IoT aplicada no setor de logística

Segundo o estudo “IoT Snapshot 2022”, entre os anos de 2018 e 2021, o mercado identificou que 57% das companhias brasileiras já estão implementando a tecnologia em seus negócios.

É inegável que a tecnologia passou a ser indispensável em todos os segmentos da economia, graças aos benefícios que ela proporciona para os negócios. Por isso, soluções como Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning e Internet das Coisas (IoT) vêm sendo amplamente adotadas no dia a dia das empresas nos mais diversos segmentos.

De acordo com o estudo “IoT Snapshot 2022”, elaborado pela empresa global Logicalis, entre os anos de 2018 e 2021, o mercado identificou que 57% das companhias brasileiras já estão implementando soluções de IoT em seus negócios. Com relação às soluções mais utilizadas destacam-se o monitoramento de ativos e manutenção preditiva (31%), geolocalização (28%) e rastreamento de entregas, cargas e/ou logística externa (27%).

Como podemos notar, o segmento de logística é um dos maiores usuários de aplicações de IoT. Devido ao número alto de informações de rotas, gestão de ativos, veículos e pessoas, que precisam ser coletadas, processadas e analisadas diariamente, a tecnologia IoT faz com que todo esse processo se torne muito mais eficaz. Muitas empresas já entenderam o valor do IoT para aprimorar suas operações logísticas, garantir maior segurança e eficiência e reduzir custos e perdas.

Além disso, o Brasil possui uma grande extensão territorial e desafios significativos, como a alta dependência do modal rodoviário, tornando o uso das aplicações IoT um componente fundamental para atender essa demanda e alcançar resultados econômicos mais expressivos e com maior eficiência operacional.

Atualmente, as soluções de IoT para o segmento de logística e gestão de ativos envolvem a aplicação de dispositivos e sensores conectados via conectividade celular, que são integrados a diversos elos da cadeia, como caminhões, veículos leves, contêineres, pallets e até mesmo as mercadorias em si. O objetivo é coletar dados em tempo real, tornando possível rastrear a localização exata dos ativos durante toda a cadeia de suprimentos, permitindo um monitoramento preciso de todas as etapas do processo logístico.

Assim, essas informações coletadas são transmitidas para plataformas de análise e gerenciamento de riscos, onde são processadas e interpretadas por equipes especializadas.

Além disso, a Internet das Coisas proporciona diversas aplicações para melhorar a eficiência, rastreabilidade e segurança das operações, como o uso de sensores de rastreamento em cargas, que permitem monitorar em tempo real da localização e condição dos produtos. Esses sensores podem medir até mesmo variáveis como temperatura, umidade, luminosidade, choque e outros parâmetros específicos de cada carga, garantindo que as mercadorias sejam transportadas em condições ideais e seguras.

Ela também possibilita a automação de processos logísticos, como inventário, gerenciamento de frota e roteirização otimizada, garantindo entregas mais rápidas e precisas. Em um futuro próximo, podemos esperar que a combinação do IoT com outras tecnologias, como IA/ML (Inteligência Artificial e Machine Learning) e Blockchain, se torne comum, resultando em uma gestão mais inteligente e preditiva das cadeias de suprimentos, com mais segurança dos dados e das transações.

Dispositivos serão integrados à sistemas de IA/ML para prever demandas futuras, otimizar rotas de entrega e antecipar problemas de manutenção em veículos e equipamentos. A aplicação de tecnologias Blockchain também ganhará relevância para garantir a transparência e segurança nas cadeias de suprimentos, rastreando cada etapa do processo logístico de forma imutável, adiantando processos documentais e agilizando obrigações alfandegárias.

No longo prazo, a tecnologia IoT deve revolucionar completamente a logística como conhecemos hoje, automatizando quase que completamente a forma como as operações logísticas são realizadas. O uso extensivo de veículos autônomos e drones, para entregas e transporte de mercadorias deve ganhar impulso, além de redes inteligentes de distribuição que respondem automaticamente a demandas variáveis.

O IoT também impulsionará a economia compartilhada, na qual os ativos logísticos serão compartilhados entre várias empresas para maximizar a eficiência e minimizar custos. Tudo isso resultará em uma logística mais eficiente, sustentável e conectada, trazendo benefícios significativos para as empresas e para a sociedade como um todo.

Os desafios da segurança cibernética com os avanços das tecnologias

Em evento “O papel da cibersegurança em tempos de inovação tecnológica”, especialistas debatem como minimizar os riscos de segurança ao investir em tecnologias inovadoras.

O conceito digital first exige das empresas um maior investimento em tecnologias inovadoras para transformar a jornada do consumidor. Apesar do maior alcance, isso criou expectativas de retorno imediato, principalmente na geração Z, e uma série de desafios de conciliar a personalização em massa com o atendimento na loja e o e-commerce.

Inteligência artificial, blockchain, IoT e 5G são algumas das tecnologias utilizadas para entender o comportamento do consumidor e melhorar a sua experiência. Mas à medida que as tecnologias avançam, os riscos e desafios da segurança cibernética também crescem.

Segundo uma pesquisa feita pela HPE Aruba Networking em 21 países, incluindo o Brasil, apesar de considerarem a tecnologia emergente como fundamental para liberar novos fluxos de receita nos próximos 12 meses, 91% dos líderes de TI a consideram perigosa ou admitem já ter sofrido alguma violação por causa dela.

“Cada nova possibilidade representa uma nova ameaça. Isso tem que ser bem avaliado. Não tem mais como dissociar a infraestrutura de segurança. É preciso incorporar novas ferramentas no processo, dando sustentação de forma segura”, disse Antenor Nogara, country manager da HPE Aruba Networking, durante o evento “O papel da cibersegurança em tempos de inovação tecnológica” realizado pela Mercado&Consumo, em parceria com a HPE Aruba Networking, no dia 13 de novembro, em São Paulo.

Para Gustavo Torrente, head da Fiap Empresas, as empresas devem colocar na balança o modelo de negócios e as novas tecnologias. “É preciso entender a maturidade das equipes e de cada uma dessas ferramentas. Será que vale a pena implementar uma nova tecnologia a qualquer custo, sem pensar em infraestrutura e segurança?”, questiona.

Olavo Poleto, executivo de SASE (Secure Access Service) da HPE Aruba Networking, avalia que inovar sem considerar aspectos de Segurança da Informação pode comprometer a continuidade dos negócios. “Incluir a segurança no contexto da inovação é essencial para proteger os ativos, manter a confiança dos clientes, atender às regulamentações, garantir a continuidade dos negócios e, em última análise, aumentar a competitividade global num cenário empresarial em rápida evolução. Todos esses elementos são elos da mesma cadeia. Não adianta avançar rápido para aproveitar uma oportunidade de mercado e ignorar possíveis vulnerabilidades que exponham a organização a riscos cibernéticos. Ataques cibernéticos podem ser altamente prejudiciais para empresas de qualquer porte ou setor econômico, não apenas pelo custo financeiro, mas também pela reputação da empresa. Adotar o Secure by Design é um bom começo” diz.

 

Opinião: blockchain é o futuro do setor logístico

Blockchain pode garantir transparência e segurança em processos logísticos para um mundo em que o consumidor está cada vez mais exigente.

Quando se pensa em comércio global, o setor logístico é uma parte vital que tem a responsabilidade de garantir o transporte seguro e efetivo no mundo. O blockchain, por sua vez, vem realizando uma transformação na gestão desse setor, possibilitando oportunidades de melhoria com relação a automatização de processos e aumento de segurança.

Disse no título que o blockchain é o futuro deste mercado, mas isso foi só para chamar sua atenção, caro leitor. A realidade é que o blockchain já é o presente da logística e quem não está trabalhando para integrar, já está léguas atrás.

Pensando nisso, e em um mundo em que o consumidor está cada vez mais exigente com ferramentas de rastreamento e confiabilidade dos produtos, como essa solução pode garantir transparência e segurança ao longo do trajeto?

  • Uma nova era da economia digital está acontecendo bem diante dos seus olhos. Não perca tempo nem fique para trás: abra sua conta na Mynt e invista com o apoio de especialistas e com curadoria dos melhores criptoativos para você investir.

Impacto do blockchain no setor logístico

Em detrimento da complexidade dos processos, dos desafios envolvidos nesse setor e do contexto em que as empresas são cobradas por transparência operacional, segurança de transporte e por consequência a confiabilidade, a tecnologia blockchain emerge como uma aliada.

Nesse sentido, é importante destacar que, segundo dados da Grand View Research, 12,5% da receita do mercado global de blockchain foi destinada ao setor logístico, evidenciando o reconhecimento da sua importância e impacto positivo nas operações logísticas.

Sendo assim, uma das principais funcionalidades trazidas pelo uso de blockchain é a capacidade de viabilizar o rastreamento em tempo real de um produto desde sua saída até o destino final. A tecnologia garante também a criação de uma cópia digital de um objeto físico ou até de um processo operacional ou industrial, melhorando a transparência e reduzindo os riscos das operações.

Desse modo, as partes envolvidas na operação logística têm visibilidade das mercadorias, possibilitando uma maior sensação de segurança e transparência desse acompanhamento que antes não era entregue.

Além da possibilidade do rastreio contínuo das mercadorias, o blockchain influencia diretamente na redução de fraudes durante as operações administrativas. Essa automatização consiste em garantir a autenticidade das informações disponibilizadas durante a realização de transações, impedindo adulterações dos registros e por consequência gerando maior confiança nos processos.

É de suma importância ter informações registradas principalmente em setores como o de alimentos e medicamentos em que a autenticidade é indispensável.

Complexidades

Por outro lado, a solução é complexa e exige recursos intensivos em qualquer setor. Por isso, diversas complexidades estão envolvidas na implementação de projetos blockchain nos negócios atualmente. Dentre elas, destaco a escalabilidade que continua sendo um desafio crítico para muitas soluções blockchain.

Não só pela limitação na velocidade de transações por segundo, mas também pelos custos altos e imperecíveis das taxas cobradas em cada transação pela grande maioria dos protocolos.

Outro obstáculo é a falta de padrões e protocolos comuns para comunicação entre diferentes blockchains e sistemas tradicionais. Também é importante ressaltar que a incerteza regulatória ainda está presente em muitos setores e acaba dificultando a adoção em larga escala.

Apesar das complexidades existentes, entendo que a tecnologia está em constante evolução e bem posicionada para superar essas adversidades à medida que avançamos para um futuro mais interconectado e descentralizado.

Por fim, mesmo com alguns entraves relacionados à implementação desses sistemas nas empresas, são vários os benefícios do uso da tecnologia na gestão logística, automatizando processos. Com o potencial do blockchain, cada vez mais, as organizações investem em pesquisas de desenvolvimento para encontrar soluções mais eficientes que atendam às crescentes demandas, evoluindo assim o setor logístico.

*Diego Guareschi é CMO da Hathor, blockchain brasileiro desenvolvido para simplificar o uso dessa tecnologia no mercado.

‘https://exame.com/future-of-money/opiniao-blockchain-e-o-futuro-do-setor-logistico/

Drex e a revolução nos pagamentos digitais

Em um mundo onde a tecnologia avança a passos largos, é imperativo que o setor financeiro se mantenha na vanguarda da inovação. E é exatamente isso que o Banco Central (BC) brasileiro planeja fazer com o projeto Drex, uma revolução que promete, em um ambiente democrático, seguro e distribuído, redefinir a forma como os pagamentos digitais são feitos.

A previsão é de que, entre o final de 2024 e o início de 2025, os brasileiros tenham a oportunidade de passar por uma mudança de paradigma nos pagamentos digitais de forma experimental, o que promete trazer uma série de benefícios e transformações significativas que poderão ser explorados por meio da redução de custos de transações programáveis, padronizadas, com interoperabilidade e reutilização de protocolos. Teremos também a possibilidade de criação de contratos inteligentes (smart contracts) com execução automática e a tokenização facilitando transferências de ativos.

Destrinchando o Drex

O Drex trata-se de uma promessa de Real Digital do BC: uma versão digital da moeda oficial brasileira respaldada pelo governo do país. No cerne dessa operação, está a premissa de tornar os pagamentos digitais mais acessíveis, eficientes e seguros do que nunca. Para alcançar isso, o Drex incorpora inovações tecnológicas que o diferenciam dos sistemas de pagamento convencionais.

Uma de suas características mais notáveis é a base na tecnologia blockchain, que garante o registro de todas as transações de forma transparente e imutável, o que significa que qualquer tentativa de fraude se torna virtualmente complexa. Além disso, a utilização da criptografia fornece mais segurança, proporcionando aos usuários a tranquilidade de que as suas informações financeiras estarão protegidas.

Vale ressaltar que a nova solução não será uma criptomoeda, afinal o Drex tem uma gestão centralizada pelo BC e operada em plataforma própria, em que há regras importantes para manter a segurança, a privacidade e a legalidade das transações – criptomoedas, por sua vez, são ativos digitais normalmente emitidos por iniciativa privada. Outro diferencial é que não haverá volatilidade na moeda, pois o objetivo é fornecer paridade fixa de um para um com o real.
Benefícios

Para os consumidores, haverá inúmeros benefícios, como a eliminação da necessidade de intermediários financeiros, que pode resultar em taxas mais baixas, tempos de processamento mais rápidos e movimentações realizadas em questão de segundos, 24 horas por dia, sete dias por semana, sem depender do horário bancário.

A novidade promete oferecer maior acessibilidade financeira, permitindo que pessoas não bancarizadas tenham acesso a serviços financeiros essenciais, o que pode auxiliar na redução da exclusão financeira e levar mais pessoas para a economia formal.

As empresas também colherão os frutos do Drex, uma vez que, com transações mais rápidas e baratas, os custos operacionais podem ser reduzidos, resultando em margens de lucro mais saudáveis. Vale mencionar ainda a facilidade de integração com sistemas de pagamento existentes, que podem tornar a adoção do método de pagamento uma escolha natural para organizações de todos os portes.

Outro ponto que pode gerar benefícios às companhias é a possibilidade de usar ativos digitais como garantia em transações de créditos. Nesse cenário, o não pagamento de uma dívida pode provocar a execução da garantia de forma automática, barateando a operação de crédito.

O projeto apresenta, portanto, um potencial para transformar a maneira como as corporações lidam com a contabilidade e os impostos, visto que as transações registradas de forma imutável no blockchain simplificam a conformidade tributária e a prestação de contas, o que é positivo para empresas e órgãos governamentais.

Diante desse cenário, é possível acreditar que o Drex chegará ao dia a dia dos brasileiros pronto para liderar a revolução dos pagamentos digitais. É uma mudança que promete transformar o futuro financeiro do país e, quem sabe, de todo o mundo.

‘https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/drex-e-a-revolucao-nos-pagamentos-digitais

Blockchain pode ajudar no crescimento do setor logístico brasileiro, aponta estudo

Pesquisa afirma que setor tem potencial de crescimento de R$ 53 bilhões até 2027, mas depende de incentivos como novas tecnologias.

Um estudo divulgado pela empresa de consultoria TechNavio aponta que o setor de logística do Brasil tem um potencial de crescimento de 9,51% nos próximos quatro anos. Com isso, esse segmento teria um ganho de mercado de US$ 11 bilhões até 2027 (R$ 53 bilhões, na cotação atual). E a tecnologia blockchain pode ajudar nessa expansão.

Na visão da consultoria, o crescimento do segmento de logística depende de “vários fatores”: “o crescente setor de comércio eletrônico no Brasil, os serviços 3PL [Operadores Logísticos Terceirizados] impulsionando a economia de custos e o aumento da escalabilidade, bem como a flexibilidade, e a melhoria do setor manufatureiro no Brasil”.

Nesse sentido, a adoção da tecnologia blockchain pelas empresas desse mercado foi apontada como uma das principais tendências que podem ajudar no crescimento do setor nos próximos quatro anos. A TechNavio explicou que a tecnologia funciona como uma “plataforma digital que oferecer registros distribuídos de transações”.

“Vários sistemas de computador controlados pelas partes interessadas na respectiva rede blockchain facilitam o armazenamento de cópias idênticas do livro-razão. Blockchain é um sistema tecnológico emergente que utiliza um conjunto de registros protegidos criptograficamente e detalhes de cada transação entre todas as partes interessadas em sua rede”, define o estudo.

Desafios de logística

A consultoria explica que a adoção dessa tecnologia “elimina a necessidade de uma autoridade central manter registos”. No caso do setor de logística, isso significa que a tecnologia “ajuda no desenvolvimento de um processo de cadeia de abastecimento eficaz e rentável”.

“Para aumentar a eficiência e a segurança dos dados na cadeia de abastecimento, os fornecedores de logística terceirizados começaram a utilizar criptomoedas nas suas soluções de cadeia de abastecimento. A introdução da tecnologia blockchain no setor de logística impactará positivamente o crescimento do mercado brasileiro de logística terceirizada (3PL) durante o período de previsão”, projeta a pesquisa.

Por outro lado, o estudo da TechNavio também apontou alguns desafios que o setor de logística precisará enfrentar para garantir um crescimento. O principal é o que a empresa chama de “infraestrutura de transporte inadequada” no Brasil, criticando a hegemonia do uso de rodovias para transporte.

Na visão da consultoria, a rede rodoviária brasileira é marcada por congestionamentos e manutenção inadequada, o que resulta em atrasos e tempo de tráfego maior. “As más condições das estradas podem ter um impacto negativo na eficiência global dos custos dos transportes, conduzindo a custos de manutenção dos veículos mais elevados”, ressalta.

 

Web 3.0: como a terceira onda da internet vai impactar o varejo online

Jornalista, atua há mais de dez anos com criação de conteúdo, redação e copywriting. Já escreveu para segmentos, como: educação, saúde, beleza, nutrição, finanças e contabilidade. É especialista em Marketing Digital, Performance e SEO. Atualmente, escreve sobre Startups, SaaS, mercado de pagamentos e fintechs.

Baseada nos preceitos de descentralização, abertura e maior atuação do usuário, a próxima fase da evolução da web deve mudar o paradigma do comércio eletrônico.

A Web 3.0, também conhecida como a terceira onda da internet, se baseia em três pilares que são: descentralização, por meio da independência de bancos, órgãos governamentais, fronteiras demográficas ou tecnologias empresariais; privacidade, por meio da prevenção da exposição de dados pessoais; e virtualização, que se traduz na consolidação dos mundos digitais e na reprodução de experiências cada vez mais realistas de maneira virtual.

Neste artigo, veja como a Web 3.0 promete elevar o comércio eletrônico a um novo patamar, especialmente através de interfaces mais amigáveis, com a ampliação da segurança para as transações online e a otimização da experiência do cliente.

Essa onda passa a ser construída com o apoio de tecnologias inovadoras, como o blockchain, que possibilita o trânsito de cadeias de dados de forma segura, anônima e independente. Além disso, tecnologias de realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA) promovem a consolidação do metaverso, o espaço virtual compartilhado que replica, cada vez com mais fidelidade, a realidade através de dispositivos digitais.

O conceito é cada vez mais comentado no meio corporativo e deve ser uma forte tendência para 2023, uma vez que deve gerar impactos significativos e transformar alguns paradigmas nos negócios. Além disso, deve abrir uma gama de oportunidades para as empresas ampliarem sua digitalização e aplicarem soluções e ferramentas cada vez mais assertivas e eficientes aos seus consumidores que, em contrapartida, devem ter um controle cada vez maior sobre seus dados.

Impactos da Web 3.0 no varejo online
A tecnologia blockchain deve ser uma das principais características da Web 3.0 e a de maior impacto para o varejo online, uma vez que amplia a garantia de segurança, privacidade e confiabilidade para as transações online.

Essa tecnologia é a mesma que possibilitou a existência das criptomoedas, por isso, sua capacidade de garantir a segurança nas operações do e-commerce é enorme. Com isso, os índices de devolução, insatisfação, estornos e fraudes em cartões, problemas que afetam fortemente as lojas online, devem reduzir de forma significativa.

Avanços esses que devem ser bem-vindos para o e-commerce, já que, segundo pesquisa da ClearSale, as tentativas de fraude em sites de comércio eletrônico, vendas diretas, serviços financeiros e telecomunicações totalizaram um prejuízo de R$5,8 bilhões em 2021, 58% a mais do que em 2020.

Além disso, a estimativa do estudo da Juniper Research aponta que as perdas globais com fraudes digitais devem chegar a US$48 bilhões até 2023. Por isso, a segurança da Web 3.0 deve fortalecer os processos de pagamento das compras online, protegendo as informações mais sensíveis dos consumidores contra vazamentos e roubos, e promovendo transações mais rápidas, transparentes e menos onerosas.

De acordo com as projeções do Grand View Research, o e-commerce deve alcançar um valor de mercado de mais de US$27 trilhões até 2027, impulsionado especialmente pela popularização dos dispositivos móveis, como smartphones, bem como pelo acesso à internet de alta velocidade. Inovações possibilitadas, também, pela evolução proporcionada pela Web. 3.0.

Outra aplicação da terceira onda da internet no e-commerce que deve se popularizar nos próximos anos é o uso de NFTs nos programas de fidelização, a fim de criar recompensas mais atrativas, além de ampliar o uso de criptomoedas nos pagamentos online. Tais inovações devem se tornar comuns nos próximos cinco anos.

A Internet das Coisas (IoT) também surge como uma possibilidade de os varejistas automatizarem o atendimento, o pagamento e outros processos de venda. Compras com um clique, velhas conhecidas do e-commerce, por exemplo, devem ter um boom e se popularizar cada vez mais devido ao aumento da segurança nas transações.

De maneira geral, a experiência do cliente do e-commerce com a Web 3.0 deve evoluir cada vez mais até que aconteça completamente no metaverso, onde poderá vivenciar uma experiência imersiva de compra do produto, como se estivesse presente em uma loja física. Nesse ponto, a VR e a VA devem também se popularizar nos processos de compra, assim como as compras por voz, através de assistentes virtuais.

A Web 3.0 ainda surge como uma possibilidade para que os varejistas desenvolvam plataformas cada vez mais interativas e criem novas formas de fidelizar os clientes à sua marca, propiciando ambientes de alta imersão, transações mais seguras e transparentes, criando uma relação de mais confiança e uma jornada de compra com mais excelência.

Os principais desafios da Web 3.0
Aumentar a utilidade da internet e ampliar a autonomia dos usuários em processos de compras online são apenas algumas das possibilidades da Web 3.0, mas claro que também existem desafios que precisam ser considerados e superados pelas empresas que passarão a atuar cada vez mais imersas em seu ambiente.

A descentralização é uma das características mais latentes dessa nova onda, com sistemas menos manipuláveis que serão responsáveis por dar ao usuário esse controle maior sobre seus dados. Contudo, essa descentralização também envolve alguns riscos legais e regulatórios.

Crimes cibernéticos, discursos de ódio e disseminação de informações falsas já são elementos difíceis de controlar no ambiente da internet e devem se tornar ainda menos controláveis nessa estrutura descentralizada, sobretudo devido à ausência de monitoramento de um órgão regulatório específico.

Além disso, essa rede descentralizada poderia colocar algumas barreiras para a regulamentação e a fiscalização, por exemplo, para estabelecer leis que se aplicariam a algum site específico ou a algum conteúdo divulgado em diversos países do mundo. Encontrar culpados de crimes cibernéticos, e acioná-los juridicamente, passaria a ser ainda mais complicado. Por isso, esse é um desafio que precisa ser considerado para que os benefícios da inovação não sejam superados por seus ônus.

Alibaba lança experiência de compra de luxo no metaverso

A ideia é multiplicar as maneiras pelas quais as marcas de luxo podem se conectar com os compradores ricos da China.

O Alibaba Group está introduzindo recursos metaversos à sua plataforma interativa de compras de luxo, a tmall Luxury Pavilion, que realizará um desfile de moda de realidade aumentada e distribuirá um Meta Pass, que confere acesso digital prioritário aos produtos das marcas, da Burberry à Bogner.

Segundo a companhia, a ideia é multiplicar as maneiras pelas quais as marcas de luxo podem se conectar com os compradores ricos da China no metaverso com uma série de atualizações digitais e eventos este mês.

Nos últimos anos, a plataforma já havia implantado experimentações de compras em 3D, realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) para produtos, avatares digitais e colecionáveis digitais.

Também neste mês, em Xangai, executivos de luxo participaram de uma cerimônia de premiação e exploraram uma exposição sobre realidade estendida (XR) para visualizar o futuro do varejo.

Janet Wang, chefe da divisão de luxo da Alibaba, reconheceu que a pandemia foi desafiadora para os varejistas, mas disse que a companhia caminha para construir o maior mercado de luxo do mundo até 2025. “Antes de o metaverso se tornar uma palavra de ordem, já tínhamos transformado essa palavra de ordem em uma realidade comercial”, disse Wang.

Cinco anos da Tmall Luxury Pavilion
Marcas de luxo, como Richemont, Kering, LVMH e OTB, se reuniram na semana passada em uma festa de gala em Xangai para marcar o aniversário de cinco anos do Tmall Luxury Pavilion. Eles conheceram a exposição temporária criada pelo Laboratório XR da Damo Academy e pelo Tmall Luxury Pavilion para mergulhar em uma maquete de uma boutique de luxo do futuro, experimentaram óculos AR, segurar uma bolsa de luxo digital e a colocar em uma caixa de presente.

Os executivos também puderam brincar com os mascotes das marcas e segurar um pequeno cereador Burberry na palma da mão. Quando eles clicaram em um produto, uma janela apareceu na frente deles com detalhes de listagem de produtos.

A mostra oferece uma prévia de uma experiência imersiva de navegação e interação durante as compras, incluindo visualização 3D de produtos e gamificação multidimensional.

O desfile de moda com realidade aumentada será feito em colaboração com a Vogue China, vários artistas e os mascotes da marca.

Outra novidade é o Meta Pass, entrada gratuita no metaverso da gigante do comércio eletrônico. O passe dá ao titular direitos a serviços de luxo, como compra prioritária de produtos e entrada para atividades offline das marcas.

Parte deste pacote será mandada via certificados digitais no blockchain e dará direito a edições limitadas, incluindo o snowboard de 90º aniversário da Bogner, um suéter oversized de coleção outono/inverno 2022 da Max Mara, a bolsa Lola da Burberry e os tênis Pablo revestidos de lã da Marni.

Maior plataforma de NFT é atacada e prejuízo de usuários chega a US$1,7 mi.

Entenda como hackers conseguiram roubar colecionáveis digitais que valem milhões a partir de uma atualização no OpenSea, maior marketplace de NFTs da atualidade.

No último final de semana, a plataforma OpenSea foi vítima de hackers que deixaram prejuízo milionário para colecionadores de NFTs.

Considerando o prazo curto e a ameaça de perder seus tokens não-fungíveis inativos caso não seguissem as instruções, 17 usuários foram vítimas, segundo a própria plataforma, de ataques cibernéticos conhecidos como phishing – o que é contestado por parte das vítimas. Neste tipo de ataque, hackers fingem ser da plataforma por e-mail, solicitando senhas e dados pessoais a fim de possibilitar roubos.

marketplace de NFTs, que é o maior da atualidade, se pronunciou sobre o caso no Twitter e pediu cautela aos seus usuários antes de realizar qualquer transferência entre carteiras digitais. Todas as permissões de migração para o novo contrato inteligente também foram revogadas.

“Estamos investigando ativamente os rumores de um ataque cibernético associado aos contratos inteligentes relacionados ao OpenSea. Isso parece ter sido um ataque de phishing, de fora do website do OpenSea. Não clique em links de fora do opensea.io”, afirmou a conta oficial da plataforma no Twitter.

Uma investigação liderada pelo OpenSea já está em andamento para encontrar os criminosos responsáveis e ajudar as vítimas a recuperar seus NFTs. Além das 17 vítimas, outras 15 chegaram a interagir com os hackers, apesar de não terem perdido nenhum token.

“Diminuímos a lista de usuários impactados para 17, ao invés dos 32 mencionados anteriormente. Nossa conta original incluía qualquer pessoa que tivesse interagido com os criminosos, ao invés daqueles que foram realmente vítimas do ataque de phishing“, justificou o OpenSea.

As perdas já representam US$1,7 milhão de dólares e, segundo o CTO da plataforma, evidenciam a necessidade de educação no universo dos criptoativos, espalhando a ideia de que o cuidado é necessário dentro e fora do blockchain.

“A educação sobre não compartilhar frases semente ou enviar transações desconhecidas tornou-se mais difundida em nosso espaço. No entanto, assinar mensagens fora do blockchain requer igual consideração”, afirmou Nadav Hollander em uma publicação no Twitter. As frases semente são um conjunto de palavras utilizado para acessar uma carteira digital, como uma espécie de senha.

O executivo ainda acrescentou que o objetivo da migração entre contratos inteligentes é fortalecer a segurança dos usuários, reduzindo a possibilidade de novos ataques de qualquer gênero.

Apesar das iniciativas da empresa para resolver o problema, alguns usuários da plataforma discordam das causas do ataque. Segundo eles, não se trata de phishing, e reclamações sobre vulnerabilidades na OpenSea circulam nas redes sociais desde o último mês.

Um usuário do Twitter que se apresenta como especialista em auditorias de NFTs e que diz ser ex-funcionário da Ripple e da BitFlyer, criou e divulgou uma tese de que teria sido “uma interação direta com o sistema operacional do novo contrato inteligente”. Vários outro relatos também dão conta de que usuários afetados não clicaram em emails ou mensagens suspeitas, o que reforça a tese de uma falha de segurança.