E-commerce em alta no Brasil: uma análise do crescimento logístico das gigantes Shopee e Mercado Livre, revelando a corrida por domínio nos galpões logísticos.
Em um Brasil cada vez mais digital, Shopee e Mercado Livre estão travando uma batalha pela preferência dos consumidores e, consequentemente, pela ocupação de galpões logísticos do país. Enquanto elas disputam cada metro quadrado disponível para instalar ou expandir suas operações, oferecem um espetáculo de crescimento e transformação no cenário do e-commerce brasileiro.
Para se ter ideia dessa acentuada expansão, com apenas cinco anos de estrada por aqui, a Shopee expandiu sua ocupação de maneira impressionante. Seu crescimento de 5.000% em espaços logísticos é digno da atenção dos concorrentes (Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e outros). De acordo com dados da Buildings, a Shopee aluga atualmente espaços que perfazem 717 mil m² em todo o Brasil. Esses espaços estão distribuídos em 68 ocupações em condomínios. Em atividade, 622 mil m² estão em operação (dados do 4 trimestre de 2024, segundo a Buildings).
Religiosamente, a Shopee ampliou seu território de forma constante, adicionando novos endereços no último trimestre, como os galpões de Itajaí, Guarulhos e Caxias, até chegar ao Distrito Federal já neste início de 2025.
Outro dado interessante: a Shopee alcançou números que impressionam e desafiam outras gigantes do e-commerce, ao deter cerca de 40% das vendas do setor logístico no Brasil, segundo a Exame.
Mercado Livre: o mestre dos galpões
Por outro lado, o Mercado Livre atua como um veterano robusto. Desde que começou a operar os centros logísticos no Brasil, em 2018, a gigante argentina expandiu sua presença para a impressionante marca de 2,4 milhões de m² de área locada total. Eles estão distribuídos em 74 ocupações industriais, espalhadas em diversas regiões. Isso representa um crescimento de 4.700% em menos de sete anos.
Para se ter ideia, apenas no quarto trimestre de 2024, expandiram sua atuação em quatro condomínios: GRID F SA, Armazena 1, Log II e CL SP Dutra. Além disso, ainda possuem 14 mil m² de ocupação em escritórios.
Um olhar mais amplo: o crescimento logístico mapeado pela Buildings
Este crescimento logístico não está limitado às duas gigantes citadas. O panorama do setor logístico brasileiro revela 920 condomínios prontos para uso, representando um estoque de 39,3 milhões de m², segundo dados da Buildings. E o mercado continua a ferver; a construção de novos projetos segue a todo vapor, com vacância em baixa histórica, marcando apenas 8,10% no último trimestre de 2024.
De 2020 para cá, houve 12,7 milhões de m² de novo estoque entregue. Além disso, o novo estoque logístico alcançou marcas impressionantes, superiores 1 milhão de m² em alguns trimestres. Isso ocorreu em dois deles: 1,1 milhão de m² no 4T de 2021 e 1,2 milhão de m² no 3T de 2022. Além disso, ultrapassou a casa de 900 mil m² entregues em dois trimestres: no 4T de 2022 e no 3T de 2023.
O que se verá a seguir é uma continuação dessa eletrizante corrida por domínio – com a Shopee expandindo sua presença em novos mercados (a exemplo das últimas notícias) e o Mercado Livre defendendo seu território de líder no e-commerce, ainda com bastante distância à frente.
Por fim, vale destacar também a atuação da Amazon em terras brasileiras. Segundo dados do Buildings CRE Tool, a gigante americana começou sua atuação logística no terceiro trimestre de 2018, ocupando uma área de 48 mil m². De lá para cá, já são 565 mil m² de locação, distribuídos em 17 ocupações industriais.
Fato é que estas empresas são protagonistas de um capítulo incrível da história logística do Brasil, redefinindo como os produtos chegam aos consumidores. E, com esse movimento, a transformação do mercado está apenas começando!
Fonte: https://revista.buildings.com.br/shopee-e-mercado-livre-no-brasil/