Gigante do e-commerce da Índia faz parceria com plataforma de logística e transportes Blockchain

A empresa de comércio eletrônico da Índia, a Mjunction services limited, firmou uma estratégica parceria com empresa de transporte blockchain Shipnext, informou a agência marítima global de notícias Sea News em 20 de fevereiro.

A nova parceria pretende aumentar a eficiência em todos os aspectos supply chain, trazendo serviços de valor agregado para seus clientes, disse o CEO Vinaya Varma.

Alexander Varvarenko, fundador e CEO da Shipnext, disse que a grande base de carga da mjunction deverá atrair mais tráfego, armadores e operadores de navios para as plataformas da Shipnext.

A Mjunction Services Ltd é uma joint venture de duas gigantes do aço indianas – a Steel Authority of India (SAIL) e a Tata Steel. Mjunction é supostamente a maior empresa de comércio eletrônico da Índia, além de operar o maior mercado eletrônico de aço do mundo. A empresa também passou para as esferas de negócios, como e-finance, e-retail e outros serviços.

De acordo com a Sea News, os armadores ou operadores de navios que desejem participar do transporte de carga pelos principais provedores de remessas da Índia, como a Tata Steel e a Indian Steel Bord, podem se registrar na plataforma da Shipnext. Dentro do acordo, a Shipnext irá gerenciar os procedimentos de conhecer o seu cliente (KYC) dos remetentes.

Recentemente a  russa Infotech Baltika transportes e logística, anunciou o desenvolvimento de um sistema com blockchain para operar com portas. O projeto faz parte da parceria entre a empresa e a startup blockchain situada em Moscou, a Iconic.

Matéria sugerida pelo colaborador Alexandre Coelho Franco

Fonte: cointelegraph.com

Logística reversa é meta audaciosa da Natura

A Natura ressalta em seu site que há 36 anos oferece refis de seus produtos. Com essa medida, a empresa revela que economiza, por ano, o equivalente ao lixo produzido por 3,5 milhões de pessoas. Além disso, todos os anos, a fabricante reutiliza 432 toneladas de plástico nas embalagens de seus cosméticos. A cada ano, 9 milhões de garrafas PET de 2 litros deixam de ir para o lixo. A empresa destaca ainda que foi pioneira ao adotar vidro reciclado na perfumaria. “Assim, evitamos anualmente o descarte de 944 toneladas de vidro”.

A Natura lembra de que a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, em 2050, haverá 9 bilhões de pessoas na Terra, produzindo 4 bilhões de toneladas de lixo por ano. “Para evitar esse cenário catastrófico, pessoas e empresas têm de assumir seus papéis. Por isso, implementamos cada vez mais ações para nos responsabilizarmos pelos resíduos provenientes do nosso negócio”.

Para 2050, a meta da empresa é audaciosa: “queremos coletar e destinar para a reciclagem uma quantidade de material pós-consumo maior do que a gerada pelas nossas embalagens. Esses compromissos estão estabelecidos no documento Visão de Sustentabilidade 2050, que reúne nossas causas e nossos compromissos para um desenvolvimento sustentável”, explica em nota publicada neste mês em seu site.

 

Logística reversa

O tema da logística reversa já vinha sendo tratado pela empresa por meio de duas iniciativas: os programas Elos e Dê a Mão para o Futuro. O Elos é um programa de responsabilidade compartilhada entre fornecedores de embalagem e a empresa para garantir rastreabilidade, homologação e logística reversa nas cadeias de fornecimento de materiais reciclados pós-consumo incorporada em embalagens – como PET e vidro reciclado.

Como forma de atender ao que determinou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2010), a Natura apoia o Dê a Mão para o Futuro, iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). O programa tem, entre seus objetivos, fortalecer e profissionalizar a cadeia de reciclagem no País. Por meio desse programa, a empresa fomenta ações voltadas para o desenvolvimento de cooperativas de catadores, aumentando sua eficiência, as boas práticas de produção e aumento dos volumes de resíduos pós-consumo destinados para a reciclagem.

Inventário de resíduos

A participação das empresas no programa da associação do setor tem como base a quantidade de resíduos de embalagem que cada companhia coloca anualmente no mercado. Esse cálculo é feito na Natura por meio de uma metodologia de inventário de geração de resíduos, criada em 2011. O sistema quantifica o volume de resíduos gerados em três das principais etapas da cadeia: os processos internos de produção, a distribuição dos produtos e o descarte das embalagens pelos consumidores.

Considerando os volumes recuperados por meio do Elos e do Dê as Mãos para o Futuro, em 2017, a Natura lançou o índice de recuperação de produtos e seus materiais de embalagens de 29%. “Agora é trabalho duro para chegar a 50% em 2020”.

Fonte: Redação Revista H&C

Três passos para otimizar custos logísticos do seu e-commerce

A logística é uma das principais dores de cabeça do lojista, o que não chega a ser uma novidade. Segundo a 3ª Pesquisa Nacional de Varejo Online, de 2016, esse era o segundo setor que causava mais preocupação para os empreendedores.

Mesmo assim, três anos depois, a área continua sendo um gargalo operacional. Por isso, entender o mercado é essencial para entregar uma boa experiência ao cliente e, do lado da empresa, diminuir custos.

É a opinião de Felipe Trevisan, CEO da Gadle. Durante a Conferência E-Commerce Brasil Santa Catarina, ele explicou quais são os três principais passos para otimizar gastos na logística e fazer melhores escolhas.

1) Escolha o modelo operacional correto

Segundo Trevisan, existem dois formatos de entrega mais recorrentes: hub and spoke (o tradicional, no qual a encomenda é transportada a um centro de distribuição e, depois, ao destinatário) e entrega direta (do armazém para o cliente).

Do ponto de vista financeiro, a fórmula é simples. “O modelo tradicional é muito mais barato do que a entrega direta para cargas pequenas. Já para cargas maiores, o custo do frete dentro da cidade é bem maior”, afirmou.

Pedidos de 0 a 5 kg: nesses casos, dificilmente o lojista fará entrega direta. Nesta faixa, vale mais a pena usar o modelo Hub and spoke ou, se houver muito volume, pequenos armazéns

Pedidos entre 5 e 30kg: considere entregas diretas a partir do seu depósito para bairros próximos. Aqui, começa a ficar financeiramente viável

Pedidos acima de 30 kg: as entregas diretas a partir do seu armazém até cidades próximas faz mais sentido do que a tradicional, na maior parte dos casos.

2) Aumente a flexibilidade da sua frota

Nos últimos anos, Trevisan tem visto lojas online oferecerem prazos de entrega cada vez menores. Sem um modelo flexível, cumprir o prometido se torna uma missão mais complicada.

De acordo com o especialista, no modelo tradicional de roteirização dos veículos de entrega, geralmente se divide um mapa em regiões. A partir daí, é comum comprar um automóvel para cada área. O problema, para o CEO, é que essas aquisições não são feitas de forma estratégica.

Ou seja, se o perfil das entregas mudar, a infraestrutura não acompanhará o fluxo. “Estão adotando uma frota rígida para um serviço que é flexível”, alertou.

Para ele, contratar a frota sob demanda pode ser uma boa ideia se for acompanhada de planejamento, principalmente quando se considera o tamanho das empresas:

Pequenas e médias frotas (até 20 veículos): considere operar 100% sob demanda

Grandes frotas (mais de 20 veículos): considere um modelo híbrido entre frota fixa e sob demanda

3) Dados, dados e dados

Informação é o petróleo do século 21. Sem isso, as empresas aplicam suas estratégias no escuro.

Mas de nada adianta ter os dados na mão se o e-commerce não souber usá-los. “[Isso significa] Conseguir identificar padrões de custos, de insucessos e tomar decisões melhores [com base nas informações]”, explicou Trevisan.

A fim de guiar o lojista, Trevisan sugeriu algumas perguntas para se fazer na hora de buscar um dado:

Como estão sendo executadas as minhas entregas agendadas? Sem essa informação, pode ocorrer algum desencontro, ou “furo”, como chama – o produto que deveria ser entregue pela manhã chegou à tarde, por exemplo.

Quanto tempo demora cada entrega, de acordo com o perfil do cliente?

Quais são as áreas de risco? Onde o cliente deve estar para receber uma encomenda?

A partir daí, com dados estruturados, o e-commerce pode utilizar um software de roteirização. “O que acontece é que, sem as informações corretas, o software te sugere rotas e soluções horríveis. Precisa ter base”, alertou o especialista.

Fonte: ecommercebrasil.com.br

Atacadistas oferecem novos serviços para conter ida de cliente ao atacarejo

Ascensão do modelo misto de vendas faz com que distribuidores intensifiquem proximidade com pequenos varejistas de bairro; análise do sortimento e pronta entrega são tratados como ‘trunfos’.

Diante de um ambiente mais competitivo, sobretudo com o avanço agressivo do modelo de atacarejo nos últimos anos, o setor atacadista mira o pequeno varejista para agregar valor aos serviços de entrega logística e organização no sortimento de produtos.

“Quando a pessoa vai até o atacarejo, ela busca economia – mas também gasta tempo e combustível se deslocando até lá para pegar o produto na prateleira. Já quando o cliente vai até o atacado, existe um serviço logístico sendo executado por esse canal”, defendeu ao DCI o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), Emerson Luiz Destro.

De acordo com o executivo, os pequenos varejistas têm valorizado esse canal em virtude da curadoria no mix de itens, organização das gôndolas e processo de profissionalização do negócio. “Atuando regionalmente, se o pequeno lojista tiver um bom nível de serviço, um amplo sortimento de produtos e um bom volume de estoque talvez não sofra no momento em que uma grande rede chegar no mesmo local”, declarou Destro, destacando que o pequeno varejista tem a vantagem de estar mais próximo do consumidor final e, consequentemente, pode ajustar a mercadoria conforme a demanda local.

Para ele, atualmente, existe um processo de canibalização no mercado brasileiro. “Infelizmente, esse mercado recessivo está fazendo com que muitas empresas não operem dentro de uma ética”, complementou.

Partilhando de perspectiva similar a do presidente da entidade, o vice-presidente do Dipalma Comércio, Distribuição e Logística, João Alberto Pereira, afirmou que os menores players de varejo alimentar sustentaram o crescimento do setor atacadista neste ano. “O que nos ajudou muito em termos de desempenho foi a presença dos comerciantes de bairro – no sentido que vêem assumindo um papel importante na reposição dos lares e consequentemente crescendo muito rápido”, afirmou Pereira.

Segundo dados preliminares divulgados pela Abad, em outubro de 2018 – ante o mesmo período do ano passado –, o setor atacadista apresentou crescimento nominal de 7%. Já no acumulado do ano, esse avanço está em 0,5%.

“No atacado, o distribuidor tem que ter em mente sempre categorias rentáveis para o próprio negócio e também para seus clientes. Isso vai ficar cada vez mais definido na medida em que, tanto o atacarejo como os distribuidores, se especializarem em determinadas linhas de produto, como por exemplo cafés, bazar, biscoitos e massas”, salientou ele.

Além disso, ele menciona a necessidade de levar “informação” a esses pequenos empresários, como análises sobre as categorias com maior aderência nas regiões onde opera.

“Na minha opinião, o pequeno varejista deveria se preocupar mais em vender do que comprar, permanecendo no seu estabelecimento e procurando atender seu cliente. Se a diferença de preço é pequena [entre atacarejo e atacadista], não é uma decisão inteligente o comerciante perder tempo do seu dia comprando em outro local”, disse Pereira.

Outro exemplo de player atacadista que tem foco nos pequenos negócios é o distribuidor Vila Nova, localizado no Estado de Minas Gerais. “Esses comércios menores representam mais de 50% da nossa base e isso vem aumentando com o tempo”, afirmou o diretor do negócio, Leonardo Miguel Severini.

Para o executivo, após o período eleitoral, “a economia deve caminhar para um patamar de estabilização” e fortalecer o varejo local como uma “forma de conveniência no consumo”. Com isso, Severini diz que tem perspectiva de crescimento de 10% em termos reais de volume de vendas para o ano que vem.

Movimentações políticas

Com as articulações políticas e econômicas em andamento, o setor atacadista também tem se movimentado no Congresso Nacional para defender seus interesses por meio da União Nacional das Entidades de Comércio e Serviços (Unecs).

“Tivemos na quarta-feira passada (21) com a equipe de transição do governo Bolsonaro. Nessa reunião, levamos nossos principais pleitos, no sentido de destravar e melhorar o ambiente de negócio”, afirmou o presidente da Abad.

O dirigente exemplificou um dos entraves. “Nos transportes de cargas, existem regulamentos que criam certa complexidade e custos adicionais que vão parar no bolso do consumidor. Como estruturar a mercadoria tendo que fazer a separação de cada categoria num caminhão com poucos m²? Você acaba tendo que mandar o caminhão com meia carga, e isso é custo. No pedágio, se o caminhão passar cheio ou pela metade não tem desconto”, afirmou Destro, destacando que uma flexibilização poderia resultar em maior competitividade e beneficiar o consumidor final.

Fonte: dci.com.br

Intelipost lança programa de parcerias para o mercado logístico

Desde o seu surgimento em 2014, a Intelipost tem como missão transformar a logística no Brasil, desenvolvendo tecnologias que facilitem o funcionamento do setor.

Em outubro de 2018, uma nova fase se inicia para a startup com o lançamento do InteliPartner: o programa de parcerias da Intelipost, desenvolvido com o objetivo de estreitar relações para construir em conjunto com as consultorias e os parceiros logísticos e tecnológicos (plataformas do mercado de e-commerce, ERP, Hub,..) um ecossistema integrado que transforme a forma de gerenciar a logística no cenário brasileiro.

A ideia do programa é estimular os parceiros a desenvolver uma solução logística integrada, a fim de agregar mais valor aos clientes e suas operações, tendo em mente que cada cliente possui uma necessidade diferente.

Para Pierre Jacquin, diretor da Intelipost, a equação é simples: A logística no Brasil está mudando e temos que trazer soluções personalizadas para os nossos clientes. Mas isso só será alcançável quando os nossos parceiros compreenderem quais são as suas necessidades. Assim, a equação é simples: A Intelipost somada a parceiros e clientes resultará em crescimento e aprimoramento para a logística do Brasil.

O evento contou com uma tarde intensa de imersão e capacitação de nossos parceiros. Após a capacitação, houve a certificação comercial e/ou técnica dos parceiros, alinhando propostas de valor conjuntas para o mercado e benefícios para seus clientes e abrindo oportunidades de novos negócios para oferecer soluções diferenciadas aos varejistas, distribuidores e industrias.

Em um segundo momento, o coquetel de lançamento oficial do programa, contou com a presença de grandes nomes do mercado de e-commerce como ToTvs, Vtex, KPMG, Accenture, Magazine Luiza, Via Varejo, além do apoio da Abralog e da ABCOMM, em um ambiente de muito networking.

Arthur Oliveira, responsável pelo programa de parcerias da Intelipost, apresentou os benefícios que o programa oferece, entre eles, alianças comerciais, bonificações, acesso aos principais eventos do mercado, produção de conteúdo e co-marketing.

Durante o evento, aconteceu também o lançamento do Intelipost Academy: uma central de capacitação online sobre logística e e-commerce, onde diversos especialistas do mercado poderão realizar o intercâmbio de conhecimento e aprimorar suas habilidades sobre o setor.

“O mercado de logístico possui uma grande carência de conhecimento voltado para capacitação. Vamos nos unir para criar uma base de conhecimento, acessível a todos”., disse Jacquin.

No pré-lançamento, o programa já contava com mais de 10 parcerias fechadas dentre eles KPMG, Enext, Compasso, e-Can, Anymarket e outros nomes reconhecidos no mercado de e-commerce e logística.

De acordo com Oliveira: “Logística no Brasil é um desafio gigantesco e complexo. E será por meio da tecnologia que conseguiremos facilitar a vida do varejista. Nossa intenção é disseminar as melhores práticas e conteúdos para toda rede, através da capacitação.

Para que isso se concretize, é essencial conectar os especialistas de cada área, referências do mercado em vendas, marketing, integrações, logística com o mercado, levando o Academy à um outro nível de alcance e assertividade”.

O que será mais um passo na estruturação de uma estratégia de canais e uma ótima oportunidade para todas as partes envolvidas.

Fonte: ecommercebrasil.com.br