumidor de forma mais eficiente e inteligente. Como por exemplo, sugerindo para esse cliente a retirada do produto na unidade de franquia mais próxima de sua localização”, disse, ressaltando que a conveniência da distância e o tempo de disponibilização do item são cruciais para fisgar o novo consumidor imediatista.

No entanto, Klaumann relembra a alta concentração de participação do e-commerce no Sudeste do País (43%) como um reflexo da falta de infraestrutura logística e pouca familiaridade com o consumo online em certas regiões do Brasil.

Transformação gradual

Frente os desafios de adaptação às dificuldades logísticas e crescimento da cultura digital na sociedade, a diretora executiva da Arezzo, Silvia Machado, explica o novo modelo de franquias da companhia.

“O novo conceito Arezzo Light tem foco em regiões periféricas as quais há maior dificuldade de implementação do modelo full da marca. O modelo mais enxuto de loja tem atendimento mais interativo, um sistema de estoque rápido e sortimento diferenciado para cada região”, disse a executiva.

Para Silvia, outro ponto importante na mudança de mentalidade dos colaboradores é a concepção de que o engajamento dos clientes nas redes sociais é um campo fértil para análise de dados. “Começamos a linkar o e-commerce com a comissão de venda de cada vendedor. Isso é fundamental também para a diversidade de produtos nas lojas. Além disso, conseguimos analisar melhor o volume de comercialização dos nossos canais”, afirmou.

Ainda de acordo com a executiva, a maior integração entre os canais fornece mais autonomia flexibilidade às vendedoras. “Eliminamos a figura do caixa e do estoquista.”

Atualmente, esse novo modelo mais enxuto de negócio está implementado em 18 unidades da rede de franquias.

Em linha com a perspectiva de mudança da diretora executiva da Arezzo, o vice-presidente de franquias do McDonald’s, Dorival Oliveira, esclarece que o processo de reformulação teve como ponto de partida as demandas do cliente.

“Começamos a entender a necessidade de personalização do pedido de cada consumidor e, consequentemente, estabelecer uma relação mas próxima deles”, afirmou Oliveira.

O executivo explica que a nova estratégia de individualização exigiu a troca de todo o maquinário da rede no Brasil, movimento que teve início há dois anos. “Essas novas máquinas permitem ao cliente montar o lanche como desejar, adicionando ou retirando ingredientes”, afirmou, destacando o fato de que os anseios foram identificados por meio das pesquisas do negócio.

Oliveira exemplifica que as inovações nas unidades podem ser vistas com as instalações de totens de autoatendimento e a possibilidade de pagamento direto por meio de tablets interativos.

“Mudamos a cultura do que realmente é atender o cliente e método de estabelecimento de um relacionamento pelo nosso aplicativo, com análise de histórico dos pedidos online desse consumidor”, disse ele, lembrando a importância da arquitetura e uniformes dos funcionários, que seguiram também a tendência de flexibilização e autonomia.

Fonte: dci.com.br

Entenda como as novas tecnologias irão transformar o mercado dos meios de pagamento

Poucas áreas foram tão afetadas com a evolução da tecnologia quanto a de meios de pagamento. Simplificar as transações financeiras é uma das principais preocupações entre as startups que trabalham com soluções tecnológicas, o que popularizou o conceito de fintech, ou seja, as inovações voltadas ao setor financeiro. Todos os anos surgem dezenas de recursos e novidades que simplificam a vida de pessoas e empresas – transformando para sempre a forma como enxergamos esse mercado.

É praticamente um caminho sem volta para as empresas que trabalham com finanças e meios de pagamento. A pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária, realizada pela Deloitte em parceria com a Federação Brasileira de Bancos, indica que os investimentos em tecnologia feitos pelo setor somaram R$ 19,5 bilhões no país em 2017, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. As transações bancárias em canais digitais cresceram 30% e o mobile banking, modalidade feita pelos smartphones, representa mais de um terço das operações bancárias realizadas no ano passado.

A tecnologia é importante porque permite o surgimento de soluções inovadoras, reduzindo o risco e custo envolvido. A automação permite fornecer uma solução mais completa, eficiente e barata aos clientes. Assim, um número maior de pessoas consegue aproveitar seus benefícios ao mesmo tempo que gera aumento de demanda e oportunidades de negócios. Isso permite uma inclusão mais democrática, fazendo com que o Brasil caminhe para se tornar uma “sociedade cashless“, ou seja, com movimentações digitais ao invés de dinheiro vivo – o que ajuda muito em termos de segurança, prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao crime organizado.

Para isso, é preciso trabalhar com dados, a nova riqueza da economia mundial (“os dados são o novo petróleo” é o mantra das empresas de tecnologia). Em um mundo conectado, saber extrair inteligência das informações é essencial para se diferenciar no mercado. Conceitos como machine learning, CRM e análises preditivas são realidades no setor. As soluções serão cada vez mais personalizadas porque as corporações terão um conhecimento profundo dos clientes e poderão oferecer os melhores produtos no momento mais adequado.

No caso das empresas de pagamento, esse caminho é facilitado porque elas já são quase 100% automatizadas. A tendência é, no futuro próximo, ver segmentos como antifraude totalmente automáticos, com o mínimo possível de interação humana. O atendimento deve ser mais personalizado, a iniciativa open banking vai se potencializar ao colocar o cliente no controle de seus dados e as soluções em segurança e funções que reafirmam as transações digitais, como NFC, blockchain e pagamento biométrico, devem se popularizar.

Como se vê, a tecnologia é – e será – o grande diferencial das empresas no mercado financeiro, com soluções cada vez mais complexas e personalizadas. As interações com inteligência artificial para direcionamento e organização da vida financeira estarão presentes e a economia caminhará para um cenário cashless, com menos intermediários. É necessário que as empresas de meios de pagamento invistam nessa nova realidade. Quem fizer isso conseguirá prosperar e conquistar novos mercados. Caso contrário, estará obsoleto e defasado em relação às necessidades de seu público-alvo.

Fonte: ecommercenews.com.br