Com coronavírus e demanda disparando, pilotos da FedEx estão chegando no limite

O sindicato que representa os pilotos da FedEx afirma que eles estão no seu limite mental e físico, com o coronavírus se espalhando e a demanda por cargas crescendo.

O jornal Commercial Appeal, da cidade de Memphis, onde fica a principal base da FedEx, informou que o sindicato está falando que os pilotos “estão cansados como nunca”, apontando à segunda onda de casos de coronavírus nos EUA, somada com a alta demanda de trabalho causada pelas encomendas de final de ano.

A denúncia chegou até o conselho da empresa, e o sindicato está cobrando que a FedEx melhore as condições de trabalho para os pilotos, falando que “elas estão piorando durante a época de maior trabalho e muitos pilotos estão no seu limite físico e psicológico”.

Outro problema tem sido as quarentenas mandatórias em Hong Kong, um importante entreposto e ponto-chave na malha da FedEx, que colocam pilotos em alojamentos de “condições inaceitáveis” e em hospitais ruins.

“Infelizmente, a administração da empresa está aparentemente mais focada em mitigar os danos ao nível de serviço e aumentar o lucro, ao invés de reduzir os problemas com quarentenas em hotéis durante vários dias e outras situações substanciais que chamam a atenção e colocam a operação em risco”, afirma o sindicato.

Varejo projeta recuperação para os próximos meses

O varejo deve sinalizar melhora nos próximos meses, após período de queda devido a pandemia. Dados da Projeção de Vendas, do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo ( IBEVAR), revelam avanço de 3,02% em novembro, 3,50% para dezembro e 3,05% para janeiro, quando comparados com os mesmos períodos do ano passado. A projeção de outubro apontava uma retração de 11,64%.

Alguns segmentos indicam crescimento de até 25% entre novembro e janeiro, respectivamente, sendo eles: artigos farmacêuticos com 4,56%, 6,81% e 7,13%; hiper e supermercados com 8,28%, 10,05% e 13,64%; materiais de construção com 19,75%, 20,45% e 19,32%; tecidos, vestuário e calçados com 0,61%, 1,90% e 1,51%; e móveis e eletrodomésticos com 25,55%, 22,34% e 23,19%.

Algumas categorias ainda devem implicar em queda neste mesmo período. Dentre elas: livros, jornais, revistas e papelaria com -39,40%, -51,20% e -49,90%; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação com -13,84%, -3,01% e -3,60%; veículos, motos, partes e peças: -15,61%, -11,49% e -18,38%; e combustíveis e lubrificantes: -9,91%, -9,42% e -8,94%, respectivamente.

Varejistas aceleram investimentos em logística e aplicativos

O e-commerce brasileiro teve uma alta de quase 57% nas vendas nos primeiros oito meses do ano — totalizando R$ 42 bilhões. E nessa corrida para vender de tudo on-line, as grandes varejistas tiveram o maior crescimento até aqui.

No último resultado reportado, o maior e-commerce do país, MercadoLivre, teve uma alta de 112,2% na receita no Brasil — totalizando R$ 3,4 bilhões.

“No e-commerce como um todo houve um avanço muito grande de compra on-line na região Nordeste e Norte do país”, afirmou Rodrigo Bandeira Santos, vice-presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Novos centros de distribuição

Entre as maiores empresas, a disputa para fidelizar consumidores e vender de tudo está cada vez mais acirrada e o principal foco neste momento está na logística. Com investimentos milionários, elas correm para encurtar a distância com seus clientes e diminuir o tempo de entrega de produtos. Nessa estratégia, MercadoLivre, B2W, Via Varejo e Amazon já anunciram a abertura de novos centros de distribuição em diferentes regiões do país.

Varejistas que possuem lojas físicas também estão transformando esses espaços em minicentros de distribuição, para ter maior capilaridade. Quem saiu na frente nessa corrida da integração foi o Magazine Luiza — que já tem todas as suas mais de 1,2 mil lojas atuando como minicentros de distribuição do e-commerce.

Quem não tem loja física, como o MercadoLivre, tem se aliado cada vez mais a lojas locais para poder estocar produtos. Esse e-commerce conta com uma rede de mais 1,3 mil lojas.

A corrida dessas varejistas é para entregar também aquilo que é ofertado por outros lojistas no seu site por meio do marketplace. No chamado fulfillment, as varejistas oferecem serviços para fazer controle de estoque e cuidar de todos os detalhes logísticos dos varejistas menores. Isso impulsiona a velocidade da entrega e também a ampliação de mais produtos disponíveis no site.

A corrida dos superapps

Na busca pela fidelização, grandes varejistas também estão investindo em sistemas de cashback e assinatura de produtos. O desconto exclusivo no aplicativo para fazer com que o usuário baixe o app e comece a comprar tudo por ali também é outra estratégia.

“Há uma disputa muito grande ainda para desenvolver um super aplicativo que agregue o maior número de serviços e compras. É um cenário ainda muito nublado com vários bancos e varejistas participando. Não tem espaço para todo mundo, então devemos ver uma consolidação nos próximos anos”, disse Paulo Humberg, empreendedor pioneiro no e-commerce brasileiro.

O grande varejo também tem investido em soluções próprias de pagamento — atuando como verdadeiras fintechs para ampliar seus serviços e ganhos.

Sobre as categorias de grande oportunidade de crescimento, especialistas veem a área de vestuários e calçados, cosméticos e itens de supermercados como as próximas avenidas de crescimento do e-commerce.

“O supermercado é um segmento de grande oportunidade, que ainda não tem nenhuma rede preenchendo o serviço com excelência. A experiência hoje é muito ruim”, afirmou Humberg.

O avanço do e-commerce

Com relação ao crescimento dos próximos anos, a expectativa é de que varejo on-line continue a crescer e ganhar terreno em relação ao varejo físico. O banco Goldman Sachs estima que o e-commerce brasileiro tenha um faturamento de 140 milhões de reais em 2020 e de 215 milhões em 2022 – o que representaria quase 15% do varejo brasileiro.

Escassez de insumos para a indústria alcança o maior nível em 19 anos.

Pesquisa da FGV aponta que a falta de matéria-prima alcança 14 dos 19 segmentos da indústria. Escassez de insumos registra o maior nível desde 2001.

A falta de matéria-prima para atender o parque industrial do Brasil chegou ao maior nível desde 2001, aponta uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo o estudo, a escassez alcança 14 dos 19 segmentos da indústria.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a falta de matéria-prima e insumos no setor de vestuário foi citada por 74,7% das empresas que atua neste segmento. Ainda conforme a pesquisa da FGV, as indústrias que conseguem produzir enfrentam dificuldades junto à distribuição em função da falta de embalagens de vidro, plásticos e papelão.

A dificuldade para obter os materiais necessários também alcança as indústrias de produtos plásticos (52,8%), limpeza e perfumaria (39,1%), farmacêutica (34,2%), informática e eletrônicos (33,1%), além de empresas dos ramos de produtos de metal (31%), couro e calçados (31,1%) e químico (27,9%), entre outras.

As indústrias também temem que a escassez associada a alta do dólar resulte em um aumento dos preços das matérias-primas necessárias à produção, que impactará o consumidor final.

 

 

Qual o grande motor de persuasão dos consumidores?

Na abertura do segundo dia do Conarec 2020, o Keynote Michael Barbera, especialista global em Psicologia do Consumidor, apontou os aspectos mais importantes na hora de adquirir a confiança do consumidor.

Como os consumidores tomam suas decisões? Os mais desavisados restringiriam a resposta ao oferecimento de um bom produto ou serviço. Oferecer um bom produto é um fator importante, é claro. Mas a experiência de persuadir passa por conceitos mais complexos, como construir uma boa jornada, adquirir a confiança do cliente e proporcionar uma experiência memorável.

No painel “Qual é o grande motor de persuasão dos consumidores nesta nova realidade?”, que abriu o segundo dia do Conarec 2020, o keynote Michael Barbera, especialista global em Psicologia do Consumidor apontou os aspectos mais importantes na hora de convencer o consumidor. O especialista apresentou o modelo chamado Retrust: Notável, Experiencial, Transparente, Recíproco, Útil, Status Social e, claro, Eterno. Confira os melhores momentos:

Confiança percebida

Durante o painel, Michael Barbera trouxe uma série de exemplos que ilustram as práticas que, segundo ele, convencem o consumidor a confiar em uma marca e, consequentemente, os fazem adquirir os serviços e produtos oferecidos. O primeiro conceito apresentado é o da confiança percebida.

A confiança percebida é alcançada quando um cliente deseja comprar pela primeira vez produtos ou serviços de uma determinada marca. O consumidor não tem certeza sobre a experiência disponibilizada pela marca, mas é curioso o suficiente para arriscar. E um fator significativo que contribui para a construção da confiabilidade percebida é a quantidade de esforço exercida por um consumidor ou usuário para que seu problema seja resolvido.

Em um dos exemplos, o keynote cita a ida a uma Apple Store. Ao entrar, mira os MacBooks sobre a mesa de madeira. O preço médio é $1200, considerado um preço ‘salgado’. “. Você compraria sem antes ter tocado, degustado, sentido? ”, questiona Barbera. Pensando nisso, a Apple deixa todos os computadores a um ângulo de 76º. O motivo? Você não consegue ler exatamente o que está escrito na tela, logo, terá que tocar no produto para ajustar a tela de forma que consiga experimentar o produto. “Assim, estamos engajando, convencendo e persuadindo o consumidor a tocar o MacBook. Isso cria a percepção de confiança”, explica o especialista.

Outro exemplo apontado por Barbera é o da loja Ikea, nos EUA, do setor de móveis e decorações. Nela, você nunca encontrará uma mensagem dizendo que o produto está em falta ou fora de estoque, mas sim que o produto está esgotado. “Assim, você não culpa a empresa, mas culpa os consumidores. E pensa: ‘Essa mesa é tão boa que todos querem, por isso está esgotada’. Queremos que nossos consumidores estejam na zona de amizade da nossa marca”, diz.

Reduzindo o esforço do cliente

O especialista global em Psicologia do Consumidor afirma que o cliente tende a desistir mais rapidamente de um produto ou serviço quando não há facilidade na hora de adquiri-lo. ” Esforço do cliente é a quantidade de energia que o consumidor coloca para ter seu problema resolvido ou para comprar um produto. ”

Um exemplo já ilustrado por Barbera é o do rage clicking. “O rage clicking ocorre quando uma pessoa clica de forma contínua em uma parte de um website onde deveria haver um botão que direcionasse para o destino da página que o usuário deseja, mas nada acontece. Após um curto período de rage clicking, a probabilidade de você permanecer no site é muito menor”, explica.

A jornada do consumidor é fundamental, segundo o especialista. Segundo ele, nos dois primeiros meses da pandemia nos Estados Unidos, os clientes costumavam perdoar imprevistos ou falhas no serviço ao consumidor mais facilmente, claro, devido à crise e à mudança repentina de cenário. Após esse período de dois meses, a paciência foi decrescendo. “Não estamos vendendo o produto, estamos vendendo conveniência e confiança. ”

Retrust

O especialista apresentou o modelo Retrust, composto por algumas sensações positivas ao consumidor na hora de decidir sobre um produto de uma marca. São elas: Notável, Experiencial, Transparente, Recíproca, Útil, Status Social e Eterna.

Em um dos exemplos, Barbera fala sobre o case da pizzaria Boston Pizza. O estabelecimento substituiu a mesinha que separa os pedaços de pizza por uma cadeirinha mais personalizada. Assim, criou uma experiência mais “memorável”.

“A experiência positiva é o que torna as coisas memoráveis e marcantes. A cadeirinha personalizada faz os clientes tirarem fotos da pizza para compartilhar no Instagram ou outras redes sociais. É claro, enviando uma foto você não tem como confirmar que a comida está boa, mas, de certa forma, você está dizendo ‘puxa, isso é demais’. Colocar algo divertido na pizza tornou a experiência mais memorável e a partir daí o cliente está menos propenso a eventualmente reclamar do alimento. ”

O especialista dá outro exemplo. “Imagine que você vai a um restaurante. Após se sentir satisfeito, pede para o garçom embrulhar o restante da comida para que você leve para casa. Minutos depois, o garçom volta com a embalagem de batata completa.

“Isso deve ter custado centavos ao restaurante ou até mesmo nada, devido ao valor atribuído. Mas é marcante para o consumidor”, diz Barbera.

Outras práticas exemplificadas pelo Keynote foram transparência, reciprocidade e status social.  Para ilustrar transparência, Barbera citou uma campanha da M&Ms nos anos 90, na qual os consumidores puderam votar a nova dor do confeito. À época, a cor escolhida foi a azul. “Neste tipo de campanha, você cria um sentimento de pertencimento. O consumidor agora é parte da empresa, pode opinar, isso é marcante”, destaca.

O conceito de reciprocidade é intuitivo. É o ato de proporcionar algo para obter algo em troca. Como exemplo, Barbera fala sobre um garçom de um restaurante que dá balas de brinde ao consumidor. “A gorjeta dele tende a subir em torno de 18 a 20%”, acredita.

Já no quesito status social, Barbera afirma que o consumidor gosta de se sentir exclusivo, importante, bem quisto. “Muitas vezes, é fazendo o cliente se sentir importante que as marcas conseguem engajamento, como oferecendo sky clubs, lounges em aeroporto, cartões exclusivos. Quando você vai a uma loja, é provável que goste menos de uma camisa que vende em muitos lugares. No entanto, se a roupa for de venda limitada, as chances de engajamento são muito maiores”, finaliza Michael Barbera.

 

Jadlog amplia infraestrutura para atender à demanda da Black Friday 2020

A empresa de transporte e logística Jadlog e sua malha de franqueados ampliaram as infraestruturas em mais de 50 mil m² e aumentaram a frota em mais de 50% de veículos leves e caminhões para atender ao aumento da demanda gerado pela Black Friday.

A Jadlog espera elevar em mais de 100% a quantidade de entregas originárias deste período de grandes ofertas do varejo virtual, em relação à mesma data do ano passado. “Neste ano, a preparação foi ainda mais rigorosa e detalhada, dada a volumetria esperada e o reforço no cumprimento rigoroso dos protocolos de prevenção à Covid-19 em todo Brasil”, afirma o presidente da empresa, Bruno Tortorello.

Além do Hub Matriz, onde está a sede da empresa, que está com um novo sorter com capacidade de processar até 60 mil pacotes adicionais por dia, em São Paulo, a Jadlog agora conta com um segundo Centro de Distribuição na rodovia Anhanguera e um terceiro galpão extra locado especialmente para o período de grandes vendas on-line, que somados totalizam 30 mil m².

Além disso, a transportadora investiu no fortalecimento da frota e em pessoal. São mais de 600 pessoas adicionais só para esse período de pico de fim de ano.

Fora de São Paulo, a Jadlog conta com os novos Hubs de Joinville (SC), possibilitando a integração da malha Sul; de Vila Velha (ES), agilizando as partidas do Espirito Santo para as regiões Nordeste, Centro Oeste e demais Estados do Sudeste; e de Salvador (BA), integrando a malha nordestina.

A expansão de diversas filiais, como as de Vitória (ES), Recife (PE), Cuiabá (MT), Manaus (AM) e Goiânia (GO), cujas áreas úteis adicionais somam cerca de 10 mil m², também deve favorecer as operações da Jadlog na Black Friday. A rede franqueada, por sua vez, expandiu a área operacional em mais de 60%.

Falta de insumos pode afetar vendas da Black Friday

A expectativa dos sellers pela Black Friday cresce a cada ano, afinal, a data já se consolidou como uma das mais vantajosas para o e-commerce brasileiro. Em 2020, porém, é possível que alguns empreendedores do varejo on-line não consigam escalonar tanto as vendas. O motivo? Falta de insumos! Para entender melhor essa questão, é preciso contextualizar o cenário.

Apesar de ter impulsionado o comércio eletrônico, a pandemia do novo coronavírus causou retração econômica em diversos segmentos da indústria. Levando, dessa forma, muitos à redução da jornada de trabalho, equipe e capacidade produtiva. Isso significa que alguns sellers não conseguem vender mais por não haver mercadorias suficientes à disposição – tanto para entrega imediata quanto para reforço de estoque.

O setor de casa e decoração, por exemplo, teve aumento de 21% no número de pedidos on-line durante o primeiro semestre de 2020, conforme dados do 42º relatório Webshoppers. Ao mesmo tempo, a falta de insumos para a indústria moveleira se mostra um obstáculo para a retomada do setor.

De acordo com o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves – maior polo do país – ainda há dificuldades devido à falta de matérias-primas, como chapas. Esse impasse se mostra especialmente delicado no momento atual, já que os brasileiros estão investindo em móveis e acessórios para a casa, principalmente itens de home office.

Informática e eletrônicos, segmento com maior tíquete médio no segundo trimestre deste ano (R$ 814), não enfrenta falta de insumos, mas sente o encarecimento de 30% a 40% no preço dos componentes importados da China – conforme já havia adiantado pelo portal E-Commerce Brasil.

Sellers que dependem da indústria química e farmacêutica também poderão sentir esse impacto. No Ceará, algumas companhias estão sem material de embalagem (falta de polietileno e polipropileno no mercado), sendo obrigadas a estagnar a produção. Infelizmente, é possível que as vendas de cosméticos e perfumaria caiam um pouco na Black Friday 2020.

As embalagens poderão ser um problema

O aumento de pedidos no e-commerce refletiu diretamente no maior uso de embalagens – desde o armazenamento dos produtos em caixas, vidros e potes plásticos até a embalagem na expedição (plástico bolha, caixas de papelão e envelopes de papel ou plástico).

De junho a setembro deste ano, as vendas de chapas de papelão ondulado aumentaram 15,4% em relação ao mesmo período de 2019. O aumento das vendas pressionou a capacidade dos fabricantes. A Associação Brasileira do Papelão Ondulado destaca que os prazos de entrega já passam por sobrecarga: passaram de 7 a 30 dias para mais de um mês. A entidade atribui parte do problema à redução da coleta seletiva em muitas regiões do país, ou seja, menor disponibilidade de matéria-prima e maior preço do material.

É importante ficar atento à disponibilidade de embalagens e evitar a falta delas – o que acarretaria atraso no envio da mercadoria e provável prejuízo à reputação do seller.

Como administrar a falta de insumos?

Via de regra, todo varejista do comércio eletrônico que participa da Black Friday precisa fazer uma revisão minuciosa no back office da empresa: sistemas, equipe, coordenação de processos e estoque. Nesta edição, é preciso redobrar a atenção com fornecedores, prazos de entrega e embalagens para envio dos pedidos.

  • Certifique-se de que o seu controle de estoque está atualizado, revise o cadastro de itens no seu sistema;
  • Contate os fornecedores de mercadorias para se certificar sobre a disponibilidade de produtos e confirme o prazo de entrega das remessas;
  • Calcule o quanto de embalagem será necessária para despachar os pedidos escolha o fornecedor com melhor custo e benefício (preço, qualidade e prazo).

Vale o lembrete: atua em vendas multicanal? Aposte em um bom hub de integração para unificar a gestão de loja virtual, marketplaces e varejo físico. Com esse sistema você leva mais dinamismo e precisão à operação para vender mais na Black Friday, na Cyber Monday, no Natal e em todas as outras datas do calendário comercial.

 

 

Frete caro e demora faz consumidor optar por compra on-line com retirada na loja

A compra on-line com a retirada de produto em loja se tornou um dos modelos preferidos do consumidor no Brasil em meio à pandemia de Covid-19. E isso não se deve, apenas, à necessidade de distanciamento social, mas também ao frete, visto como caro e com prazo muito longo pela maioria dos consumidores. O alerta é da vice-presidente do Facebook para a América Latina, Maren Lau.

Pesquisas feitas pelo próprio Facebook mostram que a compra virtual se tornou prioritária e isso está relacionado diretamente com os efeitos da pandemia. Um indicativo disso é que mais de 70% das pessoas mudaram os hábitos de compra e estão se preocupando mais com filas e multidões, enquanto que 58% querem evitar aglomerações na temporada de compras de fim de ano.

Ao mesmo tempo, o frete, componente das compras on-line, se apresenta como um entrave para a conclusão das compras: 90% dos consumidores disseram que se importam com o tempo que a compra leva para ser entregue ou ter como opção retirar o produto em loja; 71% declararam estar insatisfeitos com o valor do frete.

Por conta dessa insatisfação, a opção de retirada na loja se mostra uma solução: 72% dos consumidores se importam que a loja ofereça esta opção quando vão decidir suas compras de fim de ano. “O brasileiro aprendeu a se importar mais com o frete e, diante do atual contexto de pandemia, prefere comprar on-line e retirar na loja”, alerta Maren.

Outro comportamento que surgiu durante a pandemia da Covid-19, e que cresce entre os consumidores, é a valorização do comércio local, incentivando a produção de produtos feitos por pequenos empresários e os negócios de bairro. “Com o surgimento da pandemia, as empresas locais ganharam novas oportunidades de estabelecer relacionamentos”, explica Maren.

Expectativas para a Black Friday

Um levantamento do próprio Facebook mostra que, desde 1º de novembro deste ano, no Brasil foram registradas mais de 1,9 milhão de menções no Facebook e no Instagram relacionadas a compras de fim de ano e Black Friday. A previsão do mercado é de que, em 2020, a Black Friday supere os resultados do ano anterior, que apresentou faturamento de R$ 3,2 bilhões em vendas on-line – superando, inclusive, os R$ 2,6 bilhões de faturamento do Natal.

Estudos anteriores conduzidos pela rede social mostram que o celular se tornou o principal canal de pesquisa e de compras em 2020, e a recomendação da empresa é de que as marcas trabalhem para proporcionar uma experiência segura e um e-commerce de qualidade: 85% das pessoas dizem que o mobile é a maneira mais fácil para descobrir novos produtos e serviços, enquanto que 60% das pessoas acreditam que o celular é uma fonte de inspiração para pesquisa de compras de fim de ano, um crescimento de 71% em relação a 2019.

Maren revela ainda que, por conta do cenário atual, as expectativas dos consumidores no mundo todo estão sendo redefinidas, e isso vem ocorrendo também no Brasil. “Durante a pandemia, um a cada quatro brasileiros comprou produtos para entrega em domicílio pela primeira vez e outros 30% afirmaram que, após a pandemia, pretendem realizar pelo menos metade de suas compras por meios digitais”, diz ela.

Para a executiva, os empresários, independentemente do porte ou a área de atuação da empresa, devem se preparar para o novo momento, desenvolvendo uma mentalidade que permita ao seu negócio acompanhar as mudanças, oferecendo produtos e serviços que sejam relevantes para os consumidores.

 

Alibaba defende supervisão de plataformas de internet da China

A crescente vigilância das plataformas de internet da China é “oportuna e necessária”, disse o presidente-executivo do Alibaba Group, Daniel Zhang, na Conferência Mundial da Internet na última segunda-feira (23).

Zhang disse que as empresas chinesas de internet passaram para a vanguarda da indústria global com a ajuda de políticas governamentais, mas as regulamentações precisam evoluir.

“Para garantir um desenvolvimento mais ordenado e saudável da internet e da economia digital, os departamentos relevantes estão buscando opiniões sobre políticas e regulamentações para as plataformas de internet … isso é muito oportuno e necessário”, disse ele.

Zhang é um dos poucos executivos de empresas de tecnologia chineses a comparecer pessoalmente ao evento anual da Administração do Ciberespaço da China, que foi limitado devido à pandemia de Covid-19.

Supervisão sobre o Alibaba

As unidades de e-commerce e serviços de pagamento do Alibaba também devem enfrentar uma maior supervisão sob o projeto de novas regras publicado em 10 de novembro pelo órgão que regula o mercado na China, que disse querer evitar que as plataformas dominem o mercado ou utilizem medidas destinadas a prejudicar a concorrência leal.

A empresa e suas rivais foram criticadas por supostamente se envolverem em uma prática conhecida em que as plataformas de comércio eletrônico penalizam os vendedores de seu marketplace que oferecerem produtos em sites rivais.

Em décima aquisição, startup reforça big data da mídia

A Knewin monitora 1,2 milhão de sites, 11 mil veículos de comunicação impressos, 1,5 mil emissoras de rádio e 350 canais de tevê no mundo inteiro. Agora, está agregando inteligência a esses dados com a incorporação da Plugar.

O empreendedor Lucas Nazário usou sua formação de programador e seus conhecimentos de machine learning para desenvolver sistemas para uma série de clientes avulsos.

Ao longo do tempo, ele resolveu se especializar e passou a atender empresas que coletavam informações, as chamadas clipadoras, que compilam dados a partir de palavras-chaves para o monitoramento de mídia.

Foi assim que nasceu, em 2011, a Knewin, que já recebeu R$ 19,9 milhões de investimentos de fundos de venture capital como KPTL e Invisto. Desde então, a empresa vem crescendo via aquisições, que incluíram desde clipadoras rivais até empresas que agregaram novos recursos ao seu sistema ou permitiram entrar em novas áreas, como o governo.

Agora, a Knewin está fazendo a sua décima transação com a compra da Plugar, uma consultoria de tecnologia para inteligência de mercado. O valor do negócio não foi divulgado. “Até a compra, o nosso produto ia mais na linha de monitoramento, análise de sentimento e identificação de porta-vozes”, diz Lucas Nazário, fundador e CEO da Knewin. “Estamos colocando uma capa de business intelligence em cima dos dados. ”

A Knewin atualmente monitora 1,2 milhão de sites, 11 mil veículos de comunicação impressos, 1,5 mil emissoras de rádio e 350 canais de tevê no mundo inteiro – a maior parte na América Latina. Esse número gigantesco de conteúdos gera 10 terabytes por dia.

Esses dados são manipulados de forma bruta para monitoramento de mídia, ajudando na gestão de crises e de marcas por companhias da área de comunicação. A Knewin usa algoritmos de inteligência artificial para capturar em tempo real as informações e as apresenta em painéis que permitem diversas análises dos dados.

Com a Plugar, a Knewin entra no business de consultoria. As duas empresas já tinham uma parceria há mais de dois anos, antes de fecharem negócio. “Somos uma empresa de ciência de dados. Antes não se falava em big data”, afirma Fabio Rios, que era CEO da Plugar e que agora se tornou Chief Marketing Officer (CMO) da Knewin.

A análise dos dados não será feita de forma automática. Uma equipe de consultores pega as informações dessa gigantesca base de dados para gerar relatórios mais analíticos sobre temas definidos pelos clientes, que vão desde o monitoramento de imprensa e redes sociais até análise da concorrência e da reputação da marca.

Atualmente, a Knewin conta com aproximadamente 1 mil clientes, que vão de empresas de relações públicas a agências de propaganda e departamento de marketing de empresas. O principal modelo é o SaaS (software as a service), que através de uma mensalidade dá acesso a uma ferramenta para que o cliente faça sozinho o seu monitoramento.

A startup, que tem 200 funcionários, informa que a meta é faturar R$ 30 milhões em 2020. No próximo ano, a estimativa é chegar a R$ 75 milhões.

Além das operações no Brasil, a companhia atua nos Estados Unidos e no México. E conta com representantes comerciais na Colômbia, Panamá e Equador. “Estamos começando a lançar ações comerciais em Portugal e Espanha e devemos testar esses mercados em 2021”, diz Nazário.