Entregadores por aplicações digitais em greve no Brasil por melhores condições

Os funcionários de aplicações digitais do Brasil realizaram na segunda-feira o primeiro de dois dias de uma greve nacional, com mobilizações em massa em várias capitais do país exigindo melhores salários e condições de trabalho.

A convocação contra empresas digitais, como a norte-americana Uber ou as brasileiras iFood, 99 e Zé Delivery, estende-se até terça-feira e conta com o apoio de organizações sociais e sindicais em pelo menos 20 dos 27 estados do país.

Entre as reivindicações, os entregadores que aderiram à greve lutam por um aumento da taxa mínima de entrega, atualmente cotada entre 1,04 euros  e 1,61 euros, bem como um aumento do preço por quilómetro percorrido.

Exigem ainda um limite máximo de três quilómetros por encomenda para os ciclistas e o pagamento da tarifa integral por entrega, “sem cortes arbitrários quando há várias encomendas no mesmo percurso”.

Como parte da greve, foram realizadas mobilizações em cidades como Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo, entre outras.

Uma das mais massivas ocorreu em São Paulo, onde uma centena de entregadores percorreu a emblemática Avenida Paulista, no centro da cidade.

A paralisação, que começou com um movimento nas redes sociais, teve grande adesão no primeiro dia, apesar da tentativa de boicote por parte das empresas, segundo a comissão organizadora da greve.

Em comunicado, os organizadores informam que, nos últimos dias, as empresas de aplicativos ofereceram “incentivos económicos específicos” para os motoristas de entrega que trabalham “precisamente nos dias abrangidos pela Greve Nacional”.

Nesse sentido, o movimento social afirmou que esses incentivos “não representam uma valorização real do trabalho dos entregadores”, mas sim “demonstram que as empresas podem pagar mais, mas só o fazem quando estão sob pressão”.

Fonte: “https://www.rtp.pt/noticias/mundo/entregadores-por-aplicacoes-digitais-em-greve-no-brasil-por-melhores-condicoes_n1644793”

Conheça a cidade onde robôs fazem entregas no lugar dos entregadores

Imagine pedir um lanche ou uma encomenda e receber o pedido não das mãos de um entregador, mas de um pequeno robô independente que chega rodandoque chega rodando pela calçada.

Em Milton Keynes, uma cidade planejada no Reino Unido, isso já é realidade. A cidade se tornou pioneira ao adotar robôs de entrega como parte do cotidiano urbano, transformando a logística de última milha com eficiência e inovação.

Como funcionam os robôs de entrega em Milton Keynes?

A cidade abriga centenas de robôs autônomos desenvolvidos pela empresa Starship Technologies , que circula pelas ruas fazendo entregas de alimentos, compras de mercado e até pacotes pequenos.

Os robôs:

*Tem 6 rodas, sensores e câmeras para navegar de forma segura pelas calçadas para navegar de forma segura pelas calçadas.
*Evita obstáculos e atravesse ruas sozinhas, com monitoramento remoto se necessário.
*São trancados eletronicamente e só o cliente pode abrir a tampa por meio de um aplicativo.
*Operam em um raio de 5 km, fazendo pedidos em menos de 30 minutos.

O cliente acompanha o robô em tempo real pelo celular e recebe uma notificação assim que chega.

Por que Milton Keynes projetou robôs de entrega?

Milton Keynes é conhecido por sua infraestrutura moderna e acessibilidade urbana, sendo uma cidade ideal para testes tecnológicos. A decisão de usar robôs teve como base:

*Redução de custos com entrega
*Diminuição do tráfego e da emissão de substâncias poluentes
*Inovação no serviço público, especialmente durante uma pandemia, quando os robôs ajudaram a entregar medicamentos e alimentos para idosos isolados

Hoje, os robôs fazem milhares de entregas por semana, e já fazem parte da paisagem local.

Curiosidades sobre Milton Keynes e os robôs da Starship

*Milton Keynes tem ciclovias e calçadas largas, perfeitas para os robôs circulares com segurança.
*Os robôs emitem sons simpáticos, piscam luzes e até interagem com pedestres para evitar sustos.
*A taxa de sucesso das entregas autônomas ultrapassa 99%.
*Os robôs podem operar sob chuva, neve e até no escuro.
*Outras cidades como Cambridge e Northampton já iniciaram testes semelhantes, inspirados por Milton Keynes.

Milton Keynes mostra que o futuro das entregas já chegou — e ele tem rodas, sensores e muita eficiência.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/conheca-a-cidade-onde-robos-fazem-entregas-no-lugar-dos-entregadores/

Fever Mobilidade inicia test drives do triciclo elétrico RAP FR110 em concessionárias

Segundo a companhia, veículo pode reduzir os custos operacionais em até 79% em comparação com motos cargo a combustão.

Fever Mobilidade anunciou a disponibilização de test drives para o triciclo elétrico RAP FR110 Box 2025 em suas concessionárias no Brasil. O modelo, presente em países como Espanha, França, Itália e Singapura, chega ao mercado nacional com a proposta de oferecer uma alternativa eficiente e sustentável para operações logísticas urbanas.

De acordo com CEO da Fever Mobilidade, Nelson Füchter Filhoa decisão de trazer o modelo ao Brasil se baseia no crescimento da demanda por frotas eletrificadas, especialmente no setor de e-commerce.

“O uso de veículos elétricos já é uma realidade no país, e a última milha é um dos principais desafios logísticos. O RAP FR110 foi pensado para atender essa necessidade com um custo reduzido e um desempenho adequado para o setor”, afirmou.

O Fever RAP FR110 Box 2025 possui um chassi articulado e pode circular nos corredores destinados a motocicletas e atinge uma velocidade máxima de 70 km/h. A exigência para condução do triciclo é a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A, a mesma das motocicletas.

Em termos de cargas, o modelo tem um compartimento de 500 m³/litros e suporta até 110 kg. Segundo a Fever Mobilidade, o FR110 pode reduzir os custos operacionais em até 79% em comparação com motos cargo a combustão, considerando consumo energético e manutenção.

Ao rodar 1 mil km, uma motocicleta gasta cerca de R$ 183,00 em combustível, enquanto o triciclo elétrico gasta apenas R$ 38,50, sem falar nas manutenções que são menos frequentes e mais baratas”, ressaltou Füchter.

A motorização do triciclo inclui dois motores síncronos de ímã permanente, com potência de 6,4 kW e torque de 80 Nm. A bateria de lítio tem capacidade de 4,8 kWh e o carregamento pode ser feito por meio de conexão Tipo 2 (padrão Brasil) ou tomada ABNT 220V/20A.

Além disso, o veículo possui telemetria embarcada, permitindo o monitoramento remoto da localização, nível de bateriastatus de carregamento e quantidade de emissões de CO2 evitadas.

Em comunicado, a Fever Mobilidade também confirmou um plano de assinatura mensal do triciclo no valor de R$ 1.890O serviço inclui IPVA, emplacamento, seguro, manutenção preventiva, revisões periódicas, telemetria e assistência 24 horas.

Fonte: “Fever inicia test drives do triciclo elétrico RAP FR110

Amazon lidera compra de energia renovável e expande logística sustentável no Brasil

Um dos projetos da gigante varejista aposta em entregas realizadas por motos e vans elétricas e bateu o marco de 98 cidades do interior de SP contempladas.

Pelo quinto ano consecutivo, a Amazon lidera a posição de maior compradora corporativa de energia renovável do mundo, segundo dados públicos. Parte da estratégia da gigante varejista é ampliar os investimentos em soluções para reduzir seu impacto ambiental e alcançar operações com zero emissões de carbono.

Entre as iniciativas em energia renovável, a companhia opera uma usina solar de 122 MW e um parque eólico de 49,5 MW no Complexo Eólico de Seridó, no Rio Grande do Norte.

Durante a construção da usina solar, foram investidos R$ 2 milhões em programas de proteção ambiental. A estratégia permite que toda a eletricidade consumida em suas operações no país seja compensada com energia 100% originada de fontes renováveis.

Expansão de compras sustentáveis

Além dos investimentos em infraestrutura verde, a empresa lançou no Brasil o programa Climate Pledge Friendly, que facilita a identificação de produtos sustentáveis no e-commerce. Baseado em mais de 40 certificações, como Rainforest Alliance e Forest Stewardship Council, o selo já está presente em milhares de itens de categorias como beleza, eletrônicos e moda.

Para nossos parceiros de vendas, também é uma grande oportunidade, pois os incentiva a enfatizar as características de sustentabilidade de produtos selecionados em nosso site, permitindo que mais pessoas descubram os que atendem a seus valores”, destacou Maria Isabel Kossmann, Líder de Programas de Sustentabilidade da Amazon Brasil.

Além disso, a varejista fomenta a economia circular com iniciativas como os programas “Amazon Quase Novo” e “Reaproveite com a Amazon”, que oferecem produtos reaproveitados, e a Loja de Livros Usados, voltados à reutilização de obra em bom estado, reduzindo o desperdício.

Fonte: “https://exame.com/esg/amazon-lidera-compra-de-energia-renovavel-e-expande-logistica-sustentavel-no-brasil/”

 

 

 

 

 

 

 

 

Completando 24 anos, GOLLOG registra R$ 63 bilhões em valor de mercadorias transportadas em 2024

A GOL Linhas Aéreas informa que sua unidade de soluções logísticas GOLLOG completou 24 anos ontem, 30 de janeiro de 2025, com uma trajetória marcada por confiança, superação e inúmeras conquistas. Só em 2024 foram feitos 2,9 milhões de envios (via aérea e terrestre), o equivalente a R$63 bilhões em valor de mercadorias.

A companhia afirma que o desempenho consolida a GOLLOG no topo do mercado de transporte aéreo de cargas e reflete o empenho e a dedicação do time. Segundo Rafael Martau, diretor executivo da GOLLOG, o trabalho das equipes contribui de maneira ímpar para o serviço logístico do País.

“É um orgulho enorme ter a oportunidade de conectar pessoas, sonhos e oportunidades com soluções que fazem a diferença e nos tornam referência. Estamos focados na expansão dos nossos canais e prontos para continuar conectando todos os cantos do Brasil e do mundo, comprometidos com a segurança, nosso valor número 1”, comentou.

Para atender essas demandas crescentes, a GOLLOG possui um acordo com o Mercado Livre com aeronaves alocadas em uma operação dedicada para  transporte de cargas. Atualmente a frota aérea conta com 7 aeronaves cargueiras Boeing 737-800BCF, que atendem 15 rotas dedicadas no Brasil. Juntos, o Mercado Livre e a GOLLOG constituem a maior operação cargueira regular do país, afirma a GOL.

A GOLLOG possui hoje mais de 1.800 Colaboradores prestando serviços para entregar encomendas. Além disso, a unidade conta com 58 terminais de carga (TECAs) e 60 lojas, totalizando mais de 4 mil cidades atendidas, que fortalecem a infraestrutura e permitem atender pontos estratégicos de todo o Brasil.

Para evoluir de forma mais sustentável, reafirmando o compromisso da GOL em zerar a emissão de carbono até 2050, a GOLLOG está desenvolvendo desde dezembro de 2024 um novo modal de entrega na cidade de São Paulo, em parceria com a Cooperativa de Trabalho Giro Sustentável: a entrega de cargas sustentáveis por bicicletas.

O projeto embrionário está em fase de testes na região de Interlagos, zona Sul da capital paulista. Os serviços elegíveis para esse modelo de entrega incluem: CHEGOL, CHEGOL Mini, GCE, RIN, Urgente e Urgente Fracionado, com limitação de peso máximo de até 5kg.

Fonte:”https://aeroin.net/completando-24-anos-gollog-registra-r-63-bilhoes-em-valor-de-mercadorias-transportadas-em-2024/”

ABOL propõe soluções para melhorar transporte aéreo de cargas no Brasil

Após fazer um levantamento com os principais problemas envolvendo os terminais de cargas, como Guarulhos e Campinas, a associação trouxe medidas para aumentar a eficiência dos empreendimentos.

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) mapeou os principais entraves que dificultam o crescimento do transporte aéreo de cargas e apresentou soluções para melhorar o setor. O objetivo é evitar que os operadores logísticos deixem de oferecer esse serviço devido a obstáculos estruturais.

Desde o final do ano passado, o acúmulo de mercadorias no terminal de cargas do Aeroporto de Guarulhos, administrado pela GRU Airport, tem gerado impactos operacionais e financeiros para os OLs.

Segundo a associação, a greve dos servidores da Receita Federal, iniciada em novembro, resultou na retenção de mais de 55 mil remessas expressas nos aeroportos de Viracopos (Campinas/SP) e Guarulhos (SP). A demora na liberação de cargas aumentou os custos com armazenagem e segurança.

As propostas elaboradas pela ABOL foram apresentadas no mês de janeiro a representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

SOLUÇÕES PARA MELHORAR TRANSPORTE AÉREO DE CARGAS

Na ocasião, também foram apontados problemas específicos na liberação de cargas em Guarulhos, como armazéns dispersos dificultando a gestão e localização das cargas; atrasos excessivos para retirada de cargas, chegando a 10 dias, ao invés das esperadas 24 horas; cargas perecíveis vencendo, devido a processos demorados de liberação para armazenagem; e perdas de produtos sem ressarcimento.

De acordo com a diretora-executiva da ABOL, Marcella Cunha, foi a primeira vez que a associação conseguiu levar a perspectiva dos Operadores Logísticos em relação ao trabalho realizado dentro de terminais de carga em aeroportos. Atualmente, os OLs, que atuam com o setor aéreo, estão nesses locais ou dependentes de aeronaves comerciais para transportar os seus produtos.

As mercadorias, geralmente, incluem itens expressos, do e-commerce, medicamentos, e partes importantes de equipamentos e máquinas para a cadeia produtiva. A variedade costuma aumentar, assim como a demanda e o volume geral.

“Observamos uma demanda reprimida por esse modal, uma vez que outros nichos e segmentos da cadeia produtiva poderiam ser beneficiados, mas não o são porque há problemas estruturais importantes que precisam ser endereçados, como deficiências de infraestrutura e capacidade, e também de cunho regulatório e contratual no que se refere à administração aeroportuária, além de falta de oferta de aeronaves e cias aéreas, entre outros”, disse.

Ela destacou que esse foi o momento de levar as dificuldades de cunho operacional e de infraestrutura, assim como mercadológicos. “É necessário que os contratos futuros de concessão contem com cláusulas mais específicas sobre como os terminais de carga serão oferecidos para o mercado. Temos todo o interesse em contribuir com o desenvolvimento desses aeroportos e de outros que também são logisticamente estratégicos para o Brasil”.

Fonte: “ABOL propõe soluções para melhorar transporte aéreo de cargas

Vans elétricas da Arrow Mobility otimizam logística da Amazon e Mercado Livre

Soluções sustentáveis de transporte impulsionaram a eficiência nas operações das empresas durante a Black Friday de 2024.

O uso de vans 100% elétricas fabricadas pela Arrow Mobility tem impactado a logística no e-commerce brasileiro, oferecendo soluções de transporte em períodos de alta demanda. Durante a Black Friday de 2024, essas vans foram utilizadas no transporte de mercadorias para empresas como Amazon e Mercado Livre, otimizando operações e reduzindo custos.

As vans operaram entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro, destacando-se pela capacidade de carga e rapidez na entrega. Segundo o membro do conselho de gestão da Arrow Mobility, Nestor Felpi, o desempenho foi importante para atender à alta nas compras durante o período.

“As vans da Arrow Mobility são projetadas para maximizar a produtividade, especialmente em datas como a Black Friday, onde a velocidade e o custo são determinantes. Nosso diferencial é entregar agilidade sem descartar a sustentabilidade”, afirmou o executivo.

Segundo a companhia, os veículos também foram usadas no transporte de itens volumosos, como eletrodomésticos, que estão entre os produtos mais procurados, de acordo com dados do Google e da associação de fabricantes Eletros. De acordo com Felpi, as vans possuem maior área de carga e sistemas que facilitam a organização, permitindo uma operação eficiente para mercadorias que exigem mais espaço e planejamento.

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS MOLDANDO A LOGÍSTICA

Além de reduzirem custos, as vans elétricas oferecem uma alternativa ao transporte tradicional, com menor impacto ambiental. Segundo a empresa, a inovação atende à demanda de grandes eventos promocionais e pode influenciar a logística de longo prazo.

“A Black Friday deste ano confirmou a importância de alternativas inovadoras e sustentáveis para lidar com os picos de demandas. Neste sentido, só as vans elétricas conseguem sanar algumas dores do mercado”, ressaltou o executivo.

Fonte: “Vans elétricas otimizam logística da Amazon e Mercado Livre

 

Com os Boeings 737 convertidos em cargueiros da GOL, Mercado Livre retoma operação no Aeroporto de Porto Alegre

A GOL Linhas Aéreas informa que a empresa de e-commerce Mercado Livre retoma a operação de aeronaves cargueiras no Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre (RS), a partir desta semana.

Considerado o terceiro maior hub para a logística cargueira da GOLLOG, unidade logística da GOL, Porto Alegre receberá cinco voos semanais – a mesma frequência aplicada antes da tragédia que assolou a região em 2024.

Juntos, o Mercado Livre e a GOLLOG constituem a maior operação cargueira regular do país, afirmam as empresas.

As operações são feitas com os aviões Boeing 737-800 que foram fabricados para transporte de passageiros, mas, recentemente, passaram por conversão para se tornarem cargueiros 737-800 BCF para a frota da GOL Linhas Aéreas.

Fonte: “https://aeroin.net/com-os-boeings-737-convertidos-em-cargueiros-da-gol-mercado-livre-retoma-operacao-no-aeroporto-de-porto-alegre/”

Indústria logística deve reduzir emissões de carbono em 45% até 2030; entenda o estudo

Índice do BCG aponta que apesar da forte pressão do mercado, o setor ainda enfrenta dificuldades para avançar em soluções sustentáveis.

O Boston Consulting Group (BCG) analisou as 100 maiores empresas da indústria de logística global para identificar o avanço na jornada rumo à descarbonização. O estudo “Tapping into the Power of the BCG Decarbonization Index for Logistics Service Providers” apontou que, apesar do aumento da conscientização, a implementação de práticas sustentáveis ainda é um desafio para a maioria das companhias. O setor precisa reduzir em 45% as emissões de carbono até 2030.

A pesquisa identificou que a cadeia de logística emite globalmente 22% dos gases de efeito estufa, sendo o transporte de mercadorias responsável por mais de 40% desse total. Contudo, segundo o BCG Logistics Decarbonization Index — índice que comprime os dados do setor em um único sistema de pontuação — entre 2022 e 2023, a descarbonização do setor subiu apenas de 5 para 6 (em uma escala de 100).

O levantamento revelou que 43% dos entrevistados não fizeram praticamente nada em termos de descarbonização e somente 8% demonstram um compromisso real com a redução dos gases de efeito estufa, com metas ambiciosas, estratégias bem definidas e ações implementadas que geram resultados concretos.

De acordo com a análise, o cenário é impulsionado por três fatores principais: a crescente pressão do mercado por serviços logísticos verdes, com organizações sustentáveis apresentando retornos até 10% superiores para os acionistas; regulamentações governamentais mais rigorosas; e a crescente inovação e colaboração entre empresas.

Para acelerar o progresso rumo a um futuro com emissão zero, a consultoria recomenda que as empresas de logística adotem os “5 Ds”:

  • Determinar. Mensurar e monitorar a pegada de carbono para identificar as principais fontes de emissão.
  • Discernir. Analisar as pressões do mercado e as oportunidades emergentes na área de sustentabilidade.
  • Desenvolver. Criar um business case sólido para a descarbonização, considerando os custos, benefícios e retorno sobre o investimento.
  • Diferenciar. Produzir ofertas de serviços verdes que atendam às demandas dos clientes e se destaquem no mercado.
  • Desenhar. Elaborar um plano de transição detalhado com metas, prazos e recursos definidos.

Fonte: “Indústria logística deve reduzir emissões de carbono em 45%

 

DHL e Green Eletron otimizam logística reversa de eletrônicos com nova operação

O projeto começou em São Paulo, com 40 pontos de coleta, e inclui planos de expansão para outras regiões do Brasil.

A DHL Supply Chain redesenhou a operação logística da Green Eletron, reduzindo em um terço as viagens e os custos associados à coleta e reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas. O novo modelo operacional, iniciado na cidade de São Paulo, será expandido para outras regiões do país. A iniciativa está alinhada com a meta da Lei 10.240/2020, que exige o aumento do percentual de eletrônicos reciclados de 12% para 17% até 2025. Em 2023, a Green Eletron reciclou mais de 4,2 mil toneladas de eletrônicos e 160 toneladas de pilhas.

Segundo a empresa, o novo formato possui uma operação dedicada com coletas em 40 pontos de descarte da Green Eletron em São Paulo percorridos de forma periódica. Os veículos utilizados terão uma plataforma para facilitar o carregamento. Os equipamentos descartados são levados então ao centro de distribuição da DHL em Barueri, onde são armazenados temporariamente até sua entrega consolidada aos operadores de manufatura reversa/recicladores homologados pela Green Eletron.

Para o diretor de Operações da DHL Supply Chain, Deividy Martins, o projeto tem um caráter duplamente sustentável. “Primeiro, garante que os equipamentos eletrônicos sejam corretamente descartados, conforme a Lei 12.305/2010. Segundo, pois reduziu o número de viagens. Este projeto evidencia também como a logística pode agregar valor aos negócios”, disse.

O gerente de processos LLP da DHL Supply Chain, Vinícius Viegas Lima, explicou que a estratégia logística foi desenhada para otimizar a coleta e a gestão de resíduos eletrônicos. O enfoque esteve na proposta de soluções que melhoraram a eficiência da cadeia logística, assegurando conformidade regulatória e alinhamento com as melhores práticas de mercado. Por meio desta parceria, contribuímos para a criação de uma operação mais inovadora e eficaz, atendendo tanto aos objetivos de expansão da Green Eletron quanto às demandas crescentes do setor dentro da DHL”, ressaltou.

O modelo também prevê a utilização da rede de 82 filiais da DHL no Brasil como pontos de coleta e hubs de consolidação de carga. Há ainda planos de conectar outros players do setor eletroeletrônico e até de outras indústrias, gerando sinergia, compartilhamento de custos e maior redução de impactos ambientais.

Fonte: “https://mundologistica.com.br/noticias/dhl-e-green-eletron-otimizam-logistica-reversa-de-eletronicos”