Além das criptomoedas, o blockchain também é utilizado na logística

Entenda como esta tecnologia, que surgiu em 2008 como suporte ao bitcoin e às criptomoedas, vem sendo utilizada também para facilitar e trazer ainda mais segurança nas operações de logística e de transporte de cargas entre as empresas. É o que nos explica nesta entrevista o especialista em inteligência artificial, Ulisses Silva, head de Logística e Ciências de Dados da empresa Prestex
 
Para começar, como poderia definir o blockchain, de uma forma mais simples?
Ulisses Silva: O blockchain é um banco de dados, como se fosse um livro contábil digital, no qual cada página é um “bloco” e esse bloco contém várias transações, como se fossem registros de um diário. Os blocos são conectados em sequência, formando uma “cadeia” – daí o nome “blockchain” (cadeia de blocos). Pense como se fosse uma corrente inquebrável, na qual cada link é um registro seguro e imutável de dados. O diferencial do blockchain é que ele é descentralizado, quer dizer, é mantido por todos que participam desta rede e não por um único órgão, garantindo transparência, segurança e confiabilidade nas informações.
E de que forma se acessa o blockchain?
Ulisses Silva: Existem duas principais formas, a blockchain pública, na qual qualquer pessoa com acesso à internet pode participar, seja criando uma carteira digital (wallet) para transações financeiras (similar a uma conta bancária) ou interagindo com aplicativos descentralizados (DApps), baseados em blockchain; e há a blockchain privada, que é restrita a um grupo de empresas ou organizações que precisam de um maior controle e confidencialidade das informações. Assim como existe infraestrutura em nuvem que as empresas contratam, a SaaS – Software as a Service, existe também o blockchain como um serviço, chamado de BaaS.
Qualquer empresa pode acessar esta tecnologia?
Ulisses Silva: Depende. As redes públicas de blockchain, sim, qualquer empresa ou pessoa pode criar contas e usar essas redes para suas finalidades (transações, contratos inteligentes, emissão de tokens etc.). Já nas redes privadas, há regras específicas. Normalmente é preciso entrar em contato com os administradores da rede, que definem quem pode entrar e quais informações podem ser acessadas. Além disso, há requisitos de conformidade legal ou de segurança, como assinatura de acordos ou contratos de confidencialidade, e a necessidade de integrar essa plataforma aos sistemas de gestão da empresa, como ERP ou CRM. Em alguns setores, grupos de grandes empresas se unem para compartilhar uma rede permissionada, por exemplo, cadeias de suprimentos, instituições financeiras, entre outros.
 
Há exemplos práticos de como o blockchain já é utilizado pela logística?
Ulisses Silva: Carrefour, por exemplo, utiliza a plataforma IBM Food Trust para rastrear em poucos segundos a origem de produtos alimentícios como frutas, vegetais e carnes. Isso ajuda a identificar possíveis problemas e a realizar recalls muito mais rápidos. A Maersk, em uma operação de Cingapura para Índia, substituiu o documento em papel de conhecimento de embarque (bill of lading – BL) por um registro em plataforma blockchain, com objetivo de compartilhar informações em tempo real, reduzindo a burocracia e atrasos na liberação de cargas. A agroindústria também tem adotado o blockchain para rastrear a origem de commodities (soja, café, carne) e certificar práticas sustentáveis.
Quais as principais vantagens que o blockchain pode trazer para o segmento de logística?
Ulisses Silva: Transparência, eficiência, segurança e integração dos processos. A tecnologia oferece visão unificada do ciclo de vida dos produtos, desde a matéria-prima até a entrega ao cliente final; possibilita conexão entre diferentes players como fornecedores, fabricantes, distribuidores e clientes, que podem usar uma mesma plataforma de dados, mesmo que cada um tenha seus sistemas internos. Com a verificação descentralizada, torna-se muito mais difícil falsificar documentos ou manipular registros de estoque e transações. Pagamentos podem ser liberados imediatamente quando a entrega é confirmada; seguros e garantias podem ser acionados sem intermediários. Ter uma linguagem ou formato de dados único facilita a interoperabilidade entre diferentes sistemas de logística e ERP. Enfim, com informações consolidadas e validadas na rede e com dados mais confiáveis sobre o fluxo de materiais, fica mais fácil realizar previsões de demanda e ajustes de estoque.
E para a logística emergencial B2B, que é o negócio da Prestex, qual a aplicabilidade do blockchain?
Ulisses Silva: No contexto de logística emergencial B2B, na qual a velocidade e a confiabilidade são cruciais, o blockchain gera valor quando é preciso ativar novos parceiros ou transportadores no menor tempo possível. Com uma plataforma de blockchain permissionada, assim que o fornecedor é validado, os contratos podem ser geridos por contratos inteligentes, reduzindo a burocracia. Isso agiliza a formalização de acordos e a troca de documentação, garantindo que as operações comecem praticamente de imediato. Com o blockchain é possível também acompanhar cada etapa do transporte por meio de registros imutáveis, facilitando o monitoramento das rotas em cenários críticos. Com diversos atores participando, a transparência do blockchain contribui para evitar fraudes, perdas ou manipulações de informações. Muitas soluções de blockchain para logística já dispõem de APIs ou módulos de integração com ERPs e plataformas de gestão. Assim, fica mais simples sincronizar dados de inventário, rotas e prazos de entrega com os registros descentralizados.
Podemos dizer então que o blockchain vai revolucionar a gestão integrada das cadeias de suprimentos?
Ulisses Silva: Acredito que sim. Embora ainda haja questões como padronização e integração com sistemas existentes, desafios, como um ambiente regulatório, e até uma barreira cultural, para aceitar a descentralização das informações, tudo indica que o blockchain tem um potencial enorme para trazer mais eficiência, segurança e agilidade às cadeias de suprimentos. Por exemplo, com o registro distribuído, todos os participantes têm acesso a dados confiáveis, em tempo real, sobre a origem e o trajeto dos produtos, desde a matéria-prima até a entrega final. Além disso, graças aos contratos inteligentes, muitos processos burocráticos podem ser automatizados sem intermediários, como a liberação de pagamentos assim que a mercadoria for entregue. Isso não só reduz custos e evita erros, como também fortalece a confiança entre parceiros de negócio.
E para o cliente final, o que muda?
Ulisses Silva: O consumidor ganha mais transparência sobre a origem e o percurso do produto. Imagine poder escanear um código com o celular e saber exatamente de qual fazenda veio um alimento, ou quando e onde foi embalado. Isso gera confiança e cria um diferencial importante em termos de qualidade e segurança. Além disso, a tecnologia blockchain pode ajudar a reduzir custos ao longo da cadeia de suprimentos, e isso pode se refletir em preços mais competitivos para o consumidor.
Em muitos casos o cliente conseguirá ter acesso a essas informações, principalmente quando falamos de blockchains públicas ou de soluções em que as empresas disponibilizam dados para o público. Esse nível de rastreabilidade está se tornando cada vez mais comum e valorizado pelos consumidores que buscam mais transparência e responsabilidade das marcas.
Para fechar, quais ainda são os desafios para utilização em grande escala do blockchain?
Ulisses Silva: Primeiro, a educação e o entendimento correto do que essa tecnologia pode ou não resolver. Muitas vezes há exagero de expectativas. Também é importante garantir a integração com sistemas legados, já que poucas empresas podem se dar ao luxo de trocar todos os seus softwares de uma hora para outra. O desenvolvimento de padrões comuns para uso em logística ainda está em evolução, o que pode limitar a colaboração entre empresas que usam plataformas diferentes. Mesmo com esses desafios, o fato de empresas ao redor do mundo estarem investindo cada vez mais em soluções de rastreabilidade, contratos inteligentes e auditoria distribuída mostra que o blockchain tem um potencial real de transformar não só o fluxo de mercadorias, mas também a confiabilidade e a segurança na troca de informações.

WDC Networks anuncia centro de distribuição em Itajaí (SC)

Situado às margens da BR-101, a apenas 7 km do Porto de Itajaí, o novo centro possui capacidade para armazenar até 11 mil pallets.

A WDC Networks anunciou a inauguração do primeiro centro de distribuição na Região Sul do país, na cidade de Itajaí (SC)De acordo com a empresa, o novo CD visa otimizar a operação logística da empresa, garantindo um atendimento mais ágil e eficiente aos clientes da região.

Situado às margens da BR-101, a apenas 7 km do Porto de Itajaí, o novo centro possui capacidade para armazenar até 11 mil pallets. Com isso, a WDC Networks descentraliza o estoque, atualmente concentrado nas cidades baianas de Ilhéus e Simões Filho, permitindo maior agilidade nos processos de importação, montagem e distribuição.

A nova estrutura atenderá especialmente os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que já representam 15% do faturamento da empresa. “Hoje, essa nova operação logística irá focar nas soluções de Telecom, mas muito em breve irá atuar também com outras linhas de produtos que fazem parte do nosso portfólio, como as soluções de Áudio e Vídeo Pro-AV e cibersegurança”, disse diretor de Logística da WDCJuranilson Santos.

REDUÇÃO DE PRAZOS E AUMENTO DA COMPETITIVIDADE

A unidade será operada pelo parceiro logístico Contrans, utilizando o mesmo sistema de gestão empresarial adotado pela WDC Networks na Bahia. Segundo a companhia, isso proporcionará mais controle sobre a operação e facilitará a tomada de decisões, reduzindo custos e otimizando a eficiência logística.

“Com a nova unidade, esperamos diminuir o tempo de entrega dos produtos de cinco a sete dias úteis para 48 horas, uma vez que podemos realizar a importação no próprio porto de Itajaí. Todo esse ganho reflete em aumento de produtividade, tornando nossas entregas muito mais competitivas”, afirmou Santos.

De acordo com o diretor, novo CD beneficiará também clientes do Sudeste, dada a proximidade entre Santa Catarina e São Paulo em comparação com a Bahia. Segundo o executivo, transportadoras de Itajaí enviam caminhões diariamente para a capital paulista, possibilitando entregas em até 24 horas. Outra vantagem é o uso da rota marítima via Cabo da Boa Esperança, que permitirá entregas diretas em Itajaí, economizando até dez dias de transporte marítimo em relação ao Porto de Ilhéus.

SUSTENTABILIDADE

De acordo com a empresa, a escolha do operador logístico para a unidade de Itajaí considerou critérios de Environmental, Social, GovernanceA empresa integra o Comitê ESG Workspace da B3 e adota diversas práticas ambientais e sociais.

Entre as iniciativas sustentáveis, a nova unidade conta com um sistema de captação e reaproveitamento de água da chuva com capacidade para 90 mil litros, além de um sistema de iluminação zenital, que utiliza telhas transparentes para aproveitar a luz natural e reduzir o consumo elétrico.

Fonte: “WDC Networks anuncia centro de distribuição em Itajaí (SC)

Buslog lança versão on-line do Balcão X Porta para ampliar conveniência e alcance das entregas

Expectativas com a opção digital é de um aumento de até 50% nas receitas nos próximos meses.

A Buslog, especialista em logística do Grupo JCA, anuncia o lançamento da versão on-line da modalidade Balcão x Porta, prevista para esta primeira quinzena de março de 2025. A opção digital do serviço foi desenvolvida para atender tanto pessoas físicas quanto jurídicas, oferecendo uma solução flexível e acessível para o envio de encomendas.

A expectativa da Buslog é que essa nova modalidade traga um incremento de 40% a 50% na receita do site nos próximos meses, impulsionado pela conveniência do serviço e pelo preço competitivo, fatores que devem atrair um número crescente de clientes.

Com a novidade, o cliente acessa o site da Buslog, escolhe uma agência de origem dentro da rede de atendimento e seleciona o CEP de destino dentro da área de abrangência da empresa, que cobre as regiões Sul e Sudeste do Brasil. A entrega será feita diretamente no endereço indicado, garantindo maior comodidade. A plataforma informará automaticamente se o CEP está dentro da cobertura, proporcionando uma experiência simples e segura.

Antonio Queiroz, diretor da Buslog, explica a necessidade de se buscar alternativas que atendam à demanda dos clientes e, para isso, defende atenção frequente nas tendências do mercado. “Vivemos uma época de constantes inovações no setor de logística e precisamos sempre estar prontos para atender os anseios dos nossos clientes. Essa é uma estratégia que ajuda a oferecer a melhor experiência, com qualidade, velocidade e segurança”, afirma Queiroz.

Fonte: https://abcdoabc.com.br/buslog-lanca-versao-on-line-do-balcao-x-porta-para-ampliar-conveniencia-e-alcance-das-entregas/

Amazon: IA vai expandir-se para logística e indústria transformadora

A Inteligência Artificial (IA) continuará a expandir-se para áreas como a logística e indústria transformadora, através da otimização das cadeias de abastecimento, estimou hoje à Lusa o responsável e porta-voz da Amazon Web Services (AWS) em Portugal, André Rodrigues.

Em declarações à agência Lusa, André Rodrigues disse que a IA “já está a ter um impacto significativo em setores como as finanças, o comércio eletrónico e o turismo”, acrescentando que “setores como o turismo, a saúde e a indústria têm um elevado potencial de transformação com a IA”.

O responsável afirmou que “Portugal está preparado e a transformação digital já é uma realidade, mas é importante criar um ambiente favorável à inovação e colmatar o défice de competências digitais no país”.

Para o responsável, é necessário que todas as empresas possam ter acesso e beneficiar de tecnologia de ponta, embora destaque que um dos maiores desafios que estas empresas enfrentam está relacionado com a falta de talento qualificado.

“Esta lacuna pode comprometer os planos estratégicos a médio e longo prazo das empresas, especialmente quando a digitalização se torna um fator essencial para a competitividade”, disse André Rodrigues, referindo que é preciso garantir um “ambiente regulatório favorável à inovação”.

Além disso, o responsável da Amazon disse que a “IA tem potencial de automatizar tarefas repetitivas e melhorar a eficiência operacional, mas o seu verdadeiro impacto está na transformação dos postos de trabalho, e não na sua substituição”.

“Para que essa transição seja bem-sucedida é essencial investir na requalificação dos atuais trabalhadores, e garantir que têm as competências necessárias para, dado o atual contexto tecnológico, desempenhar funções de maior valor acrescentado”, realçou o responsável.

André Rodrigues disse ainda que “a IA vai continuar a impulsionar a economia portuguesa” e defendeu que as funcionalidades da IA para os negócios passam por “aumentar a eficiência e redução de custos, aumentando a rentabilidade e traduzindo-se numa experiência muito superior para o cliente”.

Fonte:

Gigante dos condomínios logísticos investe R$ 370 milhões e se expande no Ceará

LOG CP já desenvolveu três empreendimentos onde estão instalados Centros de Distribuição de grandes empresas, como a Amazon, e tem apetite para mais.

A LOG CP, maior empresa do segmento de condomínios logísticos no Brasil, continua olhando para o mercado de Fortaleza com muito apetite.

A companhia mineira, que nasceu da MRV, chegou ao Ceará em 2012, com a implantação do LOG Fortaleza 1, em Maracanaú, com 110 mil metros quadrados de área e, desde então, vem ampliando significativamente sua presença.

Investimentos chegam a R$ 820 milhões

Hoje, a empresa conta com três empreendimentos na Região Metropolitana (RMF). O mais recente, chamado de LOG Fortaleza 3, fica em Itaitinga e está passando pela última etapa de expansão, um projeto de mais de R$ 370 milhões em investimento total.

O condomínio será o maior empreendimento da LOG no Ceará, com uma área bruta locável (ABL) de 123 mil metros quadrados.

Com esse incremento, a LOG atingirá aproximadamente 400 mil metros quadrados de área locável na região, o equivalente a mais de 50 campos de futebol. Somando os 3 projetos, o montante investido supera R$ 820 milhões.

“A previsão é que o Fortaleza 3 esteja totalmente concluído até o terceiro trimestre deste ano”, afirmou Márcio Siqueira, diretor-executivo de operações da LOG CP, em entrevista a esta Coluna.

O empreendimento já conta com alta taxa de ocupação antes mesmo da conclusão das obras. “Temos conseguido entregar nossos empreendimentos com taxas de ocupação entre 70% e 90%”, destaca Siqueira.

Galpões vão da Amazon até remédios e material didático

Com seus mega Centros de Distribuição, Amazon e Mercado Livre estão entre os maiores ocupantes dos condomínios, mas os setores presentes são variados, incluindo alimentício, de bebidas, farmacêutico e até educacional (grandes players como a cearense Arco Educação precisam dessas estruturas para distribuir seus produtos).

No caso do CD do Mercado Livre, o início da operação estava previsto para o 1º trimestre deste ano. Até a publicação desta matéria, o Mercado Livre não confirmou o início do funcionamento. A LOG CP, por sua vez, não comenta sobre empresas clientes.

Modelo de negócio

O modelo de negócio da LOG CP combina desenvolvimento dos empreendimentos e venda de ativos para fundos imobiliários.

Segundo Siqueira, a empresa já desenvolveu cerca de 2,7 milhões de metros quadrados em condomínios logísticos no Brasil, sendo que a estratégia inclui a reciclagem de ativos para financiar novas expansões.

“Vendemos parte dos empreendimentos e reinvestimos para continuar crescendo. A cada metro quadrado vendido, conseguimos construir cerca de 1,5 metro quadrado novo”, explica.

No caso do Ceará, a companhia já vendeu os empreendimentos LOG Fortaleza 2 e as duas primeiras etapas do LOG Fortaleza 3.

Mercado prioritário no Nordeste

A LOG CP tem um plano de expansão agressivo, denominado “LOG 2 Milhões”, que prevê a construção de mais 2 milhões de metros quadrados de área locável até 2028.

A Região Metropolitana de Fortaleza, que já é a maior praça do Nordeste para a empresa, tem papel central nesse planejamento. “A região tem se mostrado um polo estratégico para nós, devido à demanda crescente e à infraestrutura logística favorável”, ressalta Siqueira, que já fala em LOG 4 e 5 para a região.

Itaitinga na rota do crescimento

Neste contexto, ganha destaque Itaitinga, cidade que tem atraído uma série de investimentos e pode abrigar futuras expansões da LOG CP. O município, estratégico para a logística de grandes empresas, já detém dois terços da área da LOG no Ceará.

“Itaitinga hoje se consolidou como um dos maiores hubs logísticos do Nordeste, atraindo cada vez mais investimentos estratégicos. Nossa infraestrutura e incentivos ao setor fazem da cidade um ponto de referência para grandes empreendimentos. Com certeza, a expansão desse novo empreendimento fortalece ainda mais nossa economia, gerando empregos diretos e indiretos, impulsionando a renda da população e movimentando diversos setores locais”, comenta Marquinhos Tavares, prefeito de Itaitinga.

Gestão de condomínios

A LOG CP também executa um modelo de gestão dos condomínios, que mantém padrões de construção e operação uniformes em todas as unidades. Além da construção e locação, a empresa também atua na administração dos empreendimentos, em serviços como manutenção, segurança e infraestrutura de qualidade.

“Temos um custo operacional reduzido devido à nossa escala e expertise, o que nos permite oferecer um serviço competitivo tanto para investidores quanto para locatários”, explica o executivo.

Com presença em 36 cidades e 16 estados, a LOG CP se consolidou como líder no setor de condomínios logísticos de abrangência nacional. “Nenhuma outra empresa opera com o nosso modelo de negócio em tantas regiões do Brasil”, afirma Siqueira.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/victor-ximenes/gigante-dos-condominios-logisticos-investe-r-370-milhoes-e-se-expande-no-ceara-1.3624202

Vem aí um “tsunami” para abalar embarcadores, transportadoras e operadores logísticos

Setor precisará desenvolver estratégias para atrair e reter profissionais — custa muito caro o turnover e o absenteísmo, mas custa ainda mais caro não ter profissionais.

Profissionais de logística e transportes nunca navegaram em mares calmos. Não importa de que lado estivéssemos — embarcador ou prestador de serviços —, sempre tivemos que lidar com as adversidades e desenvolver habilidades como criatividade, flexibilidade, resiliência e resposta rápida para os mais inesperados problemas.

Com o duro aprendizado diário, desenvolvemos uma “armadura” aparentemente impenetrável, que nos fez parecer forte diante de tantos desafios. E nada pareceria abalar nossa rotina diária, nem Covid-19, guerra entre Rússia e Ucrânia, enchentes etc.

Mas, o que vem por aí é realmente preocupante. Já sentimos seus efeitos há algum tempo, mas a tendência é que se avolume, e que rapidamente evolua de uma “ressaca” despretensiosa para um assustador tsunami, que poderá varrer muitos anos de aprendizado e muitos milhões de reais em investimentos.

Estamos falando dos gigantescos e complexos problemas relacionados à mão de obra. E estamos tratando não apenas das dificuldades do dia a dia, intimamente ligadas ao turnover, absenteísmo, baixa produtividade, erros recorrentes etc., mas também da sua efetiva falta, ou seja, da ausência de recursos que preencham um quadro mínimo diário de pessoal, para exercer as atividades básicas do dia a dia.

Docas deixam de operar na sua capacidade e veículos não são carregados ou descarregados em função da falta de conferentes, operadores de empilhadeiras e estivadores. Coletas e entregas não são realizadas na sua totalidade por não contarmos com motoristas e ajudantes. Devoluções de produtos acabados não são devidamente processadas por causa da ausência de Auxiliares e Assistentes, tanto administrativos como operacionais. E por aí vai.

QUESTÃO GERACIONAL?
Não podemos responsabilizar exclusivamente uma determinada geração pelo cenário caótico. O problema vai além dos mais jovens e atinge a força de trabalho na faixa dos 30 e 40 anos. Será que a logística perdeu a sua atratividade? Ou o setor não se valorizou na mesma intensidade que outras atividades? Ou possivelmente têm surgido novas profissões que “roubaram” uma importante parcela desses profissionais? Ou se trata de um fenômeno social, no qual os profissionais, de uma forma geral, estão buscando alternativas à convencional relação empregado x empregador? Talvez seja um pouco de cada uma dessas coisas e outras sequer citadas aqui.

Diferentemente das anteriores, as novas gerações não almejam mais uma carreira vertical, mas sim espiral. Em um determinado momento, atuarão como analistas de logística em uma empresa; em outra, estarão em Londres, na Inglaterra, trabalhando como barman em um restaurante e, em outra oportunidade, atuando como monitores de crianças em um resort, em Sidney, na Austrália. E antes de voltar ao Brasil, talvez rodem como motorista de Uber em Lisboa, em Portugal.

Uma coisa é certa: trata-se de um problema de difícil solução, que requererá mudanças radicais nas empresas, não apenas em seus departamentos de RH, mas em toda a sua estrutura e em seu DNA.

Embarcadores, transportadoras e operadores logísticos precisarão desenvolver estratégias para atrair e reter profissionais. Custa muito caro o turnover e o absenteísmo, mas custa ainda mais caro não ter profissionais.

O que fazer diante dessa realidade de falta de mão de obra e da difícil missão de atrair e reter os melhores profissionais?

PROPOSTAS PARA MELHORAR ATRAÇÃO E RETENÇÃO DE TALENTOS:
Conte com um RH forte, estruturado em suas diferentes frentes de atuação e valorize o seu papel, atribuindo a ele o protagonismo necessário.

Valorize a diversidade de gerações; estimule o convívio entre baby boomers, geração X, geração Y e geração Z.

Estabeleça canais de comunicação informais entre os executivos da empresa e os demais colaboradores; promova encontros em cafés da manhã, almoços, jantares etc.

Humanize a empresa e procure, na medida do possível, entender a realidade de cada colaborador. Uma determinada Supervisora, por exemplo, pode estar enfrentando dificuldades em casa com seus 2 filhos pequenos e com os cuidados especiais com a mãe, que está doente e depende da ajuda dela. Um outro Analista, por exemplo, pode estar enfrentando um divórcio, e isso está comprometendo o seu desempenho.

Flexibilize os horários e o modelo de trabalho, dentro das possibilidades de cada função. Se o seu setor administrativo opera entre 8h e 17h, permita, por exemplo, que as pessoas possam entrar entre 7h e 9h e sair entre 16h e 18h. O trabalho híbrido já é uma condição imposta por muitos profissionais e até valorizada por algumas empresas, portanto, em determinados casos, avalie a atuação em um modelo misto, com atuação presencial e remota.

Dê especial atenção às lideranças, em todos os níveis, assegurando que desempenhem adequadamente o seu papel frente às suas equipes.

Implemente a avaliação 360 graus, sem caráter punitivo, mas educativo e construtivo.

Invista tempo nas entrevistas de desligamento, pois elas constituem uma importante fonte de informação para o aprimoramento das políticas de capital humano.

Desenvolva programas de estágio e de trainee para a oxigenação da equipe.

Flexibilize os benefícios oferecidos pela empresa; a assistência médica e odontológica, por exemplo, pode ser interessante para um colaborador, mas não para outro.

Reavalie sua política de cargos e salários e mantenha-se atualizado quanto aos valores pagos no mercado. Algumas empresas insistem, por exemplo, em contratar analistas de logística por R$ 3mil; na prática, não existem analistas nessa faixa salarial — na verdade, essa empresa contratará um assistente de logística com a nomenclatura de analista e não disporá de um profissional analítico, com capacidade de tomar determinadas decisões. Outras querem admitir gerentes por R$ 8 mil; mais uma vez, essa empresa não contará com um gerente, mas talvez com um coordenador, que em muitas empresas já ganha muito mais do que isso.

Periodicamente, faça uma avaliação do clima organizacional. E faça isso com o auxílio de uma empresa externa; o uso do próprio RH influenciará nas respostas dos entrevistados.

Invista em treinamento; as melhores empresas ultrapassam 50 horas por colaborador por ano em capacitação e reciclagem.

Tenha indicadores de desempenho voltados à gestão de pessoal. Meça o % de turnover, o % de absenteísmo, gastos com horas-extras, tempo médio para reposição das vagas, % de vagas em aberto ainda não preenchidas, representatividade de gastos com ações indenizatórias em relação a ROL, investimentos em treinamento, nível de satisfação dos colaboradores com a empresa etc.

Visite constantemente outras empresas que são reconhecidas por práticas eficientes e eficazes na gestão do capital humano. E procure internalizar parte dessa estratégia bem-sucedida.

Conte com o apoio de headhunters especializados em logística e transportes; mais do que a reposição de profissionais, eles podem contribuir fornecendo importantes insights do mercado, que contribuirão na reavaliação de suas políticas internas.

Fonte: https://mundologistica.com.br/artigos/tsunami-embarcadores-transportadoras-operadores

Shopee amplia logística em Goiás com novo centro de distribuição em Aparecida de Goiânia

A Shopee inaugurou um novo centro de distribuição em Aparecida de Goiânia, fortalecendo sua rede logística na Região Metropolitana.

O espaço vai operar no modelo crossdocking, em que os produtos coletados por parceiros logísticos são organizados e rapidamente encaminhados para entrega, sem necessidade de armazenamento.

De acordo com Rafael Flores, head de Expansão e Malha Logística da Shopee, a abertura do hub é um movimento estratégico para aproximar a empresa dos pontos de coleta no Distrito Federal e em Goiás.

Entre os produtos mais vendidos na região estão kits de pesca, protetores de ouvido, drones e rádios comunicadores. A unidade em Aparecida de Goiânia já gerou 120 empregos e se soma a outros três hubs da Shopee no estado, localizados em Goiânia, Anápolis e Rio Verde.

Fonte: https://expresso360.com.br/shopee-amplia-logistica-em-goias-com-novo-centro-de-distribuicao-em-aparecida-de-goiania/

Dropshipping deve crescer 22% ao ano e movimentar US$ 1,25 trilhão até 2030

Veja como o dropshipping está se tornando um mercado bilionário e descubra as oportunidades para fornecedores que querem se destacar nesse crescimento acelerado.

O dropshipping está prestes a entrar em uma fase de expansão acelerada. De acordo com a consultoria Grand View Research, a venda sem estoque deve apresentar uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 22,0% entre 2025 e 2030.

Com um tamanho de mercado estimado em US$ 464,44 bilhões em 2025, a previsão é de que o segmento atinja a impressionante marca de US$ 1,253 trilhão ao final da década.

Em termos de crescimento, isso representa um aumento de US$ 788 bilhões em apenas cinco anos, sinalizando grandes oportunidades para aqueles que souberem se posicionar corretamente e diversificar os canais de distribuição.

Afinal, essa dinâmica abre portas para expandir a atuação dentro do Brasil sem precisar se preocupar com as complexidades do comércio internacional, como tarifas de importação, prazos de envio longos e flutuações cambiais.

No país, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) projeta que o e-commerce movimentará R$ 234,91 bilhões este ano, reforçando a importância das vendas online na economia nacional.

Oportunidade para fornecedores: infraestrutura e competitividade

No contexto do dropshipping, quando falamos em fornecedores, estamos nos referindo a empresas como fábricas, distribuidoras ou atacadistas que produzem ou distribuem os produtos vendidos pelas lojas virtuais.

Portanto, eles têm um papel estratégico, pois são os responsáveis por armazenar, separar e enviar os produtos diretamente aos consumidores finais, sem que os lojistas precisem manter um estoque físico.

Para se destacar nesse cenário, é essencial que esses fornecedores tenham uma infraestrutura logística bem estruturada, que envolve:

– Centros de distribuição estrategicamente localizados, para reduzir os prazos de entrega;

– Sistemas de gestão de estoque integrados, para garantir que os pedidos sejam atendidos de forma precisa e eficiente;

– Automação de processos, como o uso de tecnologia para rastreamento de pedidos e otimização da separação e expedição, que permite um fluxo de trabalho mais rápido e reduz a chance de erros.

Além disso, contar com parceiros logísticos especializados permite expandir a área de atuação sem comprometer a eficiência. Empresas que investem nesses aspectos conseguem atender a uma demanda crescente e se posicionar de maneira mais competitiva.

O crescimento do dropshipping nacional

Embora o dropshipping tenha se popularizado com fornecedores internacionais, a necessidade de entregas mais rápidas e simplificadas tem impulsionado a venda sem estoque nacional.

Afinal, operando localmente, é possível reduzir prazos de entrega e melhorar o atendimento ao cliente, fatores decisivos para superar a importação direta.

Vale ressaltar que o fortalecimento do dropshipping dentro do Brasil apresenta benefícios para todos os stakeholders:

– Fornecedores: o modelo de dropshipping nacional oferece maior previsibilidade na demanda, permitindo planejar melhor a produção e evitar excessos de estoque ou rupturas;

– Lojistas: a parceria com fornecedores do Brasil garante redução de custos de frete e prazos mais curtos, pontos cruciais para melhorar a experiência do cliente e, consequentemente, a taxa de conversão;

– Consumidor: prazos de entrega mais rápidos aumentam a satisfação e a fidelização. Portanto, a expansão do dropshipping não é apenas uma estatística animadora, mas um reflexo de uma mudança real na forma como os consumidores compram.

Essa é uma oportunidade única e valiosa para fornecedores nacionais se posicionarem como líderes nesse mercado bilionário, mas para isso será necessário investir em infraestrutura, tecnologia e eficiência logística.

Fonte: https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/dropshipping-deve-crescer-22-ao-ano-e-movimentar-us-125-trilhao-ate-2030

Intelipost lança solução de gestão de fretes para eficiência logística e redução de custos

Segundo a companhi.a, o Optimize complementa o TMS (Sistema de Gerenciamento de Transporte) e propõe um método de definição estratégica de frete.

A Intelipost anunciou o lançamento do Optimize, uma solução para gestão de fretes que busca melhorar a eficiência logística de empresas de diferentes tamanhos. Muitas companhias enfrentam desafios como falta de previsibilidade nos custos e dificuldades para identificar as melhores opções de frete, o que resulta em processos ineficientes e custos elevados.

O Optimize complementa o TMS Intelipost e propõe um método de definição estratégica de frete. O Módulo de Recomendações analisa cada origem e destino, considerando diferentes faixas de peso, custos, prazos e SLA’s disponíveis.

A ferramenta possibilita a redução de custos ao identificar as melhores opções para cada origem, destino e faixa de peso, a otimização do SLA ao indicar práticas que melhoram os prazos de entrega e a tomada de decisões estratégicas com acesso a diferentes opções para equilibrar custo, prazo e SLA.

“Esse lançamento representa um passo essencial na nossa missão de oferecer soluções completas e inovadoras para a gestão logística. Com o Intelipost Optimize, as empresas podem ter uma visão completa de suas operações de frete, tomar decisões mais inteligentes e eficientes, além de impulsionar seus negócios”, disse o CEO da Intelipost, Ross Saario.

Fonte: https://mundologistica.com.br/noticias/intelipost-lanca-solucao-de-gestao-de-fretes

Loggi lança canal de atendimento com Inteligência Artificial generativa na logística

Chamada Lori, canal está disponível para 100% dos clientes, desde empreendedores até grandes marcas e marketplaces.

Embarcando no trem da Inteligência Artificial, a Loggi, empresa brasileira de entregas, acaba de lançar a Lori, novo canal com IA generativa para atendimento aos clientes, desde empreendedores até as grandes marcas e marketplaces, que enviam pacotes para todo o Brasil, de forma exclusiva no segmento de logística.

Com a implementação da tecnologia, será utilizada uma arquitetura multi-agente que incorpora um modelo avançado de linguagem natural baseado em Inteligência Artificial generativa, especializado e treinado para cada demanda específica do cliente. Entre os benefícios, estão: escalabilidade, agilidade em atendimento de tarefas específicas e funcionamento contínuo.

“De forma pioneira na logística, estamos oferecendo para 100% dos nossos clientes um atendimento de IA com mais interações naturais”, revela Diego Cançado, vice-presidente de Produto e Tecnologia da Loggi.

O novo serviço com IA generativa, inédito na logística, ajudará de forma bastante interativa na troca de informações com clientes, como no rastreamento de pacotes, no apoio em temas como alteração de endereços e devoluções, além de fornecer orientações de coleta, entrega e postagem, entre outros.

“Disponibilizamos recursos mais simples de status, orientações e dúvidas em geral, e vamos continuar desenvolvendo esta solução para que cada vez mais o cliente tenha autonomia para resolver de forma mais rápida qualquer questão do seu dia a dia, desde comprar um envio e imprimir a etiqueta, até rastrear e adicionar instruções de entrega a um pacote”, explica Cançado.

O chatbot tem capacidade para resolver pelo menos 80% dos casos que os clientes apresentam e isso inclui também questões complexas de análise de dados, como relacionado ao rastreamento de pacotes em que o cliente necessita de mais informações. Assim, o chatbot interpreta o monitoramento e são fornecidos direcionamentos específicos para cada caso. Além disso, em situações que precisam de acompanhamento mais específico, será direcionado para os atendimentos humanos para tratativas e resoluções.

“Com esta iniciativa estamos realizando uma transformação no atendimento e na experiência do cliente com a logística brasileira. E buscamos nos fortalecer cada vez mais como uma das principais empresas do mercado”, finaliza o VP de Produto e Tecnologia da Loggi.
Fonte:https://mercadoeconsumo.com.br/05/03/2025/destaque-do-dia/loggi-lanca-canal-de-atendimento-com-inteligencia-artificial-generativa-na-logistica/