Cinco pontos críticos que desafiam as cadeias de suprimentos globais

Volume crescente de encomendas, processos ineficientes e falta de colaboração entre empresas expõem fragilidades do setor logístico.

Com o avanço do e-commerce e o aumento na movimentação de mercadorias em escala global, as cadeias de suprimentos têm enfrentado pressões crescentes para se modernizar. Segundo artigo publicado na Forbes do fundador e CEO da Orchestro.AI, Shekar Natarajanm o setor apresenta pelo menos cinco desafios estruturais que podem comprometer a capacidade de atender à demanda futura com eficiência e sustentabilidade.

De acordo com dados da ResearchAndMarkets.com citados no artigo, somente nos Estados Unidos foram enviados 21,5 bilhões de pacotes em 2023. A expectativa é que as vendas no varejo online continuem crescendo a uma taxa de 8,9% ao ano, alcançando US$ 1,4 trilhão em 2028.

No entanto, o modelo atual das cadeias de suprimentos — ainda dependente de sistemas centralizados e fragmentados — pode não ser suficiente para acompanhar esse crescimento.

1. Plataformas isoladas e centralizadas

A falta de transparência ainda é uma realidade. Segundo pesquisa global da McKinsey com líderes da área, apenas 30% das empresas afirmam ter visibilidade além do primeiro nível da cadeia, uma queda em relação aos 37% registrados em 2023. A prática comum de operar em silos reduz a eficiência e aumenta riscos operacionais.

2. Isolamento competitivo e duplicação de esforços

Muitas empresas ainda preferem operar de forma isolada, levando à construção de estruturas duplicadas — como centros de distribuição em regiões próximas — elevando custos trabalhistas e pressionando a infraestrutura local.

3. Modelos de precificação pouco transparentes

O artigo também destaca a complexidade e a imprevisibilidade dos modelos de precificação, com tarifas ocultas e taxas adicionais que dificultam o planejamento de custos e afetam a rentabilidade de empresas e o poder de compra dos consumidores.

4. Uso de sistemas analógicos

Apesar do avanço de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e análise de dados, muitos processos logísticos ainda dependem de métodos manuais e bases de dados fragmentadas, limitando a agilidade e a visibilidade em tempo real.

5. Gargalos à inovação

A inovação também sofre com a estrutura atual. Sistemas fechados e centralizados reduzem o potencial de troca de ideias e cooperação, limitando o desenvolvimento de soluções novas e escaláveis.

RISCOS À FRENTE

Caso esses gargalos não sejam endereçados, o setor pode enfrentar sérias dificuldades para lidar com o volume crescente de encomendas. A Pitney Bowes projeta que o número global de pacotes enviados poderá chegar a 225 bilhões em 2028. A persistência de ineficiências poderá gerar aumento nos preços, inviabilizar negócios e até impactar o acesso da população a bens de consumo.

CAMINHOS POSSÍVEIS

Para Natarajan, a saída está na criação de redes abertas e colaborativas, baseadas na troca estratégica de informações entre empresas e no uso intensivo de tecnologias para coordenação e otimização dos fluxos logísticos. Ele reconhece que o receio de perder vantagem competitiva é compreensível, mas defende que o compartilhamento seletivo — especialmente em pontos de interseção entre cadeias — pode beneficiar todos os envolvidos e preparar o setor para os desafios do futuro.

Fonte: “Cinco pontos críticos: Cadeias de suprimentos globais

 

Empresa de logística vai investir R$ 200 mi para intensificar importações da indústria em Sumaré-SP

Outros R$ 60 milhões serão destinados ao terminal de Rondonópolis (MT) para acompanhar o aumento do fluxo no mercado interno.

Até 2030, a Brado vai investir R$ 260 milhões nos terminais de Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT), com a maior parte do valor, R$ 200 milhões, destinada à unidade do interior paulista.

Os investimentos fazem parte do projeto “Carrossel” e estarão concentrados no aumento da capacidade estática do terminal, bem como na infraestrutura logística, visando contribuir diretamente para a eficiência de descarga dos caminhões em Sumaré.

Hoje a unidade de Sumaré é capacitada para receber 150 caminhões/dia, a expectativa é que esse número salte para 400 caminhões/dia nos próximos anos.

“As melhorias vão abrir um novo mercado com grande potencial: a importação de insumos para as indústrias da região, no fluxo Santos – Sumaré. Será o principal investimento da Brado nos próximos 5 anos”, diz Luciano Johnsson, CEO da Brado.

Nova logística para o desenvolvimento regional
Composta por 90 municípios, entre eles Sumaré, a Região Administrativa (RA) de Campinas é a maior contribuinte para a riqueza industrial do Brasil, conforme estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE.

Em 2021, a RA de Campinas respondeu por 11,8% do Valor de Transformação Industrial (VTI) do país, que atingiu cerca de R$ 2,2 trilhões.

A importação entre Santos e Sumaré será realizada na rota de retorno das operações de exportação do maior porto da América Latina, tornando-se uma alternativa multimodal para agilizar o fluxo de contêineres.

O terminal da Brado em Sumaré é um entroncamento ferroviário, conectando não apenas as regiões Centro-Oeste e Norte aos portos de Santos e Itaguaí (RJ), mas também os portos entre si e o agro à indústria.

O negócio contou ainda com a consultoria da empresa JC Platero, que forneceu orientação técnica e estratégica durante o processo.

O restante do investimento em Sumaré será aplicado em obras de construção de escritório, armazéns e ampliação de áreas de pátio e habilitação do terminal para operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex).

Em Rondonópolis, está prevista a ampliação do pátio. Em ambos os terminais haverá implementação de sistemas e ferramentas de tecnologia para suportar o crescimento das operações.

Fonte: “Empresa de logística vai investir R$ 200 mi para intensificar importações da indústria em Sumaré-SP | Exame

 

 

 

 

 

 

 

 

A disputa entre Shopee e Mercado Livre pelos galpões logísticos brasileiros

E-commerce em alta no Brasil: uma análise do crescimento logístico das gigantes Shopee e Mercado Livre, revelando a corrida por domínio nos galpões logísticos.

Em um Brasil cada vez mais digital, Shopee e Mercado Livre estão travando uma batalha pela preferência dos consumidores e, consequentemente, pela ocupação de galpões logísticos do país. Enquanto elas disputam cada metro quadrado disponível para instalar ou expandir suas operações, oferecem um espetáculo de crescimento e transformação no cenário do e-commerce brasileiro.

Para se ter ideia dessa acentuada expansão, com apenas cinco anos de estrada por aqui, a Shopee expandiu sua ocupação de maneira impressionante. Seu crescimento de 5.000% em espaços logísticos é digno da atenção dos concorrentes (Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e outros). De acordo com dados da Buildings, a Shopee aluga atualmente espaços que perfazem 717 mil m² em todo o Brasil. Esses espaços estão distribuídos em 68 ocupações em condomínios. Em atividade, 622 mil m² estão em operação (dados do 4 trimestre de 2024, segundo a Buildings).

Religiosamente, a Shopee ampliou seu território de forma constante, adicionando novos endereços no último trimestre, como os galpões de Itajaí, Guarulhos e Caxias, até chegar ao Distrito Federal já neste início de 2025.

Outro dado interessante: a Shopee alcançou números que impressionam e desafiam outras gigantes do e-commerce, ao deter cerca de 40% das vendas do setor logístico no Brasil, segundo a Exame.

Mercado Livre: o mestre dos galpões

Por outro lado, o Mercado Livre atua como um veterano robusto. Desde que começou a operar os centros logísticos no Brasil, em 2018, a gigante argentina expandiu sua presença para a impressionante marca de 2,4 milhões de m² de área locada total. Eles estão distribuídos em 74 ocupações industriais, espalhadas em diversas regiões. Isso representa um crescimento de 4.700% em menos de sete anos.

Para se ter ideia, apenas no quarto trimestre de 2024, expandiram sua atuação em quatro condomínios: GRID F SA, Armazena 1, Log II e CL SP Dutra. Além disso, ainda possuem 14 mil m² de ocupação em escritórios.

Um olhar mais amplo: o crescimento logístico mapeado pela Buildings

Este crescimento logístico não está limitado às duas gigantes citadas. O panorama do setor logístico brasileiro revela 920 condomínios prontos para uso, representando um estoque de 39,3 milhões de m², segundo dados da Buildings. E o mercado continua a ferver; a construção de novos projetos segue a todo vapor, com vacância em baixa histórica, marcando apenas 8,10% no último trimestre de 2024.

De 2020 para cá, houve 12,7 milhões de m² de novo estoque entregue. Além disso, o novo estoque logístico alcançou marcas impressionantes, superiores 1 milhão de m² em alguns trimestres. Isso ocorreu em dois deles: 1,1 milhão de m² no 4T de 2021 e 1,2 milhão de m² no 3T de 2022. Além disso, ultrapassou a casa de 900 mil m² entregues em dois trimestres: no 4T de 2022 e no 3T de 2023.

O que se verá a seguir é uma continuação dessa eletrizante corrida por domínio – com a Shopee expandindo sua presença em novos mercados (a exemplo das últimas notícias) e o Mercado Livre defendendo seu território de líder no e-commerce, ainda com bastante distância à frente.

Por fim, vale destacar também a atuação da Amazon em terras brasileiras. Segundo dados do Buildings CRE Tool, a gigante americana começou sua atuação logística no terceiro trimestre de 2018, ocupando uma área de 48 mil m². De lá para cá, já são 565 mil m² de locação, distribuídos em 17 ocupações industriais.

Fato é que estas empresas são protagonistas de um capítulo incrível da história logística do Brasil, redefinindo como os produtos chegam aos consumidores. E, com esse movimento, a transformação do mercado está apenas começando!

Fonte: https://revista.buildings.com.br/shopee-e-mercado-livre-no-brasil/

Grupo Boticário apresenta crescimento de 19% em vendas em 2024

As vendas totais do Grupo Boticário atingiram a marca de R$ 35,7 bilhões em 2024, o que corresponde a um crescimento de 19% em relação ao ano anterior. O desempenho foi marcado pela evolução da estratégia de ecossistema de beleza multimarca e multicanal, centralidade no cliente, investimentos em inovação e ampliação da operação fabril e logística em todo o país, segundo a companhia. Cerca de 27% das vendas totais (GMV) do Grupo Boticário foram provenientes de produtos lançados há menos de um ano. As categorias de maior destaque em 2024 foram perfumaria, cabelos e cuidados pessoais.

“O resultado de 2024 reflete a trajetória de evolução consistente e crescente do grupo nos últimos anos. Realizamos movimentos estratégicos com a entrada em novos canais e evolução daqueles que somos referência, com a consolidação das nossas marcas e evoluções importantes no redesenho organizacional”, afirma Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário.

Expansão

Para impulsionar a estratégia de futuro, a companhia dá continuidade ao projeto de expansão das operações fabril e logística anunciado em 2024. Com um investimento total de R$ 4,14 bilhões – o maior da história do grupo – o projeto contempla a construção da quarta fábrica em Pouso Alegre (MG), expansão das unidades fabris no Paraná e na Bahia e da operação logística em todo o território nacional.

Fonte: https://gironews.com/farma-cosmeticos/grupo-boticario-apresenta-crescimento-de-19-em-vendas-em-2024/

Gigantes da Logística: A operação do Mercado Livre em números

Destaque da nova reportagem da série “Gigantes da Logística”, companhia aposta em uma robusta malha operacional para manter liderança no e-commerce brasileiro.

Na nova reportagem da série “Gigantes da Logística”, o destaque é uma das líderes do e-commerce brasileiro: Mercado Livre — que, a título de informação, registrou 345,5 milhões de acessos entre maio e outubro do ano passado, segundo dados da Conversion repercutidos pelo E-Commerce Brasil. Para isso, a companhia dispõe de uma das maiores operações logísticas do Brasil, com infraestrutura tecnológica avançada e significativos investimentos para atender à demanda crescente do comércio eletrônico.

Em entrevista à MundoLogística, o diretor-sênior de Operações Logísticas do Mercado Livre, Luiz Vergueiro destacou a logística como um dos principais atributos da companhia. Hoje, mais de 90% das compras realizadas no marketplace são processadas diretamente pela rede logística própria do Mercado Livre.

Atualmente, são 14 centros de distribuição (CDs) Fulfillment espalhados por estados como Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, com planos de ampliar para 21 CDs até o final de 2024. “A ampliação representa mais que o dobro do que tínhamos no início de 2023”, destacou o diretor.

Essa expansão é estratégica e visa sobretudo acelerar a entrega. “Quase metade das entregas (49%) chega ao consumidor no mesmo dia ou no dia seguinte. Essa agilidade é um fator decisivo para o consumidor digital, pois ele sabe que receberá seu produto com rapidez e segurança”, afirmou Vergueiro.

PRINCIPAIS CENTROS E DESCENTRALIZAÇÃO
Entre os principais CDs está Cajamar (SP), o maior da América Latina, responsável por aproximadamente 30% das entregas realizadas no Brasil. “Cajamar é um ponto-chave, graças à sua estrutura avançada e proximidade com grandes centros urbanos”, explicou o executivo.

Outros importantes CDs estão em Louveira (SP), Pernambuco (Recife), Bahia, Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Distrito Federal.

O Mercado Livre também opera 23 centros cross-docking e 107 service centers, ampliando sua capacidade logística e a capilaridade das entregas. Vergueiro ressaltou que a regionalização é central, pontuando que “63% das novas operações estão fora de São Paulo, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do país”.

TECNOLOGIA E SUSTENTABILIDADE
Um dos diferenciais do Mercado Livre é a inovação tecnológica. A empresa utiliza mais de 340 robôs autônomos em Cajamar, que movimentam diariamente cerca de 2.500 prateleiras e preparam 20 mil pedidos por dia. “A tecnologia Robotics já reduz o tempo de processamento dos pedidos em até 20%, aumentando nossa eficiência e permitindo uma maior utilização do espaço, o que otimiza a capacidade de armazenamento”, detalhou Vergueiro. O tema já foi destaque em entrevista exclusiva da MundoLogística.

Além disso, sistemas avançados de Inteligência Artificial são empregados para prever demanda, organizar estoques e assegurar que produtos de alta procura estejam disponíveis nos CDs mais próximos aos consumidores.

Outro ponto importante na operação logística é a sustentabilidade. Desde 2020, a empresa investe em veículos de combustíveis alternativos e energia renovável. “Hoje, somos a empresa com a maior frota elétrica do Brasil, com 69% das nossas operações abastecidas por fontes renováveis”, afirmou Vergueiro. Todas as embalagens utilizadas também são recicláveis ou reutilizáveis, reforçando o compromisso ambiental.

INVESTIMENTOS E SAZONALIDADE
Para 2024, o Mercado Livre prevê movimentar cerca de 1,5 bilhão de itens e planeja investir R$ 23 bilhões na expansão e melhoria de sua infraestrutura logística. A operação emprega mais de 19 mil colaboradores somente nos CDs Fulfillment e atende mais de 100 milhões de consumidores únicos.

“Esperamos alcançar receita líquida de R$ 21 bilhões em 2024, um crescimento de 38% sobre o ano anterior”, ressaltou o executivo.

Vergueiro reconheceu o desafio de lidar com períodos de alta demanda, como promoções e datas comemorativas. Na última Black Friday, por exemplo, o Mercado Livre entregou 80% dos produtos vendidos via serviço Fulfillment em até três dias.

“Nossa infraestrutura robusta e inteligência logística permitem ajustar rapidamente a operação às variações de demanda, garantindo eficiência e qualidade nas entregas mesmo em momentos de pico”, explicou.

INDICADORES E EFICIÊNCIA OPERACIONAL
O Mercado Livre mede a eficácia da sua operação por meio de indicadores como prazo de entrega, capacidade operacional dos CDs e custo de frete. “Conseguimos aumentar em 40% o número de cidades atendidas com entregas no mesmo dia, reduzindo custos operacionais e tornando o e-commerce mais acessível”, afirmou Vergueiro.

Tecnologias como a solução “Shelves to Person” trouxeram ganhos significativos, como a redução de 20% no tempo de processamento de pedidos e uma otimização de 15% no espaço operacional.

Esses resultados influenciam diretamente as estratégias adotadas pelo Mercado Livre, reforçando a posição da companhia no mercado brasileiro e possibilitando um crescimento consistente e sustentável. “Nosso objetivo é sempre aprimorar a experiência de compra do cliente, utilizando tecnologia e inovação para ampliar nossa eficiência e alcance no Brasil”, disse o executivo.

Fonte: https://mundologistica.com.br/noticias/gigantes-da-logistica-operacao-mercado-livre-em-numeros

Frete Rápido, ANYMARKET e YAV Digital protagonizam tarde imersiva no setor de Moda e Beleza

Na última terça-feira (25), a Frete Rápido, em parceria com o ANYMARKET e YAV Digital, realizou o workshop: “Imersão Moda e Beleza: Estratégias, Logística e Marketing para Escalar nos Marketplaces”.

O evento, que aconteceu na Escola Superior de E-Commerce (ESECOM), em São Paulo, reuniu profissionais renomados de grandes marcas, onde falaram sobre as principais tendências que moldarão o futuro do setor Moda e Beleza.

O papel da logística na experiência de compra nos marketplaces

Clóvis Rodrigues, Diretor de Operações e Co-fundador da Frete Rápido, apresentou como a logística desempenha um papel crucial em toda a jornada de compra nos marketplaces, impactando diretamente a experiência do consumidor. Desde a pré-venda, a tecnologia logística possibilita uma gestão unificada, integrando diferentes unidades de negócios e garantindo maior controle sobre os pedidos. A boa performance do cálculo do frete é um diferencial para garantir opções otimizadas e prazos reduzidos para aumentar a taxa de conversão.

No pós-venda, a personalização do rastreamento se torna uma estratégia poderosa para fidelização. Ao manter o cliente informado em tempo real sobre o status da entrega, as marcas reduzem demandas no SAC e fortalecem o relacionamento com o consumidor. Além disso, a gestão de imprevistos permite antecipar possíveis problemas nas entregas, garantindo mais eficiência operacional, proatividade e satisfação do cliente.

A utilização de uma boa Torre de Controle com Análise Preditiva também é essencial para garantir uma boa experiência de compra, transformando dados em insights estratégicos e proporcionando mais visibilidade, eficiência e previsibilidade nas operações. Com essas soluções, a logística deixa de ser apenas um suporte operacional e passa a ser um diferencial competitivo nas operações de marketplaces.

Automação aliada a estratégia comercial em marketplace

Ana Marchi, especialista de Marketplaces no ANYMARKET, destacou a importância da automação e de uma estratégia comercial eficiente na gestão de produtos em marketplaces. Além de cadastrar produtos, é essencial criar anúncios estratégicos com inteligência artificial para melhorar descrições, títulos e categorização, otimizando tempo e aumentando a relevância das ofertas.

A precificação inteligente através de automação permite ajustar preços com base no comportamento do mercado e configurar campanhas que otimizam a conversão. Investir em publicidade nos marketplaces pode aumentar as vendas em até 30% e alcançar o público certo.

A gestão de estoque, com foco na sincronização em tempo real e no estoque compartilhado, reduz riscos de over-selling e cancelamentos. A estratégia de direcionamento de pedidos para centros de distribuição otimiza custos e prazos de entrega.

Uma gestão assertiva de pré e pós-venda é fundamental para garantir uma boa reputação para as marcas. A automação na comunicação, assim como a integração entre atendimento, estoque e vendas, é fundamental para manter a confiança do consumidor e melhorar os resultados.

Mercado marketplace e suas oportunidades

Vitor Isper, diretor da YAV Digital, apresentou as principais oportunidades no mercado de marketplaces, destacando seu papel estratégico para marcas que buscam crescimento e a importância de definir o marketplace como um canal de vendas ou uma vitrine para expandir a base de clientes.

Entre as oportunidades, Vitor destacou o crescimento do modelo Direct-to-Consumer (D2C), o social commerce com vendas via TikTok e WhatsApp, e a importância da experiência de entrega (last mile). A escolha entre marketplaces generalistas e de nicho também impacta os resultados e exige planejamento.

O impacto da concorrência asiática, como Shopee, Temu e AliExpress, também foi um dos pontos cruciais abordados na palestra, além da entrada da TikTok Shop no Brasil, que reforça o papel das redes sociais no consumo.

Dominar os marketplaces em 2025 exige visão estratégica, tecnologia e adaptação às novas tendências do mercado digital. A eficiência na operação de marketplaces, com integração de plataformas e automação logística são essenciais para dominar o setor.

Painel Imersão Moda e Beleza + Convidados
O final do evento foi marcado por um painel interativo com profissionais renomados de grandes marcas: Luiz Baião, Gerente de Operações E-commerce da Mondial; Karina Maria, Gerente de Farmer e Hunting da Magalu; e Felipe Bernardo, Head de E-commerce e Growth da Boca Rosa. Durante o painel, os executivos debateram as principais estratégias, novidades e tendências para o segmento de Moda e Beleza em 2025.

Luiz Baião, da Mondial, apresentou como a marca distribui seus produtos entre os marketplaces e o e-commerce próprio, além das principais estratégias aplicadas em cada canal. Luiz também explorou a importância da diversificação de SKUs para conquistar novos clientes e escalar as vendas, além de apresentar a estratégia por trás da linha de produtos realizada em parceria com a influenciadora e embaixadora da marca, Juliette Freire.

Karina, da Magalu, destacou a força do setor de Moda e Beleza nos marketplaces. Segundo a Pesquisa Consumo de Moda no Brasil, do Opinion Box e E-commerce Brasil, o segmento é o 2° maior no e-commerce brasileiro, com um faturamento de R$ 7,1 bilhões, ficando atrás apenas dos eletrodomésticos. O Brasil já ocupa a 9ª posição no mercado global de roupas e acessórios. Karina apresentou as principais estratégias e tendências para alavancar ainda mais as vendas do setor, como o poder das redes sociais para facilitar o acesso a informações e inspirações, a agilidade na entrega e a criação de conteúdo personalizado.

Felipe, da Boca Rosa, compartilhou como a marca se tornou referência no setor, explorando a autenticidade e diferenciação da marca, além do storytelling como ferramenta de conexão, engajamento e humanização. A marca já se consolidou como uma das que mais cresce no segmento de cosméticos no Brasil, e se tornou uma referência e uma das preferidas pelos consumidores.

Quer escalar as vendas, reduzir custos e ter mais eficiência na sua operação? Acesse os sites:

Frete Rápido, líder em TMS para e-commerce na América Latina.
ANYMARKET, hub de integração com marketplaces.
YAV Digital, Gestão completa para E-commerce e Marketplaces.

Fonte: https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/frete-rapido-anymarket-e-yav-digital-protagonizam-tarde-imersiva-no-setor-de-moda-e-beleza

Mesmo com alta de receita, lucro da JSL cai para R$ 190,1 mi em 2024

Lucro líquido caiu 56,5% no quarto trimestre na comparação anual, mas CFO reforça foco em eficiência e contratos asset light.

A JSL (JSLG3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2024 (4T24) e do consolidado do ano, nesta segunda-feira (24), após o fechamento do mercado. Apesar dos desafios macroeconômicos, a empresa destacou o crescimento de receita e avanços na eficiência operacional ao longo do último ano.

O lucro líquido ajustado do 4T24 foi de R$ 35,7 milhões, uma queda de 56,5% em relação ao mesmo período de 2023. No consolidado do ano, o resultado foi de R$ 190,1 milhões, com uma retração de 10,7% frente a 2023.

No entanto, considerando a retirada de um benefício fiscal de R$ 73 milhões relacionado à subvenção para investimentos de ICMS que existia em 2023, a empresa destaca que o lucro, em bases comparáveis, cresceu 36% no ano.

“A exclusão desse benefício impactou diretamente a comparação dos resultados, mas reforça a solidez operacional da companhia, que conseguiu crescer mesmo sem essa vantagem tributária“, explicou Guilherme Sampaio, CFO da JSL, em entrevista ao InfoMoney.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado da companhia alcançou R$ 434 milhões no 4T24, um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No consolidado do ano, o indicador ficou em R$ 1,7 bilhão, avanço de 15,8%. A margem Ebitda ajustada, no entanto, recuou 0,7 ponto percentual, fechando o ano em 19,4%, reflexo do aumento de custos operacionais.

Já a receita bruta da JSL atingiu R$ 2,94 bilhões no quarto trimestre, um avanço de 15% na comparação anual. No acumulado de 2024, somou R$ 10,7 bilhões, um crescimento de 19,7% frente ao ano anterior. A receita líquida de serviços, que exclui a venda de ativos, subiu 16,4% no 4T24 e 20% no consolidado do ano, impulsionada pelo crescimento orgânico e pela incorporação das aquisições recentes.

“Esse crescimento reflete a estratégia da JSL em buscar expansão tanto de forma orgânica quanto por aquisições. Tivemos uma performance sólida nas empresas adquiridas, além de um foco constante em eficiência e qualidade nos serviços, o que contribuiu para esse avanço da receita líquida”, destacou o CFO.
Alavancagem e capital de giro da JSL

A relação dívida líquida/Ebitda ajustado da JSL encerrou o ano em 3,04x, mas a empresa enxerga espaço para reduzi-la ainda mais — com estratégias focadas na melhoria do capital de giro. Entre as medidas estão a redução no prazo de recebimento e a desalavancagem natural via crescimento da receita.

“Nós terminamos o ano com uma alavancagem dentro do nosso plano e seguimos atentos à eficiência do capital de giro. Continuamos com boa liquidez, com R$ 1,9 bilhão em caixa e um total de R$ 2,6 bilhões disponíveis, o que nos permite ter tranquilidade para honrar obrigações e seguir crescendo de forma sustentável”, destaca Sampaio.

Vale dizer que a JSL reduziu os investimentos em capex no segundo semestre, o que se deve à concentração de grandes aportes no início do ano. Um dos principais projetos foi na indústria de papel e celulose, em Mato Grosso. O movimento também reflete o aumento da participação do modelo asset light, que cresceu para 54% da receita, contra um patamar de 49% a 51% anteriormente.

Além disso, Sampaio frisa que a JSL fechou R$ 5,4 bilhões em novos contratos em 2024, com diversificação setorial ao longo dos trimestres. No primeiro trimestre, 41% dos contratos foram voltados ao setor de papel e celulose, enquanto no segundo, alimentos e bebidas representaram 71% dos novos negócios. Nos dois últimos trimestres, os destaques foram os setores químico e de varejo/e-commerce.

5 anos de IPO (de olho em 2030)

Completando 5 anos desde o IPO (Oferta Pública Inicial, em português), a JSL tem buscado se posicionar para um crescimento sustentável nos próximos anos — tanto no mercado doméstico quanto no exterior.

Embora o foco das operações continue sendo o Brasil, a empresa adota dois modelos de atuação internacional: transporte entre países da América do Sul e operações locais independentes, como no Paraguai, África do Sul e Gana.

Junto a isso, o executivo frisa que a empresa tem investido fortemente na digitalização das operações. Em 2024, a JSL lançou uma plataforma digital e avançou em automação nos armazéns, utilizando drones e equipamentos autônomos para otimizar a logística. “Esses investimentos são essenciais para alcançarmos nossos objetivos até 2030”, explica Sampaio.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/mercados/mesmo-com-alta-de-receita-lucro-da-jsl-jslg3-cai-para-r-1901-mi-em-2024/

Amazon amplia programa de logística para acelerar entregas com PMEs

Criado para acelerar prazos em diferentes regiões, o Amazon Hub busca 1,9 mil lojas para gerarem receita extra com entregas flexíveis, em oito novos estados do Brasil.

Amazon Brasil anunciou expansão do programa “Amazon Hub”, criado para reduzir prazos de entrega em diferentes regiões e permitir que pequenos negócios realizem entregas de produtos vendidos no site da empresa. O programa busca 1.900 novas lojas parceiras em oito estados: Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás e Espírito Santo, além do Distrito Federal.

Lançado em 2024, o “Amazon Hub” possui mais de 250 empresas participantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Os parceiros recebem entre 20 e 40 pacotes por dia e realizam entregas durante o horário comercial, de acordo com sua disponibilidade. De acordo com a empresa, o modelo não exige investimento adicional por parte dos empreendedores.

Segundo a companhia, a expansão do programa faz parte da estratégia logística da Amazon no Brasil, que já inclui mais de 150 polos com tecnologia da empresa e 12 centros de distribuição, sendo o mais recente localizado em Cajamar (SP). O “Amazon Hub” prejudica prazos de entrega em diversas regiões do país, de cinco para até dois dias, e em algumas áreas para apenas um dia.

Os participantes do programa incluem donos de pequenos negócios, como floriculturas, minimercados, papelarias e escritórios. Para se cadastrar, o empreendedor precisa ter um espaço seguro para armazenar temporariamente os pacotes e estar com a documentação regularizada.

Fonte: “Amazon Brasil amplia programa de entregas com PMEs

Renato Franklin: o maior destravamento de valor da Casas Bahia virá da logística

O plano de transformação CB25, da Casas Bahia, continua a todo vapor. A inauguração de uma megaloja flagship de 3,3 mil m², com dois andares de varejo e três de sede administrativa na última sexta-feira (14), na rua Flórida, com fachada para a Marginal Pinheiros (Zona Sul da Capital paulista), é um dos pontos para ‘voltar ao básico’, segundo Renato Franklin, CEO da varejista.

Isso inclui a mudança de nome para Grupo Casas Bahia e o retorno do slogan “Dedicação total a você”, para fazer um resgate das origens. E com direito a carro de som circulando nas imediações anunciando a novidade, bem ao estilo retrô da loja fundada há quase 70 anos em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, para vender móveis e eletrodomésticos no carnê.

Essa volta ao básico inclui o foco em categorias do core business original, o retorno do Ponto Frio e também novas parcerias – como com a marca chinesa Oppo, de celulares. Tem também a expansão da Casas Bahia ADS (braço de retail media para pequenos lojistas que querem anunciar produtos no ecossistema da varejista ou estão no marketplace do grupo).

Além da moderna megaloja, com gestão integrada e foco na experiência do cliente, que poderá testar produtos, interagir com marcas e ter atendimento especializado (personal tech), a nova fase busca também o resgate da cultura que trouxe a Casas Bahia até o atual momento, destaca o CEO: de simplicidade, austeridade e gestão ligada à loja para ‘viver o cliente’.

Por isso, além de pontos como o alongamento da dívida, o lançamento de um fundo de investimento (FDIC) e uma oferta de ações de R$ 500 milhões para alavancar o negócio, uma das diretrizes principais do plano CB25 é a eficiência operacional e priorização do caixa.

Com redução de 54,8% no prejuízo no 4º trimestre de 2024 (de R$ 1 bilhão para R$ 452 milhões), pelos resultados divulgados no último dia 13, as ações da Casas Bahia somaram alta de 31,86% no acumulado da semana passada – o que indica o otimismo do mercado com as tendências de crescimento e rentabilidade da companhia, melhoria da margem Ebitda por cinco trimestres consecutivos e melhor fluxo de caixa livre em cinco anos (R$ 1,2 bilhões), mesmo com alavancagem alta.

Uma das responsáveis por puxar esse crescimento, aponta Franklin, é a logística, através da CBFull, dividida em cinco áreas (Fulfillment Seller, para os sellers que vendem em todos os canais do grupo; Fulfillment Multimarketplace, para vendas B2B e B2C; Full Commerce, solução personalizada de e-commerce, com criação de loja virtual em marketplace; Full Cross, de armazenagem, operação e regionalização de estoque, e Transporte Mar Aberto, de armazenagem da primeira à última milha usando a malha nacional do GCB.

“Temos a maior infraestrutura logística do Brasil, mas ainda há muita capacidade ociosa. E logística é um business de escala: quanto mais escala, mais competitivo você é. Não alocamos capital nisso, investimos o próprio retorno dos nossos negócios e crescemos bastante”, diz Franklin. Em 2024, o volume bruto de mercadorias movimentado na CBFull foi de R$ 1 bilhão.

Com base nisso, em 2025 o grupo planeja crescer mais de 100% nessa vertente, para se tornar líder na prestação de serviços logísticos no país. “Por isso, eu reforço sempre: o maior ‘destravamento’ de valor da companhia virá da logística”, sinaliza.

Em 2024, a Casas Bahia emitiu 1,4 milhão de cartões de crédito, vendeu 37,2 milhões de itens e fechou o ano com 108 milhões de clientes, sendo que 29 milhões deles compram pelo menos uma vez no ano. Em bate-papo com o Diário do Comércio, Franklin detalha um pouco mais o novo momento da companhia e as perspectivas para a nova loja-sede.

“Trouxemos outra referência para a Marginal além da Ponte Estaiada. Logo, todo mundo vai dizer ‘é antes da Casas Bahia’, ‘é depois da Casas Bahia’. É nosso objetivo.”

Leia a entrevista com Renato Franklin a seguir:

Diário do Comércio – A Casas Bahia pretende liderar o movimento de transformação da experiência do cliente no varejo brasileiro. Como isso se dará na nova loja?

Renato Franklin – Sendo bem transparente, as nossas megalojas, como a da Marginal Tietê e do Shopping Aricanduva, já não deixam nada a desejar para as flagships da China, que todo mundo fala que são muito modernas. Essa loja aqui eu garanto que tem mais experiência do que se vê lá fora. Esse tipo de loja vende, dá lucro e é rentável porque traz muitas experiências.

Desde vários túneis de LED, holograma para tirar foto, totens onde você pega um produto e a tela automaticamente explica o que ele faz… No Aricanduva, a gente percebeu a diferença: a expectativa era crescer 30% da receita e 7% no ticket médio, trazendo mais experiências. A gente cresceu 60% da receita e 20% no ticket. Esse investimento em experiência do cliente traz cada vez mais retorno. E junto com a omnicanalidade, claro.

Um negócio super legal que a gente tem feito hoje com inteligência artificial é o seguinte: quando um cliente navega no nosso site, olha um produto, mas não compra, é disparado um lead para o vendedor, que chama o cliente e pergunta se ele teve alguma dúvida, se quer ir à loja ver pessoalmente. Aí ele converte isso na loja, e muitas vezes com um produto ainda melhor.

Por que a mudança para a Vila Olímpia, de classe mais alta, de pessoas que trabalham nos escritórios, nas empresas do entorno e só circulam por aí durante a semana? Que público a Casas Bahia quer pegar com essa estratégia?

São duas coisas. Primeiro, a gente nota que segunda-feira é um dia forte de vendas, e você compra ou perto de casa ou perto do trabalho. Então, pegamos o fluxo grande de pessoas da estação Berrini (a poucos metros da nova loja), do terminal de ônibus. É muita gente circulando. De manhã cedo, é uma fila infinita de gente passando aqui na frente. Segundo, nessa região da Zona Sul não existe uma loja para atender a quem procura por esses produtos. Você só tem loja pequena dentro de shopping, com pouco sortimento, pouca profundidade.

Uma mega loja com profundidade, com sortimento de todos os eletrodomésticos, com todas as marcas e com móveis, você não tem. Mas a ideia é pegar esses dois públicos também no final de semana. O desafio é o final de semana: de virar destino assim como acontece com a megaloja da Marginal Tietê, que é um destino de sábado e domingo, onde as pessoas vão de carro para fazer compras.

Fonte: “Diário do Comércio

Plataformas de entregas com rede de PUDOs trazem eficiência à logística do e-commerce

Com o aumento da demanda do e-commerce, surgem também desafios logísticos que podem impactar diretamente a jornada do consumidor e os índices de satisfação atribuídos aos varejistas. Nesse cenário, as plataformas de entregas se tornam fundamentais para otimizar processos, reduzir custos e melhorar a eficiência operacional do comércio eletrônico.

As plataformas de envio automatizam e simplificam a gestão de entregas, permitindo que principalmente empreendedores individuais e pequenas e médias empresas integrem diferentes transportadoras em uma única plataforma, ou mesmo que tenham acesso a uma transportadora de capilaridade nacional através de plataforma própria. Isso possibilita um fluxo de trabalho mais organizado e eficiente, garantindo que os pedidos sejam processados e despachados rapidamente.

Com essa automação, há uma redução significativa no tempo para calcular fretes, gerar etiquetas e rastrear encomendas, resultando em entregas mais rápidas e maior satisfação dos embarcadores e consumidores. Há diminuição de erros no envio, evitando custos extras com reenvios e reembolsos devido a endereços incorretos ou problemas na distribuição.

O uso de uma plataforma de envios, além de evitar os custos extras, proporciona redução de custos operacionais, pois permite que os sellers, ou varejistas e empreendedores, comparem diferentes opções de transportadoras e escolham a mais econômica e eficiente para cada destino. Além disso, muitas dessas plataformas possuem acordos com as transportadoras, que oferecem tarifas mais competitivas do que as encontradas individualmente pelos varejistas, em condições semelhantes às encontradas nas plataformas das transportadoras.

Considerando a entrega parte crucial da experiência da compra online, contar com um serviço de envio eficiente é fundamental para que os clientes acessem seus pedidos dentro do prazo esperado, reduzindo a insatisfação e aumentando a taxa de fidelização.

Mais eficiência em pontos parceiros de bairro

Nesse quesito, é importante estar apoiado em transportadoras que, em suas operações, possuam uma rede nacional de PUDOs – pontos comerciais parceiros de bairro que oferecem o Pick up e o Drop Off – bem estruturada e capaz de trazer mais eficiência ao processo logístico do e-commerce.

Como uma das soluções logísticas OOH (Out Of Home), as redes de PUDOs vinculadas às plataformas agregam mais conveniência e tecnologia aos despachos, já que reforçam o relacionamento entre os sellers e compradores, por conta da proximidade do ponto de postagem com a residência ou o local de trabalho. Também democratizam o acesso às grandes transportadoras e ajudam a “desestressar” o atual modelo logístico dos grandes centros urbanos.

Através dos PUDOs, os sellers postam rapidamente o produto vendido nesses pontos logísticos, que funcionam além do horário comercial – normalmente, aos sábados -, oferecendo um intervalo maior de tempo para o acesso dos usuários.

Essa solução é bastante utilizada na Europa, representando cerca de 25% das entregas do e-commerce. No Brasil, já é escolhida por 12% dos consumidores brasileiros, com tendência de crescimento, segundo a última pesquisa E-Shopper Barômetro 2024, do Grupo Geopost e Jadlog.

Com ela, o consumidor, o empreendedor individual ou o pequeno varejista digital se tornam protagonistas do processo logístico, e passam a contar com uma solução que oferece inúmeras outras vantagens, como tarifas mais econômicas em comparação ao home delivery e menos emissões de carbono devido à menor quantidade de veículos circulando. Além disso, os PUDOs são ótimas opções para a logística reversa do e-commerce, garantindo conveniência ao usuário e melhorando sua experiência de compra.

Muito embora tenha havido um recente desfalque nas redes de PUDOs que operam no país, é importante destacar que essa solução OOH chegou para ficar, e será cada vez mais utilizada devido à praticidade que oferece. Atreladas às plataformas de envios, essas soluções colaboram para que embarcadores de todos os tamanhos sejam mais competitivos e eficientes. Ou seja, são uma excelente alternativa tanto para os clientes quanto para o crescimento sustentável do negócio e do e-commerce.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/plataformas-de-entregas-com-rede-de-pudos-trazem-eficiencia-a-logistica-do-e-commerce”