Entregadores por aplicações digitais em greve no Brasil por melhores condições

Os funcionários de aplicações digitais do Brasil realizaram na segunda-feira o primeiro de dois dias de uma greve nacional, com mobilizações em massa em várias capitais do país exigindo melhores salários e condições de trabalho.

A convocação contra empresas digitais, como a norte-americana Uber ou as brasileiras iFood, 99 e Zé Delivery, estende-se até terça-feira e conta com o apoio de organizações sociais e sindicais em pelo menos 20 dos 27 estados do país.

Entre as reivindicações, os entregadores que aderiram à greve lutam por um aumento da taxa mínima de entrega, atualmente cotada entre 1,04 euros  e 1,61 euros, bem como um aumento do preço por quilómetro percorrido.

Exigem ainda um limite máximo de três quilómetros por encomenda para os ciclistas e o pagamento da tarifa integral por entrega, “sem cortes arbitrários quando há várias encomendas no mesmo percurso”.

Como parte da greve, foram realizadas mobilizações em cidades como Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo, entre outras.

Uma das mais massivas ocorreu em São Paulo, onde uma centena de entregadores percorreu a emblemática Avenida Paulista, no centro da cidade.

A paralisação, que começou com um movimento nas redes sociais, teve grande adesão no primeiro dia, apesar da tentativa de boicote por parte das empresas, segundo a comissão organizadora da greve.

Em comunicado, os organizadores informam que, nos últimos dias, as empresas de aplicativos ofereceram “incentivos económicos específicos” para os motoristas de entrega que trabalham “precisamente nos dias abrangidos pela Greve Nacional”.

Nesse sentido, o movimento social afirmou que esses incentivos “não representam uma valorização real do trabalho dos entregadores”, mas sim “demonstram que as empresas podem pagar mais, mas só o fazem quando estão sob pressão”.

Fonte: “https://www.rtp.pt/noticias/mundo/entregadores-por-aplicacoes-digitais-em-greve-no-brasil-por-melhores-condicoes_n1644793”

Do local ao digital: estratégias para o varejo de moda na competição com o mercado global

O varejo de moda brasileiro passa por uma transformação acelerada. Com a crescente digitalização do consumo e a forte concorrência de grandes redes e plataformas internacionais, os varejistas independentes precisam se reinventar para se manterem relevantes. A capacidade de adaptação, a proximidade com o cliente e o uso estratégico da tecnologia são fatores essenciais para garantir competitividade nesse novo cenário.

O papel do pequeno empreendedor na economia da moda

O varejista independente de moda desempenha um papel fundamental na economia brasileira, não apenas por sua expressiva representatividade numérica, mas também por sua capacidade de adaptação e inovação. Segundo dados do Sebrae, micro, pequenas e médias empresas constituem 97,5% dos cerca de 1,9 milhão de CNPJs ativos na indústria da moda no Brasil. Em 2022, essa cadeia produtiva faturou aproximadamente R$ 193,2 bilhões, evidenciando sua relevância econômica.

A flexibilidade inerente aos pequenos negócios permite uma rápida adaptação às mudanças do mercado. Durante a pandemia da Covid-19, muitos varejistas de moda adotaram estratégias multicanais, utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para impulsionar vendas online e oferecer serviços de entrega. Um modelo já bastante difundido no varejo independente é a venda condicional, também conhecida como “malinha”.

Esse formato de venda personalizada já fazia parte do dia a dia de muitos lojistas bem antes da pandemia. Um exemplo marcante que conheci em meados de 2013 foi o de Margarete, uma empreendedora de Caruaru – PE, que já nesta época operava um modelo extremamente organizado e eficiente de venda condicional. À frente de uma loja multimarcas que revendia produtos femininos, masculinos e infantis, seu grande diferencial não estava apenas na curadoria de marcas, mas na forma estruturada de operar o fluxo de vendas.

Margarete organizava sua equipe com duas assistentes no escritório e um motorista responsável pelos envios e retiradas dos produtos. Cada cliente recebia uma mala montada estrategicamente com base no seu histórico de compras, tudo anotado à mão em fichas organizadas por ordem alfabética. A mala era lacrada, e um segundo lacre era enviado dentro dela para garantir que os produtos realmente fossem visualizados. Após o prazo combinado, o motorista retornava com a máquina de cartão para efetuar a cobrança das peças escolhidas. Esse processo, totalmente manual, já era altamente eficiente: cerca de 45% do faturamento da loja vinha desse modelo de venda. Mesmo sem tabulação dos dados nem ferramentas de CRM, a equipe era avaliada pela assertividade dos produtos enviados versus o vendido. Afinal, o tempo que os produtos passavam fora da área de vendas podiam significar outras vendas perdidas. Uma aula de gestão estratégica de varejo!

Quando a pandemia fechou as portas das lojas físicas, as grandes redes enfrentaram o desafio de se adaptar a esse tipo de venda personalizada. Como estruturar um sistema semelhante em uma cidade como São Paulo, em que a escala e o perfil de consumo são completamente diferentes? Como conquistar a confiança do cliente para enviar produtos sem um contato direto? Essa capacidade de personalização e relacionamento próximo, tão natural no varejo de moda independente, se tornou um grande diferencial competitivo.

Apesar dessa vantagem, os varejistas enfrentam desafios cada vez maiores. A concorrência com as grandes redes e a necessidade urgente de digitalização são barreiras a serem superadas. Segundo o IEMI, em 2023 o comércio eletrônico representou 8,3% das vendas totais do varejo brasileiro, um percentual que continua crescendo. Além disso, plataformas asiáticas como Shein, Shopee e Temu estão conquistando um espaço significativo no mercado, não apenas pelos preços competitivos, mas pela eficiência em logística e marketing digital.

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/02/04/2025/artigos/do-local-ao-digital-estrategias-para-o-varejo-de-moda-na-competicao-com-o-mercado-global/”

RIOgaleão Cargo inaugura área para remessas expressas e inicia importação para e-commerce

Expectativa da empresa para março é fechar com 1 milhão de remessas processadas; pico da operação está previsto para maio, quando o terminal de cargas deve operar mais de 3 milhões pacotes.

O RIOgaleão Cargo inaugurou uma área dedicada a remessas expressas para operações de compras feitas no exterior via plataformas de e-commerce. A iniciativa ocorre em resposta ao lançamento do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, em 2023, que permitiu que empresas de e-commerce internacional operassem as próprias importações no Brasil.

Para atender à demanda, a concessionária desenvolveu um processo customizado para um grande player que já está operando suas remessas no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Segundo a companhia, objetivo da customização é trazer agilidade e eficiência para o processamento das remessas importadas.

“Criamos um programa de treinamento específico para a equipe dedicada a essa operação. Foi um esforço multidisciplinar para realizar as adequações necessárias, garantindo conformidade com a legislação aduaneira e os requisitos do cliente”, destacou o gerente de Operações do RIOgaleão CargoEduardo Calderelli.

Desde a inauguração, a primeira área alfandegada destinada às remessas expressas do RIOgaleão Cargo já processou 240 mil remessas no primeiro mês, em fevereiro. A expectativa para março é fechar com 1 milhão de remessas processadas. O pico da operação está previsto para maio, quando o terminal de cargas deve operar mais de 3 milhões pacotes. De acordo com a empresa, o escalonamento é possível devido à capacidade máxima de processamento de 9 mil remessas por hora do RIOgaleão Cargo.

ESTRUTURA DA ÁREA DE REMESSA EXPRESSA

A estrutura da área de remessa expressa conta com raio-x, porta-paletes, espaços para inspeção de órgãos fiscalizadores e sistemas de controle. O operador que aluga a área movimenta mais de 500 toneladas por mês.

A operação gerou a contratação de 53 funcionários pelo RIOgaleão, além de 50 profissionais do operador. Todos passaram por treinamento específico para a atividade.

“Acreditamos que a demanda por remessas expressas vai continuar crescendo. Por isso, já estamos preparados para receber mais demanda. Contamos com espaço para expandir esse tipo de serviço, além da experiência do GIG com operação de alfândega”, disse o gerente Comercial do RIOgaleão CargoLeandro Lopes.

Fonte: “RIOgaleão Cargo inicia importação para e-commerce

Cinco pontos críticos que desafiam as cadeias de suprimentos globais

Volume crescente de encomendas, processos ineficientes e falta de colaboração entre empresas expõem fragilidades do setor logístico.

Com o avanço do e-commerce e o aumento na movimentação de mercadorias em escala global, as cadeias de suprimentos têm enfrentado pressões crescentes para se modernizar. Segundo artigo publicado na Forbes do fundador e CEO da Orchestro.AI, Shekar Natarajanm o setor apresenta pelo menos cinco desafios estruturais que podem comprometer a capacidade de atender à demanda futura com eficiência e sustentabilidade.

De acordo com dados da ResearchAndMarkets.com citados no artigo, somente nos Estados Unidos foram enviados 21,5 bilhões de pacotes em 2023. A expectativa é que as vendas no varejo online continuem crescendo a uma taxa de 8,9% ao ano, alcançando US$ 1,4 trilhão em 2028.

No entanto, o modelo atual das cadeias de suprimentos — ainda dependente de sistemas centralizados e fragmentados — pode não ser suficiente para acompanhar esse crescimento.

1. Plataformas isoladas e centralizadas

A falta de transparência ainda é uma realidade. Segundo pesquisa global da McKinsey com líderes da área, apenas 30% das empresas afirmam ter visibilidade além do primeiro nível da cadeia, uma queda em relação aos 37% registrados em 2023. A prática comum de operar em silos reduz a eficiência e aumenta riscos operacionais.

2. Isolamento competitivo e duplicação de esforços

Muitas empresas ainda preferem operar de forma isolada, levando à construção de estruturas duplicadas — como centros de distribuição em regiões próximas — elevando custos trabalhistas e pressionando a infraestrutura local.

3. Modelos de precificação pouco transparentes

O artigo também destaca a complexidade e a imprevisibilidade dos modelos de precificação, com tarifas ocultas e taxas adicionais que dificultam o planejamento de custos e afetam a rentabilidade de empresas e o poder de compra dos consumidores.

4. Uso de sistemas analógicos

Apesar do avanço de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e análise de dados, muitos processos logísticos ainda dependem de métodos manuais e bases de dados fragmentadas, limitando a agilidade e a visibilidade em tempo real.

5. Gargalos à inovação

A inovação também sofre com a estrutura atual. Sistemas fechados e centralizados reduzem o potencial de troca de ideias e cooperação, limitando o desenvolvimento de soluções novas e escaláveis.

RISCOS À FRENTE

Caso esses gargalos não sejam endereçados, o setor pode enfrentar sérias dificuldades para lidar com o volume crescente de encomendas. A Pitney Bowes projeta que o número global de pacotes enviados poderá chegar a 225 bilhões em 2028. A persistência de ineficiências poderá gerar aumento nos preços, inviabilizar negócios e até impactar o acesso da população a bens de consumo.

CAMINHOS POSSÍVEIS

Para Natarajan, a saída está na criação de redes abertas e colaborativas, baseadas na troca estratégica de informações entre empresas e no uso intensivo de tecnologias para coordenação e otimização dos fluxos logísticos. Ele reconhece que o receio de perder vantagem competitiva é compreensível, mas defende que o compartilhamento seletivo — especialmente em pontos de interseção entre cadeias — pode beneficiar todos os envolvidos e preparar o setor para os desafios do futuro.

Fonte: “Cinco pontos críticos: Cadeias de suprimentos globais

 

DeepSeek ultrapassa ChatGPT em novas visitas e OpenAI planeja modelo aberto de IA

Ferramenta chinesa ultrapassou em 24 ,7 milhões o número de novos usuários do ChatGPT; OpenAI planeja reação.

A startup chinesa DeepSeek se tornou a ferramenta de inteligência artificial (IA) que cresceu mais rápido no mundo, ultrapassando o ChatGPT, da OpenAI, em novas visitas mensais. Os dados estão em um relatório da plataforma especializada aitools.xyz.

Em fevereiro, o DeepSeek teve 524,7 milhões de novas visitas, superando os 500 milhões do ChatGPT. No entanto, o serviço chinês segue como terceira maior ferramenta de IA, perdendo para o ChatGPT e o Canva.

A participação de mercado da plataforma aumentou de 2,34% para 6,58% em fevereiro, mantendo a trajetória de ascensão.

Reação americana

A OpenAI anunciou planos para lançar um modelo aberto de inteligência artificial – como é o DeepSeek. Prevista para os próximos meses, vai ser a primeira ação do tipo da companhia desde o GPT-2.

A empresa convidou especialistas para contribuir com a nova ferramenta. Além de formulários eletrônicos, a ideia é realizar eventos com desenvolvedores na América, Europa e Ásia. O objetivo é coletar insights sobre o novo projeto. O primeiro deles será em San Francisco, na Califórnia.

Além da DeepSeek, a Meta também investiu na estratégia de lançar modelos abertos de inteligência artificial. O Llama, ferramenta da dona do Instagram, já ultrapassou 1 bilhão de downloads.

Sam Altman, CEO da OpenAI, falou no X, o antigo Twitter, que o modelo aberto da empresa terá capacidade de raciocínio semelhantes ao o3-mini – sistema de IA presente no ChatGPT. Ainda de acordo com ele, a companhia americana pretende acompanhar de perto o impacto da nova ferramenta, em especial, nas grandes empresas e governo que optarem por executar seus próprios modelos.

Fonte: “DeepSeek ultrapassa ChatGPT em novas visitas e OpenAI planeja modelo aberto de IA – Consumidor Moderno

 

Alíquota do ICMS sobre compras internacionais sobe de 17% para 20%

Aumento entra em vigor nesta terça-feira em 10 Estados.

A alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado no recebimento de compras internacionais subirá de 17% para 20% a partir desta terça-feira (1º), em dez estados.

O aumento do ICMS para compras internacionais foi aprovado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) em dezembro do ano passado. Cada estado ficou de decidir se aprova, ou não, o aumento.

A alíquota será aumentada nos estados do Acre, de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, do Piauí, do Rio Grande do Norte, de Roraima e de Sergipe. Na prática, a medida deve impactar compras feitas em sites internacionais.

Ao decidir pelo aumento, o Comsefaz argumentou que a nova alíquota também busca alinhar o tratamento tributário aplicado às importações ao praticado para os bens comercializados no mercado interno, “criando condições mais equilibradas para a produção e o comércio local”.

De acordo com o comitê, a decisão levou em conta as alíquotas modais já praticadas pelos estados.

“O objetivo é garantir a isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil. Com isso, os estados pretendem estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a geração de empregos, em um contexto de concorrência crescente com plataformas de comércio eletrônico transfronteiriço”, disse o comitê.

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/01/04/2025/ecommerce/aliquota-do-icms-sobre-compras-internacionais-sobe-de-17-para-20/”

Azul Cargo Express tem crescimento notável no e-commerce, com aumento de 35% nas entregas em 2024

A Azul Cargo Express, a unidade de logística da Azul Linhas Aéreas, viveu um crescimento notável no segmento de e-commerce, com um aumento de 35% nas entregas e operações em 2024.

A capacidade operacional da unidade alcançou 40 mil volumes diários, garantindo entregas em até dois dias para as regiões mais distantes do Brasil. Essa evolução consolidou a Azul Cargo como líder de mercado no setor, representando atualmente 37% de suas receitas totais de carga.

Os resultados positivos são atribuídos a investimentos estratégicos em parcerias com grandes players do mercado, além de inovações inéditas para atender à crescente demanda dos clientes por serviços de e-commerce.

Um dos principais fatores para a agilidade na distribuição e entrega dos pacotes foi a implementação de sorters, equipamentos específicos utilizados na triagem e processamento automatizado de pacotes. Essa tecnologia, pioneira no setor aéreo do Brasil, permite realizar todas as etapas de pesagem, cubagem e triagem de maneira mais rápida e eficiente.

No ano passado, a Azul Cargo Express também expandiu sua rede com a abertura de mais de 80 novas unidades em diversas cidades e estados brasileiros, totalizando mais de 350 lojas e terminais. Essa expansão garante a interligação entre grandes centros urbanos e regiões remotas, alcançando 5 mil municípios e abrangendo 96% da população brasileira.

A unidade de logística da Azul tem se mostrado resiliente, mantendo suas operações durante a pandemia e sendo fundamental no transporte de vacinas e equipamentos médicos pelo país. Para continuar essa trajetória de crescimento no e-commerce, a Azul Cargo planeja novos investimentos e inovações para o ano de 2025.

Izabel Reis, diretora da Azul Cargo, prevê que a participação do e-commerce nas receitas da empresa pode subir de 37% para 50% em 2025, se o crescimento atual se mantiver.

Esse crescimento será impulsionado pela chegada de duas aeronaves A321P2F, que representam a estreia dos primeiros cargueiros Airbus na frota da companhia. Esses novos aviões têm capacidade para transportar até 50% mais volume de carga e 39% mais peso em comparação com a frota anterior, aumentando assim a eficiência operacional.

Além disso, a eficiência dos novos aviões, que pode resultar em uma redução de 27% no consumo de combustível por tonelada transportada, permitirá à Azul minimizar as emissões de CO₂, contribuindo para um compromisso crescente com a sustentabilidade.

Fonte: “https://aeroin.net/azul-cargo-express-tem-crescimento-notavel-no-e-commerce-com-aumento-de-35-nas-entregas-em-2024/”

 

Total Express chega a mais de 4 mil cidades e reduz prazos de entrega em todo o país

Um dos destaques é a região Sul, onde dezenas de cidades passaram a ser atendidas diretamente, com redução de 25% nos tempos de entrega.

A Total Express anunciou uma nova expansão de sua rede logística, atingindo agora 4.156 cidades em todos os estados do Brasil. Com essa ampliação, a empresa fortalece a posição como a maior rede privada de entregas e coletas do país, além de reduzir significativamente os prazos em mais de 20 mil trechos, beneficiando diretamente mais de 500 municípios.

Um dos destaques é a região Sul, onde dezenas de cidades passaram a ser atendidas diretamente, com redução de 25% nos tempos de entrega. Essa mudança agiliza o serviço e amplia as oportunidades tanto para consumidores quanto para empresas locais, especialmente no setor de e-commerce.

Segundo o diretor de Estratégia Comercial da Total Express, Fernando Magnoler, a expansão foi planejada ao longo de seis meses. “Nesse tempo, foram analisadas todas as rotas de transferência, conexões entre as mais de 30 bases de triagem e entrega, transferências secundárias para os interiores e renegociados os prazos de entrega com distribuidores e entregadores.”

O executivo destacou que a ampliação para mais de 4 mil cidades traz uma série de desafios, que vão desde a transferência dessa carga para todos os estados até o motorista da cidade destino. “Para atender o Norte do país, desde 2022 a Total conta com a sua própria aeronave, que garante autonomia e confiabilidade para alcançar regiões mais distantes. Além disso, a nossa presença em todos os estados, com mais de 20 filiais e 120 bases parceiras, especialistas no atendimento naquela região, garante proximidade com o consumidor final”, explicou.

A Total Express também declarou ter investido na criação do time Gestão de Comunidade de Entregadores, composto de mais de 5 mil motoristas ativos. O programa inclui gamificação, campanhas, clube de vantagens e outras ações focadas em, entre outros objetivos, reduzir o faturamento e garantir a estabilidade do nível de serviço.

“Além disso, desenvolvemos uma série de novas tecnologias que melhoram a qualidade e prazo de entrega, como a cerca de geolocalização, mensagens em tempo real e um aplicativo de fácil navegabilidade e estabilidade”, descreveu Magnoler. “E durante todo o ano, um time de especialistas em logística regional mantém um comitê de abrangência, identificando oportunidades locais para adequação de prazo e abertura de novos CEPs.”

De acordo com a companhia, a expansão reflete o compromisso com maior agilidade e eficiência operacional, promovendo entregas mais rápidas, seguras e acessíveis para negócios de todos os portes.

Definindo como um “balcão único”, Magnoler explicou que a Total Express dispõe de uma solução completa para os PMEs. “Oferecemos desde o armazenamento até a entrega final e a logística reversa. Coletamos em clientes que possuem desde 1 único volume até centenas de milhares por dia. E o nosso atendimento em 100% do território, sendo mais de 4 mil cidades com atendimento direto, é uma vantagem competitiva”, declarou.

Fonte: “Total Express reduz prazos de entrega em todo o país

Empresa de logística vai investir R$ 200 mi para intensificar importações da indústria em Sumaré-SP

Outros R$ 60 milhões serão destinados ao terminal de Rondonópolis (MT) para acompanhar o aumento do fluxo no mercado interno.

Até 2030, a Brado vai investir R$ 260 milhões nos terminais de Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT), com a maior parte do valor, R$ 200 milhões, destinada à unidade do interior paulista.

Os investimentos fazem parte do projeto “Carrossel” e estarão concentrados no aumento da capacidade estática do terminal, bem como na infraestrutura logística, visando contribuir diretamente para a eficiência de descarga dos caminhões em Sumaré.

Hoje a unidade de Sumaré é capacitada para receber 150 caminhões/dia, a expectativa é que esse número salte para 400 caminhões/dia nos próximos anos.

“As melhorias vão abrir um novo mercado com grande potencial: a importação de insumos para as indústrias da região, no fluxo Santos – Sumaré. Será o principal investimento da Brado nos próximos 5 anos”, diz Luciano Johnsson, CEO da Brado.

Nova logística para o desenvolvimento regional
Composta por 90 municípios, entre eles Sumaré, a Região Administrativa (RA) de Campinas é a maior contribuinte para a riqueza industrial do Brasil, conforme estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE.

Em 2021, a RA de Campinas respondeu por 11,8% do Valor de Transformação Industrial (VTI) do país, que atingiu cerca de R$ 2,2 trilhões.

A importação entre Santos e Sumaré será realizada na rota de retorno das operações de exportação do maior porto da América Latina, tornando-se uma alternativa multimodal para agilizar o fluxo de contêineres.

O terminal da Brado em Sumaré é um entroncamento ferroviário, conectando não apenas as regiões Centro-Oeste e Norte aos portos de Santos e Itaguaí (RJ), mas também os portos entre si e o agro à indústria.

O negócio contou ainda com a consultoria da empresa JC Platero, que forneceu orientação técnica e estratégica durante o processo.

O restante do investimento em Sumaré será aplicado em obras de construção de escritório, armazéns e ampliação de áreas de pátio e habilitação do terminal para operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex).

Em Rondonópolis, está prevista a ampliação do pátio. Em ambos os terminais haverá implementação de sistemas e ferramentas de tecnologia para suportar o crescimento das operações.

Fonte: “Empresa de logística vai investir R$ 200 mi para intensificar importações da indústria em Sumaré-SP | Exame

 

 

 

 

 

 

 

 

TikTok Shop chega ao Brasil e impõe novos desafios logísticos, aponta CEO da Emiteaí

Na avaliação do executivo, a plataforma tem o potencial de transformar o e-commerce, mas o sucesso dependerá diretamente da capacidade de entregar rapidez, eficiência e confiabilidade.

A TikTok Shop deve iniciar as operações no Brasil em abril, integrando compras diretamente à plataforma. A novidade traz desafios logísticos, exigindo uma operação eficiente e em conformidade com a legislação brasileira.

De acordo com o CEO da EmiteaíEwerton Caburon, a expectativa do consumidor atual não é apenas receber o produto, mas sim recebê-lo rápido e com segurança. A TikTok Shop terá que estruturar uma operação logística altamente eficiente para atender a essa demanda”, explicou.

A TikTok Shop não venderá apenas produtos, mas criará um novo comportamento de compra. Millennials e a Geração Z estão acostumados a respostas instantâneas e à conveniência, tornando a agilidade logística um fator crítico para o sucesso da plataforma. Segundo dados do Reclame Aqui, atrasos na entrega estão entre as principais reclamações do e-commerce. Qualquer plataforma que queira liderar esse setor precisa garantir que a eficiência na entrega seja tão fluida quanto a experiência de compra.

DOCUMENTAÇÃO FISCAL: BUROCRACIA OU DIFERENCIAL COMPETITIVO?

Para assegurar a regularidade no transporte de mercadorias, a legislação brasileira exige a emissão de documentos fiscais como CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) e MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais). Além disso, podem ser necessários documentos específicos, dependendo do estado, município ou do tipo de carga transportada.

“Automatizar a emissão e o envio desses documentos aos motoristas com apenas alguns cliques traz mais agilidade e previsibilidade ao processo, reduzindo riscos de atrasos, multas e retenção da mercadoria”, destacou Caburon. Segundo ele, a TikTok Shop precisará estruturar sua operação para atender a esses requisitos sem comprometer a velocidade das entregas.

LOGÍSTICA URBANA: A CHAVE PARA O SUCESSO

Com um fluxo constante de compras acontecendo em tempo real, a logística urbana precisa se tornar mais estratégica. Para isso, algumas soluções são essenciais:

  • Hubs de distribuição em pontos estratégicos, reduzindo distâncias e tempos de entrega.
  • Uso de tecnologia para cotação de fretes, roteirização e rastreamento inteligente, garantindo eficiência no transporte e transparência na informação.
  • Parcerias com transportadoras especializadas, que já possuem infraestrutura ágil e adaptada a diferentes regiões para atender a capilaridade da logística brasileira.

MODELOS INOVADORES DE ENTREGA: A TIKTOK SHOP PODE IR ALÉM DO TRADICIONAL?

Segundo a Emiteaí, a TikTok Shop tem a oportunidade de adotar estratégias que vão além da logística tradicional. Entre as tendências que podem ser exploradas, estão:

  • Entrega no mesmo dia ou no dia seguinte, utilizando dark stores e centros urbanos.
  • Crowdshipping, um modelo inovador que permite que motoristas autônomos realizem entregas de forma descentralizada.
  • Lockers e pontos de retirada, que aumentam a eficiência, reduzem custos e oferecem mais conveniência aos consumidores.

TRIBUTAÇÃO E DESAFIOS ALFANDEGÁRIOS: TRANSPARÊNCIA E PREVISIBILIDADE

Caso a TikTok Shop expanda sua oferta para produtos importados, será essencial criar estratégias para lidar com tributação e prazos alfandegários. “A transparência sobre taxas e encargos será um diferencial competitivo. Uma logística bem estruturada evita frustrações e garante a confiança do consumidor”, afirmou Caburon.

A TikTok Shop tem o potencial de transformar o e-commerce, mas seu sucesso dependerá diretamente da capacidade de entregar rapidez, eficiência e confiabilidade. “A velocidade da compra precisa se refletir na velocidade da entrega, e isso exige investimentos sérios em tecnologia, conformidade fiscal e estratégias logísticas inovadoras”, ressaltou o especialista.

As marcas que conseguirem integrar essas soluções e oferecer uma experiência impecável ao consumidor sairão na frente nesta revolução digital.

Fonte: “TikTok Shop chega ao Brasil e impõe novos desafios logísticos