Correios faz primeira entrega por drone em Curitiba

Entrega simbólica deu início à parceria da estatal em projeto de testes para criação de “aerovias” na capital paranaense.

Os Correios fizeram uma entrega especial nesta quarta-feira (26/3). A primeira encomenda transportada pela estatal com drone em todo o Brasil teve como destinatário o prefeito Eduardo Pimentel, que recebeu uma placa em homenagem ao aniversário de Curitiba, comemorado em 29 de março. A novidade foi apresentada durante o segundo dia da Smart City Expo Curitiba, maior evento de cidades inteligentes das Américas.

A entrega simbólica faz parte do projeto para a criação de “aerovias” de entregas por drone desenvolvido pela Atech, empresa da Embraer responsável pelos sistemas de controle de voo em todo o País, em parceria com a Prefeitura de Curitiba. Os Correios e a Speedbird Aero, fabricante e plataforma de drones, vão contribuir com informações para a realização de testes para desenvolvimento do sistema de controle aéreo, considerando questões técnicas de entrega em uma cidade.

O superintendente dos Correios no Paraná, Marcos Paulo Paim, ressaltou a importância da participação da estatal no projeto. “Estamos muito honrados de, assim como Curitiba, ser protagonistas nesse grande projeto. Toda nossa experiência em logística fica à disposição desse projeto para que, num futuro bem próximo, as entregas sejam feitas também por drone”, afirmou.

“Sinto orgulho de Curitiba ser o piloto desse teste, de ter sido a entrega número um de drone dos Correios”, disse o prefeito Eduardo Pimentel. Ele ressaltou que a nova modalidade será realidade em breve em todo o mundo. “Temos que trabalhar em conjunto com os governos e as entidades privadas para que a gente desenvolva a melhor forma de entrega”, pontuou.

O drone utilizado na entrega simbólica, fabricado pela Speedbird Aero, com tecnologia 100% nacional, suporta até 35 quilos. O voo foi realizado pela Atech, que escolheu Curitiba para os testes práticos do software que está desenvolvendo para o controle aéreo de voos de drones seguros em ambientes urbanos, passando sobre pessoas. Em respeito à regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a entrega desta quarta-feira foi realizada em rota evitando o fluxo de pessoas, decolando da Praça Afonso Botelho e sobrevoando a Ligga Arena com o uso do sistema BVLOS (sigla para Beyond Visual Line of Sight, em que o piloto não tem contato visual direto com o veículo).

O pouso foi feito com precisão no local previsto na área externa do estádio, onde está a exposição do Tomorrow Mobility, evento dentro do Smart City Expo Curitiba que debate e apresenta soluções para a mobilidade do futuro. Dois carteiros participaram da entrega da encomenda, na decolagem e no pouso do drone.

A parceria entre a Atech e a Prefeitura de Curitiba (programa Vale do Pinhão), por meio da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, foi firmada em novembro de 2024 e, em janeiro deste ano, os Correios foram convidados a integrar o projeto.

Segundo o CEO da Atech, Rodrigo Persico, o projeto prevê várias etapas, entre elas a aprovação em órgãos homologadores, até chegar à definição de “aerovias” e rotas qualificadas e seguras para que os drones façam operações sustentáveis comercialmente. “O objetivo é conseguir estudar essas rotas, fazer testes pilotos e desenvolver e aprimorar o software”, afirmou. Ele também ressaltou a importância da parceria com os Correios. “Ninguém melhor que a empresa mais antiga do Brasil, que tem a maior capilaridade, de trabalhar junto com a gente, dando esse passo a mais na inovação do trânsito de drones”, avaliou.

Os Correios são líderes no segmento logístico e de entrega de encomendas no Brasil e responsáveis pela atividade postal nacional. Com mais de 360 anos de história e presente em 100% dos municípios do País, a estatal possui a maior infraestrutura logística da América Latina: uma rede de atendimento de mais de 10 mil agências, mais de 8 mil unidades operacionais, 23 mil veículos e 85 mil empregadas e empregados diretos.

Fonte: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202503/correios-faz-primeira-entrega-por-drone-em-curitiba

Renato Franklin: o maior destravamento de valor da Casas Bahia virá da logística

O plano de transformação CB25, da Casas Bahia, continua a todo vapor. A inauguração de uma megaloja flagship de 3,3 mil m², com dois andares de varejo e três de sede administrativa na última sexta-feira (14), na rua Flórida, com fachada para a Marginal Pinheiros (Zona Sul da Capital paulista), é um dos pontos para ‘voltar ao básico’, segundo Renato Franklin, CEO da varejista.

Isso inclui a mudança de nome para Grupo Casas Bahia e o retorno do slogan “Dedicação total a você”, para fazer um resgate das origens. E com direito a carro de som circulando nas imediações anunciando a novidade, bem ao estilo retrô da loja fundada há quase 70 anos em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, para vender móveis e eletrodomésticos no carnê.

Essa volta ao básico inclui o foco em categorias do core business original, o retorno do Ponto Frio e também novas parcerias – como com a marca chinesa Oppo, de celulares. Tem também a expansão da Casas Bahia ADS (braço de retail media para pequenos lojistas que querem anunciar produtos no ecossistema da varejista ou estão no marketplace do grupo).

Além da moderna megaloja, com gestão integrada e foco na experiência do cliente, que poderá testar produtos, interagir com marcas e ter atendimento especializado (personal tech), a nova fase busca também o resgate da cultura que trouxe a Casas Bahia até o atual momento, destaca o CEO: de simplicidade, austeridade e gestão ligada à loja para ‘viver o cliente’.

Por isso, além de pontos como o alongamento da dívida, o lançamento de um fundo de investimento (FDIC) e uma oferta de ações de R$ 500 milhões para alavancar o negócio, uma das diretrizes principais do plano CB25 é a eficiência operacional e priorização do caixa.

Com redução de 54,8% no prejuízo no 4º trimestre de 2024 (de R$ 1 bilhão para R$ 452 milhões), pelos resultados divulgados no último dia 13, as ações da Casas Bahia somaram alta de 31,86% no acumulado da semana passada – o que indica o otimismo do mercado com as tendências de crescimento e rentabilidade da companhia, melhoria da margem Ebitda por cinco trimestres consecutivos e melhor fluxo de caixa livre em cinco anos (R$ 1,2 bilhões), mesmo com alavancagem alta.

Uma das responsáveis por puxar esse crescimento, aponta Franklin, é a logística, através da CBFull, dividida em cinco áreas (Fulfillment Seller, para os sellers que vendem em todos os canais do grupo; Fulfillment Multimarketplace, para vendas B2B e B2C; Full Commerce, solução personalizada de e-commerce, com criação de loja virtual em marketplace; Full Cross, de armazenagem, operação e regionalização de estoque, e Transporte Mar Aberto, de armazenagem da primeira à última milha usando a malha nacional do GCB.

“Temos a maior infraestrutura logística do Brasil, mas ainda há muita capacidade ociosa. E logística é um business de escala: quanto mais escala, mais competitivo você é. Não alocamos capital nisso, investimos o próprio retorno dos nossos negócios e crescemos bastante”, diz Franklin. Em 2024, o volume bruto de mercadorias movimentado na CBFull foi de R$ 1 bilhão.

Com base nisso, em 2025 o grupo planeja crescer mais de 100% nessa vertente, para se tornar líder na prestação de serviços logísticos no país. “Por isso, eu reforço sempre: o maior ‘destravamento’ de valor da companhia virá da logística”, sinaliza.

Em 2024, a Casas Bahia emitiu 1,4 milhão de cartões de crédito, vendeu 37,2 milhões de itens e fechou o ano com 108 milhões de clientes, sendo que 29 milhões deles compram pelo menos uma vez no ano. Em bate-papo com o Diário do Comércio, Franklin detalha um pouco mais o novo momento da companhia e as perspectivas para a nova loja-sede.

“Trouxemos outra referência para a Marginal além da Ponte Estaiada. Logo, todo mundo vai dizer ‘é antes da Casas Bahia’, ‘é depois da Casas Bahia’. É nosso objetivo.”

Leia a entrevista com Renato Franklin a seguir:

Diário do Comércio – A Casas Bahia pretende liderar o movimento de transformação da experiência do cliente no varejo brasileiro. Como isso se dará na nova loja?

Renato Franklin – Sendo bem transparente, as nossas megalojas, como a da Marginal Tietê e do Shopping Aricanduva, já não deixam nada a desejar para as flagships da China, que todo mundo fala que são muito modernas. Essa loja aqui eu garanto que tem mais experiência do que se vê lá fora. Esse tipo de loja vende, dá lucro e é rentável porque traz muitas experiências.

Desde vários túneis de LED, holograma para tirar foto, totens onde você pega um produto e a tela automaticamente explica o que ele faz… No Aricanduva, a gente percebeu a diferença: a expectativa era crescer 30% da receita e 7% no ticket médio, trazendo mais experiências. A gente cresceu 60% da receita e 20% no ticket. Esse investimento em experiência do cliente traz cada vez mais retorno. E junto com a omnicanalidade, claro.

Um negócio super legal que a gente tem feito hoje com inteligência artificial é o seguinte: quando um cliente navega no nosso site, olha um produto, mas não compra, é disparado um lead para o vendedor, que chama o cliente e pergunta se ele teve alguma dúvida, se quer ir à loja ver pessoalmente. Aí ele converte isso na loja, e muitas vezes com um produto ainda melhor.

Por que a mudança para a Vila Olímpia, de classe mais alta, de pessoas que trabalham nos escritórios, nas empresas do entorno e só circulam por aí durante a semana? Que público a Casas Bahia quer pegar com essa estratégia?

São duas coisas. Primeiro, a gente nota que segunda-feira é um dia forte de vendas, e você compra ou perto de casa ou perto do trabalho. Então, pegamos o fluxo grande de pessoas da estação Berrini (a poucos metros da nova loja), do terminal de ônibus. É muita gente circulando. De manhã cedo, é uma fila infinita de gente passando aqui na frente. Segundo, nessa região da Zona Sul não existe uma loja para atender a quem procura por esses produtos. Você só tem loja pequena dentro de shopping, com pouco sortimento, pouca profundidade.

Uma mega loja com profundidade, com sortimento de todos os eletrodomésticos, com todas as marcas e com móveis, você não tem. Mas a ideia é pegar esses dois públicos também no final de semana. O desafio é o final de semana: de virar destino assim como acontece com a megaloja da Marginal Tietê, que é um destino de sábado e domingo, onde as pessoas vão de carro para fazer compras.

Fonte: “Diário do Comércio

Sextou com CX – Case Ágile Trends próximo evento em 28/02/2025

Sextou com CX – Case Ágile Trends
Fala pessoal! #bora para o segundo episódio da quarta temporada do Sextou com CX?
Convidamos o DAIRTON BASSI para um bate-papo sobre o Case do evento Ágile Trends.
Vai perder? Lógico que não!
Vale lembrar que o Sextou com CX é uma iniciativa do Departamento de Inteligência de Mercado – DEINM, idealizada e executada pela Gerência de Experiência do Cliente – GEXP, e uma das várias ações previstas no Modelo Integrado de Gestão de Satisfação dos Clientes.
A ideia é fazer desse evento um canal de relacionamento, já que nos encontraremos todos os meses por aqui; um meio de comunicação para reforçarmos a importância da inclusão do tema de experiência do cliente no nosso dia-a-dia e um espaço para manifestação do empregado nas discussões sobre as temáticas.
Lembramos que ao final sempre temos brindes, mas se liga! Tem que estar antenado/a ao conteúdo para ter chance de ganhar….. não serão mais realizados sorteios!!
Nos vemos lá!!
 
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Dia do Evento:
 

Moda e beleza na prática: a parceria entre C&A e Boca Rosa

União entre a influenciadora Bianca Andrade, da Boca Rosa Beauty, e a C&A marca um novo capítulo na integração de moda e beleza.

A C&A deu um importante passo na ampliação de sua categoria de beleza ao incluir os produtos da marca Boca Rosa, criada por Bianca Andrade. Essa parceria representa um marco tanto para a rede varejista quanto para a influenciadora, e tem como objetivo unir moda e beleza, oferecendo em um mesmo espaço uma experiência de compra com tudo o que a consumidora necessita para criar seu look.

A gerente de categoria de beleza da C&A, Aluma Gogola, destaca o papel estratégico dessa área no portfólio da marca. “A área de beleza na C&A começou em 2019, e estamos completando seis anos com esse projeto. Nosso objetivo sempre foi expandir a proposta de valor da moda para o universo da beleza. Queremos que as nossas clientes encontrem em nossas lojas tudo o que precisam para compor um look completo, desde roupas até maquiagem e perfumes”, explica.

A entrada da Boca Rosa nas vitrines da C&A é mais um passo para democratizar o acesso à beleza. Segundo Aluma, mesmo que o Brasil seja um dos maiores mercados de cosméticos e beleza do mundo, mas muitas mulheres ainda enfrentam barreiras como preço e falta de conhecimento para usar os produtos. “Em 2024, dobramos nosso portfólio de produtos porque queremos entregar marcas de qualidade e acessíveis. Queremos dar acesso para que as clientes se permitam a usar ou conhecer”, pontua.

Experiência de compra

Além disso, a experiência do consumidor foi cuidadosamente planejada.

“Optamos por trabalhar com 100% portfólio de maquiagem em 100% nas lojas C&A pelo Brasil e no e-commerce. Mas, como entregar os 50 tons de base da Bianca? Através dos provadores que estamos lançando, para que a cliente teste. Se não puder comprar na loja, ao menos vai saber a cor de base ideal para que compre no site ou no aplicativo”, comenta. Essa abordagem omnichannel reforça o compromisso da marca com a personalização.

Desde sua introdução em 2019, a categoria de beleza da C&A passou por uma evolução. De 13 lojas iniciais, a expansão alcançou 277 unidades até 2021, mesmo durante a pandemia. Atualmente, são mais de 2 mil SKUs ativos.

“Em 2024, fizemos um movimento extremamente importante para a categoria de beleza que foi expandir a categoria para 100% das lojas da C&A. Temos que não só trazer marcas de influenciadores que são muito importantes, mas oferecer o look completo para nossa cliente”, ressalta Aluma. “Nós queremos que a cliente se sinta empoderada, confiante e segura ao sair de nossas lojas. Por isso, integramos beleza e moda em uma única proposta de valor”.

Uma parceria afetiva

Para a empresária e influenciadora Bianca Andrade, CEO da Boca Rosa Company, a parceria com a C&A vai além do âmbito comercial. “Desde o início, a C&A fez parte da minha história. Comecei como consumidora assídua, então, para mim, toca em outros lugares e, de fato, é muito afetiva essa parceria. A C&A se importa muito em encantar quem é consumidor da marca, e isso é uma coisa que me inspira”, comenta a influenciadora e empresária. Ela revela ainda ser a primeira vez que vê sua marca exposta em uma vitrine.

Ainda de acordo com Bianca, foi desafiador esse processo de levar os produtos da sua marca para a vitrine, bem como construir uma marca independente, bem como uma cartela de cores tão extensa, com 50 tons, para os mais variados tons de pele.

“A base stick, este ano, vai ser uma grande tendência. Vimos em todas as feiras, e as marcas ainda vão trazer para cá. Essa base já existe há muito tempo, mas as tendências são cíclicas. Toda essa praticidade vem de um mercado que carece por esta praticidade, principalmente quando se trata de mulher, porque hoje temos inúmeras funções”, explica. “Boca Rosa é essa marca inteligente, que pensa no seu dia a dia e em produtos que são práticos. O importante tudo isso é observar o mercado, como ele funciona e as tendências”, finaliza Bianca.

Fonte: “Moda e beleza na prática: a parceria entre C&A e Boca Rosa

 

Amazon anuncia expansão logística com 3 novos centros de distribuição

Com um portfólio de 130 milhões de produtos disponíveis, a Amazon anuncia a abertura de três novas estações de entrega em Belford Roxo (RJ), Canoas (RS) e Palmas (TO). O centro de distribuição da Amazon desempenha um papel central na estratégia de crescimento da empresa no Brasil, que opera desde 2019 no país.

As inaugurações elevam o número total de polos logísticos no país para 130, fortalecendo sua presença em território nacional. A expansão reflete o compromisso da empresa em alcançar 100% dos municípios brasileiros com um serviço de entrega ágil e eficiente.

De acordo com Daniel Mazini, country manager da Amazon Brasil, essa expansão é fundamental para que os consumidores recebam suas compras com frete rápido e gratuito em qualquer parte do país.

Impactos econômicos e sociais

Para além de aprimorar o serviço de entrega, os centros de distribuição têm gerado impactos positivos nas comunidades locais, criando empregos, promovendo projetos sociais e incentivando o desenvolvimento de carreiras. Com essas ações, a empresa fortalece sua presença e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico regional.

Além disso, a contribuição da Amazon ao Brasil vai além do e-commerce. Desde sua chegada, a empresa já investiu mais de R$ 33 bilhões no país, incluindo operações de varejo, logística e serviços em nuvem (AWS). Esse investimento representa uma significativa contribuição ao PIB nacional, somando mais de R$ 25 bilhões.

O marketplace também tem implementado iniciativas sustentáveis e focadas no bem-estar de seus colaboradores. Segundo Márcio Neves, diretor de Operações da Amazon Brasil, a prioridade é garantir uma infraestrutura logística segura, sustentável e alinhada às necessidades dos consumidores.

Tecnologia e expansão

Os avanços tecnológicos têm sido fundamentais para o sucesso da Amazon no Brasil. A empresa desenvolveu sistemas que automatizam processos logísticos, reduzindo em 77% o tempo necessário para inaugurar novas unidades operacionais.

Leandro de Paula, diretor de Tecnologia da Amazon na América Latina, destacou que essas soluções abrangem desde a gestão de inventário até a definição de rotas de entrega, muitas delas projetadas para atender às especificidades do mercado brasileiro.

A integração entre os polos logísticos também tem sido essencial, garantindo maior eficiência e agilidade nas operações, sem comprometer a qualidade do serviço ao cliente.

Com essa abordagem, a Amazon reafirma seu compromisso em colocar o cliente no centro de suas decisões, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento social e econômico do país.

Fonte: “Amazon anuncia expansão logística com 3 novos centros de distribuição – E-Commerce Brasil

O boom dos centros de distribuição no Brasil: como capacitar a mão de obra?

Nos últimos anos, o mercado de centros de distribuição (CDs) no Brasil cresceu exponencialmente e a explosão do e-commerce foi um dos principais fatores por trás dessa multiplicação. De acordo com um estudo da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), entre 2019 e 2023, o número de centros de distribuição no Brasil cresceu em torno de 35%, especialmente nas regiões Sudeste e Sul.
Outro dado relevante é que o setor já emprega aproximadamente 1,5 milhão de pessoas no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este número tende a crescer ainda mais, com previsões que indicam a criação de cerca de 500 mil novos empregos até 2025.
O mercado logístico não se destaca apenas por seu tamanho e impacto na economia, mas também pelos desafios que enfrenta na formação de profissionais qualificados. Os CDs, especialmente aqueles que operam com grande fluxo de mercadorias e alta automação, requerem uma força de trabalho altamente capacitada. No entanto, o que observamos é que, muitas vezes, esses profissionais não possuem o treinamento adequado para lidar com as novas tecnologias e práticas avançadas do setor.
Tradicionalmente, a capacitação acontecia de forma presencial, com treinamentos em apostilas sobre o manuseio de equipamentos e segurança no trabalho. Porém, com o avanço das tecnologias, esse cenário está mudando rapidamente, trazendo um formato que atende essa nova necessidade: o híbrido.
Um exemplo é como o uso de simuladores 3D e plataformas de aprendizado virtual têm revolucionado a forma como os trabalhadores são capacitados. A Realidade Aumentada, por exemplo, permite que profissionais pratiquem o carregamento e descarregamento de mercadorias, o manuseio de sistemas automatizados de transporte e até mesmo a operação de drones.
Já a Realidade Virtual (RV) é uma excelente opção para treinamento de operadores de empilhadeiras, esteiras automáticas e outros equipamentos. Essas tecnologias permitem que os colaboradores pratiquem suas funções em um ambiente virtual seguro e controlado, eliminando o risco de acidentes e melhorando a eficiência do aprendizado.
Além disso, o aprendizado híbrido também se destaca como uma solução eficaz.
Com áreas de CDs muitas vezes localizadas em regiões de difícil acesso ou com tarefas consideradas perigosas, a parte online dessa modalidade tem se mostrado uma excelente forma de preparar os colaboradores para situações reais sem expô-los a riscos durante a fase de treinamento.
Um estudo realizado pela Gartner aponta que o uso de realidade virtual pode aumentar a retenção de aprendizado em até 75% em comparação aos métodos tradicionais. Isso significa que, além de preparar melhor os funcionários, o uso de tecnologias inovadoras também contribui para uma maior eficiência operacional dos CDs, que passam a contar com profissionais mais preparados e capazes de enfrentar os desafios do setor.
O futuro dos CDs no Brasil está intimamente ligado ao avanço tecnológico e à modernização dos processos de treinamento. A combinação de tecnologias inovadoras, como a Realidade Virtual e Aumentada, com capacitações híbridas que acompanhem as novas necessidades, será a chave para garantir que o país se mantenha competitivo no cenário global de logística e distribuição.
Dessa forma, as empresas que se anteciparem e adotarem essas tecnologias de maneira estratégica terão uma vantagem significativa, tanto na eficiência operacional quanto na atração e retenção de talentos. O setor de logística está pronto para uma nova era, e a tecnologia será sua maior aliada nessa transformação.

Kwai lança plataforma de e-commerce no Brasil que vende bilhões na China

O aplicativo Kwai lançou oficialmente, nesta quarta-feira (30), sua plataforma de comércio eletrônico no Brasil.

Integrado à rede social de vídeos curtos que tem cerca de 60 milhões de usuários no país, o Kwai Shop possibilita que todo o processo de compra seja feito dentro Kwai, que passa a reunir num só lugar conteúdo e e-commerce.

O modelo é sucesso na China, onde a empresa é referência tanto como rede social quanto de comércio eletrônico. No segundo trimestre de 2024, a plataforma vendeu aproximadamente 42 bilhões de dólares em produtos no país do oriente —um crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A companhia, que desde de 2019 já injetou mais de R$ 7 bilhões no mercado brasileiro, pretende reforçar ainda mais os investimentos para também consolidar-se no setor de comércio eletrônico por aqui.

A razão para o Kwai não poupar esforços para investir no Brasil é simples de entender: nosso país atualmente é o segundo maior mercado da rede social, atrás apenas da China.

“Dois anos atrás, decidimos que nossa estratégia seria focar no Brasil, em vez de tentar entrar em outros países. Esse é um mercado no qual estamos indo bem e tem grande potencial. Então, a melhor decisão que podemos tomar é seguir investindo nele a longo prazo”, afirmou Ji Cheng, vice-presidente e chefe de operações globais da Kuaishou International Business.

Fonte: “Kwai lança plataforma de comércio eletrônico no Brasil

Mais de 70% dos brasileiros abandonam suas compras online devido a insatisfações com a experiência no site ou app

Uma pesquisa da Akamai, especializada em serviços de computação em nuvem e segurança cibernética, mostrou que 77% dos brasileiros abandonam suas compras online devido a insatisfações com a experiência no site ou aplicativo, com desistências mais frequentes em compras no valor de R$101 a R$200.

Entre os principais fatores de frustração, 24% dos consumidores apontaram a falta de imagens ou especificações detalhadas dos produtos como o maior motivo de abandono. Já 22% mencionaram a desconfiança nos métodos de pagamento disponíveis, e 21% destacaram a ausência de selos e certificados de segurança no site. Outros problemas relevantes incluíram sites lentos ou que travam (20%), receio de roubo de dados pessoais (20%) e excesso de anúncios (20%).

Além disso, 17% dos entrevistados relataram problemas com a navegação em dispositivos móveis, e 14% se queixaram de ser redirecionados para páginas externas ao final da compra. A demora no processo de login ou cadastro, devido ao excesso de informações solicitadas, foi uma reclamação para 13% dos consumidores, e 9% ficaram insatisfeitos por não poderem utilizar o login via redes sociais.

O comércio online no Brasil avançou bastante, mas ainda há um longo caminho a percorrer para atender às expectativas dos consumidores por agilidade. Se antes a lentidão era o maior problema, hoje a qualidade das informações sobre os produtos e as questões de segurança se tornaram críticas. A confiança é um fator decisivo na escolha de um site ou app para realizar compras”

Helder Ferrão, gerente de estratégia de indústrias da Akamai LATAM

A segurança digital se mostrou um dos aspectos mais relevantes para quem compra online:

Para 58% dos consumidores, saber que estão comprando no site ou aplicativo oficial da marca é o principal fator de confiança. A segurança dos dados do cartão de crédito é uma preocupação para 54% dos entrevistados. Além disso, 40% afirmaram que não voltariam a comprar em um site que já sofreu com incidentes de segurança, mesmo que tenha adotado medidas corretivas.

Os maiores receios dos clientes incluem o risco de ter a conta bancária invadida (35%) e o cartão de crédito clonado (31%). A preocupação com o vazamento de senhas é significativa, afetando 93% dos consumidores, enquanto 89% temem a exposição do CPF.

Outro dado que chamou muita atenção é que 70% dos usuários revisam as políticas de privacidade e segurança antes de compartilhar suas informações em sites ou aplicativos. Apesar disso, 48% acreditam que as empresas ainda não estão suficientemente preparadas para lidar com ameaças cibernéticas.

A experiência do consumidor no ambiente digital vai além da simples compra: a segurança e proteção contra fraudes são fundamentais para gerar confiança. Para conquistar essa confiança de forma duradoura, as empresas precisam investir em medidas robustas de segurança, desde a proteção de dados pessoais até a implementação de protocolos de pagamento seguros. “É crucial criar um ambiente digital confiável e transparente, onde os consumidores se sintam protegidos em todas as fases da compra, seja na proteção de dados ou no oferecimento de canais de suporte eficientes”, conclui Helder.

A pesquisa “Panorama das Compras Online no Brasil: Preferências dos Consumidores e Vulnerabilidades” foi realizada no primeiro semestre de 2024 com mais de 900 participantes por meio de um painel online. O estudo explora métodos de pagamento, preocupações e comportamentos de compra, oferecendo insights sobre as vulnerabilidades e desafios enfrentados pelos consumidores ao realizar compras online.

Fonte: “https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/mais-de-70-dos-brasileiros-abandonam-suas-compras-online-devido-a-insatisfacoes-com-a-experiencia-no-site-ou-app”

Amazon terá o maior estande de sua história na Bienal, com 160 convidados e 42 palestras

Personalidades do meio artístico e escritores renomados estão entre os participantes do estande da gigante global.

A Amazon Brasil confirmou presença na 27° Bienal Internacional do Livro, que acontece de 6 a 15 de setembro, no Distrito Anhembi em São Paulo. Para a edição deste ano, a gigante global apresentará seu maior estande no evento até então, com participação de Kindle, Kindle Direct Publishing (KDP) e, pela primeira vez, Audible, serviço de audiolivros da empresa. A programação do estande, promovida pelo KDP, contará com mais de 160 convidados e 42 palestras e mesas redondas, abordando temas como literatura nacional, cenário editorial e novos formatos literários.

Entre os convidados, grandes nomes da literatura nacional e influenciadores digitais marcarão presença no espaço da Amazon. Personalidades como Mônica Sousa, da Mauricio de Sousa Produções, Talita Rebouças, Junior Rostirola, Conceição Evaristo, Gabz, Pedro Bandeira, Marcela Ceribelli e Pedro Rhuas são alguns dos destaques. O estande também será palco do Dia do Autor, com diversas palestras e um espaço de encontro para escritores e leitores na sexta-feira, 13 de setembro. Ainda na programação, haverá também o anúncio de novidades sobre o Prêmio Amazon de Literatura Jovem, além da venda de Kindles, ofertas e brindes exclusivos para os visitantes no local.

“Estamos muito felizes em participar de mais uma Bienal do Livro, dessa vez com nosso maior estande e programação até então. Nossa missão como empresa é facilitar e democratizar o acesso aos livros e a Bienal do Livro é mais uma oportunidade para reforçarmos esses compromissos com o público brasileiro”, explica Ricardo Perez, country manager de Livros na Amazon Brasil. Entre as ações voltadas para a democratização da leitura, a Amazon disponibiliza livros em todos os formatos, sejam físicos, digitais ou em áudio, além de oferecer preços acessíveis.

Fonte: “https://mercadoeconsumo.com.br/05/09/2024/eventos/amazon-tera-o-maior-estande-de-sua-historia-na-bienal-160-convidados-e-42-palestras/”

Plataformas de venda exigem atenção à experiência do cliente

Consultor de negócios aponta cinco vantagens de se vender em marketplaces e alerta para a importância das especificações de cada plataforma de vendas online.

A capacidade de vender online tem se mostrado crucial para o sucesso de várias empresas, podendo levar um negócio a novos patamares. O comércio eletrônico já não é apenas uma opção, mas uma necessidade, visto que é como se a porta do estabelecimento estivesse aberta para os clientes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Dados publicados pela Forbes Advisor indicam que somente neste ano 20% das compras no varejo serão realizadas no ambiente virtual – o que transforma a experiência do cliente no grande foco para que esses números continuem subindo.

Ao final de 2024, o mercado global de comércio eletrônico deve totalizar cerca de US$ 7 trilhões. Desde pequenas lojas até grandes marcas têm investido no mundo virtual, seja por meio de um e-commerce próprio ou utilizando plataformas de vendas já consolidadas (marketplace). Ainda segundo a Forbes, o motivo mais comum pelo qual os compradores online abandonam seus carrinhos é por causa de custos adicionais, como frete, impostos e taxas (47%). Já a lentidão na entrega é motivo de desistência para 24% dos clientes. Diante disso, o varejo online ainda impõe muitos desafios às empresas, como definir a melhor estratégia de vendas online para aumentar a receita.

De acordo com Luiz Claudio Ramalho, da Imagem Consultoria, as empresas que não investem em uma presença online robusta estão ficando para trás. Ter um e-commerce próprio ou vender em plataformas consagradas não é apenas uma questão de escolha, mas de sobrevivência no mercado competitivo. “Com um site próprio, a empresa tem total controle sobre o layout, as funcionalidades e a experiência do usuário. Isso permite criar uma identidade visual única, alinhada com os valores e a proposta da marca. No entanto, administrar um e-commerce próprio não é tarefa fácil”, diz o consultor – chamando atenção para os investimentos que isso requer, como empregar recursos em tecnologia, segurança, logística e marketing.

Ramalho afirma que o sucesso das vendas em e-commerce próprio também depende da capacidade da empresa em atrair tráfego qualificado para o site e converter visitantes em clientes.

“Esse é o grande desafio que tem levado muitas marcas a buscar visibilidade nas plataformas de vendas já consolidadas, como Mercado Livre, Amazon e Shopee. Esses marketplaces oferecem uma série de vantagens que podem ser decisivas para muitas empresas, como infraestrutura de tecnologia, pagamento e segurança”. Mas, segundo o consultor, mesmo parecendo um processo simples e intuitivo, não basta cadastrar os produtos na plataforma e começar a vender bem. “Há toda uma complexidade que deve ser levada em conta em cada plataforma de vendas”.

Para o especialista em negócios, que atua há 18 anos prestando consultoria comercial e financeira para pequenas e médias empresas, o segredo para se vender bem online é atender às especificações de cada marketplace, seja em relação à estrutura dos anúncios, à qualidade dos textos e das imagens, ao tempo de resposta em relação às dúvidas dos internautas, e até mesmo ao cumprimento do prazo de entrega e facilidades na devolução de produtos.

“Esses marketplaces valorizam muito a reputação e buscam fidelizar um número cada vez maior de clientes através de uma boa experiência. Só assim as pessoas farão da compra online um hábito seguro e conveniente, podendo ser uma influência positiva para outros compradores”.

Empresas que ainda não se decidiram se investem no e-commerce próprio, se migram seus produtos para marketplaces confiáveis ou se investem nos dois métodos de vendas online, podem se beneficiar com as cinco vantagens principais oferecidas pelos marketplaces listadas por Luiz Claudio Ramalho e que podem servir, também, para melhorar as vendas através do site da marca:

  1. Alcance ampliado: “Essas plataformas já possuem uma enorme base de usuários ativos. Isso significa que a empresa não precisa investir tanto em marketing para atrair clientes. Matéria divulgada recentemente no Estadão (assinantes) revela que o Mercado Livre recebe 247,9 milhões de visitas mensais (29,59%), seguido pela Amazon com 172,2 milhões (20,54%). Shopee, Magalu e AliExpress completam a lista dos Top5”.
  2. Confiança e reputação: “As grandes plataformas já possuem credibilidade no mercado. Os consumidores se sentem seguros comprando em ambientes que conhecem e confiam. O papel da marca, nesse sentido, é atender às exigências feitas por cada um dos marketplaces, inclusive adotando o EAN ou GTIN, que é sequência numérica que faz parte do código de barras universal de um produto, identificando fabricante, país de origem, modelo do produto etc.”.
  3. Infraestrutura de pagamento e logística: “Muitas plataformas oferecem soluções integradas de pagamento e entrega, facilitando o processo para o vendedor e o comprador. Seja como for, as plataformas de vendas disponibilizam vários meios de pagamento para facilitar a vida do consumidor”.
  4. SEO e visibilidade: “Os marketplaces investem pesadamente em SEO (Search Engine Optimization), garantindo que seus produtos apareçam nas primeiras posições de buscas orgânicas. Para um e-commerce próprio atingir esses resultados seria necessário um investimento muitas vezes inviável para grande parte das empresas”.
  5. Analytics e relatórios: “A equipe comercial tem acesso a dados detalhados sobre suas vendas, ajudando a ajustar suas estratégias e reformular campanhas de marketing”.

    Apesar das vantagens, vender em plataformas consagradas não é algo isento de desafios. “Cada uma dessas plataformas possui suas próprias regras, algoritmos e exigências, que mudam constantemente.

    Saber como se destacar em um ambiente tão competitivo requer não apenas conhecimento técnico, mas também uma estratégia bem elaborada”, afirma Ramalho – que recomenda às empresas formar uma equipe interna ou investir numa consultoria qualificada para ajudar a entender melhor seu público-alvo, otimizando a experiência de compra e aumentando a taxa de conversão.

Fonte: “https://www.uai.com.br/app/noticia/mundo-corporativo/2024/09/02/noticia-mundo-corporativo,344317/plataformas-de-venda-exigem-atencao-a-experiencia-do-cliente.shtml”