Varejo farmacêutico projeta crescimento de dois dígitos em 2024

O setor farmacêutico brasileiro segue uma trajetória de crescimento sólida e resiliente, com o varejo farmacêutico projetando fechar 2024 com um aumento de dois dígitos no faturamento. A previsão é de um crescimento médio de 10% em comparação ao ano anterior, refletindo a recuperação do setor e a adaptação bem-sucedida das empresas a um mercado em constante transformação.

Esse desempenho é especialmente notável, considerando o cenário econômico desafiador, com inflação elevada e taxas de juros altas, que impactaram diversos outros segmentos da economia.

“O crescimento do setor farmacêutico, no entanto, não é um fenômeno isolado. Ele é impulsionado por uma série de fatores, entre eles a digitalização, a diversificação de produtos e o crescente foco na experiência do consumidor”, explica o presidente da Febrafar, Edison Tamascia.
Modelo de negócios

Para Tamascia o modelo de negócios das farmácias tem se distanciado do foco exclusivo em preços baixos e tem migrado para uma abordagem que inclui não apenas medicamentos, mas uma oferta mais ampla de produtos de bem-estar, saúde, cosméticos e serviços personalizados. “Isso é resultado da adaptação contínua das farmácias às novas exigências dos consumidores, que buscam conveniência, agilidade e uma experiência de compra mais completa”, detalha.

O destaque de 2024 não se limita ao desempenho geral do setor, mas também a alguns players que se destacaram pelo crescimento acelerado, especialmente as grandes redes farmacêuticas e as farmácias associadas à Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar).
Edison Tamascia, presidente da Febrafar/Foto: divulgação
Crescimento do mercado

Em meio ao crescimento do mercado, o grupo tem se destacado com resultados ainda mais expressivos, superando a média de crescimento do setor. Esse sucesso reflete não apenas a força das redes associadas, mas também o papel estratégico do associativismo, que tem sido uma alternativa eficaz para fortalecer as farmácias independentes e garantir sua competitividade frente às grandes redes.
Inovação e adaptação

Segundo Edison Tamascia o bom desempenho do mercado farmacêutico em 2024 é resultado de um processo de adaptação e inovação. “O setor farmacêutico não se resume mais à venda de medicamentos a preços competitivos. O mercado está cada vez mais exigente e os consumidores querem uma experiência completa. Isso significa que as farmácias precisam oferecer um mix diversificado de produtos, atendimento de qualidade, e uma estrutura física e digital bem alinhada”, afirma Tamascia.

As farmácias independentes, que historicamente enfrentavam desafios para competir com as grandes redes, têm encontrado no associativismo uma maneira de superar as barreiras do mercado. Modelos como o da Febrafar oferecem uma plataforma de apoio que inclui desde soluções de gestão e fidelização, até o desenvolvimento de novas formas de atendimento ao cliente. Isso tem permite competitividade e adequação às mudanças que o setor está experimentando.
Transformação digital

A transformação digital também tem se mostrado um dos maiores motores de crescimento. As farmácias que têm investido em tecnologia – seja para melhorar a gestão de estoques, oferecer serviços de entrega mais rápidos ou implementar soluções de atendimento ao cliente online – estão mais bem posicionadas para atender às novas demandas dos consumidores.

“Digitalizar-se não é mais uma tendência, mas uma necessidade. O consumidor está cada vez mais digital e busca conveniência, e as farmácias precisam estar onde ele está”, completa Tamascia.

Embora o ambiente físico das farmácias continue sendo fundamental, a transformação digital tornou-se uma das principais frentes para o crescimento do setor. A experiência do cliente no ambiente físico deve ser complementada com ferramentas digitais que proporcionem conveniência e acesso rápido aos produtos e serviços. As soluções de delivery, e a presença digital nas plataformas sociais e no Google Meu Negócio se tornaram essenciais para atrair e fidelizar consumidores.

“Investir em plataformas digitais não é apenas uma questão de modernização, mas de sobrevivência no mercado competitivo. As farmácias que não implementarem essas soluções correrão o risco de perder clientes para concorrentes que já estão mais digitalizados”, afirma Edison Tamascia.
Comunicação digital

Além disso, a comunicação digital, que antes era vista como um elemento complementar, agora se tornou fundamental. Redes sociais, aplicativos próprios e plataformas de feedback e atendimento online se tornaram canais indispensáveis para construir um relacionamento de longo prazo com o consumidor. O objetivo é proporcionar uma jornada de compra mais personalizada e eficiente, algo que os consumidores exigem cada vez mais.

Outro ponto fundamental na digitalização das farmácias é a integração entre o físico e o digital. Embora o consumidor esteja cada vez mais online, ele ainda valoriza muito a experiência presencial, principalmente no que diz respeito ao atendimento personalizado e à consulta de um profissional capacitado. A junção dessas duas frentes – física e digital – é o que tem garantido o sucesso de muitas farmácias no cenário atual.
Perspectivas para 2025

Para 2025, as perspectivas para o setor farmacêutico são ainda mais positivas. A digitalização continuará a ser uma das principais frentes de crescimento, mas a diversificação do portfólio de produtos também se consolidará como uma tendência fundamental.

As farmácias que souberem agregar produtos além dos medicamentos, como cosméticos, produtos de bem-estar, e itens de saúde e conveniência, estarão mais bem posicionadas para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.

“Não se trata apenas de vender mais, mas de vender melhor. A diversificação do portfólio deve ser acompanhada de uma estratégia que compreenda as necessidades do consumidor. Hoje, o cliente busca uma farmácia que ofereça mais do que medicamentos. Ele busca soluções para sua saúde, bem-estar e conveniência em um único lugar”, explica Tamascia.

Além disso, o processo de adaptação às novas exigências do consumidor e a capacidade de inovação continuarão a ser fatores determinantes para o sucesso das farmácias em 2025. A chave será a habilidade de oferecer uma experiência de compra única, tanto no ambiente físico quanto digital, atendendo de forma cada vez mais personalizada e eficiente às necessidades do consumidor moderno.
Impactos da Reforma Tributária

Embora 2024 não tenha trazido grandes mudanças regulatórias, há expectativas em relação às reformas que podem impactar diretamente o setor nos próximos anos. A reforma tributária promete trazer mais competitividade ao mercado, especialmente para as farmácias independentes. “Apesar de a reforma não surtir efeito imediato em 2025, ela tem o potencial de reduzir a carga burocrática e permitir que as farmácias se concentrem mais no atendimento ao cliente e menos nos processos fiscais”, conclui Tamascia.

Com a redução da burocracia e a criação de um ambiente de negócios mais competitivo, o setor farmacêutico terá mais liberdade para se concentrar no que realmente importa: a experiência do cliente e a inovação.

Inteligência artificial na logística: como usá-la para melhorar o prazo de entrega?

A inteligência artificial na logística está impulsionando uma transformação sem precedentes no setor de e-commerce.

Tarefas que antes consumiam tempo e recursos agora podem ser otimizadas de forma muito mais estratégica.
Mas não se trata apenas de cortar custos. Estamos falando de transformar a logística em uma vantagem competitiva real.

Saiba como a inteligência artificial está revolucionando a logística no e-commerce, tornando processos mais rápidos, eficientes e estratégicos para entregar resultados além do esperado.
Planejamento de rotas, gestão de estoques, previsão de demandas… tudo isso é feito com mais eficiência, precisão e velocidade com o apoio da IA.

Se você ainda pensa que essa tecnologia é exclusividade de gigantes do mercado, este artigo certamente te fará mudar de ideia.

A inteligência artificial está mais acessível do que nunca, pronta para impulsionar qualquer negócio que queira crescer e se destacar. Se você quer entender como tornar isso uma realidade, fique por aqui.

Como funciona a inteligência artificial na logística?

A inteligência artificial na logística é sobre usar tecnologia para deixar os processos mais rápidos, inteligentes e, principalmente, eficientes.

Quando falamos de IA nesse setor, estamos falando de algoritmos avançados que conseguem analisar uma quantidade enorme de informações, encontrar padrões e, a partir disso, ajudar a tomar decisões muito mais precisas.

Por exemplo, imagine um sistema que ajusta automaticamente o estoque da sua empresa com base em dados históricos de vendas, sazonalidade e até informações externas, como mudanças no mercado.

É isso que a IA faz. Mas, claro, o cenário atual ainda está longe de ser perfeito.

Muitas empresas – especialmente as pequenas e médias – ainda dependem de métodos tradicionais, como planilhas Excel, para controlar estoques, rotas e até mesmo previsões de demanda.

O problema é que essas ferramentas, por mais úteis que sejam, já não dão conta da complexidade do mercado atual. É aí que entra o ponto mais importante: a transição para a IA não é mais uma escolha, é uma necessidade.

Como a inteligência artificial na logística otimiza a entrega?

Entregar rápido, no prazo certo e com custos controlados é o que toda empresa busca. E é aqui que a inteligência artificial faz a diferença.

Vamos ver como isso acontece na prática?

Abaixo, eu listei os principais pontos em que a IA faz toda a diferença na otimização das entregas.
Confira:

1. Planejamento de rotas em tempo real
Se tem uma área em que a inteligência artificial mostra todo o seu poder, é no planejamento de rotas.

Hoje, esse processo não é mais sobre simplesmente calcular um caminho fixo e torcer para que tudo dê certo.

Soluções como Waze e Google Maps, integradas à telemetria – ou seja, coleta informações dos veículos em tempo real -, levam em conta fatores como trânsito, clima, obras e até acidentes para garantir entregas no menor tempo possível.

E as entregas rápidas têm sido cada vez mais decisivas no processo de compra: de acordo com uma pesquisa da Capterra, 73% dos consumidores esperam que e-commerces ofereçam entregas ultrarrápidas.

2. Previsão de demanda mais inteligente
Quem empreende sabe que prever a demanda é um dos maiores desafios na logística. Afinal, errar nessa etapa pode significar estoques cheios de produtos que não vendem ou prateleiras vazias quando o cliente mais precisa.

Para resolver esse problema, a IA utiliza dados históricos de vendas, tendências de mercado e sazonalidade para prever o que será necessário em determinado período.

É como ter um sistema que consegue antecipar a próxima ação do mercado, mas com base em dados reais.

E como isso acontece? A chave está na capacidade de cruzar diferentes fontes de informação.

3. Gestão preditiva da frota
Quebras inesperadas, manutenções fora de hora e até o consumo excessivo de combustível podem impactar diretamente nos custos e no desempenho da sua operação logística.

É aqui que a gestão preditiva da frota, com ajuda da inteligência artificial, faz toda a diferença.

A IA coleta dados em tempo real de sensores instalados nos veículos. Esses sensores monitoram tudo: desgaste de peças, consumo de combustível, temperatura do motor e até o comportamento do motorista.

Com essas informações, a IA consegue prever quando um veículo precisa de manutenção, antes mesmo de apresentar qualquer problema.

4. Otimização de cargas
O processo funciona assim: a IA analisa dados como dimensões dos produtos, peso, pedidos a serem entregues e até restrições específicas, como fragilidade ou temperatura.

A partir dessas informações, ela cria o melhor plano de carregamento possível, garantindo que cada centímetro do veículo seja bem utilizado.

Essa tecnologia também ajuda a organizar as entregas em ordem lógica, priorizando o que precisa ser descarregado primeiro – algo que não só melhora a produtividade dos motoristas, mas também reduz o tempo de parada em cada entrega.

5. Rastreamento e monitoramento contínuos
Saber onde está cada entrega em tempo real não é só uma vantagem competitiva: é uma necessidade para oferecer o nível de serviço que o cliente espera.

Com a inteligência artificial, esse processo fica ainda mais eficiente e detalhado.

A IA trabalha conectada a dispositivos IoT, telemetria dos veículos e sistemas de monitoramento. Essas tecnologias capturam dados sobre a localização do veículo, condições da carga e também fatores externos, como trânsito e clima.

Tudo isso é analisado em tempo real para garantir que as entregas sigam conforme o planejado.

IA como diferencial competitivo no e-commerce
Se você quer se destacar no e-commerce, não dá para ignorar as vantagens que a inteligência artificial pode trazer para sua logística.

Mas antes de sair adotando qualquer ferramenta, é essencial entender as principais dores da sua operação e planejar a implementação da IA de forma estratégica.

Primeiro, analise onde sua logística tem falhas ou gargalos:

– Está enfrentando atrasos nas entregas?

– Problemas com estoques mal planejados?

– Altos custos operacionais?

Essas questões precisam ser identificadas antes de buscar uma solução.

Depois de entender os pontos críticos, o próximo passo é escolher as ferramentas de IA que realmente atendam às suas necessidades.

Aqui, a ideia é começar pequeno, com uma solução que traga resultados visíveis e permita que sua equipe se adapte à tecnologia.

Para te inspirar, vamos explorar como grandes empresas já estão utilizando IA para se destacar no mercado.

Amazon
A Amazon é referência quando falamos de IA na logística.

A empresa implementou sistemas que combinam IA com algoritmos avançados para reduzir a distância entre o produto e o cliente.

Essa estratégia, conhecida como “regionalização”, usa armazéns mais próximos dos consumidores para acelerar as entregas.

Além disso, a Amazon investiu em robôs e drones que otimizam tanto o transporte quanto a operação interna de seus armazéns.

Um exemplo famoso é o robô Scout, que realiza entregas de forma autônoma nos Estados Unidos. A iniciativa ainda é um teste, mas mostra o que pode ser possível daqui a alguns anos.

Renner
No Brasil, a Renner também está mostrando o poder da IA na logística.

O novo centro de distribuição em Cabreúva (SP) conta com mais de 300 robôs responsáveis por gerenciar o armazenamento de produtos e organizar pedidos.

Essa tecnologia permite que a Renner integre totalmente suas lojas físicas e o e-commerce, acelerando o processo de reposição e entrega.

A IA também é usada para trabalhar com dados de vendas e prever demandas futuras, garantindo que as lojas e o e-commerce tenham os produtos certos no momento certo.

Mercado Livre
O Mercado Livre é um exemplo prático de como a inteligência artificial já faz parte da logística moderna.

Nos centros de distribuição, a IA identifica onde cada produto está armazenado, direciona os operadores para coletarem os itens na sequência mais eficiente e calcula a melhor embalagem para otimizar o transporte.

Tudo pensado para ganhar tempo e reduzir erros.

Na etapa de entrega, a IA entra novamente em ação. Com base em dados de trânsito e condições climáticas, ela ajusta as rotas em tempo real para garantir que os prazos sejam cumpridos.

Esse nível de precisão só é possível com algoritmos que cruzam informações continuamente e ajustam as operações de forma dinâmica.

Quais os desafios e as limitações da IA na logística?
Apesar de todos os benefícios que a inteligência artificial pode trazer para a logística, implementar essa tecnologia não é tão simples.

Os principais desafios da IA na logística são:

– O custo inicial;

– A necessidade de treinamento e adaptação da equipe;

– Dependência de dados de qualidade.

Softwares avançados, sensores e sistemas integrados não são baratos e podem assustar, especialmente negócios menores.

Vale lembrar também que a transição para uma logística impulsionada por IA não é apenas tecnológica, mas também humana.

Os colaboradores precisam se adaptar a novas ferramentas e aprender a interpretar dados complexos, algo que pode gerar resistência inicial e comprometer os resultados.

E por último, mas não menos importante, a eficácia da IA depende diretamente da qualidade e da quantidade dos dados disponíveis.

Empresas que não possuem um histórico robusto de dados ou que utilizam métodos manuais para registrar informações podem enfrentar dificuldades em obter resultados precisos.

Mas esses obstáculos têm solução! O primeiro passo é buscar parcerias com fornecedores especializados.

Empresas experientes na aplicação da inteligência artificial na logística podem fornecer as ferramentas certas, mas também ajudar na implementação e no treinamento. Além disso, fica mais fácil se você começa pequeno.

Priorize processos críticos, como planejamento de rotas ou gestão de estoque, para introduzir a IA gradualmente. À medida que a equipe se adapta e os resultados aparecem, fica mais fácil expandir.

Com planejamento e as decisões certas, a IA pode deixar de ser um desafio para se tornar a maior aliada da sua logística. O segredo é começar.

E-commerce fatura R$ 185,7 bilhões e logística potencializa experiência do cliente

Tema está presente na agenda do Logística do Futuro, evento que será realizado pela MundoLogística nos dias 2 e 3 de outubro, em São Paulo.

O setor de e-commerce brasileiro segue em forte crescimento. Em 2023, o faturamento atingiu R$ 185,7 bilhões, um aumento de 9,5% em relação a 2022. Para se ter ideia de expansão, em 2018 o setor faturou R$ 69,8 bilhões. As projeções são otimistas, com estimativas de alcançar R$ 204,2 bilhões em 2024 e R$ 277,8 bilhões em 2027, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Em meio ao crescimento do setor, como a logística impacta no atendimento ao cliente? À medida que o e-commerce cresce, a logística se torna essencial para garantir que os consumidores recebam seus produtos de forma eficiente e dentro do prazo.

De acordo com o executivo com mais de 19 anos de experiência em Logística e Supply Chain, Leandro Bernardino, em artigo publicado na edição 87 da MundoLogística, a logística vai além de transporte e armazenamento. A logística agrega valor ao produto, sendo decisivamente na satisfação do cliente, cumprindo prazos e até superando expectativas. Bernardino afirmou que “logística está em tudo”, e que garantir uma entrega eficiente é fundamental para conquistar a fidelidade do consumidor.

“Agregar valor ao produto significa não apenas vendê-lo, mas também garantir a promessa ao cliente, cumprir com o prazo acordado ou surpreender, oferecendo uma entrega após a efetivação de compra em um prazo mais curto ao qual foi prometido, gerando sensação de superação de expectativa pelo atendimento eficiente no fluxo operacional de entrega” afirmou o executivo.

ENTREGAS RÁPIDAS
Um exemplo claro dessa importância são as entregas rápidas, que se tornaram um diferencial competitivo para gigantes do e-commerce. Neste sentido, a Amazon Brasil e a Azul Linhas Aéreas Brasileiras ampliaram novas rotas aéreas para entregas em todo o país como estratégia para reduzir os prazos de entrega de sete para dois dias nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Amazonas, Rio Grande do Sul, Bahia e Maranhão, beneficiando cidades como Fernando de Noronha (PE), Santarém (PA) e Rondonópolis (MT) e Pelotas (RS).

Crescimento de Assinaturas Prime e Premium
Esse foco na conveniência, com entregas rápidas e frete grátis, também impulsionou o crescimento dos serviços de assinatura Prime e Premium, como mostra uma pesquisa da NielsenIQ em parceria com a Amazon. Com 45% dos brasileiros assinando esses serviços, a logística eficiente é, mais uma vez, o ponto central. O frete grátis (74%) é o principal motivo de adesão, reforçando que a logística não apenas apoia o crescimento do e-commerce, mas é o fator decisivo que molda os hábitos de consumo no Brasil.

“O maior desafio para garantir frete grátis e rápido em um país de dimensões continentais como o Brasil é a complexidade logística e, por isso, implementamos várias estratégias como o aumento no número de estações de entrega, parcerias estratégias [por exemplo, com a Azul Linhas Aéreas], além de outros incentivos para os clientes”, mencionou a companhia.

INOVAÇÃO E EXPERIÊNCIA DO CLIENTE
A inovação em logística tem sido um diferencial estratégico para empresas do e-commerce que buscam melhorar a experiência do cliente. O Magalu anunciou recentemente a chegada do especialista Caio Gomes como Chief Data Officer & Chief AI Officer da companhia. Em comunicado, a empresa salientou que, entre outras demandas, um dos desafios do executivo é potencializar a entrega rápida do Magalu, com foco em experiência do cliente.

Essa é uma meta da varejista há alguns anos. Em 2021, o Magalu implementou a entrega rápida, em até uma hora, em 11 cidades brasileiras, que incluíam desde capitais como São Paulo (SP) e Salvador (BA) a grandes municípios do interior, como Ribeirão Preto (SP) e Campina Grande (PB).

Outro exemplo é a Fast Shop, que conseguiu triplicar suas vendas em 2023 com o serviço Ultra Fast, que entrega produtos de pequeno e médio porte, como celulares e tablets, em até uma hora. A empresa adotou um modelo de logística descentralizada, onde as lojas físicas atuam como centros de distribuição, garantindo que os produtos sejam mais voltados aos consumidores.

OMNICHANNEL
No contexto de um mercado cada vez mais conectado, a omnicanalidade surge como uma abordagem essencial para integrar todos os pontos de contato com o cliente.

Pesquisa de mercado realizada pela Opinion Box e a retail tech Bornlogic, em 2023, apontou que 90% dos entrevistados esperam que as empresas tenham uma estratégia de atendimento ao cliente integrada nos múltiplos canais de vendas da marca. Além disso, 77% dos consumidores afirmam já ter feito compras em mais de um canal de vendas da mesma empresa.

A consultoria empresarial americana McKinsey & Company, revelou que empresas B2B que investiram em estratégias omnichannel de atendimento tiveram aumento de 10% em participação de mercado, comparado a empresas que não adotaram essas estratégias.

Segundo dados da Deloitte, os consumidores que transitam entre os diversos canais de uma mesma loja gastam 82% a mais se comparados aos de uso mais tradicional, com apenas um ponto de contato.

Já no último relatório divulgado sobre a experiência do cliente, a Emplifi apontou que 86% dos consumidores não deixam de comprar de uma marca na qual já possuem fidelidade e o atendimento de qualidade importa mais ao consumidor do que o preço do produto ou serviço.

LOGÍSTICA DO FUTURO

Acompanhando as tendências do setor, esse tema está presente na agenda do Logística do Futuro, evento promovido pela MundoLogística que reunirá profissionais e especialistas do setor para discutir e explorar as tendências, inovações e melhores práticas que moldarão o futuro da logística.

Com mais de 70 palestrantes abordando temas como omnicanalidade, otimização de malha e responsividade, o evento será realizado nos dias 2 e 3 de outubro no Transamérica Expo, em São Paulo. As inscrições podem ser realizadas no site oficial: https://logisticadofuturo.com.br/.

As inovações da Amazon para realizar entregas por todo Brasil, incluindo comunidades ribeirinhas do Amazonas

Entregas mais rápidas agora são uma realidade para comunidades de Manaus e diversas regiões remotas do país, promovendo inclusão e desenvolvimento.

Em 2019 as operações da Amazon no Brasil contavam com apenas 1 Centro de Distribuição e um portfólio de 1 milhão de produtos disponíveis para venda. 5 anos depois, com mais de 100 polos logísticos e um portfólio entre varejo e serviços de marketplace, a Amazon realiza entregas para clientes em 100% dos municípios brasileiros.

Foi com esse propósito que desenvolvemos um projeto de entregas na Amazônia, incluindo a zona rural de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus. Com poucas rodovias, muitas delas em condições precárias, e com acessos interrompidos em dias de chuva, além da necessidade de barcos para chegar até a porta dos moradores, essa comunidade vivia isolada. Porém, desde o lançamento do projeto, as 86 famílias que vivem ali agora recebem suas encomendas com velocidade de até dois dias para milhares de produtos, graças a um barco voadeira que realiza as entregas diretamente às suas portas.

Entregas a cada vez mais CEPs em cada vez menos tempo

Na Amazon, otimizar as entregas é uma prioridade constante. Com o apoio da nossa inteligência artificial de última geração, conseguimos aprimorar nossas operações de maneira significativa. Tecnologias como empacotamento e roteamento otimizados, baseadas em algoritmos de Machine Learning, nos permitem escolher o tamanho ideal das embalagens e as rotas mais eficientes, o que resulta em uma redução no uso de materiais, maior aproveitamento do espaço nos caminhões, diminuição do tempo de entrega e cortes no consumo de combustível e emissões de carbono.

Além disso, analisamos cada região individualmente, adaptando os meios de transporte às necessidades específicas, seja por via aérea, terrestre ou fluvial. Manaus é um exemplo disso. Por lá, combinamos transporte aéreo e fluvial, com as entregas de última milha realizadas via lancha para a comunidade ribeirinha do Lago do Catalão que, até então, não recebiam encomendas de quaisquer ordens uma vez que nem os Correios chegam nessa região.

Mas não é só no Norte do país que a Amazon se dedica em realizar entregas. Nossa prioridade é que os clientes recebam seus produtos de forma rápida, segura e com nosso padrão de qualidade em todas as regiões. Só nesse ano, a Amazon Brasil e a Azul anunciaram 18 novas rotas aéreas para acelerar o atendimento nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país, como parte da missão de otimizar entregas para ainda mais clientes, reduzindo prazos de até sete para dois dias em diversas localidades. Totalizando 42 rotas em todo o país, a Amazon e Azul já entregaram mais de 12 milhões de produtos por diversas regiões do Brasil, e nosso objetivo é continuar a ofertar entregas cada vez mais seguras em um menor tempo possível para todo o território nacional.

Mais que produtos: inclusão e desenvolvimento

Levar o consumo para a comunidade ribeirinha de Manaus e região Norte não diz respeito apenas aos produtos. É um passo fundamental para promover a inclusão social e o desenvolvimento econômico local. A maior acessibilidade a produtos e serviços impacta positivamente a vida das pessoas, gera oportunidades de emprego e renda, e contribui para o desenvolvimento da região.

Afinal, a expansão abraça o jeito Amazon de impactar positivamente a comunidade à qual atende e na qual opera. Para isso, contratamos mão de obra local e de comunidades próximas. Além disso, providenciamos a instalação de um poço artesiano, que serve como ponto estratégico para as entregas realizadas por barco.

A Logística da Amazon opera por meio de uma rede interconectada de pessoas, centros logísticos e tecnologias avançadas, fortalecida por provedores parceiros de entregas. Essa infraestrutura visa oferecer um serviço mais rápido e confiável, aprimorando a experiência geral do cliente.

A ação soma-se a diversas de nossas iniciativas recentes, que incluem envolvimento em projetos sustentáveis, como a parceria com a To Do Green, focada na neutralização de carbono, com a Favela Log, focada na entrega em favelas, e com a Azul Linhas Aéreas, que busca encurtar os tempos de entrega nas distâncias mais longínquas do nosso país.

Na Amazon somos comprometidos em constantemente melhorar a experiência do cliente e, ao mesmo tempo, impactar positivamente o país, gerando novos empregos (diretos e indiretos), capacitação e oportunidades de negócios para todos os tipos de empresas e membros das comunidades onde operamos.

Antecipando a Black Friday, iFood promove iFood Sessions

Plataforma iFood quer crescer 70% na Black Friday na comparação com a data magna do comércio mundial do ano passado.

No dia 9 de setembro, o escritório do iFood foi palco do iFood Sessions. Esse foi um evento exclusivo da área de iFood Ads, uma unidade de negócio que consente às empresas se destacarem no iFood. Em outras palavras, a ideia da ferramenta é fazer com que os negócios ganhem mais visibilidade. E, por consequência, atraiam mais visitas. O que, em efeito cascata, aumenta as chances de conquistar novos clientes.

O iFood Sessions foi um evento cujo objetivo foi fazer com que as indústrias e empresas parceiras se conectem melhor com o consumidor final na Black Friday. Este ano, a data do comércio global será em 29 de novembro. Em suma, não somente o dia, mas todo o mês é visto como um incentivo para que as empresas do Brasil prosperem, aumentando também o faturamento de distribuidores e fornecedores.

Planejamento e inovação
Prova disso, inclusive, está em uma pesquisa da Offerwise, encomendada pelo Google. Se, por um lado, 62% dos consumidores já estão planejando comprar produtos na Black Friday, por outro, 65% esperam inovações por parte das marcas. Nesse ínterim, o que essas pessoas querem das empresas são incrementos e diferenciais em produtos ou serviços que ressignifiquem a atuação na data. “E o iFood, dois meses antes, já está se preparando para entregar o seu melhor, vez que a ideia é registrar um crescimento de 70% em relação à Black Friday do ano passado”, afirma Camila Alvarez, head de Marketing Digital do iFood.

Para a Black Friday 2024, o iFood Mercado [mercado, pets, farmácia e shop], portanto, preparou uma série de promoções e ofertas especiais com o objetivo de atrair tanto os clientes já fiéis quanto aqueles que buscam compras práticas e eficientes. Haverá promoções diárias ao longo de novembro, incluindo “promobombs” com uma variedade de produtos. Destacam-se ainda promoções com mais de 50% de desconto, estratégia que visa aumentar a base de clientes, e fidelizá-los.

Hoje, o iFood concentra 97 milhões de pedidos mensais. No último mês, ela conquistou a marca de 100 milhões de compras. Ao todo, são 350 mil estabelecimentos inscritos, com 310 mil empregadores. O iFood está presente em 1.500 cidades e conta com 70 indústrias parceiras.

Como foi o iFood Sessions?
O iFood Sessions reuniu os seguintes especialistas da empresa: Diego Barreto, CEO; Carolina Fonseca, diretor de Insights e Mkt Intelligence; Rafael Garcia Naves, diretor de crescimento; Camila Alvarez, head de negócios iFood Ads; e Ricardo Ubrig, vice-presidente de mantimentos e anúncios. Na prática, eles discutiram estratégias para um crescimento exponencial na Black Friday e convidaram as marcas a se juntarem à plataforma, e aos consumidores, nessa jornada de crescimento. Mas não só: os especialistas enfatizaram ainda a importância de compreender o comportamento do consumidor, que se torna mais exigente não somente durante a Black Friday, mas a cada dia. Na oportunidade, eles também destacaram a necessidade de as marcas estarem preparadas para oferecer não apenas descontos atrativos, mas também uma experiência de compra diferenciada e memorável.

Durante a programação, foram apresentados cases de sucesso, estratégias inovadoras em marketing digital e dados relevantes sobre o mercado de entrega. Especialistas da área compartilharam insights sobre o comportamento do consumidor e as tendências que estão moldando o futuro do mercado como um todo.

Promoções e estratégias
Um dos momentos mais impactantes foram as perspectivas para a Black Friday no iFood Mercado, que busca sempre a melhor curadoria para seus clientes. “Essa atenção aos detalhes ajuda a construir uma relação de confiança e lealdade”, nas palavras de Camila Alvarez. Ela garante: “O sucesso da Black Friday não depende apenas de promoções. Claro que isso é importante. Porém, depende muito de uma estratégia bem estruturada que contempla todos os aspectos da experiência do cliente. E isso contempla desde a navegação no aplicativo até a entrega final. Com isso, a empresa pretende não apenas elevar suas vendas, mas também solidificar a sua posição no mercado. As expectativas, portanto, apontam para um aumento nas compras online, refletindo uma mudança permanente nos hábitos dos consumidores”.

Além disso, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre como otimizar campanhas publicitárias na plataforma do iFood. As discussões foram focadas na importância da personalização das ofertas e na utilização de dados analíticos para maximizar resultados.

Por fim, Camila Alvarez comentou a relevância da inovação contínua e da adaptação às mudanças rápidas do mercado para atingir a taxa de crescimento almejada. “A troca de ideias e a colaboração entre as empresas são fundamentais para fortalecer parcerias e impulsionar o crescimento.

O iFood Sessions não apenas reforçou o compromisso do iFood em promover um ecossistema colaborativo, mas também estabeleceu a plataforma iFood como uma ferramenta estratégica para entender e explorar o potencial dos anúncios digitais.

A transformação da última milha: o potencial do out of home delivery no Brasil

Considerando que o faturamento do e-commerce brasileiro em 2022 alcançou R$ 262,7 bilhões, conforme dados do E-commerce Brasil, o setor enfrenta desafios na logística de última milha, especialmente com a crescente demanda por entregas rápidas e eficientes.

Os desafios da logística urbana no Brasil ficaram mais evidentes com o crescimento exponencial do e-commerce, especialmente na última etapa do processo logístico, conhecido como última milha de entrega ou last mile delivery, que compreende o trecho final da entrega, no qual o produto é transportado do centro de distribuição até o destino final, geralmente a residência do cliente. Esse estágio é amplamente reconhecido como o mais complexo e dispendioso de toda a cadeia logística, podendo representar até 65% do custo total de transporte (Last Mile Experts, 2024).

No Brasil, a última milha enfrenta adversidades únicas devido às características dos grandes centros urbanos: congestionamentos, infraestrutura urbana desigual, dificuldades de acesso a determinadas áreas por falta de endereçamento, código de endereçamento postal ou insegurança local. Essas adversidades resultam em aumento dos custos operacionais, atrasos e insatisfação dos consumidores, que exigem entregas rápidas e seguras (Guarino Neto & Vidal Vieira, 2023; Resende et al., 2023).

O que é out of home delivery?
Diante dos desafios crescentes da logística de última milha, o modelo de out of home delivery (OOHD) surge como uma solução inovadora e eficiente. OOHD envolve a entrega de pacotes em locais alternativos ao endereço residencial, como lockers, pontos de coleta (PUDOs) e estabelecimentos comerciais parceiros.

Essa abordagem não só aumenta a flexibilidade para os consumidores, permitindo que escolham pontos de retirada convenientes, mas também melhora a eficiência operacional ao reduzir a dependência das entregas domiciliares.

Ao atender à crescente demanda por conveniência e personalização no e-commerce, o OOHD se estabelece como uma estratégia crucial para otimizar a logística de última milha (Janinhoff et al., 2024).

Além disso, a experiência europeia em OOHD pode servir como um exemplo para o mercado brasileiro. Na Europa, países como Polônia, Reino Unido, França, Alemanha e Itália lideram a adoção desse modelo, com um número expressivo de lockers e PUDOs.

Por exemplo, em 2024, a Polônia contava com aproximadamente 79.590 pontos de entrega, seguida pelo Reino Unido com 66.300 e França com 63.370. Esse crescimento rápido na Europa demonstra como a expansão de uma rede robusta de pontos de entrega pode melhorar significativamente a eficiência logística e a satisfação do consumidor (Last Mile Experts, 2024).

Vantagens do out of home delivery no contexto brasileiro
Adaptabilidade às realidades urbanas: no Brasil, onde o tráfego urbano e a insegurança em certas áreas urbanas podem dificultar as entregas, o OOHD oferece uma alternativa segura, eficiente e efetiva para o transportador. Locais de coleta podem ser posicionados em áreas de fácil acesso, reduzindo a necessidade de o entregador enfrentar dificuldades em áreas menos seguras (Guarino Neto & Vidal Vieira, 2023).

Redução de custos logísticos: a centralização das entregas em pontos estratégicos, como lockers e PUDOs, ajuda a diminuir os custos operacionais tanto para as empresas de logística quanto para os comerciantes. Em cidades onde a última milha tradicional tem custo relevante, o OOHD se apresenta como uma solução para otimizar os recursos. Essa eficiência é reforçada pela efetividade da entrega, em que muitas encomendas podem ser entregues em um único ponto, diferentemente do modelo tradicional de entrega (Janinhoff et al., 2024; Last Mile Experts, 2024; Guarino Neto & Vidal Vieira, 2023).

Sustentabilidade ambiental: o modelo de out of home delivery (OOHD) desempenha um papel fundamental na promoção de práticas logísticas mais sustentáveis ao reduzir o número de entregas domiciliares individuais, o que diminui o consumo de combustível e as emissões de carbono. Além disso, a consolidação de entregas em lockers e PUDOs contribui para a eficiência no uso de veículos, minimizando as distâncias percorridas e, consequentemente, o impacto ambiental. Essas iniciativas alinham-se com as metas globais de sustentabilidade, promovendo uma logística urbana mais limpa e eficiente (Janinhoff et al., 2024; Last Mile Experts, 2024; ONU, 2015).

Melhoria na experiência do consumidor: a flexibilidade de escolher onde e quando retirar suas compras é um grande diferencial para os consumidores brasileiros, que enfrentam rotinas cada vez mais dinâmicas ou residem em locais com restrições de entrega. A facilidade de uso dos lockers e a conveniência de pontos de coleta em estabelecimentos comerciais parceiros tornam a experiência de compra mais satisfatória para o consumidor (Janinhoff et al., 2024; Last Mile Experts, 2024).

Desafios na implementação do OOHD
A implantação de redes de lockers e PUDOs pode enfrentar desafios significativos nas dimensões comportamento do consumidor, integração com marketplaces, engajamento da comunidade, infraestrutura e capacidade tecnológica.

No que diz respeito ao comportamento do consumidor, muitos mercados ainda são fortemente voltados para a entrega domiciliar. A mudança dessa mentalidade, tanto por parte dos consumidores quanto das empresas, é essencial para a popularização do OOHD.

Campanhas educativas e incentivos podem ser necessários para promover a adoção de lockers e PUDOs como alternativas convenientes e eficazes. Essa transição cultural é crucial para a implementação bem-sucedida do modelo (Janinhoff et al., 2024).

Na dimensão de integração com marketplaces, a eficiência do OOHD depende da capacidade de conectar esses pontos de entrega com as operações de marketplaces e plataformas de e-commerce. Isso exige a criação de uma infraestrutura tecnológica avançada que suporte automação de processos, sistemas de rastreamento em tempo real e comunicação eficaz entre todos os atores envolvidos na cadeia de entrega (Last Mile Experts, 2024).

Engajamento com a comunidade: outro desafio importante, principalmente em áreas urbanas de difícil acesso, como favelas e comunidades urbanas, é o engajamento das lideranças comunitárias com o OOHD. Nessas áreas, o sucesso do modelo depende não apenas da instalação de pontos de entrega em locais estratégicos, mas também da construção de parcerias com líderes comunitários e do engajamento direto com os moradores.

Conforme discutido no estudo “E-COMMERCE WILL NOT GO UP THE HILL!”, adaptar as operações logísticas às realidades locais e garantir a aceitação do modelo pela comunidade são fundamentais para superar os impedimentos logísticos e aumentar a eficiência. Além disso, iniciativas que envolvem a criação de empregos locais e o fortalecimento do relacionamento com a comunidade podem ajudar a consolidar o OOHD como uma solução viável e sustentável.

Em termos de infraestrutura, a implantação de redes de lockers e PUDOs enfrenta desafios significativos, especialmente em regiões com infraestrutura precária. Nessas áreas, a falta de recursos adequados pode dificultar a expansão dessas redes, exigindo um planejamento cuidadoso e investimentos substanciais para garantir o sucesso do modelo.

Por fim, a capacidade tecnológica é um ponto crucial. A eficiência do OOHD requer sistemas de TI que consigam integrar perfeitamente as operações logísticas com os pontos de coleta. A diversidade de provedores de serviços e a falta de padronização tecnológica em alguns mercados representam barreiras significativas para a implementação eficiente dessas soluções (Janinhoff et al., 2024; Last Mile Experts, 2024).

Enquanto muitos mercados ainda enfrentam esses desafios, o segmento de e-commerce na Europa já superou várias dessas barreiras. O alto grau de capilaridade e a densidade de pontos de entrega foram alcançados por meio de um planejamento estratégico que levou em consideração a demografia e a distribuição geográfica dos consumidores. Esse modelo pode servir de inspiração para outros mercados ao redor do mundo, como o Brasil, que devem adaptar-se às suas realidades urbanas e logísticas para alcançar resultados semelhantes.

Estudos de caso e exemplos no Brasil
No Brasil, a implementação do modelo de out of home delivery (OOHD), com foco em lockers e PUDOs, tem ganhado força, especialmente nos grandes centros urbanos, onde os desafios da última milha são mais evidentes. Um exemplo bem-sucedido é a utilização de lockers em estações de metrô e centros comerciais nas cidades do Rio de Janeiro/RJ e de São Paulo/SP.

Devido ao crescimento do comércio eletrônico e às adversidades existentes nessas localidades, esses pontos de entrega oferecem ao consumidor um endereço alternativo, proporcionando uma opção de entrega conveniente e segura. Isso é particularmente relevante para aqueles que enfrentam dificuldades com entregas domiciliares, seja por horários de trabalho inflexíveis ou por problemas de segurança em seus bairros.

Na Figura 1, os círculos vermelhos representam os terminais de lockers implantados na cidade, enquanto os círculos azuis indicam as áreas de maior concentração de usuários. Quanto maior o círculo azul, maior o número de pessoas utilizando os terminais naquela localização específica.

Esse exemplo prático não apenas destaca a eficácia do modelo OOHD em uma área densamente povoada, mas também reforça a importância da proximidade dos pontos de entrega para aumentar a conveniência e a eficiência logística. Com base nesses dados, é possível maximizar o valor percebido pelos consumidores e aprimorar ainda mais sua experiência de compra.

Figura 1 – Cidade de São Gonçalo/RJ – julho de 2024.
Outros estudos conduzidos em mercados emergentes, como o artigo An Investigation of Consumer Intention to Use Pick-up Point Services for Last-mile Distribution in a Developing Country (Guarino Neto & Vidal Vieira, 2023), mostram que o sucesso dos PUDOs em países como o Brasil está diretamente relacionado à percepção de conveniência e segurança por parte dos consumidores.

No caso brasileiro, o crescimento da adoção de PUDOs em locais estratégicos, como supermercados e estações de transporte público, tem sido uma resposta às adversidades ambientais e à necessidade da população urbana, que passa a maior parte do tempo fora de casa devido à rotina intensa.

Potenciais e desafios do out of home delivery no Brasil
O modelo de out of home delivery (OOHD) tem o potencial de transformar significativamente a logística urbana no Brasil.

Em um cenário de crescimento acelerado do e-commerce, o OOHD surge como uma solução que beneficia tanto as empresas quanto os consumidores, oferecendo maior flexibilidade e conveniência.

No entanto, ainda existem desafios a serem enfrentados: adaptar a mentalidade dos consumidores habituados a entregas domiciliares, superar as limitações de infraestrutura em algumas regiões e garantir que a tecnologia esteja preparada para atender às demandas.

Apesar desses obstáculos, as vantagens do OOHD são evidentes. Ele pode reduzir custos, emissões de gás carbônico, otimizar operações logísticas e aumentar a satisfação dos clientes.

A experiência europeia, na qual o modelo já está consolidado, serve como um exemplo de sucesso que pode ser adaptado ao Brasil. Aqui, o segredo para o sucesso está em unir esforços entre empresas, governo e consumidores para criar uma rede eficiente e acessível de lockers e pontos de coleta.

Com os investimentos adequados e a conscientização dos consumidores, o Brasil tem todas as condições de aproveitar os benefícios do OOHD, assim como já acontece em outros países. O futuro da logística urbana brasileira pode ser mais eficiente, sustentável e seguro, e o OOHD certamente desempenhará um papel fundamental nessa transformação.

Referências:

1. Bispo, A. S., Resende Jr., P. C., Fujihara, R. K., Santana, R. S., & Albuquerque, B. B. M. (2023). E-commerce will not go up the hill! Anais do Semead – Seminários em Administração, Universidade de São Paulo.

2. E-commerce Brasil. (2023, 23 de janeiro). E-commerce fatura R$ 262 bilhões em 2022. E-commerce Brasil. https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/e-commerce-fatura-r-262-bilhoes-em-2022

3. Guarino Neto, L., & Vidal Vieira, J. G. (2023). An investigation of consumer intention to use pick-up point services for last-mile distribution in a developing country. Journal of Retailing and Consumer Services, 74, 103425. https://doi.org/10.1016/j.jretconser.2023.103425

4. Janinhoff, L., Klein, R., Sailer, D., & Schoppa, J. M. (2024). Out-of-home delivery in last-mile logistics: A review. Computers & Operations Research, 168, 106686. https://doi.org/10.1016/j.cor.2024.106686

5. Last Mile Experts. (2024). Out-of-home delivery in Europe 2024: PUDOs and Automated Parcel Machines.

6. Organização das Nações Unidas (ONU). (2015). Transformando nosso mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

7. Resende, P., Silva, T., & Souza, A. (2023). Last Mile Logistical Constraints in Slums. Journal of Harbin Engineering University.

Com o uso do Google e TikTok, Magalu impulsiona vendas em lojas físicas

A ação faz parte de uma parceria com a Monks.

Utilizando abordagens com TikTok e Google para promover um “casamento” entre mensagens publicitárias e as vendas realizadas, o Magalu conseguiu ampliar suas conversões e deslocamentos para suas lojas, uma estratégia que ajudou a impulsionar as vendas no ponto de venda físico. A ação faz parte de uma parceria com a Monks.

A gigante varejista buscou atrair, com o uso do TikTok, os consumidores online para realizar compras em suas unidades físicas e medir as vendas realizadas no canal tradicional a partir de ações virtuais. Para alcançar os resultados, foi utilizada a Interface de Programação de Aplicações (API) de Conversões Offline do TikTok, ferramenta que permite que empresas rastreiem e meçam as conversões que ocorrem fora do ambiente digital.

Com a coleta desses dados, foram criadas audiências customizadas. Como resultado, segundo o TikTok, houve um aumento das vendas em lojas físicas originadas na rede social:

Receita subiu 100%
Taxa de conversão de campanhas online subiu 371%
Custo de aquisição do cliente caiu 52%
O Magalu também utilizou testes A/B, que permitiram entender como diferentes públicos respondem a uma mesma mensagem. Dividida em dois grupos de anúncios, a campanha buscou atingir um público amplo, mas apenas nas cidades com lojas onde era possível fazer segmentação no TikTok. O outro grupo foi composto por pessoas que já tinham comprado nas lojas físicas (audiência customizada), combinadas com pessoas semelhantes a esses clientes, os “lookalikes”.

Custos
A campanha foi administrada pela Monks, mantendo os custos sob controle ao apostar em In-Feed Ads, anúncios que aparecem diretamente no feed, integrando-se naturalmente ao conteúdo que os usuários estão visualizando. Os criativos em ambos os grupos de anúncios foram um mix entre conteúdos feitos pelo time do próprio Magalu e por um parceiro recrutado via TikTok Creative Exchange, a Allfluence.

Com o Google My Business (GMB), a Monks adotou a estratégia de otimizar a comunicação com os clientes do Magalu, com foco no impulsionamento das vendas. A agência realizou um estudo dos dados das lojas no GMB e promoveu produtos populares, resultando no aumento da receita e engajamento.

A ação também contou com uma conexão entre as automações do Local.Monks e as estratégias de SEO para locais físicos. Como resultado, apenas na última Black Friday, o Google My Business alcançou 256% mais usuários do que na mesma data em 2022, ocasionando um crescimento de 17.117% da receita nos sites locais, com um número de sessões 316,73% maior. Foi registrado um aumento de 10% na quantidade de deslocamentos.

Investimentos de varejistas em inovação resultam em maior ROI

79% das empresas latino-americanas do setor devem aumentar o investimento em inovação em 20% até 2027, aponta BCG.

A inovação no setor varejista tem se tornado um imperativo para acompanhar as mudanças nos comportamentos e preferências dos consumidores, como aponta o estudo “How Retailers Use Innovation to Gain an Edge“. Divulgado pelo Boston Consulting Group (BCG) e pelo World Retail Congress (WRC), o levantamento aponta como varejistas têm buscado inovar para acompanhar novos cenários e exigências do público, além de como líderes do setor têm se adaptado para manter a competitividade.

A pesquisa, que entrevistou 400 executivos do setor varejista global, inclusive 78 da América Latina (32 do Brasil, 29 do México e 17 da Argentina), mostra que empresas que já incorporaram a inovação em seus negócios obtêm um retorno sobre o investimento (ROI) mais elevado. Globalmente, os varejistas que mais investem em inovação (média de 13%) alcançam um ROI de 21%, enquanto aqueles que investem menos (apenas 3%) apresentam um ROI de 9%.

“O investimento em inovação é importante para que os varejistas não fiquem presos em um ciclo vicioso, no qual o recurso é aplicado apenas em projetos-piloto, que não têm força para estimular uma transformação significativa no desempenho da organização, resultando em um baixo ROI”, explica Fernando Lunardini, diretor executivo e sócio do BCG. “Com pouco retorno financeiro, por sua vez, não há como dedicar esforços para novos produtos e/ou serviços”.

Atualmente, 60% das marcas mais inovadoras da América Latina, que destinam mais de 8% de sua receita anual para inovação, têm investido ainda em redes sociais para vendas, enquanto 27% investem em mídias de varejo e 13% em marketplaces. Para o próximo ano, 54% desses executivos planejam priorizar o e-commerce. Até 2027, espera-se um aumento de 20% nos gastos com inovação por parte de 34% das empresas líderes, 25% das que estão em progresso (com mais de 6% dos recursos alocados em inovação) e 20% das que estão atrasadas (menos de 6% do faturamento destinado à criação) na América Latina.

Melhores práticas em termos de inovação

Segundo o estudo, as empresas estarão focadas em investir em múltiplos projetos. Isso é constatado diante do fato de que cerca de dois terços das companhias líderes (66%) e 47% das atrasadas na América Latina maximizam seu ROI ao distribuir o financiamento da inovação entre várias iniciativas, utilizar a governança adequada para monitorar os resultados, fornecer suporte necessário e decidir em quais projetos continuar investindo. Esses números são superiores aos globais, sendo 63% e 43%, respectivamente.

Além disso, 66% das líderes e 47% das atrasadas na América Latina identificam áreas onde podem acelerar a inovação complementando operações internas com capacidades externas. Globalmente, mais da metade (57%)das líderes e 40% das atrasadas trabalham em projetos de inovação com parceiros externos. Apenas uma em cada dez líderes inova principalmente internamente, comparado com um em cada quatro das empresas atrasadas.

Nesse cenário, surge a opção de transformar paradigmas da indústria e expectativas dos consumidores, em um cenário em que mais da metade (60%) dos líderes em inovação na região fazem movimentos audaciosos, em vez de se basearem exclusivamente em insights dos clientes, em comparação com 40% dos atrasados. Globalmente, esses números são 50% e 37%, respectivamente.

Fonte: “https://consumidormoderno.com.br/varejistas-latino-americanos-inovacao/”

83% dos vendedores que ultrapassam metas utilizam IA

Uso da tecnologia por vendedores de alto desempenho é de 62%, mas adoção entre profissionais da área é abaixo da média global, aponta LinkedIn.

A busca por novas ferramentas e estratégias para melhorar os resultados das empresas é constante. Por outro lado, a Inteligência Artificial (IA) tem se destacado como uma grande aliada dos(as) vendedores(as), permitindo aumentar as vendas, otimizar processos e personalizar o atendimento ao cliente.

De acordo com o relatório do LinkedIn Deep Sales feito com base em conversas que o Instituto Ipsos teve com mais de 2.100 vendedores B2B (500 só no Brasil) e mais de 500 compradores(as) (50 no Brasil) de várias indústrias, revelou como vendedores estão utilizando IA para obter melhores resultados.

Os dados mostram que profissionais de vendas que utilizam ferramentas de IA estão alcançando melhores resultados e superando suas metas com mais frequência do que aqueles que não utilizam essas tecnologias. A adoção de ferramentas de Inteligência Artificial no setor de vendas está em crescimento no Brasil, seguindo uma tendência global que reconhece a importância dessas tecnologias para o sucesso futuro.

No Brasil, 47% dos vendedores de alto desempenho utilizam ferramentas de inteligência de vendas para identificar contas mais promissoras. Este número é significativamente maior do que o dos vendedores comuns, que chega a apenas 10%. Apesar disso, o uso de IA pelos vendedores brasileiros ainda está abaixo da média global, onde 62% dos vendedores de alto desempenho e 15% dos vendedores comuns fazem uso dessas ferramentas.

A tendência global aponta para um reconhecimento quase unânime da importância da IA no setor de vendas. Globalmente, 9 em cada 10 vendedores acreditam que o uso de IA para pesquisas de clientes potenciais e atuais será crucial para se destacar no futuro. No Brasil, esse sentimento é compartilhado por 81% dos vendedores, evidenciando uma percepção clara sobre o impacto futuro dessas tecnologias.

A procura por capacitação também é um fator importante. No Brasil, 82% dos vendedores demonstram interesse em receber treinamento para o uso eficaz de ferramentas de IA. Esse desejo por aprimoramento reflete a consciência sobre a importância de estar preparado para as mudanças tecnológicas que estão revolucionando o mercado de vendas.

Um dado que destaca a eficácia do uso da IA nas vendas é o desempenho dos vendedores que superaram suas metas. No Brasil, 83% dos vendedores que ultrapassaram suas metas utilizaram IA, um número superior à média global de 73%, reforçando a correlação positiva entre o uso de ferramentas de IA e o sucesso nas vendas.

Habilidades essenciais para equipes de vendas
De olho nas novas tecnologias, as empresas estão constantemente buscando maneiras de aprimorar o desempenho de suas equipes e alcançar melhores resultados. O relatório apontou que as três principais habilidades valorizadas pelas empresas com foco em vendas são:

Priorizar contas com alto potencial: saber identificar quais contas têm mais chances de serem convertidas em negócios lucrativos é fundamental;
Investir na construção de relacionamentos chave: em muitos casos, o sucesso nas vendas depende mais do relacionamento do que do produto em si;
Encontrar aliados e informações para abordagens relevantes: em um ambiente de negócios complexo, ter aliados dentro e fora da empresa pode abrir portas e facilitar negociações.
Vendedores de alto desempenho dedicam 59% do seu tempo para pesquisar sobre o setor dos seus clientes; já profissionais médios apenas 21%.

Reuniões presenciais e relacionamentos de longo prazo
As interações presenciais ainda mantêm uma importância para vendedores e clientes. A pesquisa trouxe à tona dados que mostram a importância das reuniões presenciais, a fidelidade entre clientes e vendedores, e as práticas que diferenciam os profissionais de alto desempenho dos demais.

De acordo com os dados, 77% dos vendedores e 60% dos clientes brasileiros concordam que realizar reuniões presenciais antes de fechar um negócio é fundamental. No entanto, a média global é ainda maior, com 87% dos vendedores e 67% dos clientes valorizando essas reuniões.

Além disso, a fidelidade entre clientes e vendedores se mostra relevante. Quase metade dos clientes, 48%, afirmam que continuam comprando dos mesmos vendedores mesmo depois destes terem mudado de empresa. Por outro lado, clientes também demonstram lealdade quando mudam de empresa. Cerca de 58% afirmam que continuam comprando dos mesmos vendedores com quem já tinham um relacionamento prévio.

Esses vendedores de alto desempenho se destacam não apenas pela quantidade de vendas, mas também pela qualidade dos relacionamentos que constroem, tendo uma maior probabilidade de manter pelo menos sete contatos nas principais contas, comparados aos profissionais comuns. Os índices de contatos incluem:

Influenciadores: 38% (alto desempenho) x 29% (profissionais comuns);
Membros do comitê de compra: 41% x 26%;
Profissionais decisores: 29% x 28%.
Outro fator que distingue vendedores(as) de alto desempenho é a busca ativa por feedback dos clientes. Enquanto 56% desses profissionais pedem feedback regularmente, apenas 10% dos vendedores comuns adotam essa prática.

DHL aplica IA generativa para aumentar eficiência de remessas

Plataforma myDHLi é utilizada por 20 mil empresas, e agora inclui chatbot 24/7, além de ferramenta para gerenciar cadeias de suprimentos.

Sempre com um olhar atento para o mercado, a DHL Global Forwarding está empenhada em fornecer soluções confiáveis para ajudar os clientes a enfrentar os novos desafios logísticos.

Uma das novidades, anunciada no último myDHLi Digital Summit 2024, é a utilização de Inteligência Artificial (IA) para aumentar a eficiência, visibilidade e controle dos embarques no portal de clientes myDHLi, plataforma inovadora do cliente centralizada na logística digital.

A empresa ainda revelou atualizações significativas no sistema para gerar mais praticidade, resiliência e sustentabilidade. Já são mais de 20 mil empresas que utilizam o portal, com uma média de 450 mil remessas rastreadas por mês, o que demonstra a ampla confiança e uso da plataforma.

“Na DHL Global Forwarding, estamos empenhados em ser um parceiro confiável para nossos clientes”, afirma Tim Scharwath, CEO da DHL Global Forwarding. “A integração da GenAI no myDHLi nos permite melhorar ainda mais a experiência logística, oferecendo soluções inovadoras que impulsionam a utilidade, resiliência e sustentabilidade. Juntos, estamos moldando o futuro da logística, fornecendo aos nossos clientes as ferramentas de que necessitam para navegar com confiança neste cenário mundial em constante mudança”.

Mais agilidade nas informações
Em um período curto, a GenAI demonstrou o seu potencial para agilizar processos e tarefas de trabalho com resultados significativos. O novo assistente virtual fornece acesso mais rápido às informações por meio de um chatbot que funciona 24/7 – 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Os clientes agora podem, por exemplo, consultar o status da remessa, encontrar detalhes de contato e receber suporte sobre vários tópicos.

O assistente virtual baseado em IA do myDHLi atua como um importante apoio no gerenciamento diário de cadeias de suprimentos e remessas. Além disso, um novo Centro de Suporte ao Cliente fornece assistência e orientação direta, servindo como um valioso canal de informações e feedback para os usuários.

Rastreamento aprimorado
Com base nas recomendações dos clientes, o myDHLi Track, um recurso central do portal do cliente, passou por uma grande reformulação. O novo design visa melhorar a experiência do usuário, apresentando todas as informações da remessa, incluindo fatura da casa, status, exceções, carimbos de data e hora e locais, de forma clara e concisa em uma única tela. Isso elimina a necessidade de rolagem e melhora a acessibilidade. Além disso, a nova versão permite aos usuários filtrar informações de maneira conveniente enquanto utilizam o portal em seus dispositivos móveis. Para proporcionar mais transparência, a DHL também incorporou detalhes adicionais, como a visibilidade das declarações alfandegárias, na seção de detalhes da remessa.

O myDHLi Track agora também permite aos usuários filtrar remessas por “exceções”, o que possibilita a rápida identificação de mudanças imprevistas, proporcionando mais tempo para a tomada de decisões com mais informações.

Além disso, o recurso myDHLi Reports foi aprimorado. Os relatórios podem ser configurados, filtrados e agendados conforme a necessidade do cliente. Para aqueles que preferem atualizações proativas, as opções avançadas de notificação configuráveis são particularmente benéficas. Os usuários podem optar por receber notificações individualmente ou como parte de um e-mail de resumo diário, garantindo que se mantenham informados de forma que atenda às suas preferências e necessidades.

Sustentabilidade aprimorada
A sustentabilidade é parte integrante da estratégia da DHL e é evidente em vários recursos do myDHLi. Os clientes que utilizam o myDHLi Quote + Book – solução de frete aéreo e marítimo, com cotações de taxas de mercado – podem escolher o serviço GoGreen Plus, que reduz as emissões de gases de efeito estufa pelo uso de combustíveis sustentáveis.

O myDHLi Analytics agora fornece maior transparência para os esforços de sustentabilidade. Usuários podem acompanhar seus gastos anuais no serviço DHL GoGreen Plus e monitorar o progresso mensal. Um painel GoGreen melhorado permite a avaliação comparativa das atividades de redução das emissões de carbono com base nas rotas comerciais e tempo de trânsito. Esta visão abrangente ajuda os clientes a avaliar as ações específicas necessárias para mitigar o impacto ambiental de suas remessas. Também lhes permite alinhar as suas escolhas logísticas com os seus objetivos de sustentabilidade, promovendo a transparência e a responsabilização na abordagem das emissões de carbono.

Por fim, a companhia destaca que esses e outros novos recursos e melhorias do portal myDHLi tem como pilar centrar o usuário. Através de uma equipe de desenvolvedores DHL, o time leva em consideração a avaliação dos usuários e explora maneiras de aumentar ainda mais o desempenho e a produtividade dos clientes.