Quatro fatores que influenciam as divergências entre o comércio eletrônico no Brasil e em países asiáticos

Ao mesmo tempo em que o comércio eletrônico revoluciona a forma como a população consome produtos e serviços, o setor também se estabelece como uma força poderosa no cenário econômico global. Impulsionado por avanços tecnológicos, aumento da conectividade e mudanças no comportamento do consumidor, que incluem as alterações pós-restrições de isolamento, o Brasil é um dos países que testemunharam esse notável crescimento nos últimos anos.

De acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em 2023, as vendas do setor chegaram a R$ 185,76 bilhões, um aumento de 10% em comparação ao ano anterior, representando mais de 10% das vendas no varejo. No entanto, quando comparado ao mercado asiático, torna-se evidente que essas regiões têm trajetórias distintas quando falamos em e-commerce.

Na China, por exemplo, dados da empresa de pesquisa de mercado e Marketer, referentes a janeiro e a fevereiro de 2021, apontaram que as vendas efetuadas em lojas digitais ultrapassaram o total de todas as vendas realizadas em estabelecimentos físicos, representando 52,1% do consumo total. Em segundo lugar, ficou a Coreia do Sul, com 28,9%.

Mesmo com o sucesso de marcas entre os brasileiros – dos dez e-commerces mais acessados no país, um quarto é asiático, segundo o Relatório de Setores do E-commerce, divulgado pela Conversion -, há alguns fatores que influenciam essas divergências, como adoção tecnológica, infraestrutura logística, regulamentações governamentais e o impacto da cultura das nações. Abaixo, deixo a explicação e comparação sobre cada um deles:

1. Adoção tecnológica

O primeiro ponto a ser mencionado está relacionado à comparação tecnológica entre as nações. Enquanto os países asiáticos, especialmente a China, se destacam como líderes incontestáveis em inovação e adoção tecnológica há tempos, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e ao acesso à internet em algumas áreas remotas do país. Apesar da alta penetração de dispositivos móveis entre os brasileiros, que se configuram em 5º lugar no ranking de usuários de smartphones do mundo, segundo um estudo divulgado pelo The Word Bank e Statista, enquanto a China está na primeira posição, a disponibilidade de conexões de internet de alta velocidade em âmbito nacional é um fator crucial para o crescimento do setor e, nesse aspecto, os países asiáticos têm uma vantagem bem considerável. Além disso, soluções de pagamento digital e o uso generalizado de plataformas de mídia social como ferramentas de comércio eletrônico também são características proeminentes do mercado asiático que destacam sua posição de vanguarda tecnológica.

No entanto, nos últimos anos, o Brasil tem avançado gradualmente em termos de tecnologia, com um número crescente de empresas e consumidores adotando soluções digitais para compras online, além da chegada do 5G ao país.

2. Infraestrutura logística

Neste tópico, novamente é ponto para a Ásia. Enquanto os países do continente têm se destacado por suas infraestruturas logísticas altamente eficientes e avançadas, o Brasil enfrenta desafios relacionados à sua vasta extensão territorial, complexidade tributária e infraestrutura de transporte menos desenvolvida em algumas áreas. Na Ásia, notavelmente na China, gigantes do e-commerce têm estabelecido redes logísticas extremamente eficazes, com sistemas de entrega rápida e serviços inovadores, permitindo que os consumidores recebam seus pedidos em prazos reduzidos. Além disso, a adoção de tecnologias como a inteligência artificial e o uso de drones e veículos autônomos para entregas têm impulsionado ainda mais as entregas. Por outro lado, o Brasil enfrenta desafios logísticos devido à sua vasta geografia e infraestrutura de transporte menos desenvolvida, o que pode resultar em prazos de entrega mais longos e custos mais elevados.

É importante destacar que o Brasil tem buscado melhorar sua infraestrutura e enfrentar esses desafios, buscando soluções inovadoras para tornar as operações de e-commerce mais ágeis e eficientes, mas ainda está longe do ideal. Segundo pesquisa da Quanta Consultoria, cerca de R$ 267 bilhões em entregas perdem movimentação no mercado devido à dificuldade de locomoção no país.

Analisando, hoje, no país, pouquíssimas empresas são autorizadas a fazer entregas por meio de veículos aéreos não tripulados do tipo drones, por exemplo, o que pode ser uma incrível solução para esse problema. Uma pesquisa realizada pela Drone Industry Insights estima que, até 2026, esse recurso pode ajudar a movimentar aproximadamente US$ 373 milhões anuais, se atingir os investimentos necessários pela indústria local.

Apesar das diferenças notáveis, a comparação logística entre o Brasil e a Ásia revela a importância crítica da logística no sucesso do comércio eletrônico e ressalta a necessidade contínua de melhorias para impulsionar o crescimento sustentável do setor em ambas as regiões.

3. Regulamentações governamentais

Enquanto alguns países asiáticos têm implementado políticas pró-inovação e incentivado o desenvolvimento do e-commerce, o Brasil ainda enfrenta um cenário regulatório mais complexo e muitas vezes restritivo. A China, por exemplo, criou zonas de livre comércio e desenvolveu programas específicos para promover a expansão do e-commerce, enquanto o Brasil lida com questões relacionadas a impostos, burocracia e regulamentações fiscais que podem dificultar a operação de empresas do setor, especialmente para pequenos empreendedores. Além disso, as regulamentações de proteção ao consumidor e privacidade de dados podem variar entre as duas regiões, afetando a confiança do consumidor nas compras online. Embora o Brasil tenha feito esforços para modernizar suas leis e regulamentações relacionadas ao e-commerce, a comparação com a Ásia destaca a importância de uma abordagem governamental favorável e ágil para promover um ambiente propício ao crescimento do digital, estimulando a inovação e protegendo os direitos dos consumidores.

4. Impacto cultural

É claro que não posso deixar de citar outro fator extremamente relevante: a cultura das populações. Enquanto o Brasil é marcado por uma diversidade cultural rica com influências de diferentes origens étnicas, a Ásia é uma região composta por nações com culturas distintas e milenares. Essas características culturais moldam os hábitos de compra e as expectativas dos consumidores em cada local.

No Brasil, a interação social e o aspecto lúdico das compras são valorizados, e a preferência por lojas físicas ainda é alta, especialmente em certas categorias de produtos. Segundo um estudo divulgado pelo Melhor Envio, Moda é a categoria que mais vende na internet entre os brasileiros. Já na Ásia, a cultura de negociação e a importância dada ao coletivismo e às opiniões sociais são refletidas nas decisões de compra e na influência das redes sociais no e-commerce. Segundo dados divulgados em junho pelo Ministério de Comércio da China, oito das 18 categorias de bens monitoradas pela entidade registraram crescimento de dois dígitos no primeiro semestre de 2023 – especificamente as vendas de ouro, prata e joias aumentaram 33,5%, enquanto as vendas de equipamentos de comunicação aumentaram 23,3%.

A percepção de segurança nas transações online e a confiança nas marcas também são influenciadas pelas normas culturais em cada região. Enquanto a cultura chinesa é baseada em valores coletivistas, em que a lealdade à família, à comunidade e às marcas é valorizada, o Brasil, sendo uma cultura de alto individualismo, valoriza a confiança pessoal nas transações.

No ranking da América Latina e Caribe, divulgado pela Fortinet, o Brasil é o segundo com mais registros de ataques cibernéticos. Por isso, os brasileiros também podem ser mais cautelosos em relação às transações online. A segurança das informações pessoais é um fator crucial na construção da confiança do consumidor. Enquanto isso, a China é líder global no uso de pagamentos móveis.

Ambos os países possuem características culturais distintas que moldam a forma como os consumidores percebem a segurança nas transações online e confiam nas marcas. Portanto, as empresas que operam nesses mercados devem estar cientes dessas nuances culturais e adaptar suas estratégias de marketing e segurança de acordo com as expectativas dos consumidores locais. A construção da confiança do cliente e a segurança de suas informações são essenciais para o sucesso das operações online em ambos os países.

Fonte: “Quatro fatores que influenciam as divergências entre o comércio eletrônico no Brasil e em países asiáticos – E-Commerce Brasil (ecommercebrasil.com.br)

Crescimento das vendas do comércio eletrônico no varejo: projeções para 2024 até 2028

À medida que o mundo avança para uma era cada vez mais digital, o comércio eletrônico desempenha um papel fundamental no cenário varejista global.

Em 2023, as vendas online representaram mais de 19% do total de vendas no varejo em todo o mundo, e as projeções apontam para um crescimento significativo nos próximos anos. De acordo com dados recentes da Statista Digital Market Insights, espera-se que até 2027 o comércio eletrônico represente cerca de um quarto de todas as vendas no varejo em escala global. Esse aumento é impulsionado pelo crescimento contínuo das compras online, com as vendas globais atingindo quase US$ 5 trilhões em 2021 e previsões para ultrapassar os US$ 7 trilhões até 2025.

A era digital e o comércio eletrônico

O comércio eletrônico tem evoluído rapidamente, moldando a maneira como os consumidores fazem suas compras. Desde o início da pandemia da Covid-19, testemunhamos um crescimento sem precedentes nas vendas online. Esse fenômeno foi especialmente acentuado em economias emergentes, como a América Latina, onde o Brasil se destacou significativamente. A pandemia não apenas acelerou a adoção do comércio eletrônico, mas também consolidou novos hábitos de compra que vieram para ficar.

Projeções futuras e impacto econômico

As previsões indicam que o comércio eletrônico continuará a crescer de forma robusta nos próximos anos. Até 2027, estima-se que cerca de 25% das vendas no varejo global serão realizadas online. Esse crescimento pode ser atribuído a vários fatores, incluindo o aumento do acesso à internet, a expansão do uso de dispositivos móveis e o aprimoramento das plataformas de comércio eletrônico. Com as vendas globais previstas para ultrapassar US$ 7 trilhões de dólares até 2025, o comércio eletrônico está se tornando uma força motriz na economia mundial.

O papel do mobile commerce

O mobile commerce, ou m-commerce, está em plena ascensão. Com o aumento da penetração de smartphones e a melhoria das redes de internet móvel, as compras por meio de dispositivos móveis estão conquistando um espaço cada vez maior no mercado. Os varejistas estão investindo significativamente em tecnologias móveis para oferecer experiências de compra personalizadas e convenientes. Aplicativos de compras intuitivos, notificações personalizadas e métodos de pagamento móvel estão se tornando normais, aumentando a interação e a fidelização dos clientes.

Tendências e inovações no comércio eletrônico

À medida que o comércio eletrônico evolui, várias tendências e inovações estão moldando o futuro do varejo digital:

1. Experiências personalizadas: os varejistas estão utilizando dados e inteligência artificial para oferecer recomendações personalizadas, melhorando a experiência de compra do cliente.
2. Realidade aumentada e virtual: essas tecnologias estão sendo utilizadas para proporcionar experiências de compra mais imersivas, permitindo que os clientes experimentem produtos virtualmente antes de comprar.
3. Sustentabilidade: há um foco crescente na sustentabilidade, com os consumidores exigindo práticas de negócios mais ecológicas. Isso inclui desde embalagens recicláveis até cadeias de suprimentos mais sustentáveis.
4. Pagamentos digitais: a evolução dos métodos de pagamento, como carteiras digitais e criptomoedas, está tornando as transações online mais rápidas e seguras.

Oportunidades para o futuro

O futuro do varejo é digital, e as empresas que se adaptarem a essa nova realidade estarão bem posicionadas para o sucesso. Investir em tecnologias inovadoras, melhorar a experiência do cliente e focar na sustentabilidade são estratégias-chave para capitalizar sobre o crescimento do comércio eletrônico. Com um mercado em constante evolução, as oportunidades são vastas e promissoras.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/crescimento-das-vendas-do-comercio-eletronico-no-varejo-projecoes-para-2024-ate-2028”

Nubank vê caminho para se tornar uma das maiores plataformas de comércio de América Latina, diz CEO.

O Nubank vê espaço para expandir em outras áreas que vão além dos serviços financeiros e se tornar uma das maiores plataformas de comércio de América Latina, disse o fundador e CEO do banco digital, David Vélez, nesta quarta-feira.

Segundo Vélez, o marco alcançado este mês de 100 milhões de clientes em suas operações no Brasil, México e Colômbia é um número “pequeno” dadas as oportunidades que o Nubank tem como empresa. Ele citou, entre as possibilidades, setores que vão do comércio eletrônico à saúde.

Os comentários foram feitos durante evento com jornalistas na sede da empresa em São Paulo.

O Nubank divulgou na véspera um salto de mais de 160% no lucro líquido do primeiro trimestre no comparativo anual, para 378,8 milhões de dólares. Em base ajustada, o lucro atingiu 442,7 milhões de dólares, avanço de 143% na mesma comparação.

Analistas esperavam, em média, lucro de 404,8 milhões de dólares, segundo dados da LSEG.

Relatório do Santander destacou que o Nubank “apresentou mais um trimestre de crescimento nos lucros, combinado com tendências positivas de expansão dos negócios”.

“Entretanto, a qualidade dos ativos foi um ponto negativo, na nossa visão, e isso pode suscitar algumas preocupações quanto à deterioração da qualidade de crédito nos próximos trimestres.”

Fonte: “Nubank vê caminho para se tornar uma das maiores plataformas de comércio de América Latina, diz CEO (uol.com.br)”

Pix representa 30% das transações no comércio eletrônico

Dado é do estudo The Global Payments Report 2024, que também mostra que o Brasil é o 10º mercado de e-commerce no mundo, com U$ 95 bilhões.

Lançado em novembro de 2020, o Pix tornou-se o segundo meio mais popular no país para pagamentos no comércio eletrônico, atrás apenas do cartão de crédito. Em 2023, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC) foi utilizado em 30% das compras no e-commerce. Já o cartão de crédito foi a opção em 40% dos pagamentos online. Os dados são da 9ª edição do estudo The Global Payments Report 2024. Realizado pela Worldpay, ele traz um mapeamento de 40 mercados que representam 88% do produto interno bruto (PIB) global.

Em relação a 2022, o crescimento do uso do Pix nessas transações foi de 49%. O aumento da utilização da modalidade de pagamentos conta a conta (A2A), na qual o Pix se encaixa, vai seguir no país. O estudo prevê um avanço da ordem de 27% de crescimento entre 2023 e 2027. Dessa forma, a previsão é que o Pix se torne o principal meio de pagamento no comércio eletrônico já em 2027, abarcando 50% das transações. Enquanto isso, o cartão de crédito ficará em segundo lugar, com 27% dos pagamentos no e-commerce.

No Brasil, o uso da modalidade A2A está bem à frente de outros países. Globalmente, apenas 7% do valor transacionado no e-commerce foi feito via pagamentos conta a conta. Mundialmente, em 2027, a expectativa apontada pelo estudo é que a utilização dessa modalidade cresça apenas 1 ponto percentual em relação a 2023.

Em terceiro lugar, as carteiras digitais (como Apple Pay, Google e PayPal) foram a escolha dos brasileiros para pagamento de compras no comércio digital. O volume de pagamentos com essa modalidade representou 16% no ano passado. A projeção do estudo é que o índice deve continuar o mesmo em 2027.

O estudo mostra ainda que o e-commerce brasileiro ocupa o 10º lugar no ranking mundial e, em 2023, transacionou US$ 95 bilhões. Em 2027, deve chegar a US$ 150 bilhões, o que representa um crescimento de 12%.

Comércio físico

A pesquisa da Worldpay também mostra como andam os pagamentos nos pontos de venda (PDVs), ou comércio físico no Brasil. Nas compras presenciais, o cartão de crédito também foi a primeira opção dos brasileiros em 2023 (36%), seguido do dinheiro em espécie (22%) e o cartão de débito (20%).

Não há dados sobre a utilização do Pix no comércio físico no ano passado, mas a pesquisa aponta um crescimento médio de 30% do uso do meio para pagamentos entre 2023 e 2027. Até lá, o cartão de crédito deixará de ser a principal escolha para negociações no comércio físico, caindo para 30% do volume, enquanto as carteiras digitais devem se tornar a principal ferramenta de pagamento nas compras presenciais, com 41% do total.

O comércio físico brasileiro ocupa a 9ª posição no mundo e movimentou U$790 bilhões no ano passado. Para 2027, a expectativa, segundo o estudo é de um crescimento de 5%, atingindo US$ 960 bilhões.

Fonte: “Pix representa 30% das transações no comércio eletrônico (telesintese.com.br)

 

 

 

Logística no e-commerce: da operação ao encantamento do cliente

No cenário dinâmico do comércio eletrônico, a logística emergiu como um diferencial competitivo crucial, não apenas para garantir a entrega eficiente de produtos, mas também para elevar a experiência do cliente a novos patamares.

O tamanho do mercado global de serviços de atendimento de comércio eletrônico foi avaliado em US$ 97,33 bilhões em 2022 e deverá crescer a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 13,9% de 2023 a 2030, segundo estudos da Grand View Research.

A mesma pesquisa indica que, cada vez mais, consumidores preferem encomendar produtos online em vez de comprar na loja física devido aos diversos benefícios oferecidos em termos de conveniência, custo, variedade de opções e prazo de entrega.

Neste artigo, exploraremos a evolução da logística no e-commerce, desde sua concepção tradicional até sua transformação para encantar os consumidores no pós-venda.

A era antiga da logística

Antes dos avanços tecnológicos e das inovações no setor de e-commerce, a logística era vista como uma função operacional básica, limitada ao transporte e armazenamento de mercadorias. Nessa época, as empresas enfrentavam uma série de desafios logísticos, desde a gestão manual de estoques até a falta de visibilidade sobre o status dos pedidos. A entrega de produtos muitas vezes era demorada e imprevisível, causando frustração aos clientes e impactando negativamente a reputação das empresas.

Além disso, a falta de integração entre os diferentes elos da cadeia de suprimentos resultava em ineficiências e custos adicionais. As empresas dependiam de processos manuais e descentralizados, o que tornava difícil coordenar as atividades logísticas de forma eficaz. Como resultado, o cliente final muitas vezes era deixado no escuro, sem informações claras sobre o status de seus pedidos e sem opções de entrega flexíveis.

A logística era frequentemente vista como um custo operacional, uma despesa necessária para manter as operações em andamento, mas com pouco valor estratégico agregado. As empresas dedicavam recursos limitados à logística, priorizando outras áreas consideradas mais centrais para o sucesso do negócio.

Á medida que o comércio eletrônico ganhou popularidade e as expectativas dos consumidores aumentaram, a logística começou a passar por uma transformação significativa. O surgimento de novas tecnologias, como sistemas de gestão de estoque e rastreamento de pedidos, revolucionou a forma como as empresas gerenciam suas operações logísticas. Essas inovações permitiram uma maior visibilidade e controle sobre a cadeia de suprimentos, possibilitando uma entrega mais rápida e precisa de produtos aos clientes.

O surgimento do fulfillment

À medida que o e-commerce ganhou popularidade e as expectativas dos consumidores aumentaram, a logística começou a passar por uma transformação significativa. O advento do fulfillment marcou uma mudança de paradigma na logística do e-commerce. Ao terceirizar o armazenamento, embalagem e envio de produtos, as empresas ganharam eficiência operacional e capacidade de escala.

Da entrega à experiência do cliente

Hoje, a logística vai além da simples entrega de produtos, tornando-se um elemento crucial na construção da experiência do cliente. A logística moderna se preocupa com cada etapa da jornada do cliente, desde a compra até o pós-venda. Isso inclui embalagens personalizadas, opções flexíveis de entrega e um cuidado especial com devoluções e trocas.

A importância do pós-venda na logística

Um dos aspectos menos explorados da logística moderna é sua função no pós-venda. A logística desempenha um papel fundamental na gestão eficiente de devoluções e trocas, garantindo uma experiência tranquila para o cliente mesmo após a compra. A logística pode ser uma ferramenta poderosa para aumentar a fidelidade do cliente, oferecendo serviços adicionais, como programas de fidelidade e recompra automática.

À medida que o e-commerce continua a evoluir, a logística desempenha um papel cada vez mais central na diferenciação das marcas e na conquista da lealdade do cliente. O que antes era visto como uma operação nos bastidores agora é reconhecido como um fator-chave para enaltecer a experiência do cliente.

Ao adotar uma abordagem centrada no cliente e investir em uma logística eficiente e personalizada, as empresas podem não apenas atender, mas superar as expectativas dos consumidores, construindo assim uma vantagem competitiva sustentável no mercado online.

Fonte: “Logística no e-commerce: da operação ao encantamento do cliente – E-Commerce Brasil (ecommercebrasil.com.br)

Faturamento do e-commerce deve superar os R$ 200 bi em 2024

Ao que tudo indica, as vendas online devem continuar crescendo em 2024. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor espera ter um faturamento de R$ 205,11 bilhões, o que representa um aumento de 10,4% em relação a 2023.

Entre os principais temas de impacto para ano, estão as estratégias de propaganda online e o uso da inteligência artificial e, para Eduardo Esparza, VP General Manager da Tenerity na Iberia e no Brasil, será necessário investir em abordagens que atraiam cada vez mais o consumidor.

“A propaganda digital, por meio de métodos como o Retail Media, cria possibilidades para alcançar os clientes e conseguir renda extra para as lojas. Esta abordagem está entre os temas de maior relevância para o varejo online em 2024. Com um cenário tão favorável no e-commerce brasileiro, é essencial que a publicidade faça parte dos planos dos empresários no próximo ano”, explicou o executivo.

De acordo com a empresa, existem alguns pontos que prometem guiar as estratégias dos e-commerces como, por exemplo, o retail media. Para o executivo, a estratégia permite que as empresas monetizem espaços publicitários dentro de suas plataformas.

Eduardo ainda destaca que compreender o perfil do consumidor será essencial para a construção de um processo de fidelização.

“A personalização continua sendo crucial e está cada vez mais aprimorada com o uso da Inteligência Artificial (IA), ferramenta responsável pelas recomendações e ofertas específicas, por isso, os empresários precisam se aprofundar sobre o tema. Em uma nova compra, o cliente tem a possibilidade de encontrar outros produtos que vão se encaixando no seu perfil de necessidades e desejos”, afirmou o VP da Tenerity.

Outro ponto de destaque é o omnichannel, que representa a integração entre canais físicos e digitais.

Com a estratégia, os clientes podem ser atendidos nas redes sociais, e-mails, SMS ou na loja física com cupons, ofertas e outras ações que fortalecem a presença do varejo online.

“As ações dos meios digitais e físicos não precisam de movimentos separados. Na verdade, elas necessitam da maior integração possível. O consumidor precisa ser atendido e perceber vantagens em qualquer canal que queira contato com a loja. Essa conexão potencializa o poder de comunicação nas mais diversas plataformas”, ressaltou Esparza.

Por fim, o executivo também destacou as compras feitas pelo celular como uma tendência pasa o setor. Segundo a ABComm, 55% das transações feitas em 2022 foram feitas em dispositivos móveis.

Para 2024, o ticket médio dos valores gastos pelos brasileiros em compras online deve crescer de R$ 470 para R$ 490 em 2024.

“O poder de compra e como os consumidores estão realizando estas transações podem ser informações valiosas para o planejamento dos varejistas. É uma demanda crescente, que está aprendendo a buscar e selecionar melhor os seus produtos. O nosso desafio, como especialistas do comércio eletrônico, é compreender este movimento e criar um ambiente favorável tanto para empresários quanto para os clientes”, concluiu Eduardo. (propmark)

Fonte: “Faturamento do e-commerce deve superar os R$ 200 bi em 2024 – Portal Making Of

Plataforma de criação de site de e-commerce Deco.cx atrai US$ 2,2 milhões em investimentos

Startup brasileira facilita o trabalho de desenvolvedores e melhora o desempenho das lojas de comércio eletrônico, aumentando em 30% a taxa de conversão.

Facilitar a criação de sites de e-commerce mais rápidos e eficientes. Esse é o propósito da startup brasileira Deco.cx, que foi criada em outubro de 2022 pelos empreendedores Guilherme Rodrigues, Luciano Junior e Rafael Crespo, vem se destacando no segmento de plataformas de desenvolvimento front-end e recebeu uma rodada inicial de investimento de US$ 2,2 milhões para financiar seu crescimento.

A empresa planeja investir os recursos no fortalecimento do seu time de tecnologia, na adoção de inteligência artificial e na expansão de suas operações para novos mercados, incluindo os Estados Unidos.

O cofundador Luciano Junior conta que o objetivo da empresa é simplificar a vida dos desenvolvedores. “Começamos a criar uma visão de superferramentas para que as pessoas possam se concentrar no que realmente querem fazer, em vez de perder tempo com códigos que não estão relacionados ao seu trabalho”, ele explica.

A Deco.cx é uma plataforma de código aberto para Deno, JSX e Tailwind. Ela permite criar sites de comércio eletrônico em uma infraestrutura global de ponta com altos níveis de customização e eficiência, mas de forma relativamente simples, incorporando ferramentas de arrastar e soltar (drag-and-drop) e linguagem natural.

Situa-se entre as plataformas de construção básicas, que dispensam códigos, e as configurações complexas, que demandam amplo trabalho de criação de códigos.

Em pouco mais de um ano de operação, a Deco.cx já conquistou mais de 65 clientes, incluindo Grupo Reserva, Osklen e Zee.Dog, e integrou uma comunidade de mais de 2.400 desenvolvedores web e 36 agências parceiras de integração de sistemas. Segundo o cofundador Rafael Crespo, empresas que adotaram a plataforma registraram um crescimento médio de 5 vezes na pontuação do PageSpeed e um aumento de 30% nas taxas de conversão.

Esses resultados e o potencial de crescimento atraíram a atenção de investidores que fizeram o primeiro aporte na empresa. A injeção de US$ 2,2 milhões foi liderada pela MAYA Capital e inclui FJ Labs, Lanx e Crivo Ventures. Com os recursos, a Deco.cx terá condições de acelerar sua expansão. “Vemos uma enorme oportunidade, especialmente devido à expectativa de que o comércio continue a crescer e alcance a penetração que vemos em outros países, como os Estados Unidos ou a Ásia”, afirma Monica Saggioro, cofundadora da MAYA Capital.

De acordo com Guilherme Rodrigues, cofundador da Deco.cx, a empresa usará parte dos recursos para incorporar inteligência artificial em sua plataforma, fortalecer seu time de engenharia e expandir a operação para novos mercados.

O objetivo, ele afirma, é fazer com que a empresa se torne a principal escolha de desenvolvedores web que buscam uma ferramenta que facilite seu trabalho, sem necessidade de se envolverem em detalhes técnicos complexos ou trabalhos repetitivos e demorados, permitindo que foquem mais na criação e inovação e menos nas tarefas técnicas e operacionais básicas.

Fonte: “Plataforma de criação de site de e-commerce  Deco.cx atrai US$ 2,2 milhões em investimentos (infomoney.com.br)

Mercado Livre: agências começam a receber devoluções de produtos

O Mercado Livre (ML) anunciou nesta semana que as cerca de 3 mil agências já estão recebendo devoluções de produtos. Além da possibilidade de retornar um item comprado de maneira errônea ou que não atendeu às expectativas, os clientes podem receber o dinheiro de volta na hora.

Na devolução tradicional, feita pelos Correios, o reembolso é realizado em 3 dias úteis depois que a mercadoria chega no destino.

“O comprador pode acessar o aplicativo ou o site e verificar a agência mais próxima para realizar o processo de devolução. A pessoa só precisa colocar o produto na caixa, já que a etiqueta é colocada na própria agência. O processo é feito gratuitamente e não gera custos para o cliente”, explicou Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística do ML.

Para realizar o processo, também é exigido que o cliente mostre o QR Code da compra. As agências do ML podem ser papelarias, lavanderias, pet shops e vários outros tipos de comércio espalhados pelos bairros.

Os locais contam com o logo do Mercado Livre e o símbolo de um pacote. As unidades estão concentradas no sul e sudeste do país, regiões que representam 60% das vendas do site.

Antes de receberem devoluções, as unidades já disponibilizavam compras dos clientes. Se a pessoa comprou algo e não estará em casa no dia da entrega, por exemplo, ela pode optar pela retirada nas agências.

Como a gestão pode ajudar as entregas no e-commerce.

O comércio eletrônico é um modelo de negócios em que pedidos pequenos – a maioria de um produto apenas – são vendidos a muitos consumidores localizados nos mais diversos pontos. Isso traz um grande desafio às operações de comércio eletrônico: fazer entregas fracionadas, com frequências incertas e pulverizadas, tendo lucro.

Ainda que esse formato seja vantajoso para os prestadores de serviços em logística, para as lojas virtuais esse cenário traz a necessidade de gerenciamento rigoroso com os custos de transporte. Uma equação complicada: ter o menor custo possível, sem comprometer a margem de lucro e evitar a queda no índice de conversão de vendas.

Uma boa gestão, guiada com o auxílio da tecnologia, pode ajudar e muito as operações de e-commerce. Saiba mais neste artigo.
O relatório Webshoppers, da Ebit/Nielsen, mostra que, em 2020, três de cada dez consumidores que fizeram alguma reclamação sobre compras online indicaram o prazo de entrega como motivo da queixa. Quando a reclamação era sobre frete grátis, a taxa foi de 5,9% do total de insatisfações. Já quando o frete não era gratuito, esse número foi de 15,7% do total de reclamações sobre lojas virtuais. Isso apenas comprova que o valor do frete é um elemento decisivo na decisão de compra.

Portanto, é fundamental para as operações de e-commerce colocar em prática estratégias que visem a oferecer fretes com o máximo custo-benefício. Essas estratégias envolvem uma boa dose de gestão e, é claro, auxílio da tecnologia. Vamos entender como.

Mix de transportadoras
A primeira iniciativa é, naturalmente, pensar nos fornecedores de transporte. Contratar e gerenciar essas parcerias é importantíssimo. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o Brasil tem hoje cerca de 700 mil transportadores, entre empresas e autônomos. Dessa forma, o vendedor virtual chega a uma encruzilhada: ter poucas transportadoras, o que facilita o gerenciamento e dá mais poder de negociação, ou trabalhar com muitos fornecedores, o que otimiza preços e prazos, mas torna a gestão mais complexa?

Nesse ponto, você deve estar se lembrando dos Correios, certo? É natural, pois é a empresa que executa aproximadamente 45% das entregas no país (dados de 2020), contudo é limitada em entregas de grandes volumes ou do tipo expressas, o same day/same hour delivery. Os Correios, apesar disso, devem fazer parte da estratégia, especialmente nas entregas para localidades muito distantes.

Um bom caminho é ter transportadoras adequadas ao mix de produtos trabalhados pela operação. Correios para volumes pequenos, transportadoras especializadas em grandes volumes e mais uma ou duas opções para entregas expressas.

Escolha dos parceiros
Há critérios importantes para a escolha das transportadoras parceiras. São pontos que ajudam o vendedor a decidir pela contratação ou mesmo deixar de trabalhar com um fornecedor.

O primeiro deles é o custo. Diversas variáveis impactam o custo do frete: peso e dimensão dos pacotes, quantidade de produtos, valor na nota fiscal, distância, problemas de trajeto e acesso. Assim, deve-se verificar a credibilidade da transportadora, quão próxima ela está do CEP de origem e dos principais CEPs de destino, verificar se as tabelas de frete para o perfil da operação são condizentes e analisar outros fatores que possam interferir nesse curso.

O segundo é a aderência. Significa avaliar se o parceiro tem a estrutura necessária para fazer as entregas que a loja virtual precisa. Ver itens como: veículos apropriados para os tipos de produtos, capacidade de atender períodos de pico (como a Black Friday), franquia de volumes e taxas por ultrapassar essa franquia, tecnologias de rastreamento, seguros nas viagens, abrangência de atuação, entre outros.

O terceiro é a confiança, talvez o mais importante. Aqui, o empresário deve avaliar se a transportadora tem um bom nível de comprometimento. Itens como SLA, aumentos sazonais, faturamento mínimo mensal ou por coleta e limites de capacidade devem constar em contrato.

Negociando com transportadoras
Antes de contratar uma transportadora parceira, é interessante que o lojista compartilhe com ela algumas características de sua operação, como local de coleta, ticket médio das notas fiscais, rotas mais demandadas, média de remessas por mês, perfil dos compradores (B2B ou B2C), peso médio e dimensões dos pacotes e representatividade de cada estado, cidade ou CEP no total dos pedidos.

O lojista também deve entender as tarifas cobradas pela transportadora. As principais costumam ser frete-peso (despesas administrativas), frete-valor (cobertura de gastos com avarias e acidentes, custo de equipamentos especiais de carga/ descarga, seguros obrigatórios etc.) e taxas complementares (pedágios, tributos, tarifas de armazenagem etc.).

Outros itens como taxas de despacho, taxa de coleta e fator de cubagem também devem ser detalhados pelo fornecedor.

Tecnologia
Boa gestão conta com apoio de ferramentas e softwares. Do lado do vendedor, a principal é o ERP, sistema que dá apoio às informações de cada entrega e rastreamento. Para as transportadoras, é importante contar com sistemas de radiofrequência (RFID) nos pacotes, sistema de gestão de transportes (TMS) – software usado para otimizar a atividade de transporte como um todo -, roteirizador de entregas e coletas – sistema que planeja rotas mais eficientes e econômicas -, e sistema de gestão de entregas, solução que monitora as entregas e a produtividade da frota.

Nem sempre as transportadoras terão todas essas tecnologias, mas tendo algumas já é um diferencial. Esses pontos ajudam muito o vendedor on-=line a tornar o frete um aliado e não um obstáculo às vendas. Dá trabalho, contudo é um dos caminhos para o crescimento da operação, menos abandono de carrinho e mais vendas.

Estudo prevê criação de cerca de 170 mil vagas em logística nos próximos três anos.

De acordo com a pesquisa, crescimento da área e procura por profissionais é um reflexo da expansão do e-commerce no Brasil; cenário positivo ressalta também a necessidade de capacitação.

Perspectiva positiva para os profissionais da área de Logística. De acordo com o estudo do Observatório Nacional da Indústria, a projeção para os próximos três anos é de que sejam criadas cerca de 170 mil novas vagas no setor.

Segundo a pesquisa, a área está aquecida por causa da expansão do e-commerce. O levantamento CupomValido apontou que o Brasil é o primeiro no ranking dos países em que o comércio eletrônico mais cresce. Por aqui, a expectativa é que o ano de 2022 encerre com uma alta de 22,2%.

Apesar dos impactos da pandemia, o transporte segue em recuperação nos últimos dois anos e foi um dos destaques no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021. Considerando o resultado anual, o carro-chefe da logística brasileira cresceu 11,4% em 2021 – contra 4,6% do PIB geral – em relação a 2020.

Outro dado relevante veio do Banco Nacional de Empregos (BNE): de acordo com a plataforma, no ano passado houve aumento de 37% em vagas abertas para profissionais da área de transporte.

Aumento da Demanda Exige Capacitação
Junto às projeções positivas para o setor vem a necessidade por capacitação. “A fim de alcançar uma vaga, o profissional precisa se especializar e se aperfeiçoar na área”, explicou o gerente administrativo do Cebrac, Thiago Busignani.

Esse aperfeiçoamento vai além de elementos técnicos da área. Segundo o Fórum Econômico Mundial, algumas das habilidades mais importantes nos profissionais até 2025 serão raciocínio lógico, inteligência emocional, criatividade e capacidade de resolução de problemas. O estudo também cita skills como controle de tecnologias, experiência de usuário, foco no cliente e inovação.