DHL e Green Eletron otimizam logística reversa de eletrônicos com nova operação

O projeto começou em São Paulo, com 40 pontos de coleta, e inclui planos de expansão para outras regiões do Brasil.

A DHL Supply Chain redesenhou a operação logística da Green Eletron, reduzindo em um terço as viagens e os custos associados à coleta e reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas. O novo modelo operacional, iniciado na cidade de São Paulo, será expandido para outras regiões do país. A iniciativa está alinhada com a meta da Lei 10.240/2020, que exige o aumento do percentual de eletrônicos reciclados de 12% para 17% até 2025. Em 2023, a Green Eletron reciclou mais de 4,2 mil toneladas de eletrônicos e 160 toneladas de pilhas.

Segundo a empresa, o novo formato possui uma operação dedicada com coletas em 40 pontos de descarte da Green Eletron em São Paulo percorridos de forma periódica. Os veículos utilizados terão uma plataforma para facilitar o carregamento. Os equipamentos descartados são levados então ao centro de distribuição da DHL em Barueri, onde são armazenados temporariamente até sua entrega consolidada aos operadores de manufatura reversa/recicladores homologados pela Green Eletron.

Para o diretor de Operações da DHL Supply Chain, Deividy Martins, o projeto tem um caráter duplamente sustentável. “Primeiro, garante que os equipamentos eletrônicos sejam corretamente descartados, conforme a Lei 12.305/2010. Segundo, pois reduziu o número de viagens. Este projeto evidencia também como a logística pode agregar valor aos negócios”, disse.

O gerente de processos LLP da DHL Supply Chain, Vinícius Viegas Lima, explicou que a estratégia logística foi desenhada para otimizar a coleta e a gestão de resíduos eletrônicos. O enfoque esteve na proposta de soluções que melhoraram a eficiência da cadeia logística, assegurando conformidade regulatória e alinhamento com as melhores práticas de mercado. Por meio desta parceria, contribuímos para a criação de uma operação mais inovadora e eficaz, atendendo tanto aos objetivos de expansão da Green Eletron quanto às demandas crescentes do setor dentro da DHL”, ressaltou.

O modelo também prevê a utilização da rede de 82 filiais da DHL no Brasil como pontos de coleta e hubs de consolidação de carga. Há ainda planos de conectar outros players do setor eletroeletrônico e até de outras indústrias, gerando sinergia, compartilhamento de custos e maior redução de impactos ambientais.

Fonte: “https://mundologistica.com.br/noticias/dhl-e-green-eletron-otimizam-logistica-reversa-de-eletronicos”

Azul Cargo Express expande presença com mais 80 lojas em 2024

Logística aérea avança no Brasil e no exterior, com novas unidades estratégicas e crescimento expressivo na operação.

A Azul Cargo Express, divisão logística da Azul, encerra 2024 comemorando a abertura de 80 novas lojas, alcançando 340 unidades distribuídas por mais de 5.000 municípios no Brasil e no exterior. O número representa um crescimento de 200% em comparação ao ano anterior, consolidando a capilaridade da operação e ampliando a oferta de serviços logísticos.

A diversidade da frota de aeronaves da Azul, somada à malha aérea que cobre 160 destinos, possibilita à Azul Cargo soluções logísticas eficientes. Entre os serviços estão o transporte “porta-porta” para e-commerce, cargas críticas e mercadorias paletizadas. “Somente neste ano, quando a Azul Cargo completou 15 anos de operações, já transportamos 111,5 mil toneladas de diversos tipos de mercadoria. Para o ano que vem, pretendemos crescer nossa presença em mais 15%, alcançando a marca de 400 novos pontos”, afirmou Izabel Reis, diretora da Azul Cargo Express.

Unidades estratégicas destacam-se no Brasil, como a loja de Holambra (SP), instalada no Veiling, maior centro comercial de flores do país. O ponto logístico, no formato de container, fortalece a logística da região e movimenta mercadorias com agilidade. “Em datas comemorativas, chegamos a entregar mais de 60 toneladas de flores”, ressaltou Izabel.

No Nordeste, a loja de Caicó (RN) também se destacou em faturamento, atendendo o polo industrial de bonés da região. “Oferecemos um serviço ágil e de qualidade para atender a esse crescente mercado, garantindo que os itens cheguem rapidamente aos seus milhares de destinos”, observou a diretora.

No cenário internacional, a Azul Cargo completa uma década de operação nos Estados Unidos, conectando o Brasil aos aeroportos de Fort Lauderdale (FLL) e Orlando (MCO). Desde 2014, foram transportadas mais de 115 mil toneladas de cargas entre os dois países. “Essa capilaridade é o que nos diferencia e reforça nosso compromisso em conectar mercados e atender às demandas dos Clientes com excelência”, concluiu Izabel Reis.

Fonte: “https://brasilturis.com.br/2024/12/30/azul-cargo-express-expande-presenca-com-mais-80-lojas-em-2024/”

 

Demanda de transporte aéreo de cargas deve crescer 6% em 2025

Segundo dados da IATA, receita do setor deve alcançar US$ 157 bilhões, representando 15,6% das receitas totais da indústria aérea.

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou suas projeções financeiras de 2025 para a indústria aérea global, com um pequeno fortalecimento da lucratividade em meio aos desafios contínuos relacionados a custos e à cadeia de suprimentos. Os lucros líquidos devem atingir US$ 36,6 bilhões em 2025, com a margem de lucro líquido de 3,6%. Isso será uma pequena melhoria em relação a 2024, que deve apresentar lucro líquido de US$ 31,5 bilhões (margem de lucro líquido de 3,3%).

Segundo a associação, o retorno sobre o capital investido (ROIC) da indústria global deve ser de 6,8% em 2025. Embora isso seja uma melhoria em relação ao ROIC de 6,6% de 2024, o retorno para a indústria global permanece abaixo do custo médio ponderado de capital. O ROIC mais forte é das empresas aéreas na Europa, Oriente Médio e América Latina, onde excedeu o custo de capital.

A receita total do setor deve atingir US$ 1,007 trilhão, com aumento de 4,4% em relação a 2024. Pela primeira vez, a receita total do setor vai ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão. As despesas devem crescer 4,0% e atingir US$ 940 bilhões. Os volumes de carga devem atingir 72,5 milhões de toneladas, com aumento de 5,8% em relação a 2024.

“Esperamos que as empresas aéreas apresentem o lucro global de US$ 36,6 bilhões em 2025. Isso será conquistado com muito esforço, com as empresas aéreas aproveitando os preços menores do petróleo, mantendo as taxas de ocupação acima de 83%, controlando rigorosamente os custos, investindo na descarbonização e gerenciando o retorno a níveis de crescimento mais normais após a extraordinária recuperação da pandemia”, disse o diretor-geral da IATA, Willie Walsh.

De acordo com o executivo, os esses esforços ajudarão a reduzir vários obstáculos para atingir a lucratividade que estão fora do controle das empresas aéreas, como os desafios persistentes da cadeia de suprimentos, as deficiências de infraestrutura, a regulamentação onerosa e a carga tributária crescente.

PRINCIPAIS FATORES DE IMPACTO NAS ESTIMATIVAS

Segundo a IATA, o desempenho financeiro geral deve melhorar em 2025 devido à queda nos preços do combustível de aviação e aos ganhos de eficiência. Aumentos adicionais ainda não foram atingidos por problemas de capacidade resultante de problemas não resolvidos na cadeia de suprimentos. Isso está limitando as oportunidades de crescimento e aumentando várias áreas de custo, incluindo leasing e manutenção de aeronaves.

A lucratividade líquida também será reduzida, pois devem acabar a ajuda fiscal da era da pandemia, levando a um aumento nas alíquotas de impostos em 2025.

RECEITA TRANSPORTE DE CARGAS

A receita do transporte aéreo de carga deve atingir US$ 157 bilhões (15,6% das receitas totais) em 2025. A demanda deve aumentar 6,0%, com o yield médio de 0,7%, que apresentou queda mas ainda assim ficou bem acima dos níveis pré-pandemia. As taxas de frete (cotadas em dólares/kg de 2014) devem ser de US$ 1,34, US$ 0,06 a menos que em 2024 e 24,4% abaixo dos níveis de 2014.

Várias tendências devem continuar favoráveis ao transporte aéreo de carga em 2025, incluindo a incerteza geopolítica contínua no transporte marítimo que passam pelo Canal de Suez e o comércio eletrônico em expansão originário da Ásia.

DESPESAS

Segundo a associação, as despesas devem aumentar 4,0% e atingir US$ 940 bilhões em 2025.

Despesas não relacionadas a combustível: Custos maiores foram vistos em todos os setores em 2024, sem contar o combustível, pressionando as margens. Os principais problemas de custo incluíram intensa pressão salarial e despesas pontuais relacionadas a várias greves de funcionários de empresas aéreas em 2024. Além disso, houve um aumento acentuado nos custos de manutenção devido a aeronaves paradas e uma frota global envelhecida. Os custos unitários gerais não relacionados a combustível aumentaram 1,3% em 2024 para um total de US$ 643 bilhões. Espera-se que os aumentos de custos unitários não relacionados a combustível em 2025 sejam limitados a 0,5%, atingindo US$ 692 bilhões.

A maior despesa não relacionada a combustíveis é a de mão de obra. Em 2025, as despesas trabalhistas devem totalizar US$ 253 bilhões, que representa aumento de 7,6% em relação a 2024. Porém, com os ganhos de produtividade, os custos unitários médios de mão de obra provavelmente aumentarão apenas 0,5% em 2025 em comparação a 2024. A força de trabalho das empresas aéreas deve aumentar em 4%, somando 3,3 milhões de pessoas.

Despesas relacionadas a combustível: Os preços do combustível de aviação caíram para US$ 70/barril em setembro de 2024 pela primeira vez desde o início da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Em 2025, o combustível de aviação deve ter a média de US$ 87/barril (abaixo dos US$ 99/barril em 2024), com base em spread crack (valor para refinar o petróleo bruto e convertê-lo em combustível de aviação) de US$ 12 por barril e preço do petróleo bruto de US$ 75/barril (Brent). Com isso, o gasto acumulado com combustível das empresas aéreas deve ser de US$ 248 bilhões, que representa queda de 4,8%, apesar do aumento esperado de 6% na quantidade de combustível que será consumida (107 bilhões de galões). O combustível deve ser responsável por 26,4% dos custos operacionais em 2025, abaixo dos 28,9% em 2024.

O custo de conformidade com o CORSIA (compra de créditos de carbono) começou a ser calculado em 2024, quando foi estimado em US$ 700 milhões, aumentando para US$ 1 bilhão em 2025. Os custos das quantidades limitadas de combustível de aviação sustentável disponíveis devem acrescentar US$ 3,8 bilhões às despesas de combustível do setor em 2025, acima dos US$ 1,7 bilhão em 2024.

RESUMO DE CADA REGIÃO

De acord com a IATA, Todas as regiões devem apresentar melhorias em seu desempenho financeiro em 2025 em comparação a 2024, e todas as regiões devem ter lucro líquido coletivo em 2024 e 2025. A lucratividade, no entanto, varia amplamente entre as transportadoras e entre as regiões. Por exemplo, a margem de lucro líquido coletiva das empresas aéreas da África deve ser a menor, de 0,9%, enquanto as transportadoras do Oriente Médio provavelmente terão as margens maiores, de 8,2%.

América do Norte

A América do Norte continua gerando o maior lucro absoluto, embora em níveis menores do que antes da pandemia. Isso se deve a vulnerabilidades evidentes da cadeia de suprimentos no setor de baixo custo. Entregas mais lentas de aeronaves de última geração e a dependência de um único tipo de aeronave afetaram particularmente esse segmento, enquanto o aumento dos salários reduziu a vantagem competitiva das transportadoras de baixo custo (LCC) em relação às transportadoras de rede. A lucratividade deve melhorar em 2025, mesmo que alguns problemas, como greves de funcionários e incidentes de TI, tenham impactos que provavelmente serão transferidos para o ano novo.

Europa

A Europa enfrentou vários desafios que impactaram a competitividade em 2024, incluindo aumento de salários, paralisação de frotas, restrições de voos relacionadas a ruídos, aumento de taxas aeroportuárias, regulamentações onerosas e altos impostos nacionais. A guerra em andamento na Ucrânia continua afetando as transportadoras do continente com 20% de seu espaço aéreo fechado, resultando em rotas mais longas para alguns destinos na Ásia, já que o espaço aéreo russo continua fora dos limites para as transportadoras europeias. No entanto, 2025 deve trazer uma pequena melhoria na lucratividade, impulsionada em grande parte pelo setor de LCC, já que em 2024 houve grandes paralisações de frotas devido a problemas na cadeia de suprimentos.

Ásia Pacífico

A Ásia-Pacífico é o maior mercado em termos de RPK, com a China representando mais de 40% do tráfego da região. Em 2024, os RPKs aumentaram 18,6%, em parte devido ao estímulo do mercado com menos requisitos de visto para entrada em vários países, incluindo China, Vietnã, Malásia e Tailândia. As transportadoras da China relataram perdas líquidas no primeiro semestre de 2024 resultantes de problemas na cadeia de suprimentos, excesso de oferta no mercado interno e a limitação de 100 voos semanais da China para os Estados Unidos (um terço a menos do que antes da pandemia). A região da Ásia-Pacífico também apresentou a queda mais acentuada nos yields em 2024. Graças à forte demanda e ao aumento das taxas de ocupação, uma ligeira melhoria na lucratividade é esperada para 2025.

América Latina

A América Latina tem empresas aéreas que estão prosperando e empresas aéreas que estão passando por dificuldades financeiras significativas, incluindo procedimentos de falência segundo o Capítulo 11 da lei de falências americana. As depreciações cambiais em alguns países com operações domésticas significativas trouxeram muitos desafios, pois os principais itens de custo, como despesas de frota e dívidas, são pagos em dólares americanos. A lucratividade deve melhorar em 2025, depois que as transportadoras saírem do procedimento do Capítulo 11 com maior competitividade e quando as taxas de câmbio estiverem mais favoráveis às transportadoras da região.

Oriente Médio

O Oriente Médio obteve o melhor desempenho financeiro em 2024, conforme indicado pelo maior lucro líquido por passageiro entre as regiões. As empresas aéreas se beneficiaram do desempenho econômico robusto da região, investimentos estratégicos em infraestrutura, políticas governamentais de apoio e do fechamento do espaço aéreo russo para empresas aéreas europeias, americanas e algumas asiáticas. O Oriente Médio foi a única região com aumento nos yields de passageiros em 2024, apoiado por um forte serviço premium de longa distância. Os yields podem se estabilizar em 2025 devido à expansão de capacidade esperada. Apesar do conflito em Gaza, as transportadoras do Golfo permaneceram praticamente sem impacto. Metas ambiciosas de crescimento para 2025 podem ser afetadas por problemas na cadeia de suprimentos com atrasos nas entregas de aeronaves e disponibilidade limitada de motores.

África

As transportadoras da África enfrentam altos custos operacionais e uma baixa tendência de despesas com viagens aéreas em muitos de seus mercados domésticos. Um problema significativo é a escassez de dólares americanos em algumas economias que, juntamente com os desafios de infraestrutura e conectividade, dificultam a expansão e o desempenho do setor aéreo. Apesar desses obstáculos, há uma demanda sustentada por viagens aéreas, o que deve melhorar um pouco a lucratividade da região em 2025.

Fonte: “Demanda de transporte aéreo de cargas deve crescer 6% em 2025

DHL Express projeta aumentar frota elétrica em 35% até 2026 no Brasil

Globalmente, a companhia planeja alcançar 80 mil veículos elétricos até 2030 como parte do objetivo de atingir emissões líquidas zero até 2050.

A DHL anunciou novas metas para aumentar a sustentabilidade em suas operações. Atualmente, as unidades de negócios Express e Supply Chain da empresa operam com 147 veículos elétricos no Brasil, com a meta de que 35% da frota seja elétrica até 2026. Globalmente, a companhia planeja alcançar 80 mil veículos elétricos até 2030 como parte do objetivo de atingir emissões líquidas zero até 2050.

Entre os investimentos recentes está o patrocínio da Fórmula E, onde a DHL é responsável pelo transporte do carro de corrida GEN3 Evo. Os veículos, projetados para facilitar ultrapassagens em corridas, utilizam motores elétricos que operam com 90% da capacidade de 600 kW e recuperam até 50% da energia durante as provas, incluindo recarga automática durante desacelerações.

“Globalmente, o Grupo DHL está impulsionando a transição para veículos elétricos, com planos de ter 80 mil unidades em sua frota até 2030, como parte de um esforço mais amplo para alcançar a meta de zero emissões líquidas até 2050”, explicou a CEO da DHL Express, Mirele Mautschke.

A DHL Express já opera com bicicletas, scooters, utilitários e vans elétricas, além de incorporar caminhões como o JAC iEV1200T, um modelo 100% elétrico, que contribui para a redução de emissões de CO2 por serem veículos zero poluição que antecipam o futuro do automóvel.

Fonte: “DHL Express projeta aumentar frota elétrica em 35% até 2026

Drones e entrega expressa revolucionam a logística na China

Com liderança global, a China se destaca com inovações em drones e varejo instantâneo na logística.

Drones: o diferencial na logística chinesa

entrega expressa tem se consolidado como um dos pilares da logística na China. Entre as principais inovações está o uso de drones para entregas, que têm contribuído para a redução de custos para comerciantes, o aumento de receitas e a melhora na experiência do consumidor.

Segundo Cui Zhongfu, vice-presidente e secretário-geral da Confederação da Logística e Compras da China, o número de encomendas de entrega expressa alcançou 42 bilhões em 2023, atendendo a mais de 700 milhões de usuários. A projeção para 2024 é ainda mais ambiciosa, com um volume superior a 48 bilhões de encomendas, consolidando o país como líder global no setor.

Empresas impulsionam o mercado

O mercado de entrega expressa na China segue em crescimento robusto. Empresas líderes, como Meituan e Alibaba, demonstram dinamismo. Nos primeiros três trimestres de 2024, o aplicativo Meituan alcançou 18,7 bilhões de encomendas de entrega instantânea, um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já a Alibaba, no relatório trimestral divulgado em setembro, mostrou um crescimento de 14% na receita de seu grupo de serviços locais. A receita de entrega relâmpago também teve alta, subindo de RMB 2,122 bilhões no primeiro semestre de 2023 para RMB 2,284 bilhões no mesmo período de 2024.

O avanço do varejo instantâneo

Outro destaque é o varejo instantâneo, um modelo de negócios baseado em entregas ultrarrápidas e alta eficiência. Segundo o Relatório de Pesquisa sobre o Desenvolvimento da Indústria de Varejo Instantâneo, publicado pelo Instituto de Pesquisa Comercial Internacional e Econômica do Ministério do Comércio, o setor tem crescido a uma taxa média anual superior a 50%.

Em 2023, o mercado de varejo instantâneo na China atingiu RMB 650 bilhões, representando um aumento de 28,89% em relação ao ano anterior. Esse avanço reflete como a logística e o consumo caminham lado a lado no país, impulsionados pela inovação tecnológica.

Este crescimento coloca a China como referência global em soluções logísticas de alta tecnologia.

Fonte: “Drones e entrega expressa revolucionam a logística na China | Exame

 

 

Sustentabilidade entra na pauta das empresas de logística

Uso de bicicletas, treinamento de motoristas, faturas simplificadas, caixas reutilizáveis e sacolas recicláveis minimizam o impacto da operação da J&T Express no mundo.

O transporte de mercadorias é um pilar essencial dos tempos modernos, impulsionado especialmente na pandemia, que consolidou o e-commerce como um dos principais hábitos de consumo. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) apontam mais de 600 mil sites de comércio eletrônico registrados no país em 2023. Mesmo com a retomada das compras em lojas físicas, o Brasil segue entre os países com maior expectativa de crescimento no comércio eletrônico no mundo, segundo a Insider Intelligence.

As empresas de logística têm se beneficiado deste aumento crescente da demanda por entregas, mas precisam estar preparadas para cumprir com sua responsabilidade ambiental. “A sustentabilidade do negócio exige uma operação que minimize o uso de recursos não renováveis em toda a cadeia logística”, afirma Rodrigo Dora, gerente de Auditoria e ESG da J&T Express.

No que diz respeito à gestão ESG, a J&T Express destacou no seu Relatório de Meio Ambiente, Social e Governança (ESG), os esforços e as principais realizações de 2023 em governança corporativa, proteção ambiental, produtos e serviços, segurança da informação, proteção da privacidade e desenvolvimento de funcionários. Reunindo informações de todos os países onde opera, um dos destaques do relatório são as práticas de baixo carbono que permeiam toda a operação, desde coleta e transporte até a reciclagem. Medidas como o uso de etiquetas eletrônicas, sacolas recicláveis e reciclagem de embalagens são exemplos da estratégia em alguns países para minimizar os impactos ambientais da operação. Em 2023, globalmente, a empresa utilizou cerca de 25,6 milhões de sacolas de transporte reutilizáveis, em mais de 1,1 bilhão de ocasiões.

Outra iniciativa adotada globalmente é o modelo de transporte verde, que integra gestão de consumo de combustível, otimização de energia e treinamentos para motoristas. No último ano, foram incorporados à frota global 150 veículos movidos a gás natural liquefeito e 63 veículos de direção inteligente para rotas de longa distância.

No Brasil, um projeto utiliza bicicletas nas entregas da J&T Express. Atualmente, o projeto conta com 458 entregadores ciclistas em operação. Graças à melhoria na eficiência e na otimização das entregas, cada entregador transporta, em média, 17 pacotes por dia, totalizando aproximadamente 187 mil pacotes entregues mensalmente (considerando 24 dias de operação).

O uso de bicicletas de carga, além de sustentável, tem se mostrado altamente eficiente. Estudos como o relatório The Promise of Low Carbon Freight indicam que elas podem ser, em média, 1,61 vezes mais rápidas do que veículos motorizados em áreas urbanas, contribuindo para evitar a emissão de toneladas de dióxido de carbono.

Buscar a liderança em logística verde se traduz também em práticas para identificar riscos e oportunidades para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas. Por isso, a J&T Express também desenvolveu um sistema global de gestão de mudanças climáticas alinhado às recomendações da Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD).

“Nosso objetivo é inovar na cadeia logística, reduzir o impacto ambiental das operações e inspirar outras empresas a adotar iniciativas sustentáveis. Queremos ser protagonistas na logística verde, construindo um futuro mais responsável e sustentável para o setor e para os nossos clientes”, conclui Dora.

Fonte: “https://www.terra.com.br/noticias/sustentabilidade-entra-na-pauta-das-empresas-de-logistica”

 

 

 

 

 

ABOL lança 1º inventário de emissões para operadores logísticos

De acordo com o relatório, apenas 33,3% das empresas participantes possuem metas estabelecidas para reduzir emissões em todos os escopos.

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) apresentou o “1º Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE)” de seus associados, consolidando dados de 2023. Realizada em parceria com o Instituto Via Green, o objetivo da iniciativa é traçar diagnósticos para ajudar os operadores logísticos a enfrentar os desafios climáticos e adotar políticas de redução de emissões.

A queima de combustíveis fósseis, em especial o diesel, foi identificada como a principal fonte de emissões, representando 94,5% do total no Escopo 1, que corresponde às emissões diretas das operações. Ao todo, as emissões contabilizadas chegaram a 973.987 tCO2e, incluindo 93.741 tCO2bio provenientes de fontes naturais.

O inventário segue o padrão do GHG Protocol e abrange três escopos: o Escopo 1 é referente a emissões diretas das operações, como transporte; o Escopo 2 contempla emissões indiretas, relacionadas ao uso de energia elétrica e refrigeração; e o Escopo 3 considera as emissões indiretas ao longo da cadeia de suprimentos, como de fornecedores e empresas parceiras.

Segundo a diretora-executiva da ABOL, Marcella Cunha, o lançamento reforça o papel da associação na agenda climática. “Com a realização da COP 30 no Brasil e a regulamentação do mercado de carbono prevista para 2025, a urgência para tratar questões climáticas se torna ainda mais evidente. O desenvolvimento de uma agenda focada em ampliar o conhecimento sobre inventários de emissões dentro do nosso setor de logística é essencial para entendermos o impacto de nossas atividades e identificarmos estratégias eficazes para reduzir a emissão de gases poluentes”, afirmou.

DESAFIOS E RESULTADOS

O estudo revelou barreiras significativas para a redução de emissões. Entre as 20 empresas participantes, os custos elevados e a necessidade de investimentos foram citados como os principais entraves. Apenas 33,3% das empresas possuem metas estabelecidas para reduzir emissões em todos os escopos, e 44,4% ainda não adotaram metas. Medidas como o uso de energia renovável, eficiência nos processos e combustíveis alternativos, como veículos elétricos e biometano, estão em fases iniciais.

“Conforme a perspectiva da proposta para o Mercado Regulado de Carbono no Brasil, recém-aprovada no Congresso Nacional e que aguarda sanção presidencial, parte importante das associadas à ABOL estará sujeita à regulação e terá a obrigatoriedade de relatar suas emissões de GEE e/ou atender outras obrigações previstas em lei”, complementou a diretora-executiva da ABOL.

COMPROMISSO ESG

Desde 2021, o Grupo ESG da ABOL tem intensificado esforços em sustentabilidade. Em 2022, a entidade se tornou signatária do Pacto Global da ONU e, em 2023, elaborou a “Matriz de Dupla Materialidade”, identificando cinco temas prioritários: clima, eficiência e carbono; talentos e diversidade; saúde, segurança e bem-estar; ética, integridade, transparência e privacidade. Essa matriz está conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Fonte: “ABOL lança 1º inventário de emissões para operadores logísticos

Robôs e drones: a revolução das cadeias de suprimentos e CX

Avanços tecnológicos prometem transformar logística e Customer Experience (CX) com automação inteligente e eficiência operacional.

A evolução de tecnologias de robótica móvel drones tem criado um impacto significativo nas cadeias de suprimentos, com avanços promissores nos próximos dois a cinco anos. Essa transformação tem potencial para moldar também o ecossistema de Customer Experience (CX), ao integrar automação inteligente e eficiência operacional em toda a jornada do consumidor. Segundo o Gartner, o amadurecimento dessas tecnologias está acelerando, tornando os robôs móveis e drones mais eficientes e capazes.

Hype Cycle for Mobile Robots and Drones do Gartner, uma análise gráfica que acompanha o ciclo de vida de novas tecnologias, destaca como a robótica móvel está progredindo em maturidade e adoção. A pesquisa sugere que diretores de cadeias de suprimentos podem usar essas soluções para atender necessidades específicas, trazendo ganhos para a logística e, indiretamente, para o CX, ao oferecer entregas mais rápidas e precisas.

“À medida que as empresas buscam melhorar ainda mais as operações logísticas, apoiar a automação e aumentar as capacidades humanas em diversas funções, os líderes de cadeia de suprimentos recorreram aos robôs móveis para apoiar suas estratégias”, comenta Dwight Klappich, vice-presidente e analista do Gartner. “Os robôs móveis continuam a evoluir, tornando-se mais poderosos e práticos, pavimentando, assim, o caminho para a inovação tecnológica contínua”.

Automação com o uso de IA

As soluções de automação impulsionadas por Inteligência Artificial (IA), como tecnologias de coleta e inspeção de dados autônomas, estão rapidamente se aproximando do “Pico de Expectativas Infladas”. Sendo assim, essas tecnologias prometem transformar o setor em um horizonte de cinco a dez anos.

Drones voadores em ambientes internos e robôs móveis que capturam dados de forma autônoma já utilizam IA para habilitar tarefas como gestão de inventário, inspeção e segurança em armazéns. Tecnologias como visão computacional baseada em IA e Identificação por Radiofrequência (RFID) tornam esses processos mais eficientes e seguros, reduzindo riscos para trabalhadores e aumentando a precisão.

“A automação de tarefas de trabalho intensivo pode proporcionar benefícios notáveis”, frisa Dwight  Klappich. “Com recursos de IA cada vez mais incorporados em robôs móveis e drones, o potencial de operar de forma independente e se adaptar aos ambientes tornará possível apoiar um número crescente de casos de uso”.

A integração dessas tecnologias pode melhorar diretamente a experiência do cliente ao garantir estoques bem gerenciados, entregas pontuais e processos logísticos transparentes. A automação de inventários e inspeções, por exemplo, assegura que produtos estejam disponíveis no momento certo, atendendo às expectativas de consumidores cada vez mais exigentes.

Robôs humanoides, CX e o futuro do varejo

Enquanto drones e robôs móveis estão mais próximos da adoção ampla, os robôs humanoides ainda estão na fase inicial do ciclo de inovação. Essa geração de robôs, impulsionada por IA, tem como objetivo alcançar níveis de adaptabilidade comparáveis aos da força de trabalho humana, movimentando-se entre tarefas e assumindo novas atividades sem a necessidade de programação extensiva.

Segundo Klappich, o potencial dos robôs humanoides para melhorar ou complementar a força de trabalho nas cadeias de suprimentos é significativo, mas a aplicação prática em grande escala pode demorar uma década ou mais. “Embora o ritmo da inovação seja encorajador, ainda estamos a anos de distância da adoção ampla de robôs humanoides em ambientes de varejo e industriais mais complexos”, avalia.

No entanto, as implicações para o CX são animadoras. Robôs humanoides poderiam personalizar interações com clientes, desempenhando funções que vão desde o atendimento no ponto de venda até o suporte técnico, oferecendo uma experiência híbrida de alta eficiência e toque humano.

Fonte: “Robôs e drones: a revolução das cadeias de suprimentos e CX – Consumidor Moderno

FedEx reformula seu serviço aéreo nacional e passa a ofertar tempos de trânsito mais rápidos

A nova tabela de prazo reforça o portfólio da empresa, que une a agilidade do modal aéreo com a capilaridade da cobertura terrestre para atender empresas de todos os tamanhos.

A FedEx, maior empresa de transporte expresso do mundo, acaba de reformular seu serviço aéreo nacional, agora com tempos de trânsito mais ágeis na maioria das rotas, e ideais para atender envios urgentes de empresas de todos os portes – desde grandes corporações, até micro, pequenos e médios empreendimentos. Os novos prazos estão disponíveis a tempo de atender as demandas de última hora trazidas pela Black Friday e o Natal.

Presente no Brasil desde 1989, a FedEx oferece soluções integradas de transporte e logística, com serviço porta a porta para aproximadamente 5.500 cidades brasileiras e mais de 220 países e territórios.

“Somos uma empresa one-stop-shop, ou seja, temos soluções para atender todas as necessidades de transporte e logística dos nossos clientes”, diz Gabriel Kayser, Diretor de Marketing e Experiência do Cliente da FedEx no Brasil.

“A alteração nos prazos de entrega reforça os diferenciais do nosso portfólio, que fica ainda mais competitivo. O serviço é totalmente gerenciado pela FedEx, que contrata espaço em aviões de companhias aéreas comerciais com as quais mantém relacionamentos comerciais de longa data para transporte
de cargas.”

O setor de transporte aéreo de cargas no Brasil tem crescido em importância. No primeiro semestre deste ano, foram movimentadas 658,9 mil toneladas, 7,5% a mais que no mesmo período de 2023 (237,5 mil toneladas no mercado nacional e 421,3 mil toneladas no internacional)*.

Por meio do serviço aéreo nacional, a FedEx está apta a proporcionar um serviço completo aos seus clientes que inclui:

Agilidade: com a nova tabela de prazos, o tempo de trânsito foi reduzido.

Confiabilidade: o cliente pode contar com a infraestrutura da FedEx para mover sua carga do ponto de coleta até a entrega para o consumidor final, utilizando os modais aéreo, rodoviário e fluvial, além de centros logísticos para estocagem, preparação e expedição das mercadorias.

Segurança e tecnologia: a FedEx conta com monitoramento 24 horas de sua frota e filiais, que são equipadas com tecnologia de ponta para garantir a segurança dos funcionários e da carga.

Cobertura nacional e serviço porta a porta: os serviços da FedEx têm cobertura de Norte a Sul do país, com coletas e entregas regulares, feitas porta a porta.

Rastreamento de cargas: os clientes podem acompanhar a movimentação de suas mercadorias em tempo real, usando as plataformas de rastreamento da FedEx para serviços nacionais, incluindo Radar Web, Radar App e Central de Atendimento ao Cliente.

Nova campanha da FedEx reforça agilidade e paixão pelo Brasil em movimento

Junto com as novidades do serviço aéreo nacional, a FedEx apresenta sua nova campanha “Vamos Ficar Juntos”, com spots em rádio e jingle que celebra a união entre a agilidade e eficiência dos serviços da empresa com a paixão pelo Brasil, conectando de forma única seus clientes à marca. A campanha pode ser vista, até fevereiro de 2025, nas mídias digitais.

Fonte: “https://noticias.r7.com/prisma/luiz-fara-monteiro/fedex-reformula-seu-servico-aereo-nacional-e-passa-a-ofertar-tempos-de-transito-mais-rapidos-04122024/”

 

O boom dos centros de distribuição no Brasil: como capacitar a mão de obra?

Nos últimos anos, o mercado de centros de distribuição (CDs) no Brasil cresceu exponencialmente e a explosão do e-commerce foi um dos principais fatores por trás dessa multiplicação. De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), entre 2019 e 2023, o número de centros de distribuição no Brasil cresceu em torno de 35%, especialmente nas regiões Sudeste e Sul.
Outro dado relevante é que o setor já emprega aproximadamente 1,5 milhão de pessoas no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este número tende a crescer ainda mais, com previsões que indicam a criação de cerca de 500 mil novos empregos até 2025.
O mercado logístico não se destaca apenas por seu tamanho e impacto na economia, mas também pelos desafios que enfrenta na formação de profissionais qualificados. Os CDs, especialmente aqueles que operam com grande fluxo de mercadorias e alta automação, requerem uma força de trabalho altamente capacitada. No entanto, o que observamos é que, muitas vezes, esses profissionais não possuem o treinamento adequado para lidar com as novas tecnologias e práticas avançadas do setor.
Tradicionalmente, a capacitação acontecia de forma presencial, com treinamentos em apostilas sobre o manuseio de equipamentos e segurança no trabalho. Porém, com o avanço das tecnologias, esse cenário está mudando rapidamente, trazendo um formato que atende essa nova necessidade: o híbrido.
Um exemplo é como o uso de simuladores 3D e plataformas de aprendizado virtual têm revolucionado a forma como os trabalhadores são capacitados. A Realidade Aumentada, por exemplo, permite que profissionais pratiquem o carregamento e descarregamento de mercadorias, o manuseio de sistemas automatizados de transporte e até mesmo a operação de drones.
Já a Realidade Virtual (RV) é uma excelente opção para treinamento de operadores de empilhadeiras, esteiras automáticas e outros equipamentos. Essas tecnologias permitem que os colaboradores pratiquem suas funções em um ambiente virtual seguro e controlado, eliminando o risco de acidentes e melhorando a eficiência do aprendizado.
Além disso, o aprendizado híbrido também se destaca como uma solução eficaz.
Com áreas de CDs muitas vezes localizadas em regiões de difícil acesso ou com tarefas consideradas perigosas, a parte online dessa modalidade tem se mostrado uma excelente forma de preparar os colaboradores para situações reais sem expô-los a riscos durante a fase de treinamento.
Um estudo realizado pela Gartner aponta que o uso de realidade virtual pode aumentar a retenção de aprendizado em até 75% em comparação aos métodos tradicionais. Isso significa que, além de preparar melhor os funcionários, o uso de tecnologias inovadoras também contribui para uma maior eficiência operacional dos CDs, que passam a contar com profissionais mais preparados e capazes de enfrentar os desafios do setor.
O futuro dos CDs no Brasil está intimamente ligado ao avanço tecnológico e à modernização dos processos de treinamento. A combinação de tecnologias inovadoras, como a Realidade Virtual e Aumentada, com capacitações híbridas que acompanhem as novas necessidades, será a chave para garantir que o país se mantenha competitivo no cenário global de logística e distribuição.
Dessa forma, as empresas que se anteciparem e adotarem essas tecnologias de maneira estratégica terão uma vantagem significativa, tanto na eficiência operacional quanto na atração e retenção de talentos. O setor de logística está pronto para uma nova era, e a tecnologia será sua maior aliada nessa transformação.