E-commerce externo cai e favorece varejo local; taxação em abril deve ampliar impacto

Volume de pacotes no Remessa Conforme recuou 27% em um ano; nova alíquota de ICMS entra em vigor em abril.

O volume de transações no e-commerce internacional continua em queda, apontam dados da Receita Federal analisados pelo JPMorgan. Em janeiro deste ano, o número de pacotes processados dentro do programa Remessa Conforme permaneceu em torno de 11 milhões, bem abaixo dos 14 milhões registrados em novembro de 2024 e distante do pico de 20 milhões antes da adoção da taxa de importação de 20%.

A redução no volume financeiro em reais foi de 6% na comparação anual, ficando 34% abaixo do registrado em julho de 2024, último mês antes da tributação. Já a quantidade de pacotes caiu 27% em relação ao mesmo período do ano anterior e está 43% abaixo do maior volume já registrado.

Contudo, mesmo com a recente desvalorização do real, o tíquete médio das compras em dólar segue elevado. Esse movimento, segundo o banco, favorece varejistas nacionais, que enfrentavam forte concorrência de plataformas estrangeiras. Empresas como Lojas Renner (LREN3), Hering (AZZA3), Mercado Livre (MELI3), Magazine Luiza (MGLU3), Petz (PETZ3) e C&A (CEAB3) podem se beneficiar desse cenário.

A tendência deve se intensificar a partir de abril deste ano, quando entra em vigor a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), elevando a carga tributária total para 44% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Em dezembro, os Estados decidiram aumentar o imposto cobrado nas compras internacionais feitas pela internet a partir de 1 de abril. A alíquota do ICMS subirá de 17% para 20%.

Aumento das taxas

Embora tenha desagradado o consumidor brasileiro, com diversas reclamações e críticas nas redes sociais, a mudança no ano passado da tributação para as compras internacionais veio após forte pressão do setor varejista nacional, que há anos pleiteava igualdade nas regras fiscais entre empresas locais e plataformas estrangeiras.

A aprovação da alíquota de 20% foi considerada uma conquista parcial pelo setor, já que algumas entidades defendiam uma tributação maior. O projeto que resultou na taxação foi aprovado dentro do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que inicialmente tratava de incentivos para a indústria automotiva.

À época, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) e o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) afirmaram, em nota, que a decisão da Câmara dos Deputados foi um avanço na busca por igualdade tributária. No entanto, ressaltaram que a equiparação total ainda não foi alcançada, já que empresas nacionais enfrentam uma carga fiscal entre 70% e 110%.

Enquanto varejistas brasileiros veem a mudança como um passo positivo, gigantes internacionais como Shein e AliExpress classificam a medida como um retrocesso. Briza Bueno, diretora-geral do AliExpress no Brasil, afirmou em 2024 que a decisão afeta diretamente os consumidores e deveria ter sido debatida com mais profundidade.

No mesmo período, a Shein, por sua vez, disse que a tributação impacta o poder de compra da população e pode prejudicar o crescimento do e-commerce internacional no país.

Já a Shopee, que tem presença consolidada no Brasil desde 2019, apoiou a taxação de 20% sobre as compras de até US$ 50. A empresa afirmou que a medida fortalece o empreendedorismo local e não prejudica seus vendedores nacionais, responsáveis por 90% das vendas da plataforma no país.

Analistas de mercado consideram a nova taxação um fator positivo para empresas brasileiras de vestuário e comércio eletrônico. Segundo o Citi, Lojas Renner e C&A estão entre as principais beneficiadas porque concorrem diretamente com as plataformas asiáticas no segmento de moda feminina. Mercado Livre e Magazine Luiza também podem se favorecer, ainda que de forma mais limitada, devido ao perfil de tíquete médio mais elevado.

A XP aponta que, apesar da nova tributação reduzir a competitividade das plataformas estrangeiras, ainda há uma diferença na carga tributária em relação às empresas locais. Além disso, a chegada da Temu ao Brasil adiciona mais um fator de pressão competitiva para o varejo nacional, já que a plataforma chinesa possui forte capacidade de investimento e preços agressivos.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/e-commerce-internacional-cai-e-favorece-varejo-taxacao-em-abril-deve-ampliar-impacto/

Análise do e-commerce no Brasil em janeiro de 2025

A Conversion lançou o Relatório Setores do E-commerce no Brasil  com dados e análise do e-commerce brasileiro em janeiro de 2025. 

Listamos alguns destaques dessa edição:

5 dos 10 maiores e-commerces no Brasil são asiáticos
No mês de janeiro, os 5 maiores e-commerces asiáticos no Brasil receberam mais de meio bilhão de acessos brasileiros. Esse dado – apoiado pelo crescimento de 68% em acessos do setor de importados em comparação com janeiro de 2024 – mostra uma tendência que observamos no último ano e segue para 2025: o domínio cada vez maior dos e-commerces asiáticos dentro do mercado brasileiro

5 gigantes asiáticos no Brasil ultrapassam o meio bilhão de acessos
em janeiro

Somadas, Shopee, Temu, Samsung, Shein e AliExpress chegaram a impressionantes 639 milhões de acessos no mês de janeiro. Entre elas, a chinesa Temu é a grande protagonista quando o assunto é crescimento. A empresa cresceu 38,5% em janeiro – com um aumento de 39,7 milhões de visitas em relação a dezembro de 2024.

Importados crescem 68% em um ano

Além de ser o grande destaque no top 10 geral, a Temu alavancou o setor de importados como um todo. O setor, que cresceu 15% no último mês, contou com 92% de participação da gigante chinesa para esse crescimento.

O Relatório completo Setores do E-commerce no Brasil -Fevereiro 2025 com dados de Janeiro 2025, já está disponível na Bilbioteca do RadarIC+. Para acessar, faça o login no site do RadarIC+ ( https://radaric.correios.com.br/) e clique aqui  .

Fonte:
https://lp.conversion.com.br/relatorio-setores-ecommerce

Loggi lança canal de atendimento com Inteligência Artificial generativa na logística

Chamada Lori, canal está disponível para 100% dos clientes, desde empreendedores até grandes marcas e marketplaces.

Embarcando no trem da Inteligência Artificial, a Loggi, empresa brasileira de entregas, acaba de lançar a Lori, novo canal com IA generativa para atendimento aos clientes, desde empreendedores até as grandes marcas e marketplaces, que enviam pacotes para todo o Brasil, de forma exclusiva no segmento de logística.

Com a implementação da tecnologia, será utilizada uma arquitetura multi-agente que incorpora um modelo avançado de linguagem natural baseado em Inteligência Artificial generativa, especializado e treinado para cada demanda específica do cliente. Entre os benefícios, estão: escalabilidade, agilidade em atendimento de tarefas específicas e funcionamento contínuo.

“De forma pioneira na logística, estamos oferecendo para 100% dos nossos clientes um atendimento de IA com mais interações naturais”, revela Diego Cançado, vice-presidente de Produto e Tecnologia da Loggi.

O novo serviço com IA generativa, inédito na logística, ajudará de forma bastante interativa na troca de informações com clientes, como no rastreamento de pacotes, no apoio em temas como alteração de endereços e devoluções, além de fornecer orientações de coleta, entrega e postagem, entre outros.

“Disponibilizamos recursos mais simples de status, orientações e dúvidas em geral, e vamos continuar desenvolvendo esta solução para que cada vez mais o cliente tenha autonomia para resolver de forma mais rápida qualquer questão do seu dia a dia, desde comprar um envio e imprimir a etiqueta, até rastrear e adicionar instruções de entrega a um pacote”, explica Cançado.

O chatbot tem capacidade para resolver pelo menos 80% dos casos que os clientes apresentam e isso inclui também questões complexas de análise de dados, como relacionado ao rastreamento de pacotes em que o cliente necessita de mais informações. Assim, o chatbot interpreta o monitoramento e são fornecidos direcionamentos específicos para cada caso. Além disso, em situações que precisam de acompanhamento mais específico, será direcionado para os atendimentos humanos para tratativas e resoluções.

“Com esta iniciativa estamos realizando uma transformação no atendimento e na experiência do cliente com a logística brasileira. E buscamos nos fortalecer cada vez mais como uma das principais empresas do mercado”, finaliza o VP de Produto e Tecnologia da Loggi.
Fonte:https://mercadoeconsumo.com.br/05/03/2025/destaque-do-dia/loggi-lanca-canal-de-atendimento-com-inteligencia-artificial-generativa-na-logistica/

Nova varejista chinesa se inspira na Shein e mira abertura de lojas físicas

Com a abertura de mercado conquistada pela Shein no varejo de moda mundial, outras companhias chinesas estão explorando oportunidades, principalmente nos EUA e da Europa. Uma delas é a Urban Reivo, que pretende ultrapassar a marca de 100 lojas físicas fora da China.

Com mais lojas na China do que a Zara e H&M, a empresa vive um momento de expansão no Sudeste Asiático, incluindo mercados como Tailândia, Cingapura, Filipinas e Vietnã. Com sede em Guangzhou, ela já conta com um projeto confirmado de unidade nos EUA, localizado no bairro de Soho, em Nova York.

A previsão, de acordo com informações da Bloomberg, é de que 25 lojas sejam inauguradas fora da China ainda em 2025. Outros destinos que devem receber estas unidades são Londres (2), Japão (diversas lojas) e países do Oriente Médio, mas sem especificação.

Segundo Leo Li, fundador da Urban Revivo, caso a estratégia seja bem-sucedida, o ritmo de aberturas pode ser ainda maior em 2025. O objetivo principal é atingir 100 lojas no exterior.

Produção e cadeia de suprimentos global

Para driblar gargalos da cadeia de suprimentos e retaliações de governos com operações cross border, a estratégia da Urban Revivo passa não só por estabelecimentos físicos. A construção de fábricas próximas aos mercados onde pretende atuar ativamente é vista como a peça principal neste quebra-cabeça.

Com este setor fora da China, a ideia é que, no mínimo, metade das roupas vendidas fora da China sejam fabricadas da mesma forma. Até o momento, conforme aponta a reportagem, a companhia estuda parcerias com fabricantes locais dos EUA e pretende iniciar sua produção na Turquia ainda este ano, visando a demanda europeia.

“Nossa incursão no Sudeste Asiático começou em 2016, mas a verdadeira globalização da moda acontece com a entrada nos mercados dos EUA e da Europa. A meta da Urban Revivo ainda é ambiciosa tendo em vista nossa movimentação financeira de cerca de US$ 1 bilhão em vendas anuais, uma fração do faturamento da Zara, H&M e Shein. No entanto, o sucesso global da última citada demonstra que empresas chinesas do setor podem conquistar espaço nas principais capitais da moda ocidental”, afirma o executivo.

Embora os preços da Urban Revivo sejam quatro a cinco vezes superiores aos da Shein, Li acredita que a produção mais próxima dos mercados-alvo ajudará a reduzir custos logísticos e tarifas. A ideia é que fornecedores locais fabriquem itens de alta rotatividade, enquanto a produção na China se volta às peças mais atemporais.
Perspectivas

A expectativa de Li é que cerca de 30% das vendas totais da Urban Revivo venham de fora da China, levando em consideração um possível sucessos na expansão internacional. Atualmente, a marca conta com a maior parte da receita proveniente dos consumidores chineses, além de parcela das lojas no Sudeste Asiático.

“O plano para enfrentar gigantes como Zara e H&M nos mercados ocidentais é baseado no modelo que funcionou na China: uma cadeia de suprimentos ágil e experiência em e-commerce para acompanhar rapidamente as tendências dos consumidores”, pontua.

Fonte: https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/nova-varejista-chinesa-se-inspira-na-shein-e-mira-abertura-de-lojas-fisicas

O impacto das regulamentações locais na logística global de e-commerces

Atuar no mercado global de e-commerce é um desafio que vai muito além da logística tradicional. Como especialista na área, acompanho de perto a adaptação de grandes empresas internacionais que chegam ao Brasil e precisam alinhar suas operações às exigências fiscais e regulatórias locais. Cada país possui suas particularidades e, no Brasil, essa adaptação exige um conhecimento aprofundado das regras nacionais e estaduais, que impactam diretamente o fluxo de mercadorias, a precificação e a experiência do consumidor.

As barreiras regulatórias e fiscais no Brasil

O Brasil é conhecido por ter uma das legislações fiscais mais complexas do mundo. A estrutura tributária envolve tributos federais, estaduais e municipais, o que exige uma gestão fiscal altamente eficiente. Para empresas estrangeiras que entram no mercado brasileiro, os principais desafios incluem:

– Tributação sobre importação: o Imposto de Importação (II), o ICMS e o PIS/Cofins afetam diretamente o custo da mercadoria e o prazo de entrega. Adaptar-se a esses tributos exige integração com sistemas automatizados de cálculo fiscal.

– Emissão de documentos fiscais: no Brasil, cada transação comercial requer notas fiscais eletrônicas (NF-e) e conhecimentos de transporte eletrônico (CT-e). Empresas estrangeiras precisam de sistemas que se integrem à Receita Federal e às Secretarias da Fazenda Estaduais.

– Regras alfandegárias e fiscalização aduaneira: o desembaraço aduaneiro pode atrasar a entrega se a empresa não seguir corretamente os procedimentos e as documentações exigidas pela Receita Federal.

– Regulamentações estaduais: o ICMS varia conforme o estado de destino da mercadoria, sendo necessário um planejamento estratégico para evitar custos desnecessários e garantir eficiência na distribuição.

Como adaptar operações logísticas ao mercado brasileiro

Diante desse cenário desafiador, empresas globais de e-commerce precisam adotar soluções que otimizem sua operação logística e garantam conformidade regulatória. Algumas estratégias fundamentais incluem:

1. Automação fiscal e tributária

A tecnologia é um grande aliado para lidar com as exigências fiscais brasileiras. Softwares de gestão tributária permitem calcular automaticamente os impostos de cada operação, garantindo que a empresa esteja em conformidade e evitando multas ou atrasos no despacho das mercadorias.

2. Parcerias com operadores logísticos locais

Uma das melhores formas de facilitar a adaptação ao mercado brasileiro é contar com operadores logísticos que já conhecem as regras e os processos locais. Muitas empresas optam por centros de distribuição em território nacional para agilizar a entrega e reduzir custos com importação direta para o consumidor.

3. Otimização da cadeia de suprimentos

Planejar bem a cadeia de suprimentos é essencial para minimizar os impactos das regulamentações. Estratégias como o uso de múltiplos hubs logísticos, análise de demanda por região e transporte multimodal ajudam a reduzir custos e melhorar os prazos de entrega.

4. Gestão eficiente da logística reversa

O Brasil possui normas rígidas para devoluções e trocas no e-commerce. Empresas estrangeiras precisam estruturar um processo eficiente de logística reversa, considerando prazos, custos e obrigações fiscais, para manter a satisfação do cliente e evitar problemas regulatórios.

5. Monitoramento em tempo real

Sistemas de rastreamento e integração com transportadoras são essenciais para garantir a transparência da operação e evitar gargalos logísticos. A tecnologia de monitoramento em tempo real permite prever possíveis atrasos e agir rapidamente para solucioná-los.

Ingressar no mercado brasileiro de e-commerce exige mais do que apenas uma estratégia de vendas eficiente. A adaptação às regulamentações locais é um processo fundamental para garantir a operação sem contratempos, evitar sanções e oferecer um serviço de qualidade ao consumidor final. Com planejamento, tecnologia e parceiros estratégicos, é possível transformar os desafios regulatórios em uma vantagem competitiva, consolidando a presença global da empresa de forma sustentável e eficiente.

A logística é um dos pilares do sucesso do e-commerce, e entender as nuances da legislação brasileira é essencial para que empresas internacionais operem de forma eficaz no país. Como profissional da área, sei que a adaptação pode parecer complexa, mas, com as ferramentas certas, torna-se um diferencial estratégico que impulsiona o crescimento no mercado brasileiro.

Fonte: “O impacto das regulamentações locais na logística global de e-commerces – E-Commerce Brasil

Creatina, jogo de lençol e furadeira: lista revela os itens mais comprados por brasileiros em 2024

Mudanças nos hábitos de consumo revelam padrões estratégicos no e-commerce brasileiro em 2024, destacando a importância da inteligência de mercado para antecipar tendências e impulsionar decisões de negócios.

Os hábitos de compra dos brasileiros em 2024 trouxeram surpresas e confirmaram tendências no comércio eletrônico, segundo o levantamento Meli Trends 2024, realizado pelo Mercado Livre. Creatina, jogo de lençol e furadeira foram alguns dos destaques. Mas o carrinho de compras é mais extenso. Veja, abaixo, a lista completa.

Janeiro: Samsung Galaxy A04
Fevereiro: Camera Wifi
Março: Apple iPhone 13
Abril: Notebook Samsung Galaxy Book2
Maio: Kit de camisetas básicas
Junho: Jogo de lençol queen
Julho: Parafusadeira e furadeira

Agosto: Creatina monohidratada
Setembro: Conjunto hospital Polly Pocket
Outubro: Hoverboard Super Mario
Novembro: Playstation 5
Dezembro: Short Masculino

O que há por trás dos números?

Em um primeiro momento, essa lista pode parecer apenas uma curiosidade sobre o comportamento dos consumidores. Mas, para quem entende do assunto, ela é uma mina de ouro de informações estratégicas.

O que parece ser apenas um retrato sazonal dos hábitos de compra, na verdade, revela padrões e tendências de consumo que, se bem interpretados, podem orientar estoques, definir estratégias de marketing e antecipar movimentos de mercado.

Em um cenário em que decisões rápidas e precisas se tornaram cruciais para a sobrevivência das empresas, esses dados deixam de ser meras estatísticas e se transformam em ferramentas poderosas. Mas há um detalhe importante: saber extrair valor dessas informações existe uma habilidade chamada de inteligência de mercado.

Essa é a chave para decisões mais inteligentes
Inteligência de mercado é a capacidade de transformar dados aparentemente comuns em insights estratégicos. É o que permite a empresas e profissionais irem além da superfície, enxergando padrões ocultos que indicam tendências, oportunidades de crescimento e até ameaças futuras.

Por exemplo, o aumento nas vendas de creatina em agosto não é apenas sobre o suplemento em si, mas pode indicar um movimento crescente de consumidores em busca de saúde e bem-estar – um dado relevante para academias, nutricionistas, marcas esportivas e até redes de supermercados.

Da mesma forma, o pico nas vendas de brinquedos em setembro sinaliza um comportamento previsível relacionado ao Dia das Crianças, mas também pode sugerir um aumento no consumo de itens educativos ou colecionáveis, caso o dado seja analisado em um contexto maior.

Empresas que sabem interpretar esses sinais conseguem não apenas acompanhar o mercado, mas antecipá-lo. E é justamente isso que separa negócios inovadores daqueles que ficam para trás.

Fonte: “Creatina, jogo de lençol e furadeira: lista revela os itens mais comprados por brasileiros em 2024 | Exame

Tentativas de golpe no e-commerce crescem 3,5% em 2024 ante 2023, aponta Equifax BoaVista

As tentativas de golpe no e-commerce aumentaram 3,5% em 2024 ante 2023, ano em que houve 7 milhões de registros, mostra uma pesquisa da Equifax BoaVista. Na mesma base de comparação, o ticket médio das compras fraudulentas teve alta de 18,1%, atingindo o valor de R$ 343,90 no ano passado.

Conforme o levantamento, no Brasil, 27,5% ou mais de 2,2 milhões dos golpes ocorreram no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Por outro lado, com o menor registro, estão o Acre, Amapá e Roraima, representando somente 0,2% dos casos.

Com o maior número de vendas online – 15,9% de um total de 35 milhões -, a sexta-feira também é o período favorito para as fraudes no e-commerce: segundo a pesquisa, 15,1% das ocorrências foram registradas nesse dia.

Em contrapartida, nos fins de semana, especialmente aos domingos, são menores as movimentações de vendas e tentativa de golpes, correspondendo a 11,3%.

Já o horário com mais fraudes no comércio eletrônico em 2024 foi às 14 horas e o período com menos, foi às 4 horas da madrugada.

O vice-presidente de Produtos e Pré-Vendas da Equifax BoaVista, Rogério Signorini, observa que “os dados nos mostram os padrões de comportamento mais frequentes dos fraudadores, que costumam agir durante horários de alta movimentação no e-commerce para se camuflarem entre transações legítimas, dificultando a detecção”

Fonte: “https://diariodocomercio.com.br/legislacao/tentativas-golpe-e-commerce-crescem-2024-ante-2023-equifax-boavista/”

A nova regra do jogo: como a automação inteligente está reduzindo custos e aumentando lucros no e-commerce

Imagine uma equipe de marketing de e-commerce gastando horas preciosas consolidando relatórios de desempenho, ajustando campanhas manualmente e lidando com processos operacionais repetitivos.

Enquanto isso, um concorrente que investiu em automação inteligente está ajustando lances de mídia paga em tempo real, personalizando recomendações para cada cliente e reduzindo custos operacionais.

A diferença? A automação inteligente não é apenas uma conveniência; ela está se tornando a nova regra do jogo.

No cenário atual do e-commerce, a pressão por eficiência e ROI nunca foi tão alta. Gerentes e diretores precisam justificar investimentos, reduzir custos de aquisição de clientes e aumentar a conversão. E a verdade é que estratégias manuais simplesmente não acompanham a velocidade do mercado digital.

Como disse Jeff Bezos: “Se você dobra o número de experimentos que faz por ano, você dobra sua inventividade”. E a automação permite exatamente isso: testar, aprender e escalar rapidamente.

A pergunta é: sua operação está pronta para jogar esse novo jogo? Ou ainda está presa a processos manuais que limitam seu crescimento?

O problema: o custo oculto do trabalho manual

O mercado mudou. O consumidor mudou. E o jeito de vender online também precisa mudar. A automação inteligente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade para e-commerces que querem crescer sem aumentar custos.

Mas aqui está a questão: muitas empresas ainda operam no modo manual, gastando tempo e dinheiro em tarefas que poderiam ser automatizadas. O resultado? Processos ineficientes, desperdício de recursos e perda de vendas.

Muitos negócios online ainda operam como se estivessem na década passada. Processam pedidos manualmente, enviam e-mails um a um e perdem vendas por não nutrir leads corretamente. Isso custa tempo, gera erros e impacta diretamente o faturamento.

Além disso, a concorrência está mais feroz do que nunca. O consumidor digital espera rapidez, personalização e eficiência. Se sua loja não entrega isso, alguém mais entrega.

A boa notícia? A automação inteligente pode resolver esses problemas e transformar sua operação.

O que é automação inteligente?

Diferentemente da automação tradicional, que apenas executa tarefas repetitivas, a automação inteligente usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para tomar decisões e otimizar processos.

Isso significa que seu e-commerce pode:

– Enviar e-mails personalizados com base no comportamento do cliente.

– Ajustar preços dinamicamente conforme a demanda e a concorrência.

– Reabastecer estoques automaticamente quando os níveis estiverem baixos.

– Segmentar clientes e sugerir produtos de forma precisa.

Tudo isso sem intervenção humana, permitindo que você foque no que realmente importa: crescer.

Redução de custos: como a automação corta desperdícios invisíveis

Muitos e-commerces acreditam que seus maiores custos estão nos produtos e na logística. Mas o verdadeiro vilão pode estar escondido em processos ineficientes, erros humanos e tempo desperdiçado.

Aqui estão três formas como a automação inteligente reduz custos:

1. Menos erros, menos prejuízo

Erros humanos em pedidos geram retrabalho, trocas e insatisfação do cliente. Softwares de automação garantem que dados como endereço, pagamento e disponibilidade de estoque sejam processados corretamente, reduzindo falhas e custos operacionais.

2. Atendimento ao cliente mais rápido e barato

Chatbots inteligentes e respostas automáticas resolvem dúvidas comuns sem precisar de um atendente humano. Isso reduz a necessidade de uma grande equipe de suporte e melhora a experiência do cliente.

3. Marketing automatizado: campanhas mais eficientes

Em vez de disparar e-mails e mensagens manualmente, a automação permite segmentação inteligente. Clientes recebem ofertas no momento certo, aumentando as taxas de conversão sem esforço extra.

Automação para aumentar o lucro: mais vendas com menos esforço

A automação inteligente não apenas reduz custos, mas também impulsiona as vendas.

1. Recuperação de carrinhos abandonados

Estudos mostram que cerca de 70% dos carrinhos de compra são abandonados antes da finalização da compra. Com a automação, é possível enviar e-mails ou mensagens personalizadas incentivando o cliente a concluir a compra, recuperando parte dessa receita perdida.

2. Personalização na comunicação

Clientes querem sentir que são únicos. Com inteligência artificial, sua loja pode recomendar produtos com base no comportamento de navegação e compras anteriores, aumentando as chances de conversão.

3. Gestão de estoque eficiente

Nada é pior do que perder uma venda porque o produto esgotou sem aviso. A automação inteligente monitora os estoques em tempo real, evitando excessos ou faltas e garantindo que seu e-commerce esteja sempre preparado para vender.

Casos reais: quem já está ganhando com isso?

Reserva IN

A marca brasileira de moda masculina Reserva implementou um sistema automatizado de e-mails e CRM, aumentando a taxa de conversão e reduzindo o tempo de resposta no atendimento ao cliente.

Wine

A loja online de vinhos Wine.com.br usa automação para recomendar rótulos com base no histórico do consumidor, aumentando a taxa de recompra.

Se grandes players do mercado já estão lucrando com automação, por que seu e-commerce ficaria de fora?

Amazon: logística totalmente automatizada

O segredo da Amazon não é apenas o preço, mas a eficiência. Com robôs em centros de distribuição e algoritmos que preveem compras futuras, a empresa entrega rapidamente e reduz custos operacionais drasticamente.

Passo a passo: como começar a automatizar seu e-commerce

Se você quer aproveitar os benefícios da automação, siga este plano:

1. Identifique tarefas repetitivas – quais atividades tomam tempo da sua equipe? Atendimento, estoque, marketing? Liste os processos que podem ser automatizados.

2. Escolha as ferramentas certas – plataformas como Dinamize, RD Station, HubSpot e Octadesk e várias outras ajudam na automação de marketing e atendimento.

3. Implemente aos poucos – comece pelos processos mais críticos e vá expandindo gradualmente.

4. Monitore os resultados – acompanhe métricas como tempo de resposta, taxa de conversão e redução de custos para medir o impacto da automação.

Minha dica final

A automação inteligente não é um luxo, é uma necessidade para quem quer crescer no e-commerce sem aumentar custos desnecessários.

Se você ainda depende de processos manuais, está deixando dinheiro na mesa. Comece pequeno, implemente aos poucos, mas não ignore essa tendência.

A nova regra do jogo já está em vigor. A pergunta é: seu e-commerce está pronto para jogar?

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/a-nova-regra-do-jogo-como-a-automacao-inteligente-esta-reduzindo-custos-e-aumentando-lucros-no-e-commerce”

 

Nove em cada dez varejistas utilizam aplicações de IA ou estão em fase de implementação

É o que aponta uma pesquisa recente da Nvidia.

Nove em cada dez empresas de varejo utilizam ativamente aplicações de Inteligência Artificial (IA) ou estão em fase de implementação da tecnologia em suas operações. É o que aponta uma pesquisa recente da Nvidia. Do total de instituições consultadas para o estudo, 42% utilizam ativamente IA, 47% avaliam ou estão em fase de implementação, e apenas 11% não usam.

O principal desafio para os varejistas na implementação da IA, segundo a pesquisa, é a falta de conhecimento sobre as ferramentas (33%). Em seguida, há um empate entre as dificuldades com a contratação de especialistas e a falta de verba (31%). Por fim, aparecem o entendimento de que a tecnologia não é adequada para os objetivos traçados ou a falta de clareza sobre o retorno do investimento (28%).

Mesmo com os desafios, as motivações para seguir com a implementação são fortes. Quatro em cada cinco respondentes afirmam que a IA pode ajudar a aumentar seu faturamento e, entre eles, um quarto relata que a tecnologia contribuiu para um incremento superior a 20% nas receitas. Além disso, 94% também afirmam que a IA ajudou a reduzir custos operacionais anuais – mais de um quarto desse grupo acredita que essa redução foi superior a 20%. Esse é um forte motivo para ampliar o orçamento de TI, e, de acordo com 97% dos executivos consultados, esse investimento deve crescer no próximo ano fiscal. Entre eles, 52% planejam aumentar o orçamento em pelo menos 10%.

O varejo digital, ou e-commerce, por sua afinidade natural com a tecnologia, é o segmento do varejo no qual a IA é mais aplicada (57%). A tecnologia também está sendo implementada no back office, ou seja, nas tarefas administrativas dessas empresas (50%), um pouco menos na cadeia de suprimentos (31%) e nas lojas físicas (31%). Segundo as empresas, os principais benefícios da IA têm sido na tomada de decisões e geração de insights (43%), no aumento da produtividade e das habilidades dos funcionários (42%) e na melhoria da eficiência operacional.

Entre os casos de uso, o que gerou maior retorno sobre o investimento (ROI) foram os conteúdos de marketing (23%). Em seguida, destacam-se a análise e segmentação de clientes (19%), as recomendações hiperpersonalizadas (18%), a previsão de demanda (17%) e as análises preditivas (17%).

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/17/02/2025/tecnologia/nove-em-cada-dez-varejistas-utilizam-aplicacoes-de-ia-ou-estao-em-fase-de-implementacao/”

Comércio eletrônico cresce 7% no ano, apesar da alta dos juros

Mercado Livre fortalece liderança no comércio eletrônico no Brasil, com 24% das visitas mensais; crescimento rápido do site chinês Temu impulsiona o e-commerce.

Em janeiro de 2024, as plataformas de e-commerce no Brasil registraram 1 bilhão de visitas, o que indica crescimento de 7% em comparação com janeiro de 2023. Foram 164 milhões de usuários ativos mensais de aplicativos, 16% acima do ano anterior. Os números foram impulsionados pelo rápido crescimento do Temu (P1DD34), chinês de comércio eletrônico propriedade da PDD Holdings, que tem sede em Boston e Dublin.

Apesar do forte desempenho, a queda da confiança do consumidor e os aumentos das taxas de juros, somados ao cenário macroeconômico difícil, dificultam o desempenho do setor.

Mercado Livre mantém liderança e Temu cresce no Brasil

Mercado Livre (MELI34) fortaleceu sua liderança, representando 24% das visitas mensais e 27% dos usuários ativos mensais no setor de ecommerce em janeiro. Sua posição dominante é ainda mais reforçada por sua alta taxa de sobreposição: mais de 70% dos usuários que visitaram concorrentes também visitaram o Mercado Libre, refletindo sua diversificada oferta de produtos e altos níveis de serviço.

No entanto, sua baixa duração de visita (2:16 vs. uma média de 5:08), alta taxa de rejeição e indicadores de satisfação do cliente insatisfatórios (por exemplo, uma classificação de 4,5 no Reclame Aqui vs. uma média do setor de 7,45) destacam os desafios de converter tráfego em vendas e manter a satisfação do usuário.

Vestuário, Calçados e Joias

Em janeiro de 2024, o segmento registrou 161 milhões de visitas a sites (+7% a/a), impulsionado pelo crescimento na categoria mainstream (+19% a/a), que lidera com 39% das visitas, e na categoria de calçados (+20% a/a).

Mainstream: A Shein impulsionou o crescimento da categoria (+37% a/a), liderando com 49% das visitas, 75% dos downloads de aplicativos, a maior duração de visita (6:50) e as maiores taxas de sobreposição. As Lojas Renner se destacaram com um crescimento de +22% a/a nas visitas ao site, consolidando sua posição como o 2º maior player mainstream.

Roupas esportivas: Os downloads de aplicativos caíram -24% a/a em janeiro, principalmente devido à Netshoes (-37% a/a), apesar de manter usuários ativos mensais estáveis graças ao forte desempenho da Adidas (+64% a/a) e do Grupo SBF (+19% a/a). No entanto, o Grupo SBF e a Netshoes mantiveram sua liderança, com 43% e 38% das visitas ao site, e 42% e 34% dos usuários ativos de aplicativos, respectivamente.

Joias: A categoria alcançou 9 milhões de visitas a sites (-3% a/a) em janeiro, impactada principalmente pela Vivara (-8% a/a), que lidera com 71% das visitas, bem como a maior taxa de sobreposição no setor.

Calçados: A categoria alcançou 9 milhões de visitas a sites (+35% a/a) em janeiro, impulsionada principalmente pela Alpargatas (ALPA4) (+67% a/a) e Vulcabras (VULC3) (+31% a/a), que representaram uma participação de 45% e 33% das visitas ao site, respectivamente.

Luxo acessível: Azzas (AZZA3) solidificou sua liderança com uma participação de 92% das visitas e quase 100% dos usuários ativos mensais, que viram um crescimento significativo a/a, impulsionado principalmente pela Farm, que alcançou 2,5 milhões de usuários ativos.

Fonte: “Comércio eletrônico; Mercado Livre lidera e Temu avança no Brasil