E-commerce tem queda de 5,8% em agosto, mas datas comemorativas e marketplaces impulsionam o setor

Agosto foi um mês desafiador para grande parte dos setores do e-commerce brasileiro – com uma queda de 5,8%. No entanto, apesar da retração, foi o 5º melhor mês do ano para o setor. Os dados são do Relatório de Setores E-commerce no Brasil da Conversion.

Dia dos Pais impulsiona varejo digital

Com a chegada do Dia dos Pais, o setor de cosméticos registrou um aumento de 1,6%. A Natura foi a principal responsável pelos resultados positivos, com um crescimento de 15,9% no número de acessos via web e aplicativos.

O desempenho da marca marcou sua entrada no ranking dos 30 maiores e-commerces do Brasil.

Por outro lado, O Boticário –  líder do setor –  apresentou um crescimento de 27,8% em comparação ao mesmo período de 2023. Na comparação do mês a mês, a marca cresceu 8,2%.

O setor de joias e relógios também apresentou crescimento, com um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior. A Vivara liderou esse desempenho, com um crescimento de 4,4%, alcançando seu melhor resultado de 2024 até o momento.

Quedas no e-commerce

Entre os setores que registraram quedas, os calçados foram destaque negativo, com uma retração de 15,9%. Com o término das férias, o setor de turismo também sofreu uma queda de 14,5% em relação ao mês anterior.

Os produtos importados retraíram 11,1% em comparação a julho. Mesmo com a queda, a Shein subiu uma posição e voltou à liderança no setor, dominando 70,6% do tráfego de aplicativos, com 49,9 milhões de acessos.

Movimentações no Top 10

No competitivo top 10 dos maiores e-commerces do Brasil, a Shopee retomou a segunda posição, ultrapassando a Amazon. A Samsung, por sua vez, sofreu uma queda de 9%, perdendo o quarto lugar para a OLX.

Enquanto isso, a Casas Bahia, com um crescimento de 4,6%, recuperaram a décima colocação e voltaram ao top 10.

No embate entre os e-commerces chineses, a Shein usufruiu da queda de 13% da Aliexpress e reconquistou a sétima posição.

Crescimento dos marketplaces

Entre os marketplaces, três players se destacaram com crescimento expressivo em relação ao ano passado.

A Shopee liderou com um aumento de 19,3% nos últimos 12 meses. Em segundo lugar, a Havan apresentou um crescimento de 10,1% na comparação anual.

O Mercado Livre, líder do setor, cresceu 7,8% e manteve sua posição como o maior e-commerce do Brasil.

Fonte: “E-commerce tem queda de 5,8% em agosto, mas datas comemorativas e marketplaces impulsionam o setor – E-Commerce Brasil (ecommercebrasil.com.br)

Benefícios da importação para quem atua em marketplaces

Imagine o seguinte cenário: você está navegando em seu marketplace favorito, procurando por aquele produto específico que há semanas está na sua lista de desejos. Ao encontrar, você compara os preços, lê as avaliações e, finalmente, faz a compra. Mal sabe você que, por trás daquele clique de compra, existe uma vasta cadeia de suprimentos global e, muitas vezes, a origem desse produto é fruto da importação.

Agora, coloque-se no lugar do vendedor. O mundo do e-commerce está em constante evolução, com novos players entrando no mercado todos os dias, a concorrência é acirrada e, para se destacar, é necessário oferecer produtos diferenciados, de qualidade e, claro, com preços competitivos. É aqui que a importação se torna um verdadeiro divisor de águas.

Acesso a produtos exclusivos e inovadores

Um dos principais atrativos da importação para quem trabalha no e-commerce é a possibilidade de oferecer produtos que ainda não estão disponíveis no mercado local.

Segundo um estudo recente da Statista, em 2024, mais de 45% dos consumidores globais expressaram interesse em comprar produtos importados, principalmente pela variedade e inovação que oferecem.

Ao importar, você acessa uma infinidade de produtos inovadores, vindos dos mais diversos cantos do mundo, atendendo a nichos específicos e criando uma oferta que se destaca em meio à concorrência.

Redução de custos e aumento da margem de lucro

Outro grande benefício é a redução de custos. Importar diretamente de fabricantes ou fornecedores internacionais muitas vezes significa adquirir produtos a preços significativamente mais baixos do que os praticados no mercado interno.

De acordo com a E-commerce Foundation, negócios que importam diretamente registraram uma redução de custos de até 35% em 2024.

E quando falamos de marketplaces, nos quais a guerra de preços é uma constante, essa vantagem se traduz em margens de lucro mais saudáveis e em uma maior competitividade. Afinal, quem não quer maximizar seus lucros enquanto oferece preços atraentes para os clientes?

Diversificação de produtos e segmentação de mercado

A diversificação de produtos é outro ponto importante. Ao importar, você não fica restrito ao que é produzido localmente, podendo expandir sua linha de produtos e atender a diferentes segmentos de mercado.

Em 2024, a Euromonitor International apontou que empresas com uma maior variedade de produtos importados tiveram um crescimento de 28% nas vendas, em comparação às que dependem exclusivamente de fornecedores locais. Isso é especialmente valioso para quem atua em marketplaces, nos quais a variedade é uma das chaves para atrair e reter clientes.

Com uma oferta diversificada, você pode segmentar melhor seu público-alvo, atender a diferentes necessidades e, com isso, aumentar suas vendas.

Posicionamento competitivo e crescimento sustentável

A importação pode ser uma excelente estratégia para o crescimento sustentável do seu negócio. Com produtos exclusivos e de qualidade, você constrói uma reputação sólida no marketplace, fideliza clientes e se posiciona como um líder em seu nicho.

Esse posicionamento competitivo não apenas atrai novos clientes, mas também abre portas para parcerias estratégicas e expansão para novos mercados.

Um relatório da McKinsey & Company revelou que empresas que utilizam a importação como parte de sua estratégia de crescimento tiveram 50% mais chances de expandir suas operações internacionalmente em 2024.

Adaptação rápida às tendências de consumo

No mundo dinâmico do e-commerce, as tendências de consumo mudam rapidamente. A importação permite que você se mantenha à frente dessas mudanças, trazendo as últimas novidades do mercado global para seus clientes.

Em 2024, o Global E-commerce Market Report destacou que as empresas que conseguiram introduzir novos produtos importados em resposta a tendências emergentes experimentaram um aumento de 32% na fidelização de clientes.

Dessa forma, você não só satisfaz a demanda imediata, mas também se antecipa às futuras, garantindo que seu negócio esteja sempre alinhado com o que há de mais atual no mercado.

A importação como vantagem competitiva

Em resumo, a importação é uma ferramenta poderosa para quem atua no e-commerce. Ela oferece acesso a produtos exclusivos, permite a redução de custos, diversificação de oferta e posicionamento competitivo no mercado.

Com a globalização, o mundo se tornou um grande marketplace, e aqueles que souberem aproveitar as oportunidades que a importação oferece certamente sairão na frente.

Se você quer crescer e se destacar no e-commerce, é hora de olhar além das fronteiras e considerar a importação como uma estratégia-chave para o sucesso do seu negócio, pois, em um mercado tão competitivo, quem tem a capacidade de inovar, oferecer o melhor preço e produtos diferenciados é quem lidera.

Preparado para levar seu negócio ao próximo nível? O mundo está à sua disposição.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/beneficios-da-importacao-para-quem-atua-em-marketplaces”

Magalu e AliExpress: parceria impulsiona a expansão do varejo digital no Brasil

Durante o painel no Latam Retail Show-LRS, Frederico Trajano destacou as oportunidades para a digitalização no varejo brasileiro.

O Magazine Luiza, uma empresa com raízes no varejo físico, se consolidou como uma das maiores redes do setor quando o assunto é digitalização. A transformação digital do varejo brasileiro é uma das principais estratégias da companhia. A recente parceria com o AliExpress, do Grupo Alibaba, reforça essa trajetória, ampliando sua presença no e-commerce global.

Esse tema foi discutido no painel “Cooperação para um Varejo mais Forte”, realizado no último dia do Latam Retail Show, no Expo Center Norte, em São Paulo. O painel contou com a participação de Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, Briza Rocha, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Marketing do AliExpress Brasil & América Latina, e foi mediado por Eduardo Yamashita, diretor de Operações da Gouvêa Ecosystem.

Esta foi a 9ª edição do Latam Retail Show, que ocorreu entre os dias 17 e 19 de setembro. A Mercado&Consumo fez a cobertura completa do evento, com entrevistas, acompanhamento de palestras e gravações de webcasts em um estúdio montado na área expositiva.

Magalu e AliExpress: parceria impulsiona a expansão do varejo digital no Brasil
O Magalu atualmente é a nona empresa mais valiosa do Brasil. Em 2023, as empresas do ecossistema da companhia, que incluem KaBum!, Netshoes, Época Cosméticos e AiQFome, registraram cerca de R$ 57 bilhões em vendas. Por outro lado, a AliExpress, que também é uma gigante do varejo, está presente em mais de 100 países. De acordo com Briza, a plataforma está até em países que nem são registrados pela Organização das Nações Unidas (ONU) está presente e conta com mais de 150 milhões de consumidores em todo o mundo.

Durante o painel, Trajano destacou as oportunidades de digitalização no varejo brasileiro: “O Magalu é uma empresa que nasceu no offline. Talvez sejamos a única empresa que começou dessa forma e se tornou uma protagonista digital em seu país”, afirma.

Ifood Benefícios
Embora a parceria com o AliExpress vá expandir o alcance digital da empresa, a atuação do Magazine Luiza vai além disso. A empresa já oferece diversas soluções digitais, como a influenciadora virtual Lu, que conecta a marca aos consumidores, além de um super app que reúne várias funcionalidades em uma única plataforma. Outros exemplos incluem o “Magalu as a Service” (MaaS), que disponibiliza ferramentas tecnológicas tanto para uso interno quanto para vendedores parceiros, e o “Magalu Cloud”, uma plataforma de computação em nuvem voltada à digitalização de empresas brasileiras.

Mesmo sendo plataformas muito grandes e com políticas e modelos de negócios diferentes, Briza destaca que, na parceria entre Magalu e AliExpress, as varejistas conseguiram gerar renda tanto localmente quanto no mercado internacional. “O AliExpress está aqui para transformar o mercado. Começamos a implementar várias iniciativas que já são realizadas na China, agora no Brasil, com o objetivo de crescer cada vez mais”, ressalta.

Trajano também expressou o desejo de ver mais empresas brasileiras adotando essas tecnologias para aumentar suas capacidades de negócios: “Acho que ainda estamos explorando apenas uma fração do nosso verdadeiro potencial”, conclui.

As inovações da Amazon para realizar entregas por todo Brasil, incluindo comunidades ribeirinhas do Amazonas

Entregas mais rápidas agora são uma realidade para comunidades de Manaus e diversas regiões remotas do país, promovendo inclusão e desenvolvimento.

Em 2019 as operações da Amazon no Brasil contavam com apenas 1 Centro de Distribuição e um portfólio de 1 milhão de produtos disponíveis para venda. 5 anos depois, com mais de 100 polos logísticos e um portfólio entre varejo e serviços de marketplace, a Amazon realiza entregas para clientes em 100% dos municípios brasileiros.

Foi com esse propósito que desenvolvemos um projeto de entregas na Amazônia, incluindo a zona rural de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus. Com poucas rodovias, muitas delas em condições precárias, e com acessos interrompidos em dias de chuva, além da necessidade de barcos para chegar até a porta dos moradores, essa comunidade vivia isolada. Porém, desde o lançamento do projeto, as 86 famílias que vivem ali agora recebem suas encomendas com velocidade de até dois dias para milhares de produtos, graças a um barco voadeira que realiza as entregas diretamente às suas portas.

Entregas a cada vez mais CEPs em cada vez menos tempo

Na Amazon, otimizar as entregas é uma prioridade constante. Com o apoio da nossa inteligência artificial de última geração, conseguimos aprimorar nossas operações de maneira significativa. Tecnologias como empacotamento e roteamento otimizados, baseadas em algoritmos de Machine Learning, nos permitem escolher o tamanho ideal das embalagens e as rotas mais eficientes, o que resulta em uma redução no uso de materiais, maior aproveitamento do espaço nos caminhões, diminuição do tempo de entrega e cortes no consumo de combustível e emissões de carbono.

Além disso, analisamos cada região individualmente, adaptando os meios de transporte às necessidades específicas, seja por via aérea, terrestre ou fluvial. Manaus é um exemplo disso. Por lá, combinamos transporte aéreo e fluvial, com as entregas de última milha realizadas via lancha para a comunidade ribeirinha do Lago do Catalão que, até então, não recebiam encomendas de quaisquer ordens uma vez que nem os Correios chegam nessa região.

Mas não é só no Norte do país que a Amazon se dedica em realizar entregas. Nossa prioridade é que os clientes recebam seus produtos de forma rápida, segura e com nosso padrão de qualidade em todas as regiões. Só nesse ano, a Amazon Brasil e a Azul anunciaram 18 novas rotas aéreas para acelerar o atendimento nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste do país, como parte da missão de otimizar entregas para ainda mais clientes, reduzindo prazos de até sete para dois dias em diversas localidades. Totalizando 42 rotas em todo o país, a Amazon e Azul já entregaram mais de 12 milhões de produtos por diversas regiões do Brasil, e nosso objetivo é continuar a ofertar entregas cada vez mais seguras em um menor tempo possível para todo o território nacional.

Mais que produtos: inclusão e desenvolvimento

Levar o consumo para a comunidade ribeirinha de Manaus e região Norte não diz respeito apenas aos produtos. É um passo fundamental para promover a inclusão social e o desenvolvimento econômico local. A maior acessibilidade a produtos e serviços impacta positivamente a vida das pessoas, gera oportunidades de emprego e renda, e contribui para o desenvolvimento da região.

Afinal, a expansão abraça o jeito Amazon de impactar positivamente a comunidade à qual atende e na qual opera. Para isso, contratamos mão de obra local e de comunidades próximas. Além disso, providenciamos a instalação de um poço artesiano, que serve como ponto estratégico para as entregas realizadas por barco.

A Logística da Amazon opera por meio de uma rede interconectada de pessoas, centros logísticos e tecnologias avançadas, fortalecida por provedores parceiros de entregas. Essa infraestrutura visa oferecer um serviço mais rápido e confiável, aprimorando a experiência geral do cliente.

A ação soma-se a diversas de nossas iniciativas recentes, que incluem envolvimento em projetos sustentáveis, como a parceria com a To Do Green, focada na neutralização de carbono, com a Favela Log, focada na entrega em favelas, e com a Azul Linhas Aéreas, que busca encurtar os tempos de entrega nas distâncias mais longínquas do nosso país.

Na Amazon somos comprometidos em constantemente melhorar a experiência do cliente e, ao mesmo tempo, impactar positivamente o país, gerando novos empregos (diretos e indiretos), capacitação e oportunidades de negócios para todos os tipos de empresas e membros das comunidades onde operamos.

Com retail media, Alimentos Wilson cresce 81% da receita no Mercado Livre

Para alcançar esses resultados, a companhia contou com duas parcerias, a Fire e a Strategy2B, ambas do Grupo TV1.

Com a intenção de aprimorar seus resultados no Mercado Livre, a Alimentos Wilson investiu em retail media e registrou um crescimento de 81% na receita de vendas de publicidade no marketplace e redução de 80% do advertising cost of sales (Acos, na sigla em inglês, que significa custo de publicidade de vendas) em três meses. Para alcançar esses resultados, a companhia contou com a Fire, agência especializada em estratégias de publicidade por retail media, e com a Strategy2B, gestora de vendas no Mercado Livre, ambas pertencentes ao Grupo TV1.

Inicialmente, a Fire adotou uma abordagem focada em segmentação inteligente dos produtos, priorizando a promoção de kits e produtos individuais campeões de venda. Já no primeiro mês, a Alimentos Wilson atingiu um aumento de 48% nas vendas por publicidade e uma redução de 33% no Acos, o que gerou um crescimento de 48% na receita gerada no marketplace.

“A estratégia de iniciar a promoção com os kits e produtos individuais funciona porque permite diferentes abordagens de marketing. Kits podem atrair clientes que querem conveniência e valor agregado, enquanto produtos unitários atraem aqueles que já possuem demanda e preferência específicas. Isso resulta em uma maximização das vendas e lucros com a utilização de diferentes estratégias para cada tipo de produto”, explica Caio Machado, diretor da Fire.

Reavaliação de resultados e aprimoramento

Um mês depois, a estratégia foi reavaliada e a agência adotou uma nova segmentação. Desta vez, por categoria e rentabilidade, ou seja, campanhas com os produtos preferidos do portfólio da Alimentos Wilson.

Em paralelo, foram implementadas comunicações focadas em produtos com volume de venda ou Acos alto, controlando rigorosamente os custos de publicidade. Isso resultou em um aumento adicional de 16% nas vendas por publicidade em relação ao mês anterior, acompanhado por um crescimento de 21% na receita e redução de 14%  com o custo de publicidade de vendas.

“Nós, da Strategy2B, buscamos sempre as melhores parcerias e estratégias para promover o crescimento das vendas de nossos clientes nos marketplaces. Nossa parceria com a Fire é o melhor exemplo disso, com resultados expressivos e consistentes para todos”, afirma Felipe Valente, COO da Strategy2B.

Importância crescente do retail media

Os números obtidos reforçam a crescente importância da estratégia de retail media nos mercados de publicidade e demonstram o potencial significativo de otimização e melhorias no investimento publicitário dentro dos marketplaces.

“A Fire foi criada com a visão de revolucionar o mercado de retail media, aplicando estratégias inovadoras e focadas em resultados tangíveis. Desde o início, adotamos uma abordagem meticulosa, segmentando nossas campanhas com base na performance dos produtos e na rentabilidade, o que nos permitiu alcançar resultados significativos em um curto espaço de tempo”, finaliza Caio.

Fonte: “Com retail media, Alimentos Wilson cresce 81% da receita no Mercado Livre – Mercado&Consumo (mercadoeconsumo.com.br)

Essa empresa foi criada num grupo de WhatsApp. Agora, mira os R$ 30 milhões com marketplace

O objetivo da empresa é conseguir rodar, até o final do ano, uma captação Series A, que ajudará a crescer e atingir novos clientes.

Às vezes, um negócio pode começar onde menos se imagina. Veja o caso da Magis5, uma startup paulista que fornece a pequenas e médias empresas um integrador de vários marketplaces. Os dois sócios, Claudio Dias e Vitor Lima, se conheceram num grupo de WhatsApp.

À época, 2019 para ser exato, Dias estava em um grupo com outros empreendedores quando conheceu seu sócio, Vitor Mateus Lima. Lima era desenvolvedor em uma empresa de tecnologia e, no tempo livre, vendia produtos no Mercado Livre com ajuda de sua mãe. Como a mãe já tinha quase 70 anos, não conseguia lidar tão bem com muitas informações sobre vendas, como endereços e despachos. Por isso, Lima começou a automatizar o processo para ajudar a mãe.

“Nisso, eu e Lima marcamos um café em uma padaria para falar mais sobre o negócio e decidimos criar uma facilitadora para e-commerce”, afirma Dias. “Em 2018, estruturamos o negócio e lançamos a empresa em 2019”.

No primeiro ano, faturaram 158.000 reais. Depois, com a pandemia e o boom dos e-commerces, o faturamento escalou. Agora, apesar de uma estabilidade no varejo online, a empresa segue crescendo porque adiciona, recorrentemente, novos pequenos clientes em sua plataforma.

Por causa dessa estratégia, a Magis5 apareceu, pela segunda vez, entre as pequenas e médias empresas em expansão no país. Com um faturamento de 14,1 milhões de reais ano passado, 78% a mais do que em 2022, a startup ficou em 58º lugar no ranking EXAME Negócios em Expansão, o maior anuário do empreendedorismo brasileiro.

“Nosso mercado não é estático”, diz Dias, CEO da empresa. “Embora o mercado tenha diminuído de tamanho, o tempo todo chegam novos entrantes. O mercado aumenta a quantidade de novos vendedores, tira a fatia maior de um grande vendedor e entrega um menor. Com isso, conseguimos crescer”.

Para 2024, a meta é chegar perto dos 30 milhões de reais em faturamento. O objetivo da empresa é conseguir rodar, até o final do ano, uma captação Series A, que ajudará a crescer e atingir novos clientes. A empresa também aposta no segundo semestre, quando há datas importantes como Black Friday e Natal, para atingir esse objetivo.

“Ano passado, nossos clientes movimentaram 5 bilhões de reais com suas vendas. Neste ano, até agora, já foram 4 bilhões de reais, e as principais datas nem chegaram ainda”, afirma o CEO.

O que faz a Magis5

A Magis5 é uma integradora de marketplaces. Ela junta várias empresas diferentes, como Mercado Livre, Shopee e a Shein, por exemplo, e permite que uma pequena ou média empresa anuncie nessas várias plataformas por um único sistema. Nesse mesmo sistema, se a pessoa vender uma unidade do produto na Mercado Livre, o estoque é automaticamente ajustado em todos os outros marketplaces.

“A ideia é facilitar e automatizar a vida de quem está vendendo nesse marketplace”, diz Dias. “Imagina que o cliente, sem automação, faz 1.000 vendas por dia e precisa cuidar de tudo isso manualmente. Se não tiver automação, ele não consegue”.

Nesse processo, a Magis5 fatura cobrando uma mensalidade pelo uso da plataforma e também uma taxa em cima de cada compra faturada.

Quais as próximas metas da Magis5

Para crescer nos próximos anos, a Magis5 traçou alguns objetivos. O principal dele é virar uma plataforma completa de venda para os pequenos e médios negócios, e não somente uma integradora de marketplace.

“Queremos nos transformar numa suite para quem vende no mercado online. Para isso, precisamos olhar o backoffice”, diz. “Não queremos ser hub de marketplace ou um ERP. Queremos ser uma solução única para vendedores pequenos e médios, para que a gente resolva todo problema dele”.

Segundo Dias, a meta é continuar dobrando. “Haja suor, sangue e lágrimas, mas só desistimos da meta quando o ano acabar”, diz.

O que é o ranking EXAME Negócios em Expansão

O ranking EXAME negócios em expansão é uma iniciativa da EXAME e do BTG Pactual. O objetivo é encontrar as empresas emergentes brasileiras com as maiores taxas de crescimento de receita operacional líquida ao longo de 12 meses. Em 2024, a pesquisa avaliou as empresas brasileiras que mais conseguiram expandir receitas ao longo de 2023.

A análise considerou os negócios com faturamento anual entre R$ 2 milhões e R$ 600 milhões. Após uma análise detalhada das demonstrações contábeis das empresas inscritas, a edição de 2024 do ranking foi lançada no dia 24 de julho.

São 371 empresas de 23 estados brasileiros que criam produtos e soluções inovadoras, conquistam mercados e empregam milhares de brasileiros.

Fonte: “https://exame.com/negocios/essa-empresa-foi-criada-num-grupo-de-whatsapp-agora-mira-os-r-30-milhoes-com-marketplace/”

A ascensão do retail SEO

Recorde de vendas do Amazon Prime Day 2024 no Brasil e no Mundo consolida conceito na estratégia dos anunciantes.

O Amazon Prime Day 2024 chegou ao fim com marcas muito representativas: recorde de vendas no Brasil e no Mundo e 71% de crescimento no tráfego do www.amazonas.com.br. Valores absolutos não foram divulgados até agora, mas a Adobe Analytics projetou que o evento movimentaria mais de US$ 14 bilhões mundialmente.

Sim, esses resultados trazem fortes indicações das preferências atuais dos consumidores, mas temos que levar em consideração outro fator: as estratégias de retail SEO, que certamente alavancaram vendas e – quando não aplicadas de forma adequada – deram menos visibilidade a alguns itens.

O conceito de Retail SEO está se fortalecendo no Brasil. Utilizado há mais tempo em mercados internacionais, essa técnica foca na otimização orgânica dentro dos marketplaces para aumentar a visibilidade e a rentabilidade das estratégias de marketing, potencializando recursos e ações em mídia paga.

Essa prática refere-se a melhorar a visibilidade de produtos nos mecanismos de busca internos dos marketplaces. Isso inclui a otimização de títulos, descrições, palavras-chave, imagens e outros elementos das páginas de produtos para garantir que eles apareçam mais frequentemente e em posições mais altas nos resultados de busca dos consumidores.

A ascensão desta disciplina foi alavancada por mudanças no comportamento de busca dos consumidores. Nos Estados Unidos, 63% das pesquisas de produtos já começam na Amazon, e essa tendência precisa ser monitorada também no Brasil. Inclusive, já vemos algo semelhante ocorrer com o Mercado Livre e a Magalu, pelas facilidades que oferecem. Com o Prime Day ganhando relevância e se tornando uma data comercial esperada por muitos consumidores, o evento anual gera picos de demanda cada vez maiores, além, claro, da proliferação de outras datas promocionais.

Para aproveitar essa oportunidade, o primeiro passo é fazer o básico bem-feito, com descrições detalhadas e claras dos produtos, destacando suas principais características e diferenciais – infelizmente, muitas empresas ainda dão pouca atenção a esta área, ou não tem a expertise para fazer com eficácia. Entender as tendências de busca e ajustar as estratégias de otimização de acordo é igualmente fundamental.

O planejamento e a antecipação também são essenciais para uma estratégia de retail SEO eficaz. Isso inclui otimizar elementos das páginas de produto e usar palavras-chave de forma estratégica. Seguindo o fluxo do trabalho nesta área, deve-se monitorar os resultados constantemente e ajustar as estratégias conforme necessário.

Entre os erros mais comuns estão a falta de planejamento antecipado e a subutilização dos recursos disponíveis nos marketplaces (o que exige grande especialização e atualização constante das equipes).

Uma análise das tendências de busca pode revelar as categorias de produtos mais procuradas no Prime Day ou outras oportunidades, permitindo o desenvolvimento de uma estratégia comercial competitiva, incluindo preços atrativos e ofertas especiais. A análise da concorrência é uma ferramenta valiosa para ajustar as estratégias e garantir que a marca esteja bem-posicionada.

A utilização de dados de buscas anteriores e ferramentas de análise é a base para entender o comportamento dos consumidores e preparar-se para datas especiais e para projetos de mais longo prazo. Ferramentas como o Google Trends podem ajudar a identificar picos de demanda e ajustar as estratégias de otimização em conformidade. Pesquisar dados específicos sobre o volume de busca e categorias populares em edições passadas do Prime Day e outras iniciativas promocionais pode fornecer insights de estratégias de comunicação e negócios.

Podemos consolidar as boas-práticas em retail SEO em quatro pontos principais:

1. Fazer o máximo uso das mídias disponíveis nos marketplaces, como descrições detalhadas e visuais atraentes.

2. Otimizar as páginas de produtos com foco em SEO, garantindo que as informações estejam claras e completas.

3. Preparar-se antecipadamente para períodos de alta demanda, ajustando as estratégias conforme necessário.

4. Manter-se atualizado sobre o comportamento dos consumidores e as tendências do mercado, ajustando as estratégias de acordo.

Como vimos, a mudança do comportamento do consumidor e a consolidação de eventos do varejo digital como o Amazon Prime Day estão alavancando o retail SEO, mas ainda são poucas as marcas realmente maduras. É preciso investir e colocar essa disciplina de forma consistente na agenda de trabalho. Com isso, não apenas se aumentam as vendas, mas se aprimora a rentabilidade, ganha-se share e se fortalece a marca em um novo ambiente de competição pelo consumidor.

Fonte: “https://www.meioemensagem.com.br/opiniao/a-ascensao-do-retail-seo”

Azul Cargo oferece soluções para empreendedores que desejam vender mais

Unidade de cargas e encomendas completa 15 anos oferecendo segurança, facilidade e personalização.

A Azul Cargo, unidade de carga da Azul Linhas Aéreas, que contempla 96% de cobertura nacional e realiza cerca de 50 mil entregas por dia, agora também está disponibilizando uma plataforma de e-commerce destinada a pequenos e médios empreendedores que vendem em marketplaces ou via redes sociais e desejam criar sua própria página de vendas online, expandindo ainda mais o seu ramo de atuação.

Há 15 anos no mercado, o objetivo da plataforma é facilitar a entrada de empreendedores no mercado digital, oferecendo uma experiência intuitiva, robusta e integrada aos serviços logísticos da Azul Cargo.

A plataforma oferece vantagens como: comissionamento mensal, baixa mensalidade, gateway de pagamento, segurança, personalização, suporte, treinamento e outros diferenciais.

Os empreendedores ainda têm à disposição o transporte de suas mercadorias com a melhor e mais pontual companhia aérea, sem falar na presença nacional, chegando a destinos que os concorrentes ainda não operam, além de garantia de entrega com agilidade e segurança.

Fonte: “https://www.panrotas.com.br/mercado/operadoras/2024/08/azul-cargo-oferece-solucoes-para-empreendedores-que-desejam-vender-mais_208504.html”

 

D2C: principais marcas priorizam venda por marketplaces

Nos últimos anos, a dinâmica entre marcas, marketplaces e varejistas passou por mudanças significativas. De acordo com o relatório “RetailX Top500 Brands D2C: Europe 2024”, os marketplaces vêm conquistando cada vez mais espaço entre os maiores varejistas de e-commerce e multicanal da Europa.

Enquanto os marketplaces ganham terreno, a participação das marcas na lista diminui, refletindo o fato de que as marcas estão explorando um número maior de canais de vendas. Hoje, os marketplaces e as redes sociais estão captando uma fatia do tráfego e das vendas que antes pertenciam a varejistas e aos próprios sites D2C das marcas.

Em 2016, 37% dos negócios de e-commerce e varejo multicanal listados no então Internet Retailing Europe Top500 eram marcas, 44% eram varejistas e 19% eram marketplaces. Já em 2020, mais marcas passaram a vender diretamente ao consumidor em escala suficiente para serem incluídas na lista Europe Top1000, representando 42% do índice, enquanto os marketplaces representavam 20%.

Desde então, os marketplaces cresceram, atraindo mais tráfego e vendendo produtos das marcas para um público maior. Em 2024, as marcas representam apenas 31% da lista Top1000, enquanto os marketplaces aumentaram para 26%, e os varejistas, para 43%. Isso significa que há mais varejistas no Top1000 deste ano do que em qualquer outro momento desde 2017.

A maioria das marcas analisadas no RetailX Brand Index vende seus produtos em marketplaces, seja criando sua própria presença nesses canais ou permitindo que varejistas terceirizados vendam seus produtos nesses sites — ou ambos. As marcas de moda são as mais propensas a seguir essa estratégia, vendendo tanto em marketplaces quanto em redes sociais.

Quase metade (48%) das marcas de moda listadas no relatório disponibiliza seus produtos para compra em um ou mais dos 24 marketplaces estudados pela RetailX. Em menor escala, marcas de eletrônicos de consumo (15%) e de esportes e lazer (6%) também adotam essa prática.

O eBay é o marketplace líder para essas marcas, com produtos de 82% das 320 marcas do Brand Index disponíveis no site. Dois terços (67%) das marcas estão disponíveis para os consumidores europeus no Etsy, marketplace com sede nos Estados Unidos, enquanto Allegro (65%), da Polônia, Amazon (62%), dos EUA, e OnBuy.com (51%), do Reino Unido, também têm participação relevante. No geral, produtos de 86% das marcas podem ser encontrados em marketplaces.

Uma parcela significativa dessas marcas, 58%, tem suas próprias páginas nos marketplaces. Quando isso acontece, a Amazon é a mais utilizada (38%), seguida por Zalando (28%) e eBay (26%).

As marcas de moda (28%) são as mais propensas a ter uma seção exclusiva em um marketplace, seguidas pelas marcas de eletrônicos de consumo (10%).

Embora muitas marcas tenham presença em marketplaces, um número considerável, 41%, também mantém perfis em redes sociais. Entre essas, a maioria opta por estar no Facebook (37%), sendo bem menos comum a presença em outras plataformas, como Pinterest (2%), Instagram, LinkedIn e X (Twitter) (todos com 1%).

As marcas de moda (23%) são as mais propensas a usar redes sociais para vendas, enquanto apenas 2% das marcas de eletrônicos de consumo, utilidades domésticas, joias ou cosméticos fazem o mesmo.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/as-principais-marcas-d2c-estao-optando-cada-vez-mais-por-vender-em-marketplaces-do-que-em-redes-sociais”

Mercado Livre dobra lucro e Magazine Luiza retorna ao lucro no 2º trimestre de 2024

No segundo trimestre de 2024, o Mercado Livre e o Magazine Luiza apresentaram resultados financeiros notáveis, com ambas as empresas reportando crescimento significativo e reviravoltas em seus desempenhos.

O Mercado Livre destacou-se com um grande crescimento em diversas áreas. Afinal, a empresa dobrou seu lucro líquido, atingindo US$531 milhões, com uma margem de 10,5%, a mais alta dos últimos oito anos.

Aumento de compradores únicos

O volume de vendas brutas (GMV) cresceu 20% em relação ao ano anterior, alcançando US$12,6 bilhões — impulsionado principalmente pelo desempenho no Brasil, México e Argentina. A plataforma também viu um aumento no número de compradores únicos, atingindo cerca de 57 milhões de usuários, e um crescimento de 29% no número de itens vendidos.

Além disso, o Mercado Pago, braço de serviços financeiros do Mercado Livre, ultrapassou a marca de 50 milhões de usuários mensais ativos pela primeira vez. O volume de transações de adquirência (TPV) chegou a quase US$34 bilhões, um aumento de 24% em comparação ao ano anterior. A receita líquida do Mercado Pago também cresceu, atingindo US$2,1 bilhões no trimestre.

Magazine Luiza e a reversão de prejuízo

Enquanto isso, o Magazine Luiza conseguiu reverter o prejuízo de R$301,7 milhões registrado no mesmo período do ano passado, apresentando um lucro líquido de R$23,6 milhões no segundo trimestre de 2024.

Em termos ajustados, o lucro foi de R$37,4 milhões, contrastando com o prejuízo de R$198,8 milhões do ano anterior. A empresa também reportou um crescimento de 61,6% no Ebitda ajustado, que somou R$710,7 milhões (e um aumento de 4,5% nas vendas totais, totalizando R$15,4 bilhões).

O Magazine Luiza viu um crescimento nas vendas do comércio eletrônico e nas lojas físicas, com destaque para o aumento de 14,2% nas lojas físicas. No entanto, a empresa encerrou o trimestre com 1.246 lojas, uma redução de 57 unidades em comparação ao mesmo período de 2023.

Fonte: “Mercado Livre dobra lucro e Magazine Luiza retorna ao lucro no 2º trimestre de 2024 – E-Commerce Brasil (ecommercebrasil.com.br)