Brasil é líder em pagamentos por aplicativos na América Latina

O Brasil já é o líder da América Latina e Caribe em inovação tecnológica para pagamentos via aplicativos, segundo relatório do Centro de Inovação da Visa (CI). E se agora os dados já são positivos para o país, o cenário é ainda mais promissor para o futuro: até o fim de 2020, o número de usuários de smartphones aumentará em 30%, o que acarretará aumento de 7,2% nas transações por celular, que não envolvam dinheiro.

A praticidade em relação ao pagamento é de fato o que mais tem atraído os consumidores para este tipo de tecnologia, aponta Otávio Tranchesi, diretor do Chama, aplicativo de entrega de botijões de gás que, desde o início de abril, oferece a funcionalidade. “Dessa forma, você evita problemas como não ter o dinheiro na hora, não ter troco ou a maquininha do cartão não funcionar. E, claro, a segurança do cartão também estar em uma interface de confiança, evitar clone, por exemplo, na hora que passa. A gente nunca sabe. A praticidade do pagamento direto do aplicativo é um grande benefício”, comenta.

O brasileiro já é o quarto maior consumidor de aplicativos do mundo: usamos cerca de dez deles por dia. E grande parte para compras. Pesquisa do Instituto Qualibest realizada no país no ano passado aponta que 81% dos internautas já encomendaram ou contrataram algum tipo de serviço/ produto através de aplicativos (app) ou sites, utilizando um smartphone.

Confiança no app

Tranchesi enfatiza que o consumidor brasileiro já confia nesse tipo de pagamento. Ainda de acordo com o levantamento, entre os tipos de serviços mais utilizados pelos brasileiros via aplicativos estão: delivery de refeições, de mobilidade e entrega de gás.

O fotógrafo Douglas Shineidr, de 35 anos, é um usuário frequente destas ferramentas e aponta o pagamento via aplicativo como uma forma prática também de organizar as finanças. Para ele, o uso do celular na hora de comprar ou contratar estes produtos ou serviços ainda agilizam o seu dia. “Isso evita que eu perca tempo esperando para ser atendido pelo telefone e me permite ter maior controle nos gastos do cartão de crédito, já que as transações ficam registradas direto no app”, afirma.

Brasil se destaca no mercado global

Cerca de 3% dos usuários globais são representados pelos brasileiros na compra feita na palma da mão e o potencial é ainda muito maior para se expandir. Não por acaso, gigantes financeiras, fabricantes de celulares e grupos de tecnologia, como a própria Visa, Cielo, Samsung, entre outras, estão investindo em pagamentos, assim como as startups presentes no mercado nacional, que têm ampliado esse tipo de serviço.

O mercado deve ficar atento às inovações, já que as perspectivas são otimistas: o documento divulgado pela Visa também revela ainda que consumidores latino-americanos que recorrem aos aplicativos gastam 48 vezes mais do que a média internacional e hoje metade de todas as transações de comércio eletrônico entre os 20 países da América Latina vêm do maior deles, o Brasil.

A Consultoria Allied Market Research também estima que o mercado de pagamentos pelo celular vai crescer: serão US$ 4,5 trilhões até 2023 em todo o mundo. E só neste ano o setor deve movimentar US$ 1,08 trilhão.

Ainda não há estimativas brasileiras sobre o faturamento por este meio, mas, de acordo com o relatório “Webshoppers”, da Ebit, empresa que divulga pesquisas e insights sobre o consumo na internet, estima-se que o e-commerce cresceu 12% no faturamento brasileiro, rendendo ao todo R$ 53,5 bilhões (sem contar o mercado de revenda e usados em geral).

Hoje, no país, conforme a análise do Qualibest, o valor gasto em média pelo brasileiro na compra de uma refeição no IFood, por exemplo, é de R$ 38,00. O app é mais popular e o com mais usuários ativos no setor de delivery. A maior frequência de uso dos aplicativos se dá nos finais de semana e feriados.

Fonte: ecommercebrasil.com

Como a revolução digital está mudando o setor bancário

O setor bancário, historicamente é formado por um oligopólio onde grandes grupos dominaram por décadas, boa parte da participação do mercado nacional. Com grandes seguradoras, corretoras, bancos de crédito e de investimentos, os Bancos tradicionais atuaram por muito tempo com certa liberdade para operar com taxas excessivas e spreads altíssimos. Tal liberdade se devia a uma grande barreira de entrada que impedia que novos entrantes competissem no setor com equivalência de poder, a distribuição.
Antes da era digital, para que os bancos conseguissem clientes era necessário colocar diversas agências nas cidades e isso demanda muito capital para sustentar estruturas físicas colossais. Com essa barreira de entrada, os Bancos tradicionais podiam oferecer um nível de serviço relativamente baixo e com altas taxas sem que novos entrantes ameaçassem sua participação no mercado. A barreira permitiu que, por muito tempo, os bancos tratassem boa parte de seus clientes, ou pelo menos àqueles cuja renda não é suficiente para chamar atenção dos gerentes, de maneira precária, sem um nível de serviço digno. Com a revolução digital, a barreira de entrada cai e surge uma grande oportunidade no mercado financeiro.
Novas empresas são criadas para tentar aproveitar esse gap de atendimento às classes média e baixa da população. Novas corretoras, empresas de máquinas de cartões, bancos digitais e fintechs inundam o mercado na tentativa de ganhar participação nessa corrida da era digital. Com menores taxas – ou até isenção delas – as fintechs passam a apresentar as soluções que os bancos tradicionais costumavam oferecer, porém de maneira digital e simplificada, sem a necessidade de grandes estruturas físicas para dar suporte as mesmas. Tal proposta trouxe aos novos entrantes grande crescimento e a população se mostrou adepta aos novos modelos de negócio. Com o aumento da participação por parte destas novas instituições, os bancos tradicionais viram suas margens pressionadas e devem se reinventar se quiserem manter seus postos de líderes no mercado. Esse movimento já se iniciou e boa parte dos bancos tradicionais se esforçam para ingressar na era digital. Isso fica evidente tanto no lançamento de novos produtos como no marketing das grandes marcas.
O Itaú vem aprimorando seu aplicativo na tentativa de melhorar o nível de serviço, simplificando as operações. Entre as novas possibilidades estão a abertura de conta corrente através do próprio aplicativo, sem a necessidade de ir a uma agência. Além disso, entre os esforços de criar soluções para o novo mercado que vem se consolidando, o grupo fundou um dos maiores e mais relevantes centros de empreendedorismo tecnológico da América Latina, o Cubo.
O Bradesco também entrou na era digital, lançando seu primeiro banco 100% digital, o Next. Entre os diferenciais oferecidos pelo banco estão os “mimos”, diversos descontos para restaurantes, transporte, ingressos de cinema, shows, entre outros. Cada vez mais surgem novas soluções no setor bancário e a guerra dos gigantes começa a ser influenciada por pequenos players que vem ganhando muito espaço.
Não acredito que a era digital será marcada pela queda dos gigantes, mas inevitavelmente, suas margens pressionadas reduzirão os retornos obtidos e, aqueles que não se reinventarem perderão muito espaço no mercado. Provavelmente, vivenciaremos muitas aquisições no médio prazo, onde os grandes players da indústria competirão para ver quem adquire as melhores soluções que guiarão o futuro do setor.
O cenário de aumento da competitividade beneficia o cliente, pois na tentativa de não perder participação de mercado, muitos bancos reduzirão suas taxas de serviço e novos benefícios serão oferecidos. O futuro do setor bancário é pouco previsível. A dinâmica de mudanças está cada vez mais acelerada e novas soluções são pensadas diariamente para atender às necessidades crescentes dos clientes. Quem vencerá essa guerra? Só o futuro dirá.

Matéria sugerida pelo colaborador Joni Hansen

Fonte: sunoresearch.com.br

O varejo tradicional e a briga pelo mercado de pagamentos

Em um mercado que movimenta mais de R$ 1,3 trilhão só com uso de cartões, os meios de pagamentos passaram a ser um filão estratégico de atuação dos varejistas. Com a ascensão das novas tecnologias e um afrouxamento benéfico realizado por parte do Banco Central na parte regulatória, as instituições financeiras tradicionais estão começando a perder o protagonismo. E é nessa brecha que fintechs e varejistas entram em cena.

De acordo com dados compilados pela consultoria Boanerges & Cia, a participação do uso de cartão, tanto de débito como de crédito, pelos consumidores vem crescendo ano a ano. Em 2007, essa participação era de 18% sobre o total de movimentação financeira na parte de pagamentos. Em 2017 esse montante já representou 33%. A projeção é que ao fim de 2027, 49% do total sejam de pessoas utilizando o plástico como principal meio de pagamento, superando o dinheiro em papel, que ainda é o mais utilizado. Isso significa que os grandes players do varejo podem criar suas próprias soluções tecnológicas para permitir um acesso direto com o seu consumidor.

Na prática, isso já vem ocorrendo. Os principais varejistas do País, como B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), Magazine Luiza, Carrefour, entre outros, já estão realizando a chamada transformação digital a partir do modo como o cliente se relaciona com a marca, principalmente na parte de pagamento. E a tendência é que a customização passe a ser cada vez mais realizada por todos os varejistas que transacionem valores significativos e que possuam uma base de clientes extremamente fiéis.

Se relacionar de forma mais íntima com o consumidor foi justamente a estratégia que levou a B2W a criar uma carteira digital. Por meio dela, a companhia consegue otimizar e trazer descontos para os seus clientes por meio do uso de cashback, o que acaba gerando maior recorrência de compra. Lançada em junho de 2018, a aplicação contou com mais 800 mil downloads em apenas cinco meses de operação. Ou seja, a empresa entendeu que o potencial em oferecer uma experiência diferenciada passa por internalizar a gestão do meio de pagamento.

Na mesma toada segue o Magazine Luiza. A gigante do varejo vem realizando uma série de iniciativas para consolidar um ecossistema de experiência do usuário, que passa pela jornada de compra, pela forma como este recebe o produto e a maneira como ele realizará o pagamento. Embora ainda seja bastante incipiente, o plano é que seja criado uma espécie de aplicativo, que sirva para realizar compras e efetuar pagamentos. A própria empresa já possui estruturação financeira, composta pela oferta de um cartão de crédito private-label e também por empréstimos pessoais. Ou seja, o potencial de customização em meios de pagamento é grande, embora apresente desafios.

Com a oportunidade dada, as empresas do setor varejista precisam ter em mente as dificuldades que são colocadas, sobretudo na questão tecnológica e na estruturação financeira. Segundo uma pesquisa divulgada, em dezembro de 2018, pela consultoria Deloitte com 126 empresas participantes, 66% afirmaram que precisam readaptar seus planos de negócios diante de um novo perfil de consumidor e de um contexto socioeconômico complexo. Fazer esse processo e ter êxito, não é tarefa fácil. O lado bom é que o ecossistema de tecnologia financeira está evoluindo com relativa rapidez.

Neste cenário, as fintechs têm desempenhado papel importantíssimo. De acordo com um relatório elaborado pela Liga Ventures, aceleradora que ajuda grandes empresas a criarem programas de inovação, existem hoje 293 startups que estão entregando valor para o varejo em diferentes áreas. Dentre essas, as que dizem respeito como as tecnologias servem como opções para os varejistas na oferta de meios de pagamentos, m-payments, geração de boletos, subadquirentes, gateways e ferramentas para auxiliar e apoiar na gestão de transações financeiras.

Conclusão

Com a tecnologia à disposição, um ambiente propício para otimizar operações de meios de pagamento, e uma capacidade de criar diversas soluções que atendam não só o público final, mas também os diversos intermediadores que fazem parte do processo, o varejo tem a capacidade de fomentar ainda mais o desenvolvimento com foco em inovação. Isso passa por ferramentas de customização que atendam às necessidades específicas do consumidor. Hoje, o varejo já possui protagonismo no mercado de pagamentos. Nos próximos anos, o setor será responsável também por elevar a competitividade do ecossistema financeiro. E a tecnologia será um dos tripés de sustentação.

Fonte: ecommercebrasil.com.br

O que o investimento do PayPal no Mercado Livre significa para o varejo nacional?

O investimento que a gigante americana de meios de pagamento PayPal irá fazer no Mercado Livre pode significar uma mudança na forma como conhecemos o varejo hoje. O valor do aporte, que chegará a US$ 750 milhões, serve especialmente para consolidar sua operação na América Latina – em especial no Brasil, além de brigar de frente no quesito serviços para os lojistas da sua base e também no aprimoramento da sua solução de pagamento – o Mercado Pago.

O que devemos ver daqui para frente é que o setor, que já passa por transformações não só em razão de um aumento de competitividade, mas também pelos novos hábitos dos consumidores, passará a disputar a tapa cada etapa da jornada de compra. E aqui estamos falando não somente da aquisição do produto, mas também da forma como a compra será recebida e como o pagamento será efetuado.

O Mercado Livre hoje é líder em participação no segmento de marketplace no País, com cerca de 30% do share. A competição, porém, está se acirrando, não apenas pela expansão dos principais players nacionais do setor, como B2W, Via Varejo e Magazine Luiza, mas, sobretudo pela tão temida entrada da Amazon no Brasil. Por isso, com toda a estrutura operacional, tecnológica e logística que essa pode proporcionar para os lojistas, é natural que o Mercado Livre busque formas de se resguardar.

Na parte de serviços de pagamentos, atualmente, a companhia possui mais de 1 milhão de cartões emitidos nas suas operações de Brasil, México e Argentina. Isso significa uma força muito grande na briga pelo público desbancarizado e na oferta de serviços de digital wallet. Isso é particularmente significativo, principalmente pela pluralidade de perfil que a empresa possui dentro da sua base. Ou seja, todas as vendas efetuadas dentro do Mercado Livre viram crédito no Mercado Pago, a menina dos olhos da empresa, que busca intensificar certas estratégias para se diferenciar dos demais players do segmento – sobretudo do PagSeguro, a principal força concorrente nessa frente.

Para reforçar sua atuação nesse sentido, o foco será em oferecer novas tecnologias e formas de pagamento. Isso significa implantação de modalidades como autenticação biométrica e “tokenização” para pagamentos eletrônicos. Para isso, a companhia reafirmou o seu acordo com a operadora de cartões Mastercard. Há mais de três anos as empresas trabalham em conjunto. A aliança incluiu o lançamento de cartões pré-pagos que espelham o saldo digital do Mercado Pago e que permitem que pessoas paguem compras online e offline com a bandeira.

Neste cenário, em que as empresas que atuam no setor são protagonistas no controle de operações financeiras e na oferta de serviços de mesma natureza, é evidente que esse movimento gere impactos no varejo nacional. E o PayPal observa isso com olhos atentos. O próprio CEO da empresa afirmou que o comércio digital na América Latina está experimentando um enorme crescimento e que a companhia vê as oportunidades de integrar os seus recursos para criar experiências únicas e valiosas para os seus clientes. Na prática, isso significa passar a ter uma participação mais clara no país na oferta de serviços de pagamentos.

Analistas de mercado inclusive já consideram que um dos principais impactados da entrada do PayPal no Mercado Livre será evidentemente o PagSeguro. Em relatório, analistas do Bradesco BBI afirmaram que a operação deve fornecer fundos sólidos para um despertar no mercado de meios de pagamento no Brasil, o que deve aumentar a pressão competitiva em cima do PagSeguro, empresa que já apontou o Mercado Livre como uma fonte potencial de competição.

Conclusão
Todas essas soluções tecnológicas que impactam na forma como são efetuadas as operações de serviços financeiros e os próprios meios de pagamentos são extremamente estratégicas para as varejistas, que veem nisso uma forma de impulsionar os seus negócios. As grandes varejistas que possuem ações negociadas na bolsa brasileira sofreram perdas no dia do anúncio – o que mostra que o mercado está atento a esse movimento. Com o Mercado Livre atuando de forma mais intensa, sobretudo com o respaldo do PayPal, é possível imaginar que veremos essa briga se acirrar. E as demais empresas precisam se mexer e trazer soluções que realmente sejam valiosas para o setor, ao mesmo tempo que protegem suas marcas.

Fonte: ecommercebrasil.com

PagBrasil e Apacpay ampliam opções para transações cross border no Brasil

A PagBrasil, fintech brasileira líder no processamento de pagamentos para e-commerces ao redor do mundo, anuncia sua nova parceria internacional: a Apacpay, empresa de Singapura prestadora de serviços de pagamento com soluções completas para varejistas digitais. Agora os clientes Apacpay já podem se beneficiar da vasta gama de opções de pagamento brasileiras oferecidas pela PagBrasil.

Como uma plataforma completa focada no mercado brasileiro, que representa mais de 40% do volume de vendas dos e-commerces da América Latina, a PagBrasil criou uma sólida infraestrutura e expertise para o mercado nacional.

Seu serviço próprio oferece aos lojistas e consumidores soluções que vão desde o processamento de pagamentos e coleta do dinheiro, câmbio de divisas e remessas internacionais, e até mesmo a prevenção de fraudes.

Além disso, a fintech conta com um amplo catálogo de meios de pagamento, incluindo as soluções próprias Boleto Flash e PEC Flash, bem como transferência online bancária, cartões de débito e cartões de crédito com parcelamento em até 12 vezes. Com isso, a PagBrasil permite aos lojistas fornecerem opções aos seus clientes que se adaptam aos hábitos de compra locais.

“O e-commerce no Brasil nunca deixou de ser atrativo para o resto do mundo e agora volta a registrar uma taxa de crescimento de dois dígitos. No entanto, as particularidades do mercado em termos de métodos de pagamento, assim como a estrutura regulatória e seu sistema de fiscal complexo, podem restringir a entrada no mercado brasileiro”, explica Ralf Germer, co-fundador e co-CEO da PagBrasil.

“Essa parceria é um passo estratégico em direção a possibilitarmos que empresas estrangeiras operem no varejo virtual do país com mais facilidade. A grande gama de clientes da Apacpay agora pode vender no Brasil de forma mais eficiente e com todas as opções de pagamento que oferecemos em nossa plataforma”, complementa o co-CEO.

A tecnologia da Apacpay possibilita vendas virtuais com uma solução inovadora e focada, principalmente, em entregar a melhor gama de processos de pagamentos possível. Seu gateway entrega aos seus clientes a possibilidade de transações globais de forma segura e eficiente.

A plataforma redireciona de forma inteligente as transações de pagamento para diferentes adquirentes e provedores, o que dá ao lojista acesso imediato a mais de 200 métodos de pagamentos alternativos em todo o mundo. O lançamento mais recente da empresa, o i-RiskCloud, utiliza de Big Data e Inteligência Artificial para combater fraudes que podem ocorrer diariamente e consegue predizer eventuais fraudes para proteger os lojistas de perdas iminentes.

“A parceria com a PagBrasil reforça a posição da Apacpay como uma líder em tecnologias de pagamento para mercados emergentes como o Sudeste Asiático, Oriente Médio e América Latina. Combinando a tecnologia aberta das duas fintechs, os lojistas virtuais terão uma conectividade mais robusta e um aumento em sua taxa de conversão”, afirma o diretor de operações da Apacpay Gavin Byron.

Fonte: ecommercebrasil.com

Mercado Pago anuncia transferência de dinheiro imediata nas vendas online

O Mercado Pago, fintech do grupo Mercado Livre, anuncia mudanças no modelo de recebimento para os clientes que utilizam as soluções de pagamento online da empresa. A partir de agora, os vendedores da plataforma terão a vantagem exclusiva de receber o dinheiro das vendas com cartão de crédito na hora. Os planos permitem ainda receber em 14 ou 30 dias, com tarifas reduzidas. Os novos prazos e tarifas valem para recebimento com cartão de crédito ou dinheiro da conta digital, seja com o link do Mercado Pago, em uma loja online ou vendas pelas redes sociais.

“Flexibilizamos o prazo de liberação do dinheiro das vendas para que os lojistas possam administrar seu caixa de acordo com suas necessidades. Vamos permitir que o vendedor receba o dinheiro das vendas com cartão de crédito na hora, um benefício exclusivo dos clientes Mercado Pago. Inovamos sempre para promover o acesso ao dinheiro e o empreendedorismo por meio de uma oferta completa para vendedores de todos os tamanhos”, explica Tulio Oliveira, Diretor de Mercado Pago no Brasil.

Os novos planos são válidos tanto para os clientes atuais quanto para novos vendedores.

Mercado Pago oferece uma solução completa de meios de pagamento online para empresas de todos os tamanhos. Nosso amplo portfólio permite uma oferta completa de soluções customizadas e flexíveis que oferecem a melhor experiência para quem compra ou vende no mundo físico, no e-commerce ou ainda pelas redes sociais. As transações processadas pelo Mercado Pago vem crescendo fora do marketplace do Mercado Livre, e já somaram mais de US$ 2 bilhões em volume no quatro trimestre de 2018, alcançando quase 70 milhões de transações de pagamento no período.

Fonte: clipping.cservice

Abecs projeta crescimento de 16% para uso de cartões em 2019

Em 2018, valor total transacionado atingiu R$ 1,55 trilhão, alta de 14,5%. Associação espera chegar a 60% de representatividade no consumo das famílias até 2022.

Os pagamentos realizados com cartões de crédito, débito e pré-pagos devem crescer em torno de 16% em 2019, chegando ao patamar de R$ 1,8 trilhão, de acordo com projeções da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento. Com isso, as compras com cartões devem registrar, no 4º trimestre de 2019, uma participação recorde de 40% em relação ao volume do consumo das famílias brasileiras.

“O objetivo do setor é alcançar o patamar de 60% de representatividade no consumo das famílias até 2022. Para isso, é preciso incentivar ações que ampliem o acesso e gerem mais eficiência aos meios eletrônicos de pagamento, apostando em inovação e produtos e serviços cada vez mais convenientes e seguros para as pessoas”, afirma Pedro Coutinho, presidente da Abecs.

Balanço 2018
Segundo dados consolidados da Abecs, os brasileiros realizaram R$ 1,55 trilhão em compras com cartões em 2018, crescimento de 14,5% em relação a 2017 – maior alta desde 2014, quando o setor cresceu 14,8%. Entre as modalidades, os cartões de crédito registraram R$ 965,5 bilhões, alta de 14,6%, os cartões de débito, R$ 578,1 bilhões, alta de 13,8%, e os cartões pré-pagos, R$ 11 bilhões, alta de 66,5%. O volume total representou 38,3% do consumo das famílias no 4º trimestre de 2018. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a representatividade do setor subiu de 20,7% em 2017 para 22,8% em 2018.

Em quantidade de transações, os cartões tiveram crescimento ainda maior, de 15,5%, totalizando 18,8 bilhões em 2018 – o equivalente a 35,8 mil transações por minuto. Os cartões de crédito foram usados 9,4 bilhões de vezes pelos brasileiros, enquanto os cartões de débito, 9,3 bilhões, e os cartões pré-pagos, 180,1 milhões. Levando em consideração a população economicamente ativa, cada pessoa realizou cerca de 180 transações com cartões no ano passado.

Compras remotas
As compras com cartões não presentes, com destaque para o e-commerce, também ajudaram a impulsionar o crescimento do setor no período, somando R$ 198,2 bilhões (alta de 18,4%). O valor corresponde a 20,5% de todo o volume transacionado por meio de cartões de crédito em 2018. De acordo com pesquisa da Abecs realizada pelo Datafolha, 78% das pessoas que fazem compras online usam o cartão de crédito nessas transações, sendo que 63% delas preferem o celular como plataforma de acesso ao e-commerce. Em seguida, estão o computador tradicional (35%), o notebook (33%) e o tablet (3%).

Dados regionais
O uso dos cartões continua mais concentrado no Sudeste, que detém 60,5% de todo o volume movimentado. Em seguida estão Sul (15,1%), Nordeste (13,1%), Centro-Oeste (7,7%) e Norte (3,5%). Por outro lado, o crescimento mais expressivo no período ocorreu na região Norte, com alta de 16% no volume total movimentado em cartões e de 17,5% se considerada apenas a modalidade de cartão de débito. Esse resultado é reflexo do processo de inclusão financeira que continua ocorrendo no País.

As compras internacionais realizadas por brasileiros com cartão de crédito somaram R$ 31,8 bilhões, avanço de 12,6% em relação ao ano anterior. Já os gastos de estrangeiros no Brasil com cartões cresceram 12,9%, chegando a R$ 15,7 bilhões. O levantamento da Abecs mostra ainda que, em 2018, os programas de loyalty dos cartões geraram R$ 4,3 bilhões em vantagens e benefícios aos clientes. O valor é 6,8% maior do que o registrado em 2017, o que significa que o brasileiro tem aproveitado esse benefício do cartão para adquirir produtos e serviços.

Infraestrutura
Ainda de acordo com o levantamento da Abecs, o Brasil possui atualmente um dos maiores parques de equipamentos de captura de transações com cartões (POS e PDV) do mundo, com 9,3 milhões de terminais espalhados por todo o território nacional. Devido ao aumento da competitividade e ao investimento realizado pelo setor nos últimos anos, o País conta com uma concentração de 44,6 equipamentos para cada mil habitantes, um dos maiores índices do mundo e superior ao de países desenvolvidos, como Itália (40,7), Canadá (39,2) e Austrália (38,9%).

Uso consciente
Em paralelo à popularização e ao crescimento dos meios eletrônicos de pagamento, é cada vez maior a parcela de brasileiros que usam o cartão de crédito de forma consciente. Segundo dados do Banco Central, o índice de inadimplência do cartão caiu ao longo de 2018 e chegou a 5,7% em dezembro, menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2011.
De acordo com pesquisa da Abecs realizada pelo Datafolha, cerca de 90% dos consumidores pagam o valor integral da sua fatura e, portanto, não recorrem a nenhum tipo de financiamento. Apenas 4% usam o rotativo do cartão, que hoje corresponde a 0,8% de todo o volume de crédito financiado à pessoa física no Brasil.

Fonte: portalnovarejo.com

Inteligência financeira: como empresas de distribuição acessam um mercado trilionário

As empresas de distribuição exercem um papel fundamental para o varejo. Não apenas por garantirem que os produtos cheguem ao destino e por gerenciarem uma questão tão importante como a logística, mas também por facilitarem a movimentação financeira entre os elos desta cadeia.

Do transporte de valores à compra e venda de produtos, a quantidade de dinheiro que circula com os distribuidores é gigantesca. Apesar disso, a maior parcela destes recebíveis fica com os bancos e adquirentes, que pouco entendem da operação envolvida – apesar de morderem uma grande quantia do dinheiro. O surgimento de novas tecnologias permitiu que essas companhias pudessem entrar neste mercado e encontrassem novas fontes de receita.

A descentralização dos meios de pagamentos foi o catalisador para este movimento. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) estima que 60% dos pagamentos realizados no país sejam realizados por meios eletrônicos até 2022 – em 2017 o percentual era de 32,6%. Já dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) mostram que nos nove primeiros meses de 2018, o valor transacionado em cartões foi de R$ 1,1 bilhão – a estimativa é de R$ 1,5 bilhão no ano passado e de R$ 2 bilhões em 2019.

Meios de pagamento
A capilaridade, aliada à possibilidade de ganhos expressivos, empurrou as empresas de distribuição ao setor. Incluir o produto financeiro no portfólio se mostrou uma nova fonte de linha de receita muito rentável e também uma forma de impulsionar novas vendas com maiores descontos. Ao inserir os meios de pagamentos em seus serviços, as informações geradas trazem uma nova realidade a toda a cadeia. Isso é benéfico também para os lojistas que podem contar com produtos desenvolvidos para a sua necessidade, empréstimos, descontos e incentivos – além, é claro, de taxas melhores por contar com um player que tem maior abrangência de negociação.

Dessa forma, o impacto é gigantesco por permitir que essas companhias acessem um mercado que antes estava restrito às soluções de adquirência – e que, agora, pode trazer uma camada de informação baseada em seus ramos de atuação. Há empresas que atendem públicos extremamente regionalizados, com características econômicas específicas e que, normalmente, veem suas necessidades serem marginalizadas pelo Sistema Financeiro Nacional. Eles podem trazer visibilidade para estes casos.

Além disso, a maior participação dessas organizações no setor de pagamentos amplia a acessibilidade do consumidor final, cria novos serviços financeiros para incentivar o crescimento e traz maior inteligência e compreensão a toda a cadeia de distribuição. Entre os produtos já disponibilizados estão, entre outros, as maquininhas de cartões com taxas mais vantajosas, programas de fidelidade personalizados, wallets para nichos de mercado, a oferta de crédito baseado no saldo já existente e o menor risco nas transações da cadeia.

Desafios pendentes
Apesar da entrada recente das empresas de distribuição, ainda há desafios que devem ser superados. O principal deles é justamente a cultura desenvolvida na rede. Muitas vezes pode existir dificuldade em explicar os benefícios que esse novo cenário pode oferecer. Em regiões mais afastadas ainda existe o hábito do dinheiro e pouca aceitação do cartão – o que exige uma “evangelização” mais forte. Em todo o caso, é um caminho sem volta: no mercado trilionário dos meios de pagamentos, as empresas de distribuição são players atuantes e poderosos que fornecem a inteligência e inovação necessária para o desenvolvimento do setor.

Fonte: ecommercebrasil.com.br

Fintech quer conquistar a liderança em empréstimos pessoais online no Brasil

Uma das maiores plataformas de crédito pessoal online de origem europeia, pretende investir cerca de US$ 50 milhões no desenvolvimento de tecnologias financeiras na América Latina, entre 2019 e 2020. No entanto, mais de 2/3 dessas contribuições serão investidas no mercado brasileiro. ID Finance está entre as cinco maiores empresas da indústria de crédito online no Brasil. O objetivo é conquistar o primeiro lugar desse mercado. A fintech já lidera o mercado espanhol online e cresce mais de 20% ao mês no Brasil e no México.

Até 2019, a ID Finance crescia, trimestralmente, 41% no Brasil e 92% no México. A fintech é considerada pela Financial Times, a segunda startup com maior taxa de crescimento na Europa. Já pela GP Bullhound a empresa é uma das mais promissoras startup para se investir no momento. No Brasil, a plataforma de empréstimo online, está entre as maiores, com 600 mil usuários cadastrados, entre 20 e 45 anos, e com renda média entre R$ 1.500 a R$ 3.000 reais. Desde 2016, ID Finance está presente no país com um dos seus produtos, o Moneyman, que fornece empréstimos online de forma simples e no curto prazo para o consumidor pessoa-física. Os serviços financeiros estão disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana.

No total, a ID Finance recebe 20 mil novos clientes toda semana, sendo que 90% permanecem clientes fixos. Segundo Boris Batin, sócio-fundador e CEO da ID Finance global, nos países emergentes a concorrência é baixa e o número de pessoas sem crédito bancário é bastante grande. “Nossa missão é alcançar o jovem que usa as novas tecnologias e o público que está excluído de conseguir empréstimo nos bancos tradicionais”, explica.

Em 2018, a ID Finance teve um faturamento global de US$ 49 milhões, o que representa um crescimento de 236%, em relação a 2017. A companhia tem uma estratégia de crescimento nos países na América Latina da ordem de 400%, em 2019.

A ID Finance usa dados de transações de contas bancárias para estimar o risco de crédito. Portanto, isso aumenta a confiabilidade da avaliação de risco e reduz fraudes. Além disso, a startup é a única no mundo que usa sistema biométrico comportamental, que estuda os padrões únicos de datilografia e comportamento exibidos pelos usuários durante o processo de solicitação de empréstimo para capturar uma variedade de padrões. Fintech oferece soluções de crédito seguro e convenientes aos seus clientes.

A sede da fintech fica em Barcelona, na Espanha. Os principais negócios da empresa são: tecnologia da informação avançada e sistema de gerenciamento de riscos, baseados no aprendizado de máquina e inteligência artificial. Até o momento, a ID Finance tem 1.5 milhões de usuários registrados. A startup desenvolve dois produtos: MoneyMan (Espanha, México, Brasil) e Plazo (Espanha).

Fonte: clipping.cservice

Pagamentos por aproximação: a ponte para o mundo digital

Uma das maiores tendências na área de pagamentos são os pagamentos por aproximação. Em alguns países, como Austrália, Canadá e Polônia, o hábito de aproximar o cartão de um terminal e pagar pela compra já se transformou em algo tão corriqueiro quanto comprar um cafezinho. Globalmente, uma de cada cinco transações feitas de forma presencial é realizada agora sem contato, e se calcula que, até 2022, o mercado de pagamentos sem contato terá um crescimento anual de 24%.

Na América Latina, o ritmo de adoção dos pagamentos por aproximação ainda está longe de ser o ideal e o dinheiro em espécie prevalece, sendo responsável por cerca de 85% das transações de pagamento na região. Isso acarreta em altos custos para a sociedade, segundo dados do Banco Central, apenas em 2017, R$800 milhões de reais foram gastos na administração do dinheiro (aquisição, acondicionamento e guarda, distribuição, seleção, destruição e outros), enquanto notas falsas representaram um rombo de $36 milhões no mesmo ano.

É interessante notar que os mesmos consumidores que usam dinheiro em suas compras cotidianas estão adotando o comércio on-line de forma crescente. De fato, as compras on-line crescem em um ritmo 2,5 mais rápido do que as compras em estabelecimentos físicos na América Latina, um indicativo de que os consumidores estão em busca da conveniência de fazer compras com alguns cliques sem sair de casa.

Mas quando o dinheiro ainda é a forma dominante de pagamento, fica difícil falar sobre uma boa experiência de compra pela internet. De acordo com um estudo publicado pela consultoria Statista, 35% dos consumidores que compram na internet na América Latina pagam por suas compras em dinheiro no momento da entrega da mercadoria.[1] No Brasil, o maior mercado da região, “boletos bancários” são responsáveis por 3.7 bilhões de transações por ano ou 25% de todas as transações de pagamento em compras online.[2]

É aí que entram os pagamentos por aproximação. Existe uma correlação direta entre o uso dessa tecnologia, e a redução do uso de dinheiro em espécie, pois, quando o consumidor se acostuma com a facilidade e a conveniência de pagar por suas compras apenas aproximando o cartão do terminal, a substituição de dinheiro por pagamentos eletrônicos é uma consequência natural.

No Brasil, mais de 4500 cidades já estão aptas a realizar pagamentos por aproximação e, segundo dados da Mastercard, cerca de 1,3 milhões de transações desse tipo são realizadas por mês. Ao compararmos as transações das capitais Nordestinas, por exemplo, houve um crescimento de 471% no número de pagamentos por aproximação no comparativo entre o primeiro e o segundo semestre de 2018. Destaque para Fortaleza que teve mais de 40.000 transações realizadas por carteiras digitais no segundo semestre de 2018, isso representa um crescimento de 553% das transações dessa modalidade na capital cearense durante o período e demonstra o quão disposto esse consumidor está disposto a adotar novas tecnologias de pagamento.

Sem dúvidas, que a evolução digital abre enormes desafios e oportunidades. Com o desenvolvimento de novas tecnologias que garantem a segurança e integridade dos pagamentos on-line como a tokenização e o uso de biometria para autenticação de pagamentos, a linha que separa os pagamentos físicos dos pagamentos digitais se tornará cada vez mais tênue. E, um consumidor habituado a usar seu cartão de pagamento por aproximação para as compras em comércios tradicionais não terá grandes problemas em fazer essa transição para o mundo virtual, afinal, seja por meio do celular, tablet ou acessórios (wearables), ele deseja uma experiência de pagamento cada vez mais rápida, mais segura e sem atrito.

Fonte: ecommercenew.com.br